Fungos na pele do cão em fotos: como é cada fase

Illustration of a dog skin yeast infection — reddened, greasy skin in a warm body fold with early hyperpigmentation

Resposta rápida: nas fotos de fungos na pele do cão vê-se quase sempre o mesmo padrão: pele rosada a vermelha, oleosa ou com descamação, concentrada nas pregas quentes (axilas, virilhas, barriga, entre os dedos e nos ouvidos), muitas vezes com um cheiro a mofo ou a ranço e, nos casos antigos, pele escurecida e espessada, a chamada «pele de elefante». Na grande maioria dos casos, a responsável é uma levedura, a Malassezia pachydermatis. Para o apoio diário, a par dos cuidados veterinários, as gotas de apoio ao equilíbrio das leveduras Pure Majesty Pets (29,95 €) são um suplemento líquido pronto a usar, com ácido caprílico, vinagre de sidra de maçã e orégãos, além de ingredientes de apoio à pele e à digestão, que se mistura na comida segundo o rótulo.

O aspeto, por si só, não confirma os fungos: infeções bacterianas, alergias e ácaros podem ter uma aparência quase idêntica, e só a citologia da pele feita pelo médico veterinário dá uma confirmação fiável.

Problemas de pele · Malassezia

Este artigo é um recurso educativo, não uma ferramenta de diagnóstico. As fotografias ajudam, mas nunca contam toda a história dermatológica: recomendamos sempre uma citologia cutânea feita pelo médico veterinário antes de iniciar qualquer tratamento.

Conhecer as gotas de apoio às leveduras →

Apenas cuidados de apoio; não substituem o diagnóstico veterinário nem o tratamento prescrito.

Fungos na axila do cão em fase inicial, com pele rosada e irritada

O que observar: as pregas quentes e pouco arejadas, como as axilas, mostram muitas vezes os primeiros sinais: pele rosada, irritação, lambedura ou cheiro.

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Uma nota sobre as próprias fotografias. Em vez de republicar uma galeria de fotografias genéricas de banco de imagens com a etiqueta «fungos» (é o que faz a maioria das páginas que aparecem nesta pesquisa, e ensina muito pouco), este guia descreve cada fase com precisão (cor, textura, cheiro, localização e evolução no tempo), dá-lhe uma tabela para distinguir os fungos das quatro doenças de pele com que mais se confundem e mostra-lhe como fotografar o seu próprio cão para que o médico veterinário possa realmente usar as imagens. Para ver fotografias clínicas reais, a Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Illinois publica um artigo de dermatologia em acesso aberto com figuras de dermatite por Malassezia em cães (Souza, 2019): casos verdadeiros, documentados por veterinários, e as imagens de referência que recomendamos.

Como são os fungos na pele do cão: o que a Malassezia provoca

Ilustração dos fungos na pele do cão: sinais à superfície e fatores internos, como alergias e desequilíbrio intestinal

A dermatite por leveduras no cão é quase sempre uma proliferação excessiva de Malassezia pachydermatis, uma levedura que vive em pequeno número na pele saudável. Nos cães saudáveis, a zona à volta da boca e a pele entre os dedos estão muitas vezes colonizadas (até 80 % dos cães, segundo a revisão de Guillot e Bond), o que explica que um ligeiro cheiro nas patas possa ser normal. Quando o equilíbrio da pele se altera, sobretudo por alergias, humidade retida ou uma doença de base como o hipotiroidismo, a população dispara e a pele reage (Guillot e Bond, 2020).

Os dermatologistas veterinários descrevem as lesões clássicas como eritema (vermelhidão), descamação e exsudação oleosa, que nos casos crónicos evoluem para liquenificação (pele espessada e enrugada) e hiperpigmentação (escurecimento) (Souza, 2019). A comichão está muitas vezes presente e pode levar a falhas de pelo e escoriações provocadas pelo próprio cão.

Mancha localizada na pele do cão, com vermelhidão e pelo mais ralo, compatível com irritação por fungos

O que observar: uma mancha localizada, vermelha ou com o pelo a rarear, pode corresponder a fungos, a uma alergia ou a uma irritação bacteriana; o aspeto, sozinho, não confirma a causa.

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As três fases dos fungos na pele do cão, tal como aparecem

Fase 1: irritação inicial

Dias a semanas

  • Cor: rosa a vermelho-claro, em manchas difusas e não com contornos nítidos, concentrada nas pregas quentes.
  • Textura: pele ainda macia e lisa; o pelo por cima pode parecer ligeiramente oleoso ou baço.
  • Cheiro: uma leve nota a mofo, que muitos donos comparam a nachos de milho ou a pão velho, mais forte entre os dedos e nos ouvidos.
  • Comportamento: lamber, coçar-se ou abanar a cabeça de forma desproporcionada face ao aspeto ainda ligeiro da pele.

Fase 2: proliferação instalada

Semanas

  • Cor: vermelho mais intenso, por vezes com um tom acastanhado nas zonas que o cão lambe, por causa da saliva.
  • Textura: oleosa, cerosa ou com descamação; o pelo rareia nas zonas piores; crostas nos bordos.
  • Cheiro: o odor a mofo torna-se evidente e volta um ou dois dias depois do banho.
  • Localização: alastra pela barriga e pela face interna das coxas, para as axilas, à volta dos lábios ou pelas pregas do pescoço.

Fase 3: alterações crónicas

Meses

  • Cor: manchas cinzento-acastanhadas a pretas (hiperpigmentação), porque a pele inflamada produz mais melanina.
  • Textura: espessada, coriácea e enrugada: o aspeto de «pele de elefante» da liquenificação.
  • Pelo: falhas de pelo, manchas castanho-avermelhadas no pelo claro e descoloração castanha na base das unhas (paroníquia por Malassezia) (Souza, 2019).
Pele oleosa e com descamação no cão, numa fase instalada de fungos

O que observar: a proliferação instalada pode parecer oleosa, cerosa, com descamação ou com crostas, e costuma ganhar um cheiro a mofo mais forte.

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Pele espessada e enrugada, tipo pele de elefante, num caso crónico de fungos no cão

O que observar: a inflamação prolongada pode deixar a pele espessa, coriácea e enrugada; é a chamada liquenificação.

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Se a pele do seu cão já chegou à fase escura e espessada, esse é um tema à parte, com causas e evolução próprias: o nosso guia sobre manchas pretas na pele do cão com fungos explica porque é que a pele escurece, se o pigmento desaparece e como distinguir o escurecimento ligado às leveduras de outras causas de manchas pretas. Para perceber a fundo o que desencadeia a proliferação, veja o nosso guia principal sobre fungos no cão.

Manchas pretas e hiperpigmentação na pele do cão após irritação crónica

O que observar: podem surgir zonas cinzento-acastanhadas ou pretas depois de uma inflamação crónica; vários outros problemas de pele provocam alterações de pigmento semelhantes.

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Onde aparecem os fungos na pele do cão?

A localização é uma das pistas visuais mais fortes. A Malassezia gosta de calor, humidade e fricção, por isso a proliferação concentra-se em zonas previsíveis (Guillot e Bond, 2020). Uma vermelhidão limitada a zonas quentes e pouco arejadas é compatível com fungos; uma erupção no dorso ou nos flancos aponta mais para pulgas, ácaros ou uma alergia isolada.

  • Canais auditivos
  • Pregas dos lábios e do focinho
  • Face inferior do pescoço
  • Axilas
  • Virilhas
  • Baixo-ventre
  • Base da cauda
  • Entre os dedos
  • Pregas das unhas
Ilustração dos sinais de fungos nas patas do cão: lambedura, manchas de saliva e pele alterada entre os dedos
Fungos na barriga do cão, com pele rosada e irritada

O que observar: o baixo-ventre e as virilhas são zonas frequentes, porque o calor, a humidade e a fricção favorecem a proliferação.

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Fungos no ouvido do cão, com vermelhidão e cera escura

O que observar: vermelhidão, cera escura, cheiro e abanar a cabeça repetidamente são sinais de alerta frequentes nos ouvidos.

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Irritação por fungos nas pregas da face do cão

O que observar: as pregas da face retêm humidade e resíduos, o que provoca vermelhidão, cheiro e uma irritação que volta com frequência.

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Fungos na prega do pescoço do cão, com pele vermelha e inflamada

O que observar: as pregas profundas do pescoço são outra zona pouco arejada onde a irritação e a acumulação de gordura podem voltar.

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Irritação da pele na base da cauda do cão associada a fungos

O que observar: os fungos podem afetar a base da cauda, mas as pulgas e as alergias também atingem muito esta zona, por isso a confirmação veterinária é importante.

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Raças com mais casos de dermatite por Malassezia

As raças com muitas pregas e as raças propensas a alergias aparecem sempre sobrerrepresentadas, não porque «apanhem» fungos com mais facilidade, mas porque a arquitetura da pele retém calor e humidade e porque a alergia atópica é frequente nestas linhagens.

  • Buldogues
  • Shar-Pei
  • Basset Hound
  • Cocker Spaniel
  • West Highland White Terrier
  • Teckel
  • Shih Tzu
  • Pastor Alemão
  • Labrador Retriever

Fungos na pele do cão em Portugal: humidade, praia e alergias de primavera

A dermatologia veterinária aponta a humidade e a temperatura ambientes como fatores que favorecem a proliferação da Malassezia (Souza, 2019), e a revisão de Guillot e Bond (2020) lembra que, nos climas temperados, a dermatite por Malassezia é reconhecidamente mais frequente nos meses quentes e húmidos. Em Portugal, isso traduz-se em três situações que os médicos veterinários portugueses conhecem bem:

  • Os banhos de verão. Um dia de praia, de rio ou de piscina deixa água retida nos ouvidos, nas pregas e entre os dedos. Um cão que adora nadar, como o Cão de Água Português, precisa de ser bem seco depois de cada mergulho, sobretudo nas orelhas e nas patas.
  • O inverno húmido do litoral. Os passeios à chuva no Porto, em Aveiro ou em Lisboa, com o pelo que nunca chega a secar por completo junto à pele, criam o microclima quente e húmido de que as leveduras gostam. Secar bem o cão quando chega a casa, incluindo as axilas e o espaço entre os dedos, faz parte da rotina de um cão com tendência para fungos.
  • As alergias de primavera. A alergia ambiental é uma das causas de base mais frequentes da dermatite por Malassezia no cão (Souza, 2019). Na primavera, quando os pólenes de gramíneas e de árvores enchem o ar, muitos cães alérgicos começam a coçar-se e a lamber as patas, e as leveduras aproveitam a pele já inflamada. Se o problema volta todos os anos na mesma altura, fale com o médico veterinário sobre uma possível dermatite atópica.

Duas localizações são tão frequentes que merecem guias próprios: se o problema está nos ouvidos (cera escura, vermelhidão, abanar a cabeça), comece pelo nosso guia sobre fungos nos ouvidos do cão; se está nas patas (pelo cor de ferrugem, lambedura sem fim, pele rosada entre os dedos), veja o guia sobre fungos nas patas do cão. Para a higiene de rotina de orelhas com cera e cheiro, o limpador de ouvidos Pure Majesty Pets (26,95 €) tem pH ajustado (5,0–5,5), não contém clorexidina e usa ácido salicílico a 0,2 % e ciclodextrina para soltar a cera e neutralizar o odor. É um produto de higiene, não um medicamento, e não deve ser usado se houver suspeita de tímpano perfurado.

Fungos entre os dedos da pata do cão, com pele rosada e irritada

O que observar: pele rosada entre os dedos, cheiro, inchaço e lambedura persistente são sinais frequentes nas patas.

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Pelo castanho-avermelhado nas patas do cão por causa da saliva e da lambedura repetida

O que observar: o pelo cor de ferrugem reflete muitas vezes o contacto repetido com a saliva; é um indício de desconforto, não um diagnóstico por si só.

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Fungos ou outra doença de pele? Tabela para comparar o que vê

É aqui que uma pilha de fotografias falha e uma comparação funciona. A proliferação de leveduras, a piodermite bacteriana, a dermatite alérgica, a sarna sarcóptica e a dermatite por lambedura podem todas provocar uma mancha vermelha, com comichão e sem pelo. Veja como cada uma tende a diferir quando se observa de perto, sem esquecer que as infeções mistas são frequentes e que só a citologia as separa com certeza.

Doença Aspeto típico Cheiro Zonas preferidas Pista que a distingue
Dermatite por leveduras (Malassezia) Pele rosa a vermelha, oleosa ou com descamação; nos casos crónicos escurece e espessa («pele de elefante») A mofo ou a ranço; volta depressa depois do banho Pregas, axilas, virilhas, barriga, entre os dedos, ouvidos Oleosidade + cheiro + padrão nas pregas quentes
Piodermite bacteriana Pústulas, crostas circulares, colaretes «em alvo»; pode haver secreção amarelo-esverdeada Azedo ou purulento, mais do que a mofo Barriga, tronco, qualquer zona com a pele lesionada Pústulas bem visíveis e lesões circulares que alastram
Dermatite alérgica (sem infeção) Vermelhidão difusa, sem gordura nem secreção; a pele pode parecer quase normal apesar de muita comichão Geralmente nenhum Patas, face, ouvidos, axilas, barriga Comichão desproporcionada face ao que se vê; sazonal ou ligada à alimentação
Sarna sarcóptica Pápulas com crostas e perda de pelo intensa; pele muitas vezes seca, não oleosa Geralmente nenhum no início Bordos das orelhas, cotovelos, jarretes, bordo da barriga Comichão frenética, que não deixa o cão dormir; bordos das orelhas afetados
Dermatite por lambedura (granuloma acral) Uma única placa elevada, sem pelo, brilhante ou ulcerada Nenhum, salvo infeção secundária Parte da frente do carpo ou do tarso, geralmente numa só pata Lesão isolada, exatamente onde o cão consegue lamber

Duas ressalvas honestas. Primeiro, leveduras e bactérias convivem muitas vezes na mesma zona de pele, por isso a pergunta «qual das duas?» tem frequentemente a resposta «ambas». Segundo, a alergia é a causa de base mais comum da proliferação de leveduras: ver fungos deve levar à pergunta porquê, e não apenas o quê. O nosso guia sobre a dermatite por Malassezia no cão explica essa cadeia de causas, e a lista de sintomas de fungos no cão reúne os sinais não visuais que as fotografias não mostram.

Em Portugal, não se esqueça da leishmaniose

Há uma doença que não aparece nos guias escritos para outros países, mas que em Portugal deve estar sempre na lista: a leishmaniose canina, transmitida pela picada de flebótomos e endémica em grande parte do território, do Douro e de Trás-os-Montes a Lisboa e Vale do Tejo, ao Alentejo e ao Algarve. Um estudo de vinte anos em Évora documenta a sua presença persistente no sul do país (Schallig e colegas, 2013). Segundo as diretrizes europeias LeishVet, as lesões de pele são a manifestação mais frequente da doença, e a mais típica é uma dermatite esfoliativa sem comichão: descamação seca, tipo caspa, com ou sem perda de pelo, por exemplo à volta dos olhos, por vezes acompanhada de unhas anormalmente compridas (onicogrifose), feridas no focinho ou nas almofadas plantares e perda de peso (Solano-Gallego e colegas, 2011).

A diferença prática para quem compara fotografias: os fungos dão pele oleosa, com cheiro e comichão; a leishmaniose dá muitas vezes pele seca, a descamar, com pouca ou nenhuma comichão. Mas as duas podem coexistir, e só o médico veterinário, com análises ao sangue e, se necessário, outros exames, consegue confirmar ou excluir a leishmaniose. Se vive numa zona endémica, pergunte-lhe também pela proteção contra os flebótomos recomendada para a sua região; o ESCCAP, o conselho científico europeu sobre parasitas dos animais de companhia, publica recomendações sobre estas doenças.

Porque é que uma foto não basta para diagnosticar fungos no cão (e o que basta)

Nenhuma fotografia, seja a sua, a nossa ou a galeria de um concorrente, consegue diagnosticar uma infeção por fungos.

As fontes de dermatologia veterinária são claras: o diagnóstico assenta em sinais clínicos compatíveis mais uma citologia. O médico veterinário pressiona um pedaço de fita-cola de acetato ou uma lâmina contra a pele, cora a amostra e procura ao microscópio as leveduras em gemulação, com a forma característica de «pegada» ou de «amendoim» (Souza, 2019; Guillot e Bond, 2020). O exame demora minutos, é barato e distingue as leveduras das bactérias, dos ácaros e da inflamação alérgica estéril, e cada uma destas situações pede um plano diferente.

Alguns cães chegam a desenvolver hipersensibilidade à própria Malassezia e reagem com intensidade a um pequeno número de leveduras, invisíveis a olho nu e só detetáveis ao microscópio (Souza, 2019). Adivinhar a partir de fotografias tem um custo real: o dono que conclui «são fungos» e avança para semanas de cuidados caseiros pode deixar progredir uma infeção bacteriana, uma sarna, uma leishmaniose ou uma doença endócrina.

Como fotografar a pele do seu cão para o médico veterinário

Onde a câmara do telemóvel é mesmo útil é na documentação. As alterações da pele variam, e uma crise pode parecer melhor no dia da consulta. Boas fotografias permitem ao veterinário ver a lesão no seu pior momento e acompanhar a evolução ao longo do tempo.

Luz

Luz natural indireta, junto a uma janela. Sem flash: o flash apaga a vermelhidão e a oleosidade.

Três distâncias

Uma fotografia geral da zona do corpo, outra a meia distância com a lesão inteira e um grande plano da textura, com o pelo afastado.

Escala

Coloque uma moeda de 1 euro junto à lesão numa das fotografias, para que o tamanho não deixe dúvidas.

Série

Repita os mesmos ângulos a cada 3–4 dias e guarde as fotografias com data. Uma lesão que alastra ao longo de uma semana diz mais ao veterinário do que qualquer imagem isolada.

Notas

Registe o cheiro, a intensidade da comichão (lambidelas por hora) e qualquer novidade: mudança de alimentação, banhos de mar ou de piscina, antibióticos.

Erros comuns depois de comparar fotos de doenças de pele no cão

  • Encontrar uma foto parecida e ficar por aí. A pele vermelha na barriga aparece em pelo menos cinco doenças diferentes; uma semelhança visual é uma hipótese, não um diagnóstico.
  • Tratar a hiperpigmentação como se fosse a doença. A pele escura e espessada é a cicatriz de uma inflamação crónica. Clareia devagar, ao longo de semanas a meses, e só depois de controlados a proliferação e o seu fator desencadeante; um pigmento profundo e muito antigo pode mesmo ficar. A cor, em si, é inofensiva: é um marcador de inflamação crónica, não de infeção ativa.
  • Dar mais banhos, mas secar pior. A humidade que fica nas pregas e entre os dedos depois do banho alimenta precisamente o organismo que está a combater. Seja qual for o champô, secar bem é metade do trabalho.
  • Esquecer o «porquê». Como as alergias e as doenças endócrinas são as causas habituais, uma crise que volta sempre, apesar de bons cuidados tópicos, é um sinal para investigar o fator desencadeante, não para repetir a mesma rotina com mais força.
  • Confundir apoio com tratamento. A dermatite por Malassezia confirmada responde à terapêutica antifúngica: em regra, champôs de clorexidina associada a um azol, como o miconazol, e, nos casos generalizados, antifúngicos orais como o itraconazol ou o cetoconazol (Souza, 2019; Guillot e Bond, 2020). Os suplementos apoiam o equilíbrio da pele e do intestino a par desse plano; não o substituem. O nosso guia sobre como tratar fungos no cão explica toda a sequência com honestidade.
  • Usar antifúngicos sem receita. Em Portugal, como em toda a União Europeia, os antifúngicos são, para efeitos legais, «antimicrobianos», e o Regulamento (UE) 2019/6 sujeita todos os medicamentos veterinários antimicrobianos a receita veterinária. Champôs medicamentosos, pomadas e comprimidos antifúngicos devem, por isso, ser prescritos pelo médico veterinário depois do diagnóstico; não use cremes nem comprimidos de uso humano por iniciativa própria. A DGAV é a autoridade que autoriza e controla os medicamentos veterinários em Portugal.

Apoiar a pele do cão com tendência para fungos a partir de dentro

Depois de o médico veterinário confirmar aquilo com que está a lidar, evitar as recaídas é o trabalho de fundo, e é aí que o apoio diário, de dentro para fora, ganha o seu lugar. Em vez de apostar num único ingrediente, as nossas gotas de apoio ao equilíbrio das leveduras (29,95 €) juntam 19 ingredientes, organizados em várias vias de apoio, numa só pipeta:

  • Botânicos para o equilíbrio das leveduras: ácido caprílico (de MCT C8), carvacrol de orégãos, berberina e pau-d'arco.
  • Eixo intestino–pele: pós-biótico de Saccharomyces boulardii com vinagre de sidra de maçã.
  • Nutrientes para a barreira cutânea: MSM, quercetina, zinco e óleo de salmão.
  • Botânicos digestivos calmantes: L-glutamina, abóbora, olmo-vermelho (Ulmus rubra), malvaísco e alcaçuz desglicirrizinado (DGL).

O formato líquido também significa que se junta à comida sem a luta de convencer o cão a comer um mastigável. Sejamos claros quanto à evidência: estes ingredientes têm a seu favor o uso tradicional e investigação preliminar no apoio à pele e ao intestino, mas a investigação sobre suplementos capazes de resolver uma dermatite por Malassezia já instalada continua limitada. É exatamente por isso que os apresentamos como apoio, a par dos cuidados veterinários, e não como substituto.

Há também uma razão legal para esta prudência: na União Europeia, um suplemento para cães é um alimento complementar, e o Regulamento (CE) n.º 767/2009 (artigo 13.º) proíbe que a sua rotulagem lhe atribua propriedades preventivas, terapêuticas ou curativas de doenças. Desconfie de qualquer produto vendido como solução milagrosa para os fungos.

Ver a fórmula completa → Ver os mastigáveis para pele com comichão

Pure Majesty Pets em Portugal

Pele com tendência para fungos: o apoio diário que o seu cão aceita sem luta

  • Gotas de apoio ao equilíbrio das leveduras, 29,95 €: 19 ingredientes, entre eles ácido caprílico, orégãos, pós-biótico de S. boulardii, MSM e óleo de salmão, para apoiar o equilíbrio natural das leveduras e o conforto da pele, das orelhas e das patas. Misturam-se na comida; nunca se aplicam no ouvido nem sobre a pele.
  • Mastigáveis para pele sensível e comichão, 45,95 €: óleos de salmão, sardinha, chia e borragem, quercetina, fitoceramidas, biotina e zinco, para apoiar a barreira cutânea dos cães alérgicos, o terreno onde as leveduras mais proliferam.
  • Limpador de ouvidos para cães, 26,95 €: pH 5,0–5,5, sem clorexidina, com ácido salicílico, aloé e ciclodextrina para soltar a cera e controlar o odor na higiene de rotina.

Envio grátis para Portugal (e para todo o mundo). Envio DDP: direitos e IVA já pagos, nada a pagar na entrega. Fabrico na América do Norte segundo as boas práticas de fabrico (GMP), com certificado de análise (COA) para cada lote.

Quando levar o cão ao médico veterinário

Marque consulta sem demora se a pele estiver em carne viva, a supurar, a sangrar ou dolorosa; se as lesões alastrarem de semana para semana; se a comichão não deixar o cão dormir; se se tratar de um cachorro, de um cão idoso ou de um cão com uma doença endócrina conhecida; ou se as crises voltarem apesar de cuidados consistentes. Os fungos recorrentes são muitas vezes sintoma de outra coisa, como uma alergia ambiental ou alimentar ou um hipotiroidismo, e o prognóstico é bom quando essa causa de base é encontrada e controlada, e mais incerto quando não é (Souza, 2019).

Em Portugal, o seu médico veterinário, inscrito na Ordem dos Médicos Veterinários (OMV), pode fazer a citologia na própria consulta e, nos casos difíceis ou muito recorrentes, encaminhar o seu cão para uma consulta de dermatologia veterinária. Se a pele estiver muito inflamada e o cão tiver febre, estiver prostrado ou deixar de comer, contacte de imediato o seu médico veterinário ou um hospital veterinário com urgência 24 horas.

Perguntas frequentes

Como são os fungos na pele do cão?

Em regra, pele rosada a vermelha, oleosa ou com descamação, em zonas quentes (axilas, virilhas, barriga, entre os dedos e nos ouvidos), com cheiro a mofo. Nos casos crónicos, a pele fica escura, espessa e enrugada. O aspeto, sozinho, não confirma os fungos; a citologia da pele feita pelo médico veterinário, sim.

Que doenças de pele se confundem com fungos no cão?

A piodermite bacteriana, a dermatite alérgica, a sarna sarcóptica e o granuloma por lambedura provocam todos manchas vermelhas, com comichão e sem pelo. As infeções bacterianas tendem a mostrar pústulas e crostas circulares; a sarna prefere os bordos das orelhas e os cotovelos, com uma comichão frenética; a alergia provoca muitas vezes comichão sem gordura nem cheiro. Em Portugal, a leishmaniose também entra nesta lista, com pele seca a descamar e pouca comichão. As infeções mistas, de leveduras e bactérias, são frequentes.

Quais são as fases dos fungos na pele do cão?

Fase inicial: pele rosada, ligeiramente oleosa, com um leve cheiro a mofo e lambedura. Fase instalada: vermelhidão mais intensa, textura cerosa ou com descamação, pelo mais ralo e cheiro evidente. Fase crónica: hiperpigmentação cinzenta a preta e «pele de elefante» espessada, por vezes com unhas manchadas de castanho. O escurecimento indica meses de inflamação, não uma infeção nova.

O veterinário consegue diagnosticar fungos por uma fotografia?

Não, e o dono também não. As fotografias ajudam a documentar a localização e a evolução, mas o diagnóstico exige uma citologia: uma amostra rápida, com fita-cola ou lâmina, observada ao microscópio à procura de leveduras em gemulação. É rápida, barata e exclui doenças parecidas que precisam de tratamentos diferentes.

Porque é que a pele do meu cão cheira a mofo ou a ranço?

Esse cheiro a mofo, que muitos donos comparam a nachos de milho, está fortemente associado à levedura Malassezia, que metaboliza os óleos da pele, e nota-se sobretudo nas patas e nos ouvidos. Um cheiro ligeiro nas patas pode ser normal; um cheiro forte que volta um ou dois dias depois do banho, com vermelhidão ou lambedura, justifica uma consulta.

Os fungos na pele do cão são contagiosos para outros animais ou para as pessoas?

A proliferação de Malassezia não é considerada contagiosa entre cães saudáveis nem para as pessoas: é um crescimento excessivo de uma levedura que já vive na pele, desencadeado por alergia, humidade ou uma doença de base. A tinha (dermatofitose) e a sarna sarcóptica, que podem ter um aspeto semelhante, são contagiosas, o que é mais uma razão para confirmar o diagnóstico em vez de o presumir.

Em Portugal, os champôs e os comprimidos para fungos precisam de receita?

Sim. Os medicamentos veterinários antifúngicos, como os champôs de clorexidina com miconazol ou os antifúngicos orais como o itraconazol, são considerados antimicrobianos pelo Regulamento (UE) 2019/6 e, por isso, estão sujeitos a receita veterinária em Portugal. Os suplementos alimentares, como as nossas gotas de apoio às leveduras, não precisam de receita, mas não substituem o tratamento prescrito.

Mais artigos sobre fungos no cão

Fontes

  • Souza C. (2019). Malassezia Dermatitis in Dogs and Cats. University of Illinois College of Veterinary Medicine, Practitioner Updates — vetmed.illinois.edu
  • Guillot J., Bond R. (2020). Malassezia Yeasts in Veterinary Dermatology: An Updated Overview. Frontiers in Cellular and Infection Microbiology, 10:79, PMID 32181160 — PMC
  • PetMD. Yeast Infection in Dogs: Ears, Skin, and Paws. — petmd.com
  • Solano-Gallego L., Miró G., Koutinas A. et al. (2011). LeishVet guidelines for the practical management of canine leishmaniosis. Parasites & Vectors, PMID 21599936 — PMC
  • Schallig HD, Cardoso L, Semião-Santos SJ (2013). Seroepidemiology of canine leishmaniosis in Évora (southern Portugal): 20-year trends. Parasites & Vectors, PMID 23587181 — PMC
  • ESCCAP — Conselho Científico Europeu sobre Parasitas dos Animais de Companhia — esccap.org
  • Regulamento (UE) 2019/6, relativo aos medicamentos veterinários (artigo 4.º, ponto 12, e artigo 34.º) — EUR-Lex
  • Regulamento (CE) n.º 767/2009, relativo à colocação no mercado e à utilização de alimentos para animais (artigo 13.º) — EUR-Lex
  • DGAV — Medicamentos veterinários — dgav.pt
  • Ordem dos Médicos Veterinários — omv.pt

Este artigo tem fins exclusivamente informativos e não substitui o diagnóstico, o aconselhamento nem o tratamento do seu médico veterinário. Consulte-o sempre sobre os problemas de pele do seu cão, sobretudo antes de iniciar qualquer suplemento ou se o cão já estiver a tomar medicamentos.