A nossa escolha
É o frasco a que recorreríamos, e mostramos abaixo a evidência por trás dessa escolha. Limpador de ouvidos para cães Pure Majesty Pets: solução ótica de 120 mL, 26,95 €, sem clorexidina, com ácido salicílico a 0,2% e Aloe ferox a 10%, formulada a pH 5,0–5,5, para a limpeza de rotina dos ouvidos de cães e gatos. Envio grátis para Portugal.
Uma boa solução de limpeza de ouvidos para cães faz três coisas: amolece o cerume para que saia do canal auditivo, mantém o canal num meio ligeiramente ácido e faz tudo isto sem arder numa pele inflamada. Mais nada. Um produto vendido como limpador que prometa resolver uma infeção é um medicamento ou um exagero, e essa diferença pesa mais do que a maioria das páginas de produto admite. Em Portugal, essa diferença tem até expressão legal: as gotas para a otite canina com antibiótico ou corticoide são medicamentos veterinários e, em regra, exigem receita; os limpadores de higiene vendem-se livremente em clínicas, parafarmácias e lojas de animais.
Para a limpeza de rotina em casa, a nossa primeira recomendação é o nosso próprio limpador de ouvidos para cães Pure Majesty Pets (26,95 €, frasco de 120 mL), e explicamos porquê com os números à vista: publica as percentagens dos ativos em vez de se esconder atrás de uma «mistura exclusiva»; junta no mesmo frasco o ácido salicílico a 0,2%, o ingrediente deste tipo com os dados clínicos veterinários mais diretos no ouvido, e a fitoesfingosina, um lípido da barreira cutânea; é formulado a pH 5,0–5,5; e não contém álcool, água oxigenada nem pós secantes. Mais abaixo está a parte que quase ninguém publica: uma análise ingrediente a ingrediente com o nível real de evidência, incluindo os ingredientes do nosso frasco que não têm dados fortes por trás.
E como o verão português de praia, rio e piscina e os invernos húmidos do litoral põem os ouvidos dos cães à prova, este guia também explica quando limpar, quando não limpar e quando o frasco deve ficar na prateleira e o cão ir ao médico veterinário.
Porque é que o ouvido do cão precisa de uma solução líquida e não de cotonetes
O canal auditivo externo do cão tem forma de L: uma porção vertical que desce a partir da abertura do ouvido ao longo de cerca de 2,5 cm e que depois se transforma numa porção horizontal que termina no tímpano (Cole, Veterinary Dermatology, 2010). A gravidade joga contra si. O cerume, a humidade e os detritos acumulam-se nessa curva, e nada do que se empurra de fora lá chega.
É esta anatomia que justifica encher o canal de líquido em vez de o esfregar. Um líquido acompanha a curva. Um cotonete empurra os detritos para o fundo, na direção do tímpano, e pode ferir o canal ou até perfurar o tímpano; a rede veterinária VCA Animal Hospitals desaconselha sem rodeios o uso de cotonetes nos ouvidos do cão.
O capítulo do Manual Veterinário Merck sobre a otite externa sublinha que a higiene auricular é importante e lembra que a secreção purulenta diminui a eficácia dos antibióticos mais usados nas gotas auriculares, os aminoglicosídeos. Um ensaio clínico de 2025 resume a lógica: dissolver o cerume e os detritos permite ver melhor o canal e o tímpano e ajuda o tratamento seguinte a atuar (Briand et al., 2025).
Nem todos os cães precisam de limpar os ouvidos
A VCA lembra que alguns cães com ouvidos saudáveis e limpos podem nunca precisar de limpeza. Um canal seco, rosado-pálido e sem cheiro está a fazer o seu trabalho. Limpá-lo por calendário, só porque o frasco o sugere, é a maneira mais rápida de criar um problema que não existia.
A Merck inclui a limpeza excessiva entre as causas secundárias da otite externa, na mesma lista das reações a medicamentos e das infeções por bactérias e leveduras. A revisão de Nuttall e Cole (2004) explica o mecanismo: limpar demais pode desencadear uma otite por maceração do revestimento do canal. Um canal irritado incha e produz mais secreção glandular, que é exatamente o ambiente húmido de que as leveduras e as bactérias oportunistas gostam.
Os cães que beneficiam realmente de uma rotina regular correspondem aos fatores predisponentes que a Merck enumera: raças de orelhas caídas (Cocker Spaniel, Basset Hound, Golden Retriever e, entre as portuguesas, o Perdigueiro Português), cães com muito pelo dentro do canal, como o Cão de Água Português ou o Caniche, cães que nadam ou tomam banho com frequência, cães com historial de doença alérgica da pele e cães com ouvidos visivelmente cerosos entre tosquias. Já um Podengo Português, de orelhas eretas e bem arejadas, não tem esse fator de risco ligado à conformação.
O clima português também conta. No verão, entre a praia, as praias fluviais, as albufeiras e as piscinas, muitos cães passam semanas com água a entrar nos ouvidos, e a Merck inclui o excesso de humidade, ambiental ou provocado pela natação, entre os fatores que predispõem para a otite externa. Nos invernos húmidos do litoral, de Viana do Castelo a Aveiro e à zona de Lisboa, a humidade ambiente é outro fator a ter em conta nos cães de orelhas caídas. É nestes cães que uma solução de limpeza bem usada faz diferença.
Como aplicar a solução de limpeza de ouvidos no cão, passo a passo
Se nunca o fez, a Merck sugere que a primeira limpeza seja feita na clínica, com o médico veterinário a fazer e o dono a observar. Depois, em casa:
- Prepare o local. Tenha à mão bolas de algodão ou compressas de gaze, uma toalha e alguns biscoitos. Conte com uma boa sacudidela: faça isto num sítio fácil de lavar, como a casa de banho ou o quintal. Um cão grande fica sentado com a traseira encostada a um canto; para um cão médio, sente-se no chão com o cão sentado à sua frente e a traseira dele entre as suas pernas; um cão pequeno fica ao colo.
- Segure a ponta da orelha e levante-a, para cima e ligeiramente para fora. Isto endireita o canal vertical.
- Encha o canal até ver líquido à entrada. Pôr pouco é o erro mais comum: umas gotas nunca chegam à porção horizontal. Um frasco de 120 mL como o do nosso limpador de ouvidos está pensado para isso; encher bem o canal esgota depressa um frasco de 50 mL.
- Massaje a base da orelha, logo abaixo da abertura, durante 20 a 30 segundos. Deve ouvir um som húmido, de chapinhar: é o líquido a passar a curva e a soltar os detritos.
- Largue a orelha e deixe o cão sacudir a cabeça. A sacudidela é o mecanismo de saída: traz o material solto até à entrada do canal.
- Limpe só o que vê e alcança, com algodão ou gaze enrolados num dedo. Nada entra mais fundo do que a ponta do seu dedo.
- Elogie e recompense o cão, e repita no outro ouvido com algodão limpo.
Nunca use cotonetes. Nunca enfie o bico do frasco no canal: mantenha-o à entrada, para não vedar o canal nem arranhar a pele. Se o bico tocar no ouvido, limpe-o antes de passar ao outro lado, para não levar leveduras ou bactérias de um ouvido para o outro. E se o cão mostrar dor durante a limpeza, pare e fale com o seu médico veterinário.
Há cães que detestam sentir o líquido a entrar diretamente no ouvido. Para esses, a Merck descreve uma alternativa: encostar à entrada do canal uma bola de algodão bem embebida no limpador, de forma a poder retirá-la, massajar a base da orelha e retirar o algodão, repetindo até que saia limpo. Se aparecer sangue no algodão, pare: é sinal de irritação. O nosso guia sobre como limpar os ouvidos do cão em casa mostra a rotina completa, passo a passo.
Com que frequência limpar os ouvidos do cão
A Merck dá intervalos ligados ao que está realmente no ouvido. Ouvidos infetados com material espesso, seco ou ceroso podem precisar de limpeza duas a três vezes por semana com uma solução ceruminolítica; ouvidos com muita secreção purulenta, sob acompanhamento veterinário, uma a duas vezes por dia. Na manutenção das otites crónicas ou recorrentes, a frequência vai descendo de diária para uma a duas vezes por semana.
Para um cão saudável e sem diagnóstico, uma a duas vezes por semana é um teto razoável. Em ouvidos com tendência para acumular cera, o rótulo do nosso limpador admite duas a três vezes por semana na manutenção. Se precisa de mais do que isso por sua conta e o ouvido continua com mau aspeto, a limpeza não é a resposta: o ouvido tem de ser observado.
Depois da praia, do rio ou do banho
A Merck recomenda manter os canais auditivos secos e arejados, evitar que entre água nos ouvidos durante o banho e, nos cães que nadam com frequência, recorrer a adstringentes auriculares para limitar a maceração. Traduzido para um verão português: depois de um dia de praia ou de rio, seque bem a face interna da orelha com uma toalha e, num cão de orelhas caídas ou com historial de otites, faça uma limpeza ao fim do dia. No banho em casa, um pedaço de algodão à entrada de cada ouvido ajuda a que a água não escorra para o canal; retire-o no fim.
A propósito da tosquia: a Merck considera controverso arrancar os pelos de dentro do canal e desaconselha fazê-lo por rotina quando esses pelos não estão a causar problemas, porque pode provocar uma reação inflamatória aguda. Em raças como o Cão de Água Português ou o Caniche, combine com o tosquiador e com o médico veterinário o que fazer em cada caso.
O que contém uma solução de limpeza auricular, e quão forte é a evidência
O que importa são as funções, não o comprimento da lista de ingredientes. Um ceruminolítico amolece e dissolve o cerume. Um tensioativo emulsiona os detritos e mantém-nos em suspensão. Um acidificante baixa o pH do canal. Um humectante transporta os ativos e limita a secura da pele. Um agente calmante apoia a barreira cutânea. A revisão de Nuttall e Cole (2004) descreve precisamente estas famílias, a que junta os adstringentes, que secam a superfície do canal. A maioria das marcas lista os ingredientes sem percentagens e sem dizer o que faz cada um.
Eis a nossa própria fórmula, o limpador de ouvidos Pure Majesty Pets (solução ótica de 120 mL), avaliada com honestidade, incluindo os ingredientes com evidência fraca.
| Ingrediente (% publicada) | Função | Nível de evidência |
|---|---|---|
| Ácido salicílico 0,2% | Ceruminolítico e queratolítico; também acidificante | Moderado. Um limpador com 2,5% de ácido láctico e 0,1% de ácido salicílico, aplicado duas vezes por dia durante duas semanas em 31 ouvidos (16 cães) com otite externa bacteriana ou por leveduras, resolveu a infeção em 67,7% dos ouvidos e reduziu significativamente os sinais clínicos em duas semanas (Cole et al., Veterinary Therapeutics, 2003). Produto diferente do nosso. Nenhum dado mostra que 0,2% seja superior a 0,1%. |
| Fitoesfingosina | Lípido da barreira cutânea, da família das ceramidas | Limitado. Não encontrámos nenhum ensaio clínico veterinário no ouvido que avalie a fitoesfingosina. Atenção a uma confusão frequente: o ensaio de Briand et al. (2025), por vezes citado a propósito deste ingrediente, testou um limpador ceruminolítico com lipoácidos, calêndula e glicerina, sem fitoesfingosina. O papel na barreira cutânea é plausível; a prova clínica no canal auditivo do cão ainda não existe. |
| Pantenol (pró-vitamina B5) | Humectante; apoio à barreira cutânea | Moderado, mas só em dermatologia humana. Duas revisões descrevem efeitos hidratantes, de reforço da barreira e de apoio à cicatrização de pequenas feridas na pele humana (Proksch et al., J Dermatolog Treat, 2017; Gorski et al., Pharmaceuticals, 2020). Extrapolar para o canal auditivo do cão é uma suposição, não um resultado. |
| Ciclodextrina natural | Controlo do odor através de complexos de inclusão com moléculas orgânicas hidrofóbicas | Só mecanístico. A química de complexação está bem documentada; não há ensaios clínicos veterinários no ouvido. A investigação atual não sustenta com força uma alegação de benefício clínico. |
| Alantoína | Tradicionalmente usada como calmante e queratolítico | Tradicional / anedótico. Nenhum estudo veterinário no ouvido isola a alantoína. A investigação atual não sustenta com força esta alegação. |
| Aloe ferox 10% | Botânico calmante de uso tradicional | Tradicional / anedótico. A literatura sobre cicatrização refere-se ao Aloe barbadensis (aloé vera), não ao Aloe ferox, e nenhuma trata do canal auditivo do cão. Os 10% são um dado de formulação, não uma prova. |
| Glicerina | Humectante e veículo | Mecanístico. Note que não é propilenoglicol: a Merck refere expressamente o propilenoglicol como uma substância que pode irritar um ouvido já inflamado. |
Um ingrediente com literatura clínica veterinária no ouvido (o ácido salicílico, testado noutro produto), todas as percentagens divulgadas e um pH declarado são uma vantagem estreita, mas real. O que isto não é: prova de que este produto concreto faz o que fizeram os produtos desses estudos. Esses ensaios testaram outras formulações.
A questão do pH, respondida como deve ser
Muitos limpadores anunciam-se «com o pH do ouvido do seu cão». A frase costuma estar errada, e vale a pena acertá-la.
Num estudo com dez Beagles saudáveis, o pH fisiológico médio do canal auditivo externo foi de 6,12 (± 0,36), o que confirma que o canal do cão é ligeiramente ácido (Panzuti et al., Veterinary Dermatology, 2022). Os autores alcalinizaram depois os canais com uma solução tamponada de pH 10,1 para criar um modelo: neste modelo, o regresso ao pH ácido demorou até nove horas; nos ouvidos tratados com um limpador ácido, o pH médio desceu de imediato para 6,38 (± 0,27), enquanto nos ouvidos de controlo não houve nenhuma descida brusca.
A nossa solução é formulada a pH 5,0–5,5: ligeiramente ácida e mais ácida do que essa média fisiológica. Não lhe vamos chamar «pH igual ao do ouvido», porque não é. A razão para a gama ácida é que, segundo a revisão de Nuttall e Cole (Veterinary Dermatology, 2004), manter um pH baixo pode inibir a proliferação microbiana.
A ressalva honesta: para um ouvido já inflamado, a Merck recomenda um limpador de pH neutro, para reduzir a dor. Se o ouvido do seu cão estiver vermelho, dorido ou ulcerado, um limpador ácido de manutenção não é a ferramenta certa nesse dia. Pergunte ao seu médico veterinário o que usar.
E a clorexidina?
A nossa fórmula não tem clorexidina, e isso é uma escolha de categoria: trata-se de um limpador de manutenção, não de uma lavagem antisséptica. Não é uma crítica à clorexidina, um antisséptico muito usado e eficaz em medicina veterinária. O capítulo da Merck sobre a otite externa não faz nenhum alerta contra a clorexidina; o exemplo de agentes ototóxicos que dá são os aminoglicosídeos.
O trabalho mais citado sobre a ototoxicidade (Gallé e Venker-van Haagen, Veterinary Quarterly, 1986) reviu a literatura sobre a combinação clorexidina/cetrimida, apresentou experiências em cobaias e partiu da observação de perturbações do equilíbrio em 15 casos clínicos (12 cães e 3 gatos); em 8 deles confirmou-se que o canal tinha sido lavado com essa combinação estando o tímpano rompido. A lição não é «a clorexidina é perigosa», é «nada de antissépticos num ouvido cujo tímpano ninguém verificou». Se o seu médico veterinário lhe indicar um limpador com clorexidina, use-o.
Solução caseira para limpar os ouvidos do cão: vinagre, álcool e água oxigenada
As receitas caseiras mais partilhadas sugerem vinagre e água em partes iguais, ou vinagre de cidra misturado com álcool de farmácia. Ambas são de evitar, e este é um dos raros pontos em que a literatura veterinária não deixa dúvidas.
A Merck é explícita: os tratamentos irritantes, como os remédios caseiros e as diluições de vinagre, devem ser evitados, porque fazem inchar o revestimento do canal e aumentam as secreções glandulares, o que abre caminho a infeções oportunistas. Acrescenta que substâncias que não irritam um canal normal podem irritar um ouvido já inflamado, e que os pós, como os usados depois de arrancar pelos do canal, formam concreções irritantes e não devem ser usados.
A VCA é igualmente clara: os limpadores com água oxigenada (peróxido de hidrogénio) ou álcool podem irritar o canal, sobretudo se estiver inflamado ou ulcerado. O mesmo raciocínio vale para outros remédios de casa, como o azeite morno ou o chá de camomila deitados no ouvido: não há estudos que os apoiem no canal auditivo do cão, e a recomendação geral da Merck é evitar os remédios caseiros.
| Limpador ótico formulado | Receita caseira de vinagre ou álcool | |
|---|---|---|
| Controlo do pH | Especificado e constante (o nosso: 5,0–5,5) | Desconhecido; o vinagre doméstico pode rondar o pH 2,4 |
| Efeito num canal inflamado | Formulado para limitar a irritação; mesmo assim, evitar num ouvido dorido | Merck: faz inchar o revestimento do canal e aumenta a secreção glandular |
| Álcool e água oxigenada | Nenhum | Muitas vezes presentes; a VCA aponta ambos como irritantes |
| Dissolução do cerume | Agente ceruminolítico em concentração divulgada | Nenhuma: água e ácido não emulsionam o cerume |
| Tímpano rompido | O rótulo manda evitar o uso com o tímpano perfurado | Sem qualquer indicação; álcool em contacto com o ouvido médio é um risco real |
Lado a lado, a coluna do produto formulado é a que escolheríamos sempre, e dentro dela o nosso limpador de ouvidos para cães é a nossa melhor recomendação para a limpeza de rotina em casa. Quatro razões factuais: junta num único frasco de 120 mL o ácido salicílico a 0,2%, o ingrediente do seu tipo com os dados clínicos veterinários mais diretos no ouvido, e a fitoesfingosina da barreira cutânea; publica todas as percentagens, quando muitos limpadores não divulgam concentração nenhuma; não tem álcool, água oxigenada nem pó secante, este último desaconselhado pela Merck; e não tem clorexidina, que é a categoria certa para quem quer um limpador de manutenção e não uma lavagem antisséptica. É um limpador, não um medicamento: num ouvido com diagnóstico, use o que o seu médico veterinário receitar.
Se não tiver mais nada à mão e precisar de lavar alguma coisa de um ouvido hoje, o soro fisiológico estéril (NaCl 0,9%), que se compra em unidoses em qualquer farmácia, é a escolha conservadora: é o que a Merck indica, a par do tris-EDTA, para lavar ouvidos cujo tímpano pode estar rompido.
O tímpano: porque não deve limpar um ouvido que ninguém examinou
É esta a razão pela qual «basta limpar» é um mau conselho para um ouvido que não foi visto. A Merck insiste em confirmar que o tímpano está íntegro antes de aplicar qualquer tratamento tópico, porque muitos agentes, como os aminoglicosídeos, podem ser ototóxicos, e o risco é maior com o tímpano rompido. Quando o tímpano está rompido, os detergentes e o DSS (um ceruminolítico) ficam contraindicados e o ouvido deve ser lavado com produtos mais suaves, como soro fisiológico ou tris-EDTA. A VCA acrescenta que, se os ouvidos estiverem vermelhos, inflamados ou dolorosos, deve falar com o médico veterinário antes de limpar, porque pode haver uma infeção ou um tímpano rompido.
Ninguém consegue ver o tímpano de fora. Um médico veterinário com um otoscópio consegue. E o ouvido médio também pode estar envolvido: num estudo com 37 cães com otite média, a audição foi medida antes e depois do tratamento tópico, e manteve-se ou melhorou com alguns antibióticos aplicados no ouvido, mas piorou com outros (Paterson, Journal of Small Animal Practice, 2018). O que entra num ouvido doente é, por isso, uma decisão clínica.
Sinais que devem interromper a rotina e levá-lo a contactar logo o médico veterinário: audição diminuída, cabeça inclinada, perda de equilíbrio, movimentos rápidos e involuntários dos olhos (nistagmo) ou desorientação evidente.
O que a secreção do ouvido do cão indica (e o que não indica)
Leia isto como uma ajuda de triagem, não como um diagnóstico. Só a citologia, com o seu médico veterinário a observar uma amostra ao microscópio, diz o que está a crescer ali. Os dois ouvidos do mesmo cão podem ter organismos diferentes.
| O que vê | Habitualmente associado a | O que fazer |
|---|---|---|
| Bege-claro, pouca quantidade, sem cheiro | Cerume normal | Deixar estar, ou limpar no máximo uma vez por semana |
| Castanho, ceroso, gorduroso, cheiro a levedura | Excesso de Malassezia (fungos) é uma possibilidade | Consulta dentro de poucos dias; citologia |
| Verde ou amarelo-esverdeado, espesso e viscoso, cheiro muito intenso | A Merck associa a secreção verde e viscosa, sobretudo com o canal ulcerado, e um odor particularmente intenso a infeções por Pseudomonas, uma bactéria que forma biofilme e pode resistir a vários antibióticos | Consulta no próprio dia ou urgência. Não trate por sua conta |
| Detritos escuros e secos tipo «borra de café», comichão intensa | Ácaros do ouvido (Otodectes cynotis) são uma possibilidade, sobretudo em cachorros e em casas com vários animais | Consulta; os ácaros precisam de um antiparasitário específico, escolhido com o médico veterinário, e um limpador nada faz contra eles |
| Com sangue, ou ouvido quente e inchado | Ulceração, hematoma auricular, corpo estranho | Cuidados veterinários urgentes |
Se está a tentar perceber qual dos dois últimos casos tem à frente, o nosso artigo sobre ácaros nos ouvidos ou otite no cão explica as diferenças em pormenor.
Dois casos a ter em conta em Portugal: espigas no ouvido e feridas na ponta das orelhas
Espigas no ouvido. Entre o fim da primavera e o verão, quando as gramíneas secam nos campos, nos terrenos baldios e nas bermas, as espigas agarram-se ao pelo durante os passeios e podem entrar no canal auditivo. Um cão que, de repente, abana a cabeça sem parar e a inclina para um lado depois de um passeio no campo pode ter um corpo estranho no ouvido, uma das causas primárias de otite que a Merck enumera. Não deite limpador para «fazer sair» a espiga: só o médico veterinário, com otoscópio, a pode ver e retirar em segurança.
Feridas na ponta das orelhas. Crostas, descamação ou feridas no rebordo das orelhas que não cicatrizam não são um problema do canal auditivo e não se resolvem com uma solução de limpeza. Em Portugal, a leishmaniose canina é endémica em várias regiões, do Douro e Trás-os-Montes ao Algarve, passando por Lisboa e Vale do Tejo e pelo Alentejo, e um estudo de vinte anos em Évora documenta a sua presença persistente no sul. Como a leishmaniose se pode manifestar por lesões de pele, incluindo nas orelhas, este tipo de ferida justifica sempre uma consulta e, se o médico veterinário o indicar, análises.
Limpar em casa ou ir ao veterinário: a decisão em três níveis
Nível 1: a limpeza de rotina em casa é adequada
Interior da orelha rosado-pálido, sem inchaço, sem cheiro ou com um cheiro muito ligeiro, pouca cera bege, um cão indiferente quando lhe mexe na orelha e nenhum diagnóstico pendente. Limpe uma a duas vezes por semana, ou depois de nadar.
Nível 2: marque consulta para os próximos dias
Abanar a cabeça ou coçar as orelhas de forma persistente, um cheiro que se sente à distância de um braço, cera castanha que volta poucos dias depois da limpeza, vermelhidão ligeira, mais de dois ou três episódios por ano, ou nenhuma melhoria após alguns dias de cuidados de rotina. A otite recorrente é um sintoma, não um diagnóstico. Entre as causas primárias que a Merck enumera estão as alergias (reações adversas a alimentos, dermatite atópica, dermatite de contacto), os ácaros, as doenças endócrinas (hipotiroidismo, hiperadrenocorticismo) e os corpos estranhos; os pólipos e os tumores que obstruem o canal entram nos fatores predisponentes. Se as crises de ouvidos coincidem com a primavera e a época dos pólenes (a Rede Portuguesa de Aerobiologia publica boletins polínicos semanais), conte isso ao médico veterinário: é uma pista para uma alergia ambiental. Limpar um ouvido recorrente sem encontrar a causa é condenar-se a limpá-lo para sempre. O nosso guia sobre o tratamento da otite canina explica o que essa investigação costuma incluir.
Nível 3: contacte hoje o veterinário e não ponha nada no ouvido
Tímpano rompido, conhecido ou suspeito; canal vermelho, inchado ou ulcerado; o cão chora ou afasta-se quando lhe toca na orelha; secreção espessa, verde ou purulenta; cheiro forte e desagradável; cabeça inclinada, perda de equilíbrio, nistagmo, perda aparente de audição; ou sangue. Fora de horas, contacte de imediato o seu médico veterinário ou um hospital veterinário com urgência 24 horas.
Solução de limpeza ou gotas para a otite: a ordem certa e o que diz a lei
Um limpador não é um tratamento. Se o seu cão tem gotas auriculares receitadas, o limpador entra primeiro e o medicamento depois: é a ordem que a VCA indica, e a lógica é simples, porque a secreção e o cerume impedem o medicamento de chegar à pele do canal. A Merck lembra, aliás, que a secreção purulenta reduz a eficácia dos aminoglicosídeos.
O senão, que a VCA também aponta: alguns limpadores podem inativar ou enfraquecer certos medicamentos tópicos. Faça duas perguntas concretas ao seu médico veterinário: se o seu limpador é compatível com o medicamento receitado e quanto tempo deve esperar entre os dois. Não adivinhe o intervalo.
A outra falha comum é parar o medicamento assim que o ouvido parece melhor. A melhoria visível chega antes da resolução microbiológica. Cumpra o tratamento até ao fim, tal como foi receitado.
Em Portugal, a fronteira entre as duas categorias é também legal. As gotas para a otite com antibiótico, antifúngico ou corticoide são medicamentos veterinários: na União Europeia regem-se pelo Regulamento (UE) 2019/6, em Portugal é a DGAV que os autoriza e controla, e, em regra, só se obtêm com receita médico-veterinária. Não use as gotas que sobraram de uma otite anterior nem as de outro animal: o organismo pode ser outro e o tímpano pode não estar íntegro. Uma solução de limpeza de ouvidos de higiene, como a nossa, não é um medicamento e não substitui esse tratamento.
Erros que mantêm a otite canina ativa
- Cotonetes. Empurram os detritos na direção do tímpano e ferem o canal.
- Água oxigenada. Apontada pela VCA como irritante para o revestimento do canal.
- Álcool. Arde muito em qualquer pele lesionada e faz com que o cão passe a resistir à rotina para sempre.
- Vinagre num ouvido inflamado. A Merck nomeia as diluições de vinagre entre os tratamentos a evitar.
- Pós secantes. Segundo a Merck, não devem ser usados.
- Limpar demais. A Merck lista a limpeza excessiva como causa secundária de otite externa. Mais não é melhor.
- Pôr pouco líquido. Três gotas e uma passagem de algodão nunca chegam à porção horizontal, onde está o problema.
- Usar gotas antigas ou de outro animal. São medicamentos receitados para outro caso; sem exame, não sabe o que está a tratar nem se o tímpano está íntegro.
- Tratar os dois ouvidos da mesma forma. Podem ter organismos e gravidades diferentes.
- Esquecer a água do verão. Dias seguidos de praia, rio ou piscina sem secar os ouvidos mantêm o canal húmido, o fator predisponente que a Merck descreve.
Como escolher uma solução de limpeza de ouvidos à venda em Portugal
Nas clínicas veterinárias, nas lojas de animais e nas parafarmácias online que enviam para Portugal encontra limpadores auriculares de várias marcas, incluindo marcas veterinárias como o Epiotic (Virbac) ou o Sonotix (Vetoquinol), este último o produto testado no ensaio de Briand et al. (2025). Nenhum limpador de venda livre tem um «aval veterinário» geral, e qualquer produto que o alegue merece desconfiança. O que pode avaliar no rótulo:
- Percentagens declaradas dos ativos, e não apenas uma lista de nomes.
- pH indicado, sabendo que um limpador ácido serve para a manutenção e que, num ouvido inflamado, a Merck prefere um pH neutro.
- Sem álcool, sem água oxigenada e sem pós secantes.
- Instruções claras para o caso de tímpano rompido e para animais medicados.
- Um frasco que chegue para encher o canal as vezes necessárias: um frasco pequeno acaba depressa.
- Um fabricante transparente, que diga onde e como fabrica e disponibilize um certificado de análise por lote.
Para uma comparação de opções disponíveis em Portugal, veja o nosso comparativo dos melhores limpadores de ouvidos para cães.
O que esperar de uma solução de limpeza de ouvidos, de forma realista
Dois ensaios publicados dão uma ideia dos prazos habituais, com a ressalva de que ambos testaram produtos diferentes do nosso e nenhum resultado se transfere para este frasco.
No ensaio de Briand et al. (2025), 30 cães (57 ouvidos) com otite externa eritemato-ceruminosa ligeira a moderada, associada a excesso de Malassezia, foram limpos com um limpador ceruminolítico com lipoácidos diariamente, em dias alternados ou duas vezes por semana, consoante a quantidade de secreção. A comichão, a pontuação clínica (OTIS-3) e a pontuação citológica desceram significativamente ao dia 7 e ainda mais ao dia 14, e dos 34 ouvidos com cultura positiva para Malassezia no dia 0, todos estavam negativos no dia 14. Foi um ensaio sem grupo de controlo nem placebo, financiado pelo fabricante, o que limita o peso do resultado. No ensaio de 2003 com o limpador de ácido láctico e salicílico, os sinais clínicos baixaram significativamente em duas semanas (Cole et al., 2003).
Para uso em casa num ouvido saudável, uma expectativa prática é esta: menos cera visível e menos abanões de cabeça na primeira semana; um canal que se mantém limpo durante mais tempo entre sessões a partir da segunda à quarta semana. Se o ouvido piorar em qualquer momento, ou não tiver melhorado claramente ao fim de alguns dias, isso pede uma consulta, não um segundo frasco.
Os problemas recorrentes de ouvidos e pele associados a leveduras têm, em regra, uma origem que vai além do ouvido, muitas vezes alérgica. Além da limpeza e do diagnóstico, há quem complemente a rotina por dentro: as nossas gotas de apoio ao equilíbrio das leveduras (29,95 €) são um suplemento oral, misturado na comida e nunca aplicado no ouvido, que junta orégãos (carvacrol), pau-d'arco, berberina, MSM, óleo de salmão, quercetina, zinco e um pós-biótico de Saccharomyces boulardii, entre outros ingredientes, para apoiar o equilíbrio natural da pele e dos ouvidos. O nosso guia completo da saúde dos ouvidos do cão junta todas as peças.
Em resumo
Encha o canal, massaje 20 a 30 segundos, deixe o cão sacudir-se e limpe o que vê. No máximo uma a duas vezes por semana num ouvido saudável. Esqueça o vinagre, a água oxigenada e os cotonetes. Leia a secreção como um sinal para falar com o médico veterinário, não como um diagnóstico. E se o ouvido estiver vermelho, dorido ou a deitar algo verde, pouse o frasco e marque a consulta.
Para a rotina semanal, o frasco que recomendamos é o nosso: o limpador de ouvidos para cães Pure Majesty Pets (120 mL, 26,95 €), com ácido salicílico a 0,2% e fitoesfingosina, todas as percentagens publicadas, formulado a pH 5,0–5,5, sem clorexidina, sem álcool, sem água oxigenada e sem pó secante.
Pure Majesty Pets em Portugal
Ouvidos limpos, sem ardor: a rotina semanal
- Limpador de ouvidos para cães, 26,95 €: solução ótica de 120 mL com ácido salicílico a 0,2%, Aloe ferox a 10%, pantenol (pró-vitamina B5), alantoína, fitoesfingosina e ciclodextrina natural; pH 5,0–5,5, sem clorexidina; para cães e gatos. O mais simples para a limpeza de rotina em casa.
- Gotas de apoio ao equilíbrio das leveduras, 29,95 €: suplemento oral com 19 ingredientes para apoiar, por dentro, a pele e os ouvidos de cães com tendência para fungos (Malassezia).
Envio grátis para Portugal (e para todo o mundo). Envio DDP: direitos e IVA já pagos, nada a pagar na entrega. Fabrico na América do Norte segundo as boas práticas de fabrico (GMP), com certificado de análise (COA) para cada lote.
Perguntas frequentes
Posso limpar os ouvidos do cão com vinagre, água oxigenada ou outra solução caseira?
Não é boa ideia. A Merck desaconselha os remédios caseiros e as diluições de vinagre, porque fazem inchar o revestimento do canal e aumentam as secreções glandulares, o que favorece infeções oportunistas; o vinagre doméstico é ainda muito mais ácido do que o canal auditivo, cujo pH ronda 6,1. A VCA aponta a água oxigenada e o álcool como irritantes. Se precisar de algo de imediato, o soro fisiológico estéril (NaCl 0,9%) da farmácia é a opção conservadora.
Com que frequência devo limpar os ouvidos do meu cão?
Muitos cães nunca precisam de limpeza de rotina. Para os que precisam, como as raças de orelhas caídas, os cães que nadam e os de canais cerosos, uma a duas vezes por semana é um teto sensato, até duas a três vezes em ouvidos com muita cera. A Merck descreve a manutenção a descer de diária para uma a duas vezes por semana e lista a limpeza excessiva como causa secundária de otite externa.
Preciso de receita para comprar uma solução de limpeza de ouvidos em Portugal?
Não. Os limpadores auriculares de higiene vendem-se livremente em clínicas, parafarmácias e lojas de animais, e o nosso chega a Portugal com envio grátis. Já as gotas para a otite com antibiótico, antifúngico ou corticoide são medicamentos veterinários e, em regra, exigem receita médico-veterinária. Nenhum limpador de venda livre tem um aval veterinário geral: avalie se o rótulo indica percentagens e pH e se evita álcool, água oxigenada e pós secantes.
Uma solução de limpeza resolve os fungos (Malassezia) nos ouvidos do cão?
Não. Um limpador não é um antifúngico e não trata uma infeção por leveduras. Os limpadores ceruminolíticos retiram o cerume onde as leveduras prosperam, e ensaios com outros produtos registaram melhoria citológica associada ao seu uso, mas a otite por Malassezia confirma-se por citologia e é gerida pelo médico veterinário, muitas vezes com um medicamento tópico e a procura da causa alérgica de fundo.
O ouvido do meu cão cheira mal: o que significa?
Um cheiro que se nota indica, em geral, que algo está a crescer em excesso, e pede um exame, não mais limpezas. Um cheiro adocicado ou a mofo com secreção castanha e cerosa é um padrão; uma secreção verde, espessa e viscosa com um cheiro muito intenso é um padrão que a Merck associa a Pseudomonas, uma bactéria que pode resistir a vários antibióticos e exige atenção veterinária rápida.
Posso usar o limpador enquanto o cão faz gotas para a otite?
Em geral, sim, e normalmente o limpador vem primeiro: retirar a secreção ajuda o medicamento a chegar à pele do canal. Mas alguns limpadores podem inativar ou enfraquecer certos medicamentos tópicos, por isso pergunte ao seu médico veterinário se o seu limpador é compatível e quanto tempo deve esperar entre os dois.
Esta solução é segura para cachorros e gatos?
O limpador de ouvidos Pure Majesty Pets é formulado para cães e gatos, e o rótulo manda evitar o uso com o tímpano perfurado. Em cachorros, gatinhos, fêmeas gestantes ou a amamentar, ou em qualquer animal já medicado, fale primeiro com o seu médico veterinário. Detritos escuros e secos tipo «borra de café» num animal jovem apontam muitas vezes para ácaros, que precisam de um antiparasitário específico e não de um limpador.
Fontes
- Merck Veterinary Manual, "Otitis Externa in Animals" — merckvetmanual.com
- VCA Animal Hospitals, "Instructions for Ear Cleaning in Dogs" — vcahospitals.com
- Cole LK, "Anatomy and physiology of the canine ear," Veterinary Dermatology (2010), doi:10.1111/j.1365-3164.2010.00885.x, PMID 20230592 — PubMed
- Cole LK, Kwochka KW, Kowalski JJ et al., "Evaluation of an ear cleanser for the treatment of infectious otitis externa in dogs," Veterinary Therapeutics (2003), PMID 12756632 — PubMed
- Briand A, Bensignor E, Dropsy H et al., "Effect of a ceruminolytic ear cleaner on clinical, microbiological and ear canal microbiome evolution in canine erythemato-ceruminous otitis externa associated with proliferation of Malassezia yeasts," Veterinary Dermatology (2025), doi:10.1111/vde.13352, PMID 40364797 — PMC
- Panzuti P, Mosca M, Fantini O et al., "Effect of an ear cleaner instillation containing lipacids in a model of re-acidification of the external auditory canal in dogs," Veterinary Dermatology (2022), doi:10.1111/vde.13101, PMID 35791722 — PubMed
- Nuttall T, Cole LK, "Ear cleaning: the UK and US perspective," Veterinary Dermatology (2004), doi:10.1111/j.1365-3164.2004.00375.x, PMID 15030561 — PubMed
- Proksch E, de Bony R, Trapp S, Boudon S, "Topical use of dexpanthenol: a 70th anniversary article," J Dermatolog Treat (2017), doi:10.1080/09546634.2017.1325310, PMID 28503966 — PubMed
- Gorski J, Proksch E, Baron JM et al., "Dexpanthenol in Wound Healing after Medical and Cosmetic Interventions," Pharmaceuticals (2020), doi:10.3390/ph13070138, PMID 32610604 — PubMed
- Gallé HG, Venker-van Haagen AJ, "Ototoxicity of the antiseptic combination chlorhexidine/cetrimide (Savlon): effects on equilibrium and hearing," Veterinary Quarterly (1986), doi:10.1080/01652176.1986.9694018, PMID 3485852 — PubMed
- Paterson S, "Brainstem auditory evoked responses in 37 dogs with otitis media before and after topical therapy," Journal of Small Animal Practice (2018), doi:10.1111/jsap.12711, PMID 28718886 — PubMed
- Schallig HD, Cardoso L, Semião-Santos SJ, "Seroepidemiology of canine leishmaniosis in Évora (southern Portugal): 20-year trends," Parasites & Vectors (2013), PMID 23587181 — PMC
- ESCCAP, Conselho Científico Europeu sobre Parasitas dos Animais de Companhia (leishmaniose) — esccap.org
- Regulamento (UE) 2019/6, relativo aos medicamentos veterinários — EUR-Lex
- DGAV, Medicamentos veterinários — dgav.pt
- Rede Portuguesa de Aerobiologia, boletins polínicos — rpaerobiologia.com
Este artigo destina-se a informação geral e não substitui o aconselhamento do seu médico veterinário. Fale com ele antes de começar a usar qualquer produto ou suplemento, sobretudo se o seu cão estiver gestante, a amamentar, medicado ou tiver uma doença diagnosticada, e sempre que um ouvido estiver vermelho, dorido ou com secreção.