Depois de o médico veterinário confirmar por citologia que se trata de um crescimento excessivo de leveduras (Malassezia), saber como tratar fungos no cão passa a ser sobretudo uma questão de execução: um banho medicamentoso com o champô antifúngico aprovado pelo veterinário, deixado a atuar na pele cerca de dez minutos antes de enxaguar, repetido duas vezes por semana, e, entre banhos, secagem diária e cuidados localizados às patas e às pregas. Este guia é o protocolo prático: a diluição, o tempo, a frequência e o calendário semana a semana que decidem se o mesmo frasco de champô resulta ou falha. Para um apoio diário em paralelo com esses cuidados, as gotas Pure Majesty Pets de apoio ao equilíbrio das leveduras (29,95 €) são um líquido pronto a usar com ácido caprílico, vinagre de maçã e orégão, além de ingredientes de apoio à pele e à digestão, que se mistura na comida segundo as indicações do rótulo.
Resposta rápida: dê banho ao seu cão duas vezes por semana com o champô antifúngico aprovado pelo médico veterinário, mantendo a espuma em contacto com a pele durante cerca de dez minutos antes de enxaguar muito bem e de secar completamente com a toalha. Entre banhos, limpe e seque todos os dias as patas e as pregas da pele. Se a comichão, o cheiro ou a vermelhidão não tiverem melhorado claramente ao fim de três semanas, volte a falar com o veterinário.
O que precisa antes de começar a tratar os fungos no cão
Três coisas: um diagnóstico confirmado, um produto aprovado e um calendário realista. O crescimento excessivo de Malassezia parece-se com vários outros problemas de pele, como a piodermite bacteriana, as crises alérgicas ou os ácaros, e é a citologia (uma amostra rápida recolhida com fita adesiva ou zaragatoa e observada ao microscópio) que permite ao veterinário confirmá-lo. As diretrizes de consenso publicadas em 2020 pela Associação Mundial de Dermatologia Veterinária (WAVD, na sigla inglesa) fazem da citologia a pedra angular prática do diagnóstico, e não faz sentido cumprir um protocolo de três a seis semanas contra o organismo errado. Em Portugal, junte-se a esta lista de imitadores a leishmaniose, endémica em boa parte do país, que também pode dar pele a descamar e falhas de pelo (voltamos a ela mais abaixo).
Quanto ao produto, a evidência tópica mais sólida no cão está nos champôs que combinam miconazol a 2% e clorexidina a 2%: uma revisão sistemática das intervenções na dermatite por Malassezia (Negre et al., 2009) concluiu que era o único tratamento tópico que se podia recomendar com boa evidência, em banhos duas vezes por semana durante três semanas. As fórmulas só com clorexidina e as que têm cetoconazol também são muito usadas; num ensaio aleatorizado com 67 cães, um champô de clorexidina a 3% foi clinicamente tão eficaz como o de miconazol e clorexidina (Maynard et al., 2011). A escolha do produto mais adequado à pele do seu cão cabe ao veterinário; no nosso guia do champô para fungos no cão explicamos como comparar as diferentes categorias. O que esta página aprofunda é a parte que nenhum rótulo explica bem: a técnica.
Antes do primeiro banho, reúna: o champô aprovado, um temporizador (o do telemóvel serve), um tapete antiderrapante, duas ou três toalhas absorventes, um copo ou um chuveiro de mão para enxaguar e guloseimas de que o seu cão goste muito. Se usar secador, deve estar em ar frio ou morno baixo: o calor agrava a pele inflamada.

Como dar o banho antifúngico a um cão com fungos, passo a passo
O banho tem cinco etapas, e a do meio, o tempo de contacto, é a que a maioria dos donos salta.
1. Molhar bem o pelo com água morna
Morna, não quente: a água quente aumenta a comichão e inflama uma pele que já está irritada. Faça chegar a água à pele, e não apenas à camada exterior do pelo, sobretudo nas raças de pelo denso. Num Cão da Serra da Estrela ou num Rafeiro do Alentejo, com pelagem espessa, ou num Cão de Água Português, de pelo encaracolado, molhar até à pele demora mais do que parece. Em cães muito oleosos, uma pré-lavagem desengordurante com um champô suave e neutro pode ajudar; pergunte ao seu veterinário se vale a pena acrescentá-la.
2. Aplicar e fazer espuma onde as leveduras realmente vivem
Dilua ou aplique exatamente como indicam o rótulo e o seu médico veterinário: alguns champôs medicamentosos usam-se puros, outros diluídos. Massaje a espuma até chegar à pele nas zonas clássicas das leveduras: axilas, virilhas, barriga, pregas do pescoço, base da cauda e espaços entre os dedos. Mantenha-a longe dos olhos e nunca deite nem esguiche nada para dentro do canal auditivo. Os ouvidos são um problema à parte, com produtos próprios indicados pelo veterinário, como explicamos no guia sobre o tratamento dos fungos nos ouvidos do cão.
3. Manter cerca de dez minutos de contacto
Os champôs antifúngicos precisam de tempo na pele para atuar. O objetivo habitualmente recomendado é de cerca de dez minutos de contacto antes de enxaguar, em linha com os protocolos estudados na literatura veterinária. Fazer espuma e enxaguar logo a seguir é quase o mesmo que não fazer nada. Programe o temporizador, mantenha o cão na banheira ou no poliban com guloseimas e elogios calmos, e continue a massajar para que a espuma fique em contacto com a pele, e não pousada sobre o pelo. Um tapete de lamber com um pouco de comida húmida, colado à parede da banheira, ajuda muitos cães a esperar com tranquilidade.
4. Enxaguar mais tempo do que parece necessário
Os resíduos que ficam no pelo podem irritar a pele e levar o cão a lamber-se. Enxague até a água sair completamente limpa e depois enxague mais um minuto: as pregas, as axilas e os espaços entre os dedos retêm espuma.
5. Secar por completo, pregas e dedos incluídos
As leveduras prosperam em pele quente e húmida, por isso um cão meio seco desfaz parte do banho. Seque com a toalha com firmeza e depois seque cada prega e o espaço entre cada dedo, um a um. Deixe o resto secar ao ar ou use o secador em ar frio. O cão deve ficar seco até à pele, e não apenas seco ao toque. Nos dias húmidos de inverno, sobretudo no litoral, em que nada seca bem dentro de casa, o secador em ar frio deixa de ser opcional para muitos cães de pelo denso.
Guias relacionados para os passos seguintes
Uma nota sobre o âmbito, antes de encher a banheira. Este artigo parte do princípio de que o diagnóstico já está feito e de que os produtos já estão escolhidos. Se ainda está a comparar champôs, sprays, toalhitas e opções por via oral, comece pelo nosso panorama do tratamento de fungos no cão, organizado pela força da evidência, e volte depois aqui para cumprir a rotina corretamente. E se ainda não tem a certeza de que o problema são leveduras, o guia principal sobre fungos no cão (Malassezia) explica as causas e o diagnóstico desde o início.
A ler em Portugal? A técnica é a mesma em qualquer país, mas o acesso aos produtos e as regras de receita mudam o plano mais do que a maioria dos donos imagina. Mais abaixo explicamos o que exige receita veterinária em Portugal, onde se compra cada tipo de produto e como o clima português pesa na rotina.
Com que frequência dar banho a um cão com fungos: calendário semana a semana
Duas vezes por semana é o ritmo padrão dos banhos medicamentosos na dermatite por Malassezia, normalmente mantido durante três a seis semanas e depois reavaliado. Eis como é um calendário realista, depois de o seu médico veterinário aprovar os produtos:
| Semana | Banhos | Cuidados entre banhos | O que pode notar |
|---|---|---|---|
| Semana 1 | 2 banhos medicamentosos, cerca de 10 minutos de contacto em cada um | Secagem diária das patas e das pregas; comece um registo fotográfico | Muitas vezes ainda pouca mudança visível, o que é normal |
| Semana 2 | 2 banhos medicamentosos | Toalhitas e secagem diárias; lavar a cama num programa quente | O cheiro costuma ser o primeiro a diminuir; a lambedura pode abrandar |
| Semanas 3–4 | 2 banhos por semana; consulta de controlo por volta da semana 3 se não houver mudança | Manter a rotina diária | Menos vermelhidão e menos coçar; a oleosidade a melhorar |
| Semanas 5–6 | Continuar ou espaçar segundo o veterinário (por exemplo, uma vez por semana) | Tornar permanentes os hábitos de secagem | Pele mais calma; as zonas espessadas são as últimas a melhorar |
| Depois | Banhos de manutenção, se o veterinário os aconselhar | Secar depois da chuva, dos mergulhos e dos passeios; controlar a alergia de fundo | Objetivo: nenhuma recaída; nova consulta logo que o cheiro volte |
Duas ressalvas sobre o calendário. Primeiro, a pele cronicamente espessada e escurecida, a chamada pele «de elefante» (liquenificação e hiperpigmentação), remodela-se devagar e fica semanas atrás da comichão: é normal que a comichão diminua muito antes de a pele recuperar o aspeto habitual. Segundo, crises que se repetem significam quase sempre uma causa de fundo por controlar, na maioria dos casos uma alergia, e isso é uma conversa com o veterinário, não um problema de banhos. Se as recaídas do seu cão coincidem todos os anos com a primavera, quando os pólenes estão no auge, diga-o ao veterinário: é uma pista forte de alergia ambiental.

Fungos nas patas e nas pregas do cão: o que fazer entre banhos
Os banhos acontecem duas vezes por semana; as leveduras crescem todos os dias. É a rotina entre banhos que segura o terreno conquistado.
Patas: depois de cada passeio molhado, enxague ou limpe as patas e seque entre cada dedo. Um pano de microfibra seco pressionado entre os dedos funciona melhor do que uma passagem rápida com a toalha. O veterinário pode aprovar toalhitas antissépticas ou um banho de patas com clorexidina diluída; use-os exatamente como indicado e termine sempre com a pata seca. Explicamos as opções em pormenor no artigo sobre fungos nas patas do cão.
Pregas (face, lábios, pescoço, bolsa da cauda, prega vulvar): limpe uma vez por dia com uma toalhita aprovada pelo veterinário ou com um pano húmido e depois seque. A secagem é o passo ativo: uma prega limpa mas húmida continua a ser uma incubadora de leveduras. Raças com muitas pregas, como o Bulldog, o Shar-Pei ou o Pug, precisam desta rotina de forma permanente, e não só durante as crises.
Ambiente: lave a cama do cão uma vez por semana num programa quente que o tecido suporte, seque-a por completo e seque o cão com a toalha depois de nadar ou de apanhar chuva. Com tempo húmido, acrescente uma passagem extra de secagem às pregas e às patas.
O clima português e a rotina entre banhos
Portugal oferece às leveduras duas épocas favoráveis. No outono e no inverno, os passeios à chuva e a humidade persistente do litoral, do Minho e do Porto a Aveiro e a Lisboa, deixam patas e pregas húmidas durante horas, sobretudo em casas onde as toalhas demoram a secar. No verão, os mergulhos no mar, no rio ou na piscina e o calor húmido fazem o mesmo trabalho. Depois de cada banho de mar ou de piscina, passe o cão por água doce para tirar o sal, a areia e o cloro, e seque-o com o mesmo cuidado de um banho medicamentoso, com atenção especial às axilas, às virilhas e aos espaços entre os dedos. Os cães de orelhas caídas e os que adoram água, como o Cão de Água Português, merecem atenção redobrada.
Vinagre de maçã, com honestidade: os enxaguamentos com vinagre de maçã baseiam-se em relatos, e não em provas: não há ensaios controlados em cães que mostrem que acabam com a Malassezia. Se o seu veterinário concordar, use-o apenas bem diluído, apenas em pele intacta, nunca em pele ferida ou em carne viva e nunca nos ouvidos. É um extra opcional, não um substituto do protocolo medicamentoso. Do mesmo modo, o óleo de coco pode amaciar a pele, mas não resolve uma infeção por fungos.
Erros que fazem falhar o tratamento dos fungos no cão
Quando um champô bem escolhido «não funciona», o motivo é quase sempre um destes:
- Enxaguar aos dois minutos em vez de aos dez. O tempo de contacto é a janela de trabalho do ativo. Use um temporizador, não um palpite.
- Parar depois da primeira semana boa. O cheiro melhora antes da pele. Terminar à segunda semana é meio caminho para uma recaída; cumpra o plano que o veterinário definiu.
- Dar banho, mas nunca secar. Pregas e espaços entre os dedos húmidos voltam a semear o problema em poucos dias.
- Ensaboar o dorso e esquecer a barriga. As leveduras concentram-se nas axilas, nas virilhas, nas pregas e nas patas: os sítios mais difíceis de alcançar são os mais importantes.
- Dar mais banhos do que o prescrito. Banhos medicamentosos diários fragilizam a barreira cutânea e agravam a irritação. Duas vezes por semana é o ritmo estudado: mais banhos não significam resultados mais rápidos.
- Abandonar a mudança de alimentação ao fim de duas semanas. Se o veterinário recomendou uma dieta de eliminação ou uma mudança de ração, ela só lhe diz alguma coisa se for mantida durante todo o período. Uma ressalva que vale a pena fazer com honestidade: a ideia popular de que as leveduras da pele «se alimentam do açúcar da comida» não está bem fundamentada no cão, porque a Malassezia vive dos óleos da pele, e não do açúcar no sangue. A alimentação conta sobretudo através do controlo das alergias e da nutrição da barreira cutânea, e não por «matar as leveduras à fome».
- Improvisar nos ouvidos. Champô para a pele, vinagre ou óleos no canal auditivo podem fazer mal, sobretudo se o tímpano estiver danificado. Nos ouvidos, só produtos indicados pelo veterinário.
- Saltar a consulta de controlo. Se três semanas de cumprimento rigoroso não trouxerem mudança, é preciso rever o diagnóstico, o produto ou uma alergia de fundo: mais do mesmo não é a resposta.
Como saber se o tratamento dos fungos está a resultar e quando voltar ao veterinário
Registe quatro marcadores por semana, de preferência com fotografias tiradas sempre com a mesma luz: o cheiro, a frequência com que o cão se coça ou se lambe, a vermelhidão e a oleosidade. A evolução típica é o cheiro diminuir nas semanas um e dois, a comichão acalmar entre as semanas dois e três e as alterações visíveis da pele recuperarem depois. Uma pontuação simples de 0 a 3 para cada marcador, anotada no telemóvel sempre no mesmo dia da semana, chega para mostrar ao veterinário uma evolução objetiva, em vez de uma impressão.
| Marcador | O que observar | Quando costuma melhorar |
|---|---|---|
| Cheiro | Odor a mofo, azedo ou a ranço ao aproximar o nariz do pelo, das patas e das pregas | Semanas 1–2 |
| Comichão e lambedura | Quantas vezes o cão se coça, lambe as patas ou acorda à noite para se coçar | Semanas 2–3 |
| Vermelhidão | Cor da pele nas axilas, na barriga e entre os dedos, sempre na mesma luz | A seguir à comichão |
| Oleosidade | Pele pegajosa ao toque, escamas gordurosas, manchas castanhas de saliva no pelo claro | A partir das semanas 3–4 |
Volte ao seu médico veterinário sem demora se a pele estiver em carne viva, ulcerada, dolorosa ou a alastrar; se uma orelha estiver inchada ou quente, ou se o cão gemer quando lhe tocam; se não houver melhoria clara ao fim de cerca de três semanas de cuidados consistentes; ou se a infeção voltar pouco depois de terminar o tratamento. Os casos extensos ou persistentes precisam por vezes de um antifúngico por via oral. A decisão de o prescrever e a dose cabem inteiramente ao veterinário, e o nosso resumo dos medicamentos para fungos no cão explica o que essas conversas costumam abordar.
Quando não são só fungos: leishmaniose e tinha
Em Portugal há duas situações que convém não confundir com «fungos» quando a pele descama, perde pelo ou não responde aos banhos. A leishmaniose canina, transmitida por flebótomos, é endémica em grande parte do país, do Douro e Trás-os-Montes a Lisboa e Vale do Tejo, ao Alentejo e ao Algarve, e um estudo de 20 anos em Évora documenta a sua presença persistente no sul; as lesões de pele estão entre os sinais mais frequentes desta doença. Se o seu cão vive ou passa férias nestas regiões e tem descamação, unhas compridas e deformadas ou falhas de pelo à volta dos olhos que não melhoram com o protocolo, peça ao veterinário que pondere este diagnóstico.
A dermatofitose (tinha), outra micose a que também se chama «fungos», dá falhas de pelo arredondadas, transmite-se a pessoas e a outros animais e consta da lista de zoonoses da DGAV. Precisa de um tratamento próprio, incluindo a limpeza da casa, e o protocolo deste guia não chega.
Tratar fungos no cão em Portugal: receita, onde comprar e o que diz a lei
Em Portugal, o champô com miconazol e clorexidina a 2% não é um produto de higiene como os outros. O Malaseb, por exemplo, está autorizado como medicamento veterinário sujeito a receita médico-veterinária, segundo a base de dados europeia de medicamentos veterinários: só se compra com receita do médico veterinário, nos locais autorizados, como as clínicas e as farmácias. Os antifúngicos orais, como o itraconazol, o cetoconazol ou o fluconazol, também só se usam com receita e com a dose definida pelo veterinário. É o regime do Regulamento (UE) 2019/6, relativo aos medicamentos veterinários, cuja aplicação em Portugal cabe à DGAV. Na prática, o diagnóstico e a escolha do champô passam sempre pela consulta, e só depois começa o trabalho em casa descrito neste guia.
Sem receita, encontram-se champôs e espumas de higiene dermatológica, sobretudo à base de clorexidina, isolada ou associada a outros ativos, em lojas de animais e em sites como a zooplus.pt, a Kiwoko, a Tiendanimal ou a Zu, em parafarmácias e nas lojas das clínicas. Podem ser úteis na manutenção ou entre crises. O ensaio de Maynard mostra que um champô de clorexidina a 3% pode ser tão eficaz como a associação com miconazol, mas a concentração e a fórmula contam: numa crise confirmada, use o produto que o veterinário indicou e leve à consulta o rótulo do que tem em casa para lhe perguntar se serve. Evite os champôs anticaspa de uso humano, que não foram formulados para a pele do cão.
Os suplementos para cães seguem outras regras. São alimentos para animais, abrangidos pelo Regulamento (CE) n.º 767/2009, cujo artigo 13.º proíbe apresentá-los como remédio para uma doença. É por isso que falamos de apoio ao equilíbrio das leveduras, e não de tratamento: o champô medicamentoso e o suplemento têm papéis diferentes e complementares.
Onde entra o apoio diário de dentro para fora
O banho medicamentoso controla as leveduras à superfície; muitos donos querem também uma camada interna diária enquanto trabalham o terreno que deixou as leveduras crescer: a barreira cutânea, o intestino e a alimentação. Para sermos claros: nenhum suplemento trata uma infeção por fungos nem a faz desaparecer, e nada aqui substitui o protocolo acima nem o plano do seu médico veterinário.
Dentro desse enquadramento honesto, as nossas gotas de apoio ao equilíbrio das leveduras para cães seguem um caminho diferente da maior parte da categoria: os ativos estão declarados no rótulo, em vez de escondidos numa «mistura proprietária», com cerca de 292 mg de ativos combinados por 1 mL. A fórmula assenta em ácido caprílico (MCT C8), MSM, óleo de salmão selvagem, L-glutamina, um pós-biótico de Saccharomyces boulardii, vinagre de maçã, quercetina, zinco, berberina, pau-d'arco e orégão rico em carvacrol, numa base calmante de abóbora, olmo-vermelho (Ulmus rubra), raiz de alteia e alcaçuz desglicirrizinado (DGL). Essa transparência permite-lhe a si e ao seu veterinário avaliar exatamente o que o cão está a receber. Quanto à evidência, vários destes extratos vegetais mostraram atividade antifúngica in vitro, mas a evidência em cães continua limitada; dizemo-lo abertamente porque é o protocolo de lavagem, e não o frasco, que faz o trabalho pesado. As gotas são de uso exclusivamente oral: misturam-se na comida e nunca se aplicam no ouvido nem sobre pele irritada ou ferida.
Para a ligação entre a flora intestinal e as leveduras da pele, o nosso probiótico líquido para cães (31,95 €) junta três culturas vivas (Saccharomyces boulardii, Bacillus coagulans e Bacillus subtilis) a prebióticos MOS e tributirina. E, se a alergia de fundo é o motor das recaídas, os mastigáveis para pele sensível e comichão (45,95 €) juntam óleos de salmão, sardinha, chia e borragem, quercetina, fitoceramidas, biotina e zinco para apoiar a barreira cutânea.
Pure Majesty Pets em Portugal
Para acompanhar os banhos: apoio diário de dentro para fora
- Gotas de apoio ao equilíbrio das leveduras, 29,95 €: 19 ingredientes selecionados, entre eles ácido caprílico, orégão e um pós-biótico de S. boulardii, para apoiar o equilíbrio natural das leveduras e ajudar a manter o conforto da pele, das orelhas e das patas. O nosso complemento mais simples para a rotina de banhos: basta misturá-las na comida.
- Probiótico líquido para cães, 31,95 €: três culturas vivas, prebióticos MOS e tributirina para apoiar o equilíbrio da flora intestinal e a digestão diária.
- Mastigáveis para pele sensível e comichão, 45,95 €: ómega-3, quercetina e fitoceramidas para apoiar a barreira cutânea de cães com tendência para alergias e comichão.
Envio grátis para Portugal (e para todo o mundo). Envio DDP: direitos e IVA já pagos, nada a pagar na entrega. Fabrico na América do Norte segundo as boas práticas de fabrico (GMP), com certificado de análise (COA) para cada lote.
Perguntas frequentes
Quanto tempo deve o champô antifúngico ficar na pele do cão?
O tempo de contacto habitualmente recomendado é de cerca de dez minutos antes de enxaguar. Use um temporizador e continue a massajar a espuma até à pele: enxaguar cedo demais é o motivo mais comum para os banhos medicamentosos não darem resultado.
Quantas vezes por semana devo dar banho a um cão com fungos?
Duas vezes por semana é o ritmo padrão estudado na dermatite por Malassezia, normalmente durante três a seis semanas, com reavaliação pelo médico veterinário. Siga a frequência que o veterinário definir para o caso do seu cão.
Posso tratar os fungos do meu cão em casa sem ir ao veterinário?
A execução em casa só funciona depois de o veterinário confirmar as leveduras por citologia e aprovar os produtos, porque as infeções bacterianas, os ácaros, as alergias e, em Portugal, a leishmaniose podem imitar os fungos. Pele em carne viva, dor, lesões a alastrar ou ouvidos afetados exigem cuidados veterinários desde o início.
O vinagre de maçã é seguro para os fungos no cão?
Apenas como extra opcional, baseado em relatos e aprovado pelo veterinário: bem diluído, só em pele intacta, nunca em feridas e nunca nos ouvidos. Não há ensaios controlados que mostrem que o vinagre de maçã acaba com as leveduras no cão.
Como tratar os fungos nas patas do cão entre os banhos?
Limpe ou enxague as patas depois dos passeios molhados e seque bem entre cada dedo, todos os dias. O veterinário pode acrescentar toalhitas antissépticas ou um banho de patas diluído; seja qual for o produto, terminar com a pata completamente seca é o passo que mais conta.
E se os fungos voltarem depois do tratamento?
Recaídas frequentes indicam, em regra, uma causa de fundo por controlar, quase sempre uma alergia ambiental ou alimentar e, por vezes, uma doença hormonal. Peça ao veterinário uma investigação de alergias e um plano de manutenção a longo prazo, em vez de repetir tratamentos curtos.
Em Portugal, o champô e os comprimidos para fungos precisam de receita?
Sim. O champô com miconazol e clorexidina a 2%, como o Malaseb, é um medicamento veterinário sujeito a receita, tal como os antifúngicos orais (itraconazol, cetoconazol, fluconazol). Sem receita vendem-se champôs de higiene à base de clorexidina e suplementos alimentares, como as nossas gotas, que apoiam o equilíbrio das leveduras mas não substituem o tratamento prescrito.
Fontes
- Bond R, Morris DO, Guillot J, et al. Biology, diagnosis and treatment of Malassezia dermatitis in dogs and cats: Clinical Consensus Guidelines of the World Association for Veterinary Dermatology. Vet Dermatol. 2020;31(1):28-74. PMID 31957204. DOI 10.1111/vde.12809 — PubMed
- Negre A, Bensignor E, Guillot J. Evidence-based veterinary dermatology: a systematic review of interventions for Malassezia dermatitis in dogs. Vet Dermatol. 2009;20(1):1-12. PMID 19152584. DOI 10.1111/j.1365-3164.2008.00721.x — PubMed
- Guillot J, Bond R. Malassezia yeasts in veterinary dermatology: an updated overview. Front Cell Infect Microbiol. 2020;10:79. PMID 32181160. DOI 10.3389/fcimb.2020.00079 — PMC
- Maynard L, Rème CA, Viaud S. Comparison of two shampoos for the treatment of canine Malassezia dermatitis: a randomised controlled trial. J Small Anim Pract. 2011;52(11):566-572. PMID 21985533 — PubMed
- Schallig HD, Cardoso L, Semião-Santos SJ. Seroepidemiology of canine leishmaniosis in Évora (southern Portugal): 20-year trends. Parasites & Vectors, 2013. PMID 23587181 — PMC
- Base de dados de medicamentos veterinários da UE, Malaseb champô para cães e gatos (medicamento veterinário sujeito a prescrição em Portugal) — medicines.health.europa.eu
- DGAV, Medicamentos Veterinários — dgav.pt
- DGAV, Zoonoses (doenças transmissíveis ao Homem) — dgav.pt
- Regulamento (UE) 2019/6, relativo aos medicamentos veterinários — EUR-Lex
- Regulamento (CE) n.º 767/2009, relativo à colocação no mercado e à utilização de alimentos para animais — EUR-Lex
Este artigo tem fins educativos e descreve a execução em casa de um plano aprovado pelo seu médico veterinário. Não substitui o diagnóstico nem o tratamento veterinário. Consulte sempre o seu médico veterinário antes de começar, mudar ou parar qualquer produto na pele ou nos ouvidos do seu cão, e procure ajuda rapidamente se os sinais forem graves, dolorosos ou estiverem a piorar. Numa urgência, contacte de imediato o seu médico veterinário ou um hospital veterinário com urgência 24 horas.