O tramadol para cães é um analgésico sujeito a receita médico-veterinária que os veterinários usam sobretudo depois de uma cirurgia ou como complemento de um anti-inflamatório não esteroide (AINE). Mas o ensaio canino mais bem desenhado até hoje concluiu que, na artrose crónica, o tramadol não foi melhor do que um placebo. Este resultado deve mudar a forma como olha para a caixa de comprimidos guardada no armário. O tramadol continua a ter um lugar no controlo da dor de curta duração e nos planos multimodais, e não é inútil; é simplesmente muito mais fraco no cão do que a sua reputação na medicina humana deixa supor, e nunca deve ser a única coisa entre o seu cão e uma dor articular crónica.
Neste guia explicamos o que a farmacologia veterinária mostra realmente sobre o tramadol no cão, como funciona a dose, que efeitos secundários e interações medicamentosas contam, como se enquadra este medicamento em Portugal e onde entra o apoio articular diário, ao lado de uma receita prolongada de tramadol ou antes dela.
O que é o tramadol e como atua no cão
O tramadol é um analgésico sintético com dois mecanismos distintos. Nas pessoas, o fígado converte o fármaco num metabolito chamado O-desmetiltramadol (normalmente abreviado M1), que se liga ao recetor opioide mu e é responsável pela maior parte do alívio da dor. O próprio tramadol inibe também a recaptação da serotonina e da noradrenalina, comportando-se em parte como um antidepressivo do tipo IRSN (inibidor da recaptação da serotonina e da noradrenalina).
O problema é que a primeira metade desta descrição quase não se aplica ao cão. Quando KuKanich e Papich mediram o tramadol e o M1 em cães, verificaram que o cão produz muito pouco M1 e que este desaparece depressa do sangue (Journal of Veterinary Pharmacology and Therapeutics, 2004;27(4):239–246, PMID 15305853). Um estudo posterior em Greyhounds descreveu o mesmo padrão: exposição oral ao metabolito ativo baixa e muito variável de cão para cão (American Journal of Veterinary Research, 2011;72(2):256–262, PMID 21281202).
Na prática: no cão, o tramadol funciona sobretudo como um fármaco serotoninérgico e noradrenérgico, e pouco como um opioide. Isto explica, ao mesmo tempo, o efeito analgésico modesto e o perfil de efeitos secundários: sedação, perda de apetite e, por vezes, disforia (agitação ou desconforto).
O tramadol funciona mesmo na artrite do cão?
É aqui que a evidência se torna incómoda, e é aqui que a maioria dos artigos sobre tramadol no cão fica pelo caminho.
Budsberg e colegas conduziram um ensaio aleatorizado, cego, controlado por placebo e cruzado em 40 cães com artrose natural do cotovelo ou do joelho, usando uma análise objetiva da marcha em placa de força em vez das impressões dos donos. O título do artigo é direto: «Lack of effectiveness of tramadol hydrochloride for the treatment of pain and joint dysfunction in dogs with chronic osteoarthritis» (JAVMA, 2018;252(4):427–432, PMID 29393744). Durante 10 dias, o tramadol (5 mg/kg de 8 em 8 horas) não alterou as forças de apoio nem os questionários de dor face ao início. O AINE de comparação, o carprofeno, melhorou ambos.
Trabalhos anteriores com resultados avaliados pelos donos, em cães com artrose da anca, foram mais favoráveis: os donos referiram melhor mobilidade com tramadol, mas a análise da marcha não mostrou efeito significativo e os próprios autores sublinharam o peso do efeito placebo do cuidador em todas as medidas estudadas (BMC Veterinary Research, 2012;8:185, PMID 23035739). Um ensaio aleatorizado de 2019 comparou uma dose reduzida de cetoprofeno com e sem tramadol: a dor diminuiu de forma semelhante nos dois grupos durante o tratamento, mas os cães que receberam também tramadol precisaram de menos analgesia de resgate nos meses seguintes, e os autores consideraram a combinação «atrativa» (BMC Veterinary Research, 2019;15(1):213, PMID 31238912). Uma revisão abrangente de 2021 sobre tramadol e tapentadol em cães e gatos chegou a uma conclusão prudente: a eficácia é inconsistente e depende da espécie (Journal of Advanced Veterinary and Animal Research, 2021;8(3):404–422, PMID 34722739).
Onde o tramadol ainda tem lugar: na dor pós-cirúrgica de curta duração, como uma camada num plano multimodal (por exemplo, para poupar a dose de um AINE) e nos cães que não podem tomar AINE por doença renal, hepática ou gastrointestinal. É um ator secundário, não o protagonista.
Dose de tramadol para cães
A dose é definida pelo seu médico veterinário e depende do peso, do tipo de dor, da função hepática e renal e de todos os outros medicamentos que o cão toma. Os intervalos veterinários publicados para o cão situam-se, de forma geral, em 2 a 5 mg por kg por via oral, de 8 em 8 ou de 12 em 12 horas, e alguns protocolos de dor usam doses mais altas durante períodos curtos. Nunca calcule uma dose a partir de uma receita humana.
Para ter uma ideia da escala: um Podengo Português pequeno de 5 kg e um Cão da Serra da Estrela de 50 kg recebem doses totais dez vezes diferentes, e os comprimidos humanos raramente se dividem de forma limpa para um cão pequeno. É mais uma razão para usar apenas a apresentação e a dose que o veterinário prescreveu.
| Situação clínica | Papel habitual do tramadol | O que a evidência apoia |
|---|---|---|
| Dor pós-operatória (dias) | Complemento de um AINE ou de um opioide | Uso razoável a curto prazo |
| Artrose crónica (meses) | Muitas vezes prescrito como complemento prolongado | Fraca: sem benefício face ao placebo na placa de força (PMID 29393744) |
| Cão que não tolera AINE | Alternativa ou ponte | Usado porque as opções são limitadas, não porque a eficácia seja forte |
| Dor de origem nervosa (neuropática) | Por vezes combinado com gabapentina | Plausível pelo mecanismo; dados caninos escassos |
Se o seu cão toma tramadol especificamente para a artrite, vale a pena perguntar ao veterinário como se está a medir o efeito. Se ninguém consegue dizer o que melhorou, um vídeo de 10 segundos do cão a andar num chão duro, gravado no dia 0 e no dia 14, é mais honesto do que a memória. O mesmo truque serve para qualquer mudança que faça; veja o nosso guia sobre como ajudar um cão com artrite em casa.
Tramadol no cão em Portugal: receita veterinária e enquadramento
Em Portugal, como em toda a União Europeia, o tramadol é um medicamento sujeito a receita médico-veterinária. A colocação no mercado e a prescrição dos medicamentos veterinários seguem o Regulamento (UE) 2019/6, e a DGAV é a autoridade nacional responsável pela autorização e pelo controlo destes medicamentos. Quando não existe um medicamento veterinário autorizado adequado, o regulamento permite que o médico veterinário recorra, sob a sua responsabilidade, a outro medicamento, incluindo um de uso humano (a chamada «cascata»). É por isso que o seu veterinário pode receitar tramadol: a decisão, a apresentação e a dose são dele.
Três consequências práticas para quem vive em Portugal:
- Nada de automedicação. Não use comprimidos de tramadol que tenha em casa, nem os de um familiar, nem os que sobraram de outro animal.
- Peça um plano de reavaliação. Uma receita prolongada de tramadol para a artrose deve ter data de revisão e um critério objetivo de sucesso (o vídeo descrito acima, a distância de passeio, a facilidade nas escadas).
- Se for viajar com o cão, leve a receita e a embalagem original: as regras sobre analgésicos de ação central variam de país para país, e o seu veterinário pode indicar-lhe o que precisa.
Se tiver dúvidas sobre um medicamento ou sobre o seu veterinário, a Ordem dos Médicos Veterinários (OMV) é a entidade que regula a profissão em Portugal.
Efeitos secundários do tramadol no cão
- Frequentes: sedação, sonolência, perda de apetite, náuseas, obstipação, andar cambaleante ou falta de coordenação.
- Menos frequentes: vómitos, diarreia, ansiedade ou inquietação, respiração ofegante, tremores.
- Graves: síndrome serotoninérgica — agitação, tremores, rigidez, frequência cardíaca elevada, hipertermia, convulsões. É uma urgência veterinária.
Como o tramadol aumenta a serotonina, a lista de interações conta mais do que o habitual. Informe o seu veterinário se o cão tomar algum destes medicamentos: inibidores seletivos da recaptação da serotonina (fluoxetina), antidepressivos tricíclicos (clomipramina), trazodona, selegilina (um inibidor da MAO usado na disfunção cognitiva canina e na síndrome de Cushing) ou outros opioides. Cães com historial de convulsões exigem cuidado redobrado, porque o tramadol pode baixar o limiar convulsivo.
Com o calor do verão português, alentejano ou algarvio, um cão sedado e ofegante merece ainda mais atenção: garanta sombra, água fresca e evite esforço nas horas de calor enquanto estiver a tomar tramadol, e fale com o veterinário se a respiração ofegante parecer desproporcionada.
A armadilha que leva cães às urgências: os medicamentos humanos de associação. As formulações que juntam tramadol a paracetamol são muito comuns nas farmácias, e as doses de paracetamol pensadas para pessoas podem ser perigosas para um cão. Nunca vá buscar nada ao seu próprio armário de medicamentos. A mesma regra vale para o ibuprofeno, o naproxeno e a aspirina, que analisamos no nosso resumo sobre os medicamentos para a artrite do cão.
Tramadol ou outras opções para a dor articular do cão
| Opção | Classe | Força da evidência na artrose canina |
|---|---|---|
| Carprofeno para cães | AINE (inibidor da COX) | Forte; autorizado para a artrose canina |
| Meloxicam para cães | AINE (inibidor preferencial da COX-2) | Forte; autorizado para o cão, muito usado na Europa |
| Galliprant para cães | Piprant (antagonista do recetor EP4) | Boa; autorizado, mecanismo dirigido |
| Librela para cães | Anticorpo monoclonal anti-NGF | Boa; injeção mensal, autorizado |
| Gabapentina para cães | Gabapentinoide | Fraca na dor da artrose em si; usada na dor neuropática |
| Tramadol | Opioide atípico / IRSN | Fraca na artrose crónica; uso de curta duração e multimodal |
| Ómega-3 e nutracêuticos articulares | Apoio nutricional | Variável consoante o ingrediente; os ómega-3 são a categoria mais bem apoiada na meta-análise de 2022 |
Todos os medicamentos desta tabela, com exceção dos nutracêuticos, exigem receita veterinária em Portugal. A última linha não é publicidade. A revisão sistemática e meta-análise de 2022 sobre dietas terapêuticas e nutracêuticos na artrose do cão e do gato encontrou uma eficácia analgésica evidente para as dietas enriquecidas com ómega-3 e para os suplementos de ómega-3, uma eficácia fraca do colagénio e um efeito nulo muito marcado da dupla clássica condroitina–glucosamina, ao ponto de os autores recomendarem deixar de a usar para o controlo da dor (International Journal of Molecular Sciences, 2022;23(18):10384, PMID 36142319). Repare na palavra «dor»: a meta-análise avaliou o alívio da dor, não o apoio à cartilagem a longo prazo, que é outra pergunta.
O que o apoio articular diário faz e o tramadol não faz
O tramadol modifica o sinal de dor e toma-se quando o cão já sofre. O apoio nutricional às articulações trabalha noutra escala de tempo: é um contributo diário dirigido à cartilagem, ao líquido sinovial e ao ambiente inflamatório da articulação, e pode começar muito antes de haver uma receita em cima da mesa. Não é um analgésico e não substitui nenhum medicamento prescrito.
Foi exatamente por isso que construímos os mastigáveis articulares para cães Pure Majesty Pets com 17 ingredientes ativos, em vez de nos ficarmos pela fórmula de dois ingredientes, glucosamina e condroitina, que a meta-análise de 2022 considerou tão pouco convincente para a dor. Sobre essa base, a fórmula junta MSM, mexilhão-verde, colagénio tipo II não desnaturado (UC-II), extrato de curcuma com pimenta-preta, Boswellia serrata, extrato de gengibre, quercetina, ácido hialurónico, membrana da casca do ovo, extratos de mirtilo e de grainhas de uva, manganês e probióticos. Os mastigáveis são extrudidos a frio: os mastigáveis prensados a quente podem degradar os ativos sensíveis ao calor e as culturas probióticas, uma razão discreta pela qual muitos mastigáveis articulares ficam aquém do que promete o próprio rótulo. São fabricados na América do Norte segundo as boas práticas de fabrico (GMP), com certificado de análise (COA) para cada lote.
Se o seu cão recusa mastigáveis ou se prefere dosear gota a gota ao peso, a mesma lógica existe em formato líquido: a glucosamina líquida para cães, com glucosamina, condroitina e MSM e um toque de menta, mistura-se diretamente na comida. Pode ser uma boa opção para um cão idoso com poucos dentes ou para raças grandes como o Rafeiro do Alentejo, em que a dose ao peso faz toda a diferença. Um cão cujo conforto articular de base está mais apoiado é um cão cujo veterinário tem mais margem para manter as doses de medicamentos baixas.
Pure Majesty Pets em Portugal
Apoio articular diário, ao lado do plano do seu veterinário
- Mastigáveis articulares para cães, 49,95 €: 17 ingredientes ativos, incluindo glucosamina, condroitina, MSM, mexilhão-verde, colagénio UC-II, curcuma e Boswellia, num mastigável macio extrudido a frio. A nossa fórmula articular mais completa.
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Envio grátis para Portugal (e para todo o mundo). Envio DDP: direitos e IVA já pagos, nada a pagar na entrega. Fabrico na América do Norte segundo as boas práticas de fabrico (GMP), com certificado de análise (COA) para cada lote.
Os suplementos não são analgésicos e não podem substituir um medicamento prescrito. Para o panorama completo, comece pelo nosso guia científico de suplementos articulares e saúde da anca e pela nossa comparação dos melhores suplementos articulares para cães em Portugal.
Quando contactar o veterinário
- Tremores, rigidez, agitação ou coração acelerado depois de uma dose: suspeita de síndrome serotoninérgica. Contacte de imediato o seu médico veterinário ou um hospital veterinário com urgência 24 horas.
- Uma convulsão, um colapso ou uma sedação extrema.
- O cão deixa de comer durante mais de um dia.
- O cão não apoia uma pata, ou o cão a coxear surge de repente e de forma intensa: o tramadol esconde a dor, não resolve a causa.
- A receita está a acabar. Nunca reduza nem pare uma dose prolongada sem orientação.
Perguntas frequentes
Posso dar tramadol humano ao meu cão?
Só se o seu médico veterinário o tiver receitado e confirmado a formulação exata. Muitos medicamentos humanos com tramadol estão associados a paracetamol, que pode ser perigoso para o cão nessas doses, e as dosagens dos comprimidos humanos raramente se dividem bem numa dose canina.
Quanto tempo demora o tramadol a fazer efeito no cão?
O tramadol oral costuma começar a atuar em cerca de uma a duas horas, com tomas de 8 em 8 ou de 12 em 12 horas. Um efeito mensurável não é o mesmo que um alívio útil da dor: na artrose crónica, o ensaio mais bem controlado não encontrou benefício face ao placebo.
O que é melhor para o cão, tramadol ou gabapentina?
Nenhum dos dois tem evidência forte, por si só, na dor da artrose canina. A gabapentina escolhe-se geralmente para a dor de origem nervosa e o tramadol para o controlo da dor de curta duração ou multimodal. Na artrite, a maioria dos veterinários começa por um AINE autorizado ou por uma injeção anti-NGF, e só acrescenta um destes se for necessário.
O tramadol precisa de receita em Portugal?
Sim. Em Portugal o tramadol só pode ser usado no cão mediante prescrição do médico veterinário, que escolhe a apresentação e a dose ao abrigo das regras europeias dos medicamentos veterinários. Não deve dar ao cão comprimidos que tenha em casa.
Posso dar tramadol juntamente com um suplemento articular?
Os suplementos articulares são alimentos complementares e não se conhecem interações com o tramadol, mas deve sempre entregar ao seu veterinário uma lista completa de tudo o que o cão recebe, incluindo suplementos, antes de combinar o que quer que seja.
Porque é que o veterinário receitou tramadol se a investigação é fraca?
Porque as opções são limitadas para os cães que não podem tomar AINE, porque é um medicamento barato e conhecido, e porque o uso pós-cirúrgico de curta duração é uma questão diferente de meses de tratamento da artrite. É uma conversa legítima para a próxima consulta.
Fontes
- KuKanich B, Papich MG. "Pharmacokinetics of tramadol and the metabolite O-desmethyltramadol in dogs." J Vet Pharmacol Ther 2004;27(4):239–246 — PubMed 15305853
- KuKanich B, Papich MG. "Pharmacokinetics and antinociceptive effects of oral tramadol hydrochloride administration in Greyhounds." Am J Vet Res 2011;72(2):256–262 — PubMed 21281202
- Budsberg SC et al. "Lack of effectiveness of tramadol hydrochloride for the treatment of pain and joint dysfunction in dogs with chronic osteoarthritis." JAVMA 2018;252(4):427–432 — PubMed 29393744
- Malek S et al. "Effect of analgesic therapy on clinical outcome measures in a randomized controlled trial using client-owned dogs with hip osteoarthritis." BMC Vet Res 2012;8:185 — PubMed 23035739
- Monteiro BP et al. "Safety and efficacy of reduced dosage ketoprofen with or without tramadol for long-term treatment of osteoarthritis in dogs: a randomized clinical trial." BMC Vet Res 2019;15(1):213 — PubMed 31238912
- Domínguez-Oliva A et al. "Clinical pharmacology of tramadol and tapentadol, and their therapeutic efficacy in different models of acute and chronic pain in dogs and cats." J Adv Vet Anim Res 2021;8(3):404–422 — PubMed 34722739
- Barbeau-Grégoire M et al. "A 2022 Systematic Review and Meta-Analysis of Enriched Therapeutic Diets and Nutraceuticals in Canine and Feline Osteoarthritis." Int J Mol Sci 2022;23(18):10384 — PubMed 36142319
- Regulamento (UE) 2019/6, relativo aos medicamentos veterinários — EUR-Lex
- DGAV, Medicamentos Veterinários — dgav.pt
- Ordem dos Médicos Veterinários — omv.pt
Este artigo tem fins informativos e não substitui o aconselhamento do seu médico veterinário. O tramadol é um medicamento sujeito a receita: a dose, a adequação e o acompanhamento têm de ser decididos pelo médico veterinário. Os suplementos Pure Majesty Pets são alimentos complementares para animais, não medicamentos, e não se destinam a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer doença. Galliprant é uma marca registada da Elanco e Librela uma marca registada da Zoetis; a Pure Majesty Pets não tem qualquer ligação a estas empresas.