Se o seu cão não para de lamber uma pata e as unhas ganharam uma mancha castanho-avermelhada, cor de ferrugem, com um ligeiro cheiro a mofo, os fungos nas unhas do cão, mais exatamente uma infeção por leveduras no leito ungueal, estão entre as causas mais frequentes. As pregas ungueais, as pequenas dobras de pele quentes e húmidas onde cada unha encontra a pele, são um dos sítios preferidos da levedura Malassezia. Se nada for feito, a irritação leva a mais lambedura, a lambedura traz mais humidade e a humidade alimenta ainda mais leveduras. Este guia explica como reconhecer os fungos no leito ungueal, como tratá-los com cuidado e como evitar que voltem, tendo em conta o clima português, dos invernos húmidos do litoral às praias e piscinas do verão. Ao lado da rotina de cuidados com as patas, as gotas Pure Majesty Pets de apoio ao equilíbrio das leveduras (29,95 €) são uma fórmula líquida pronta a usar, com ácido caprílico, vinagre de maçã e orégãos, além de ingredientes de apoio à pele e à digestão, que se mistura na comida segundo o rótulo.
Resposta rápida: os fungos no leito ungueal do cão são um crescimento excessivo da levedura Malassezia nas pregas das unhas. Notam-se sobretudo por unhas cor de ferrugem, inchaço, cheiro a mofo e lambedura constante das patas. O tratamento junta três frentes: limpar as patas e pô-las de molho numa solução antifúngica, acalmar a comichão e atuar de dentro para fora sobre a causa de base, para que as leveduras deixem de encontrar terreno favorável.
O que são os fungos no leito ungueal do cão?
Em pequenas quantidades, as leveduras fazem parte da pele normal do cão. A infeção do leito ungueal acontece quando a Malassezia pachydermatis se multiplica sem controlo nas pregas ungueais e na pele à volta das unhas. Como estas dobras retêm calor e humidade, oferecem às leveduras exatamente o ambiente de que gostam. O resultado são leitos ungueais com comichão, inflamados e muitas vezes descolorados: uma versão localizada do mesmo processo que está por trás dos fungos no cão (Malassezia) noutras zonas do corpo. O problema sobrepõe-se com frequência aos fungos nas patas do cão, porque as unhas e a pele entre os dedos são, na prática, a mesma pele.
Uma nota de vocabulário, útil quando falar com o veterinário: a inflamação da prega à volta da unha chama-se paroníquia. Quando a causa é a Malassezia, fala-se de paroníquia por Malassezia; quando são bactérias, de paroníquia bacteriana, e as duas aparecem muitas vezes juntas. Os dermatologistas veterinários descrevem-nas como complicações secundárias frequentes da dermatite atópica e das reações adversas aos alimentos (Lo e Rosenkrantz, 2016). Em linguagem corrente, muitos donos falam simplesmente de «fungos nas unhas» ou de «micose nas unhas», mas a expressão abrange mais do que uma doença, como se verá mais abaixo.
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Sintomas de fungos nas unhas do cão: o que observar
Os fungos no leito ungueal costumam manifestar-se através de um conjunto de sinais fácil de reconhecer:
- Manchas cor de ferrugem ou castanho-avermelhadas na base das unhas. Devem-se às porfirinas da saliva, depositadas pela lambedura constante, e são um marcador clássico da irritação das patas associada às leveduras. Repare sobretudo nas unhas brancas ou claras: numa unha preta, a mancha quase não se vê.
- Cheiro a mofo, a queijo ou a aperitivos de milho vindo das patas.
- Pregas ungueais inchadas e avermelhadas, que podem estar quentes ao toque ou ter um aspeto oleoso.
- Lambedura, mordiscar ou roer persistente de um ou de vários dedos.
- Resíduo castanho e ceroso acumulado no ponto onde a unha encontra a pele.
- Unhas quebradiças, a descamar ou deformadas nos casos de longa duração.
Se estes sinais aparecem ao mesmo tempo que comichão nos ouvidos, pelo oleoso ou cheiro noutras partes do corpo, é possível que se trate de leveduras generalizadas, e não apenas das unhas. O nosso guia de sintomas de fungos no cão ajuda a fazer o mapa completo, zona a zona.
Um pormenor que poucos donos conhecem: para confirmar leveduras na prega da unha, o veterinário recolhe uma amostra e observa-a ao microscópio (citologia). Num estudo com 60 cães, a recolha com um simples palito de madeira trouxe significativamente mais leveduras Malassezia e mais bactérias do que a fita-cola ou o esfregaço por impressão, e os autores recomendam este método nos cães alérgicos com paroníquia (Lo e Rosenkrantz, 2016). É um exame rápido, feito na própria consulta, que evita tratar às cegas.
Causas dos fungos nas unhas: porque é que as leveduras se instalam no leito ungueal
A levedura é oportunista. Raramente cresce em excesso sem que algo desequilibre a pele a seu favor:
- Alergias (alimentares ou ambientais), que inflamam a pele e lhe aumentam a humidade e a oleosidade: são o fator desencadeante mais frequente de todos. No estudo de Lo e Rosenkrantz, a Malassezia estava presente com mais frequência nas pregas ungueais dos cães alérgicos do que nas dos cães saudáveis, embora as contagens não fossem significativamente diferentes. Na primavera portuguesa, a época dos pólenes de gramíneas, de oliveira e de parietária coincide muitas vezes com mais lambedura das patas.
- Humidade retida entre os dedos depois de passeios na relva molhada ou à chuva. Em Portugal, é o problema típico dos invernos húmidos do litoral, do Minho a Setúbal, em que a relva dos jardins e dos parques não chega a secar durante semanas. No verão, os mergulhos no mar, no rio ou na piscina e a areia húmida que fica entre os dedos têm o mesmo efeito.
- Um microbioma intestinal enfraquecido ou desequilibrado, que influencia a regulação imunitária da pele.
- Antibióticos ou corticosteroides recentes, que perturbam o equilíbrio normal dos microrganismos.
- Pregas de pele e conformação da raça, que mantêm as patas quentes e húmidas. Os cães com muito pelo entre os dedos, como o Cão da Serra da Estrela, ou com pelo encaracolado que retém água nas patas, como o Cão de Água Português depois de nadar, merecem atenção redobrada à secagem.
Fungos nas unhas ou outra doença? Como distinguir
Nem todas as unhas castanhas ou dedos inchados são fungos. Várias doenças das unhas parecem-se à primeira vista e tratam-se de formas muito diferentes. Em Portugal, duas delas merecem atenção especial: a leishmaniose e as espigas.
| Problema | Como se apresenta | Pista principal |
|---|---|---|
| Fungos (paroníquia por Malassezia) | Unhas cor de ferrugem, resíduo castanho e ceroso, pregas avermelhadas, muitas vezes em várias patas | Cheiro a mofo, comichão e lambedura; quase sempre associada a alergias |
| Paroníquia bacteriana | Prega ungueal muito inchada e dolorosa, por vezes com pus | Dor marcada; aparece muitas vezes junto com as leveduras |
| Leishmaniose | Unhas anormalmente compridas e curvas (onicogrifose), por vezes quebradiças, em várias patas | Perda de peso, cansaço, descamação, perda de pelo à volta dos olhos; cão que vive ou passou férias numa zona endémica |
| Espiga (pragana) entre os dedos | Inchaço súbito entre dois dedos, numa só pata, por vezes com um pequeno orifício a supurar | Começa de um dia para o outro, sobretudo do fim da primavera ao fim do verão, depois de passeios em campos secos |
| Tinha (dermatófitos) | Unhas deformadas e quebradiças, por vezes com zonas circulares sem pelo; pouco frequente nas unhas do cão | É um fungo diferente da Malassezia e precisa de cultura para ser confirmado |
| Doença autoimune das unhas ou tumor do dedo | Unhas que descolam e caem em várias patas; ou um único dedo inchado num cão mais velho | Precisa de diagnóstico veterinário, com radiografia ou biópsia |
A leishmaniose merece uma explicação à parte. É endémica em grande parte do país, do Douro e de Trás-os-Montes ao Algarve, passando por Lisboa e Vale do Tejo e pelo Alentejo; um estudo de vinte anos em Évora documenta a sua presença persistente no sul (Schallig, Cardoso e Semião-Santos, 2013). As diretrizes europeias LeishVet incluem a onicogrifose, ou seja, unhas que crescem demasiado e se curvam, entre os sinais cutâneos da doença (Solano-Gallego et al., 2011), e num estudo com 40 cães com leishmaniose, 16 apresentavam onicogrifose em todas as patas (Koutinas et al., 2010). Se as unhas do seu cão começaram a crescer de forma anormal e ele vive ou passou férias numa zona endémica, peça ao veterinário um teste à leishmaniose antes de tratar o problema como se fossem fungos.
As espigas são o outro clássico português. Do fim da primavera ao fim do verão, as praganas secas das gramíneas agarram-se ao pelo das patas e podem entrar na pele entre os dedos, sobretudo nos campos do Alentejo e do interior. O cão começa a lamber uma só pata de um dia para o outro e surge um inchaço doloroso. Não é caso para banhos de patas: a espiga tem de ser retirada pelo veterinário, de preferência depressa, porque pode migrar para dentro da pata.
Como tratar os fungos no leito ungueal do cão
Um tratamento eficaz trabalha em duas frentes ao mesmo tempo: retirar as leveduras da superfície e mudar as condições que as deixam prosperar.
1. Limpar as patas e pô-las de molho
Limpe com cuidado as pregas ungueais para retirar o resíduo ceroso e use, algumas vezes por semana, um banho antifúngico para as patas: clorexidina diluída ou uma solução recomendada pelo veterinário. Secar bem as patas a seguir, sobretudo entre os dedos, é tão importante como o próprio banho, porque a humidade que fica convida as leveduras a voltar logo.
Na prática, encha uma bacia pouco funda com água morna e a solução indicada, mergulhe cada pata durante o tempo recomendado no rótulo ou pelo veterinário e seque-a depois com uma toalha macia, dedo a dedo. Explicamos as concentrações, a tabela de diluição e os erros a evitar no guia sobre clorexidina para cães. Uma revisão sistemática dos tratamentos da dermatite por Malassezia no cão encontrou o apoio mais forte para a associação de clorexidina com miconazol em uso tópico (Negre, Bensignor e Guillot, 2009).
Em Portugal, os champôs, as toalhitas e as soluções com clorexidina encontram-se nas farmácias, nas clínicas veterinárias e nas lojas de animais, físicas ou online. Alguns produtos com clorexidina e miconazol estão autorizados como medicamentos veterinários: nesse caso, a indicação e o esquema de utilização cabem ao médico veterinário, nos termos do Regulamento (UE) 2019/6 e das regras da DGAV para os medicamentos veterinários. Não use cremes antifúngicos de uso humano nas patas: o cão lambe-as e acaba por ingerir o produto.
2. Acalmar a comichão e atuar na causa de dentro para fora
Os cuidados tópicos tratam o que se vê, mas os fungos no leito ungueal que voltam sempre são, em regra, alimentados por dentro. Uma fórmula de dentro para fora que atua em vários eixos, como as nossas gotas de apoio ao equilíbrio das leveduras, combina ácido caprílico (um ácido gordo de cadeia média), carvacrol derivado dos orégãos, berberina e um pós-biótico de Saccharomyces boulardii, para apoiar um ambiente interno menos favorável às leveduras. A fórmula junta ainda MSM, quercetina e óleo de salmão para a pele, e L-glutamina para a digestão, num total de 19 ingredientes. Dadas de forma consistente, estas gotas contribuem para manter o equilíbrio natural das leveduras ao longo do tempo, e é precisamente a falta de continuidade que torna os fungos nas unhas tão frustrantes.
Sobre a ciência, sejamos rigorosos: em testes de laboratório, vários ácidos gordos destruíram células da levedura Candida albicans, e o ácido cáprico, vizinho do ácido caprílico na família dos ácidos gordos de cadeia média, foi o mais rápido, deixando a membrana das células rompida ou desintegrada (Bergsson et al., 2001). São resultados in vitro, não ensaios clínicos em cães. As gotas são de uso exclusivamente oral e misturam-se na comida segundo o rótulo: nunca as aplique sobre a pele irritada nem numa ferida. São um alimento complementar e, nos termos do Regulamento (CE) n.º 767/2009, não reivindicam propriedades terapêuticas: complementam o plano do veterinário, não o substituem. Pode ver toda a gama de apoio de dentro para fora na loja Pure Majesty Pets. Para um protocolo completo, passo a passo, leia o nosso guia sobre como tratar fungos no cão.
O eixo intestino–pele: porque é que os fungos nas unhas voltam
Um dos fatores mais esquecidos por trás dos fungos teimosos nas patas e nas unhas é o intestino. A investigação sobre o eixo intestino–pele mostra que o equilíbrio dos microrganismos do tubo digestivo participa na regulação do sistema imunitário e está estreitamente ligado à dermatite atópica, a principal causa de fundo das leveduras nas patas (Craig, 2016). Quando esse equilíbrio se altera, a pele torna-se mais reativa e mais acolhedora para a Malassezia. É por isso que esfregar as patas traz muitas vezes apenas um alívio temporário, e é por isso que apoiar o equilíbrio intestinal, incluindo com probióticos para cães com fungos, faz parte de uma solução duradoura.
Isto pesa ainda mais se o seu cão fez recentemente um tratamento com antibióticos ou corticosteroides. Para o lado intestinal do eixo, o probiótico líquido Pure Majesty Pets (31,95 €) junta três culturas vivas (Saccharomyces boulardii, Bacillus coagulans e Bacillus subtilis), MOS prebiótico e tributirina numa pipeta graduada que se junta à comida.
Prevenção dos fungos nas unhas do cão: rotina para o clima português
- Secar as patas depois de cada passeio molhado, passando uma toalha macia entre os dedos e à volta de cada unha. Nos meses de chuva, deixe uma toalha à porta de casa.
- Passar as patas por água doce depois da praia ou da piscina, para retirar o sal, o cloro e a areia, e secá-las antes de o cão se deitar.
- Manter as unhas curtas, para haver menos sítios onde o resíduo e a humidade se acumulam. Aparar o pelo entre as almofadas plantares também ajuda a pata a secar mais depressa.
- Rever a alimentação. Os alimentos ricos em amido podem alimentar as leveduras; proteínas magras e legumes de baixo índice glicémico dão-lhes menos combustível. Se mudar de ração, escolha um alimento completo formulado segundo as diretrizes nutricionais da FEDIAF, a referência europeia, e faça a transição de forma gradual, ao longo de cerca de uma semana.
- Controlar as alergias com o veterinário, porque controlar a comichão de base retira às leveduras a sua maior vantagem.
- Apoiar o intestino e a pele todo o ano, e não apenas durante uma crise.
- Inspecionar as patas depois dos passeios no campo, do fim da primavera ao fim do verão, para retirar as espigas antes que entrem na pele.
Como o risco muda ao longo do ano, vale a pena adaptar a rotina à estação:
| Época | Risco para as unhas e as patas em Portugal | O que fazer |
|---|---|---|
| Outono e inverno | Chuva, relva molhada e humidade persistente no litoral; patas húmidas durante horas | Toalha à porta, secar bem entre os dedos, pelo das patas curto |
| Primavera | Pólenes de gramíneas, oliveira e parietária; mais alergias e mais lambedura das patas | Limpar as patas depois dos passeios; falar com o veterinário sobre a alergia; apoio à pele |
| Verão | Praia, rio e piscina; areia húmida entre os dedos; espigas nos campos secos | Água doce e secagem depois de cada banho; inspecionar as patas depois de passeios no campo |
| Época dos flebótomos (sobretudo da primavera ao outono) | Leishmaniose nas zonas endémicas, com unhas compridas e curvas como sinal possível | Prevenção recomendada pelo veterinário para a sua região e testes regulares |
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Patas mais tranquilas, de dentro para fora
- Gotas de apoio ao equilíbrio das leveduras, 29,95 €: 19 ingredientes, entre eles ácido caprílico, carvacrol dos orégãos, berberina e um pós-biótico de S. boulardii, para apoiar o equilíbrio natural das leveduras e o conforto da pele, das orelhas e das patas. O nosso apoio mais direcionado para as leveduras e o mais simples de dar: mistura-se na comida.
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Quando levar o cão com fungos nas unhas ao veterinário
Os fungos no leito ungueal ligeiros e apanhados cedo respondem muitas vezes bem a cuidados em casa feitos com rigor. Marque uma consulta se:
- os leitos ungueais estiverem muito inchados, a sangrar ou a deitar pus;
- o cão tiver dores evidentes ou estiver a coxear;
- as unhas estiverem a descolar ou a cair;
- não houver melhoria ao fim de duas a três semanas de cuidados consistentes;
- as unhas estiverem a crescer de forma anormal, compridas e curvas, sobretudo num cão que vive numa zona de leishmaniose;
- só um dedo inchar, de repente ou num cão mais velho.
Estes sinais podem indicar uma infeção bacteriana mais profunda (paroníquia bacteriana) ou outra doença das unhas que precisa de um diagnóstico correto e de tratamento com receita. O veterinário pode confirmar as leveduras por citologia e, nos casos teimosos ou generalizados, receitar antifúngicos orais como o itraconazol, o cetoconazol ou a terbinafina, ou antibióticos se houver bactérias. Em Portugal, tal como no resto da União Europeia, estes medicamentos só podem ser usados num cão com receita do médico veterinário: não os dê por sua conta nem use comprimidos de uso humano que tenha em casa, porque a dose, a duração e as análises de controlo dependem de cada cão. Se o cão estiver muito abatido, com febre ou com uma pata muito inchada e dolorosa, contacte de imediato o seu médico veterinário ou um hospital veterinário com urgência 24 horas.
Os fungos no leito ungueal são teimosos, mas controláveis. Com cuidados consistentes com as patas e um apoio regular de dentro para fora, a maioria dos cães encontra um alívio duradouro. Conheça a Pure Majesty Pets e as nossas opções naturais, pensadas com base na evidência veterinária, para apoiar a pele do seu cão de dentro para fora.
Perguntas frequentes
Como são os fungos no leito ungueal do cão?
Na maioria dos casos, veem-se unhas manchadas de cor de ferrugem ou castanha, pregas ungueais vermelhas e ligeiramente inchadas, um resíduo castanho e ceroso na base da unha e um cheiro a mofo, quase sempre com lambedura frequente dos dedos afetados.
Posso tratar os fungos nas unhas do meu cão em casa?
Os casos ligeiros melhoram muitas vezes com banhos antifúngicos regulares para as patas, secagem cuidadosa, ajustes na alimentação e apoio de dentro para fora. Se houver dor, se o problema estiver a alastrar ou se não melhorar em poucas semanas, consulte o seu médico veterinário.
Porque é que os fungos nas unhas do meu cão voltam sempre?
As recaídas significam quase sempre que a causa de base, seja uma alergia, a humidade retida entre os dedos ou um desequilíbrio intestinal, ainda não foi resolvida. Tratar só a superfície deixa as leveduras voltar assim que as condições lhes voltam a ser favoráveis.
Fungos no leito ungueal são o mesmo que micose nas unhas do cão?
Sobrepõem-se, mas não são exatamente a mesma coisa. «Micose» ou «fungos nas unhas» é uma expressão ampla; os fungos no leito ungueal referem-se especificamente ao crescimento excessivo de Malassezia nas pregas das unhas. A tinha, causada por dermatófitos, é outro fungo, raro nas unhas do cão. Se tiver dúvidas, o veterinário confirma com uma citologia.
As unhas castanhas no cão são sempre sinal de fungos?
Não. Muitos cães têm unhas naturalmente escuras, e isso é normal. O que deve chamar a atenção é uma mudança: unhas brancas que ganham uma cor de ferrugem na base, sobretudo se o cão lambe muito as patas e se nota cheiro a mofo ou resíduo ceroso.
Unhas compridas e curvas no cão podem ser leishmaniose?
Podem. As unhas que crescem demasiado e se curvam (onicogrifose) estão entre os sinais cutâneos da leishmaniose, uma doença endémica em grande parte de Portugal, do Douro ao Algarve. Se notar esta alteração, sobretudo com perda de peso, cansaço ou descamação da pele, peça ao veterinário um teste à leishmaniose.
Em Portugal, é preciso receita para tratar os fungos nas unhas do cão?
Para os antifúngicos orais, como o itraconazol, o cetoconazol ou a terbinafina, e para os antibióticos, sim: só podem ser dados ao cão com receita do médico veterinário. Alguns champôs e soluções antifúngicas também são medicamentos veterinários. Os suplementos, como as gotas de apoio ao equilíbrio das leveduras, não precisam de receita, mas complementam o tratamento indicado pelo veterinário, não o substituem.
Fontes
- Bond R, Morris DO, Guillot J, et al. Biology, diagnosis and treatment of Malassezia dermatitis in dogs and cats: Clinical Consensus Guidelines of the World Association for Veterinary Dermatology. Veterinary Dermatology. 2020;31(1):28-74. PMID 31957204 — PubMed
- Chen TA, Hill PB. The biology of Malassezia organisms and their ability to induce immune responses and skin disease. Veterinary Dermatology. 2005;16(1):4-26. PMID 15725101 — PubMed
- Negre A, Bensignor E, Guillot J. Evidence-based veterinary dermatology: a systematic review of interventions for Malassezia dermatitis in dogs. Veterinary Dermatology. 2009;20(1):1-12. PMID 19152584 — PubMed
- Bergsson G, Arnfinnsson J, Steingrímsson Ó, Thormar H. In vitro killing of Candida albicans by fatty acids and monoglycerides. Antimicrobial Agents and Chemotherapy. 2001;45(11):3209-3212. PMID 11600381 — PubMed
- Craig JM. Atopic dermatitis and the intestinal microbiota in humans and dogs. Veterinary Medicine and Science. 2016;2(2):95-105. PMID 29067183 — PMC
- Lo KL, Rosenkrantz WS. Evaluation of cytology collection techniques and prevalence of Malassezia yeast and bacteria in claw folds of normal and allergic dogs. Veterinary Dermatology. 2016;27(4):279-e67. PMID 27374469 — PubMed
- Solano-Gallego L, Miró G, Koutinas A, et al. LeishVet guidelines for the practical management of canine leishmaniosis. Parasites & Vectors. 2011;4:86. PMID 21599936 — PMC
- Koutinas AF, Carlotti DN, Koutinas C, et al. Claw histopathology and parasitic load in natural cases of canine leishmaniosis associated with Leishmania infantum. Veterinary Dermatology. 2010;21(6):572-577. PMID 21039983 — PubMed
- Schallig HD, Cardoso L, Semião-Santos SJ. Seroepidemiology of canine leishmaniosis in Évora (southern Portugal): 20-year trends. Parasites & Vectors. 2013. PMID 23587181 — PMC
- Regulamento (UE) 2019/6, relativo aos medicamentos veterinários — EUR-Lex
- Regulamento (CE) n.º 767/2009, relativo à colocação no mercado e à utilização de alimentos para animais (art. 13.º, alegações) — EUR-Lex
- DGAV, Medicamentos veterinários — dgav.pt
- FEDIAF, Nutritional Guidelines for Complete and Complementary Pet Food for Cats and Dogs — europeanpetfood.org
Este artigo destina-se a informação geral e não substitui o aconselhamento do seu médico veterinário. Os suplementos apoiam a saúde da pele e do intestino; não são medicamentos nem tratam infeções. Consulte sempre o seu médico veterinário antes de iniciar um novo cuidado para o seu cão, sobretudo se a pata estiver dorida, inchada ou se as unhas estiverem a mudar de forma.