A pior ração para cães com fungos: o que evitar e o que dar

Worst dog food for yeast infections and what to feed instead - Pure Majesty Pets

A pior ração para cães com fungos não é a que tem mais hidratos de carbono: é a que contém os alergénios a que o seu cão reage. Pesquise o tema no Google e encontrará quase sempre o mesmo conselho: cortar os hidratos de carbono e o açúcar para «matar os fungos à fome». Repete-se tanto que parece ciência assente, mas na maior parte dos casos não é. A relação real entre a tigela do seu cão e aquele excesso de leveduras com comichão e cheiro a mofo passa pelas alergias, não pelo açúcar, e perceber isto muda o que deve realmente pôr na tigela. Esta é a versão baseada na evidência, pensada para quem vive com um cão em Portugal. A par de uma alimentação adequada, as gotas de apoio ao equilíbrio das leveduras da Pure Majesty Pets (29,95 €) são uma fórmula líquida pronta a usar, com ácido caprílico, vinagre de maçã e orégãos, além de ingredientes de apoio à pele e à digestão, que se mistura na comida segundo o rótulo.

Ração e fungos no cão: o mito do açúcar e o que diz a evidência

Eis o que a maioria dos artigos erra. A levedura da pele do cão, a Malassezia pachydermatis, é lipodependente: sobrevive à custa dos óleos naturais da pele do seu cão, e o seu genoma nem sequer tem o gene da sintase de ácidos gordos, a enzima de que precisaria para fabricar de raiz certos ácidos gordos.4 Durante anos foi descrita como «não lipodependente», só porque cresce nos meios de laboratório mais comuns, mas um estudo de 2017 confirmou a sua natureza lipodependente num meio de cultura sintético.4 Por outras palavras, alimenta-se dos óleos da pele, não do açúcar do jantar do seu cão. A ideia popular de que se pode «matar à fome» a levedura da pele retirando os hidratos de carbono da tigela não bate certo com a biologia.

Então porque é que mudar a alimentação ajuda alguns cães com fungos? Porque o verdadeiro gatilho é, muitas vezes, uma alergia. As fontes veterinárias são consistentes: o excesso de Malassezia é quase sempre secundário a um problema de base, na maioria das vezes uma alergia (alimentar ou ambiental) e, por vezes, uma doença hormonal.1,2 Quando um cão reage a um ingrediente, a inflamação que daí resulta e a barreira cutânea danificada abrem caminho para que as leveduras normais da pele se multipliquem. Retire esse alergénio da alimentação e a levedura perde a oportunidade. As diretrizes de consenso da Associação Mundial de Dermatologia Veterinária, publicadas em 2020, vão no mesmo sentido: os tratamentos tópicos e sistémicos da dermatite por Malassezia funcionam sobretudo quando os fatores predisponentes são identificados e corrigidos.12

Porque é que um cão tem excesso de fungos (Malassezia)?

A levedura vive na pele de todos os cães saudáveis. Multiplica-se em excesso quando algo desequilibra a balança: alergias alimentares ou ambientais, uma barreira cutânea danificada, humidade retida (pregas da pele, orelhas caídas, depois de nadar) ou uma doença de base, como o hipotiroidismo. Enquanto esse fator de fundo não for resolvido, os fungos voltam, e é exatamente por isso que a alimentação faz parte do quadro, mas nunca é a solução completa.2

Em Portugal, há três situações que os veterinários conhecem bem e que convém separar da questão da ração:

  • Verão de praia, rio e piscina. Ouvidos e pregas que ficam húmidos depois de cada banho são o terreno ideal para a Malassezia. Um Cão de Água Português, que adora a água e tem orelhas caídas, ou um cão com muitas pregas na cara ganha muito com uma secagem cuidadosa das orelhas e das pregas depois de cada mergulho.
  • Inverno húmido no litoral. Do Minho ao Algarve, a humidade dos meses frios deixa patas, pregas e pelo molhados durante mais tempo depois dos passeios à chuva. Secar bem as patas e o espaço entre os dedos é um hábito simples que ajuda.
  • Primavera dos pólenes. Muitos cães com fungos recorrentes têm, na verdade, uma alergia ambiental (pólenes, ácaros do pó) e não alimentar. Nesses casos, trocar de ração não chega e o veterinário terá de controlar a alergia por outras vias.

Em resumo

A ideia de que «o açúcar e os hidratos de carbono alimentam os fungos» é simplista. A levedura da pele (Malassezia) é lipodependente e não se alimenta do açúcar da ração como o mito sugere. A alimentação conta sobretudo porque as alergias alimentares inflamam a pele e deixam as leveduras residentes multiplicar-se. Os «piores» alimentos são os alergénios específicos do seu cão (muitas vezes vaca, lacticínios, frango, trigo ou milho), mais os enchimentos de índice glicémico elevado. A solução passa por uma dieta de ingrediente limitado ou hidrolisada, orientada pelo veterinário, e pelo tratamento dos fungos ativos. Para o quadro completo, leia o nosso guia completo sobre fungos no cão (Malassezia).

Os 9 ingredientes da pior ração para cães com fungos

Primeiro, o enquadramento honesto: nenhum destes ingredientes é tóxico e nenhum deles «alimenta» a levedura. Estão nesta lista porque são os ingredientes a que os cães mais vezes ficam sensibilizados, e é a alergia alimentar que inflama a pele, rompe a barreira e deixa a Malassezia residente proliferar. A sensibilização exige exposição repetida, e é por isso que os alergénios mais comuns são simplesmente as proteínas e os cereais que os cães mais comem. Se o seu cão nunca comeu um destes ingredientes, esse ingrediente não é um risco para ele.

A melhor síntese disponível, uma revisão crítica publicada em 2016 por três dermatologistas veterinários de referência, concluiu que os alergénios alimentares mais prováveis no cão são a carne de vaca, os lacticínios, o frango e o trigo, e que a vaca e os lacticínios são os mais frequentemente reconhecidos.7 A lista abaixo segue essa ordem e completa-a com os restantes ingredientes que a prática clínica aponta.

  1. Carne de vaca. Um dos dois alergénios mais reconhecidos no cão, pela razão de sempre: décadas de utilização como proteína de base. Num cão sensível à vaca, a inflamação da pele que daí resulta é o cenário clássico para uma dermatite por Malassezia recorrente nos ouvidos, nas pregas e nas patas.
  2. Lacticínios. Aparecem com frequência nas séries de casos de alergia alimentar e são, à parte disso, uma causa comum de desconforto digestivo em cães adultos que já não digerem bem a lactose. As duas vias, a inflamação alérgica da pele e a perturbação intestinal, podem deixar a barreira cutânea menos capaz de manter a levedura sob controlo. O pedaço de queijo ou o resto de iogurte que «não faz mal nenhum» também conta.
  3. Frango. Um dos alergénios alimentares mais referidos no cão, em grande parte porque está em quase todas as rações correntes e em quase todos os petiscos. Anos de exposição diária dão ao sistema imunitário todas as oportunidades para começar a reagir, e é essa reação, e não o frango em si, que abre a porta aos fungos. Atenção: num rótulo, «aves» ou «proteína de aves desidratada» podem corresponder a frango.
  4. Trigo. O cereal mais vezes implicado nas alergias alimentares do cão. Convém ser claro: o problema é uma reação imunitária à proteína do trigo num cão sensibilizado, e não o amido a «alimentar» a levedura, que não é assim que a Malassezia da pele funciona.
  5. Ovo. As proteínas do ovo são alergénios caninos bem documentados e aparecem em muito mais rações e petiscos do que os donos imaginam, incluindo como aglutinante. Essa exposição escondida e repetida é exatamente o que favorece a sensibilização ao longo do tempo.
  6. Milho. É referido como alergénio menos vezes do que o frango ou a vaca, mas é um enchimento muito usado, pelo que a exposição é quase universal. Num cão que reage ao milho, alimenta o mesmo ciclo de comichão, inflamação e fungos; num cão que o tolera, é apenas um ingrediente de baixo valor, e não um gatilho de leveduras.
  7. Soja. Um alergénio vegetal reconhecido e, tal como o milho, um enchimento barato presente em muitas rações económicas. Vale a pena suspeitar dela sobretudo em cães que comem há muito tempo uma ração com soja.
  8. Borrego. Foi durante anos a proteína «nova» recomendada para cães alérgicos, e foi precisamente por isso que deixou de ser nova. Agora que o borrego é um ingrediente corrente, os cães sensibilizados são cada vez mais comuns. O borrego só é um «pior» ingrediente para um cão que já foi exposto a ele repetidamente; para um cão que nunca o comeu, pode continuar a ser uma escolha perfeitamente sensata.
  9. Peixe e salmão. A mesma história do borrego. O peixe foi durante anos a alternativa hipoalergénica por defeito, e a sua popularidade nas fórmulas «pele e pelo» faz com que muitos cães tenham hoje um longo historial de exposição, e alguns tenham ficado sensibilizados. Mais uma vez, isto só se aplica a um cão que já come peixe com regularidade; o ingrediente em si não favorece as leveduras, e os ómega-3 de origem marinha continuam a ser úteis para apoiar a barreira cutânea nos cães que os toleram.

Há dois grupos de ingredientes que ficam fora da lista de alergénios mas pertencem à conversa sobre «o que limitar»: os enchimentos de índice glicémico elevado, não porque «alimentem os fungos», mas porque as rações carregadas de enchimentos pouco fazem para apoiar uma barreira cutânea saudável, e os petiscos açucarados ou ricos em amido, que vale a pena cortar pela saúde geral do cão, embora não deva esperar que isso, por si só, resolva um problema de fungos.

Como ler o rótulo de uma ração em Portugal (alergénios escondidos)

Saber quais são os alergénios prováveis só serve se os conseguir encontrar no saco. Na União Europeia, a rotulagem dos alimentos para animais segue o Regulamento (CE) n.º 767/2009, e há quatro regras que fazem diferença quando o seu cão tem fungos de origem alérgica:13

  • A composição vem por ordem decrescente de peso. O primeiro ingrediente da lista «composição» é o que existe em maior quantidade. Se procura uma ração de borrego e o frango aparece antes do borrego, a proteína principal é o frango.
  • «Com salmão» não quer dizer «só salmão». Quando um ingrediente é destacado na embalagem, com palavras ou imagens, o rótulo tem de indicar a sua percentagem. Leia esse número: uma ração «com salmão» pode ter outra proteína como base.
  • As categorias genéricas escondem a espécie. Nos alimentos para animais de companhia, a lei permite substituir o nome de cada matéria-prima pela designação da categoria a que pertence, do tipo «carnes e subprodutos de origem animal» ou «cereais». Num cão alérgico, isto não chega: fica sem saber se a carne é de vaca, de frango ou de porco.
  • Tem o direito de perguntar. O rótulo de um alimento para animais de companhia tem de indicar um número de telefone gratuito ou outro meio de contacto adequado, através do qual pode pedir informação sobre as matérias-primas designadas por categoria e sobre os aditivos. Use-o antes de comprar.

Em Portugal, o controlo oficial dos alimentos para animais, rações e suplementos incluídos, cabe à DGAV (Direção-Geral de Alimentação e Veterinária). O mesmo regulamento não permite que uma ração ou um suplemento se apresente como tratamento de uma doença, por isso desconfie de sacos que prometem «acabar com os fungos». E lembre-se de que «sem cereais» não é sinónimo de hipoalergénica: se a proteína for a que o seu cão não tolera, o problema continua lá.

Pior vs. melhor ração para cães com fungos: tabela comparativa

Critério Pior escolha Melhor escolha
Proteína O alergénio conhecido do seu cão (por exemplo, vaca ou frango) Proteína nova ou hidrolisada
Ingredientes Lista longa, várias proteínas, enchimentos Ingrediente limitado, uma só proteína
Qualidade Ração barata, carregada de enchimentos Ingredientes de qualidade, que apoiam a barreira cutânea
Rótulo Categorias genéricas («carnes e subprodutos de origem animal») Cada matéria-prima identificada pelo nome
Petiscos Açucarados, ricos em amido, com a mesma proteína De ingrediente único, sem o alergénio
Suplementos e medicamentos Aromatizados com proteínas que o cão não tolera Composição verificada com o veterinário

O que dar a um cão com fungos em vez disso: proteína nova ou hidrolisada

A opção baseada na evidência é uma dieta que retire o alergénio do seu cão: uma dieta de ingrediente limitado construída sobre uma proteína nova (uma que o seu cão nunca comeu, como veado, coelho, cavalo ou canguru) ou uma dieta hidrolisada, em que a proteína é partida em fragmentos demasiado pequenos para o sistema imunitário reagir.6 Não existe uma «melhor ração para fungos» que sirva a todos os cães: a dieta certa é a que exclui o gatilho do seu cão. Comparamos as opções em pormenor no guia da melhor ração para cães com alergias e fungos.

Hidrolisado também não quer dizer risco zero. Uma revisão sistemática concluiu que estas dietas têm uma alergenicidade reduzida, mas não nula: em três estudos controlados, até 50 % dos cães com reação adversa alimentar pioraram ao comer hidrolisados parciais feitos a partir dos alimentos a que eram sensíveis.10 Num pequeno ensaio com 10 cães alérgicos ao frango, uma dieta de hidrolisado de penas de aves não provocou crises de comichão, ao passo que uma dieta de hidrolisado de fígado de frango as provocou em 4 dos 10 cães.11 A conclusão dos autores: os hidrolisados são provavelmente mais úteis quando não se suspeita que o cão seja sensível à proteína de origem, e é por isso que o veterinário quer saber tudo o que o seu cão já comeu antes de escolher a fórmula.

Rações veterinárias para intolerâncias: o que diz a lei europeia

Na UE, as rações vendidas para este fim são «alimentos para animais com objetivos nutricionais específicos», regulados pelo Regulamento (UE) 2020/354.14 Para a utilização prevista «redução das intolerâncias a determinados ingredientes e nutrientes», o alimento tem de assentar num número selecionado e limitado de fontes de proteínas e/ou em proteínas hidrolisadas, tem de ser vendido como alimento completo, o rótulo tem de indicar as fontes de proteínas e de hidratos de carbono e deve recomendar a consulta de um veterinário antes da utilização. O regulamento recomenda ainda limitar a três as principais fontes de proteínas e prevê um período inicial de 3 a 8 semanas. Para fins de diagnóstico, porém, a evidência aponta para pelo menos 8 semanas, como se vê já a seguir.

Em Portugal, estas dietas encontram-se nas clínicas e hospitais veterinários e em lojas de animais e sites como zooplus.pt, Kiwoko ou Tiendanimal; entre as gamas veterinárias mais conhecidas estão as da Royal Canin, da Hill's Prescription Diet e da Purina Pro Plan Veterinary Diets. Não são medicamentos, mas o próprio rótulo recomenda o parecer do veterinário, e escolher a fórmula certa para o historial alimentar do seu cão é precisamente o trabalho dele.

Prefere cozinhar? Uma dieta caseira de eliminação também é possível, mas, para durar 8 semanas ou mais, tem de ser completa e equilibrada. As diretrizes nutricionais da FEDIAF, a federação europeia da indústria de alimentos para animais de companhia, são a referência europeia para os teores mínimos de nutrientes de um alimento completo.15 Peça ao seu médico veterinário uma receita formulada para o seu cão, em vez de improvisar com frango e arroz durante meses.

Dieta de eliminação para cães com fungos: a única forma de ter a certeza

A única forma validada de identificar uma alergia alimentar é uma dieta de eliminação: dar uma única dieta de proteína nova ou hidrolisada, em exclusivo, durante cerca de 8 a 12 semanas (sem outros petiscos, medicamentos aromatizados ou restos da mesa), observar se há melhoria e depois voltar a dar a alimentação antiga para confirmar, a chamada prova de provocação.5 Uma revisão de 2015 mostrou que, às 5 semanas, mais de 80 % dos cães com alergia alimentar já estavam em remissão e que, às 8 semanas, a remissão completa ultrapassava os 90 %, daí a recomendação de manter a prova pelo menos 8 semanas.8 As rações de «ingrediente limitado» de venda livre podem ter contaminação cruzada com outras proteínas, por isso uma prova a sério faz-se, de preferência, com acompanhamento veterinário.

Na prática, o que costuma estragar a prova numa casa portuguesa:

  • a côdea de pão, a fatia de fiambre ou o queijo dados à mesa;
  • os petiscos, os ossos de couro e os palitos dentários com sabor a carne;
  • os comprimidos mastigáveis aromatizados, incluindo alguns desparasitantes (pergunte ao veterinário por alternativas sem sabor durante a prova);
  • a pasta de dentes para cão com sabor e os suplementos com aromas ou óleos de peixe;
  • a comida do gato da casa e as «ajudas» de avós, vizinhos e crianças: combine a regra com toda a família.

Os testes de alergia alimentar ao sangue servem para escolher a ração?

São tentadores, mas não dispensam a dieta. Uma revisão sistemática de 2017 concluiu que as análises de IgE e IgG específicas para alimentos no sangue têm baixa repetibilidade e, no cão, uma exatidão muito variável. O melhor método para identificar uma alergia alimentar continua a ser a dieta de eliminação seguida de provocação.9

Tratar os fungos e controlar a alergia ao mesmo tempo

A alimentação é prevenção: sozinha, não resolve uma infeção ativa. Um cão com fungos precisa que o excesso de leveduras seja tratado diretamente, com cuidados antifúngicos medicamentosos ou à base de plantas, enquanto se resolve a alergia de fundo. Consoante o caso, o veterinário pode indicar champôs medicamentosos (por exemplo, com clorexidina e miconazol), produtos para os ouvidos e, nos casos extensos, antifúngicos orais como o itraconazol ou o fluconazol. Em Portugal, estes antifúngicos orais são medicamentos veterinários sujeitos a receita médico-veterinária, nos termos do Regulamento (UE) 2019/6: nada de automedicação, nem com restos de tratamentos humanos.16

As nossas gotas de apoio ao equilíbrio das leveduras (29,95 €) apoiam, por dentro, o equilíbrio natural das leveduras e ajudam a manter o conforto da pele, dos ouvidos e das patas; complementam, e não substituem, o tratamento veterinário de uma infeção ativa. Para o quadro completo, veja o nosso guia sobre como tratar fungos no cão, passo a passo.

Ómega-3 e probióticos: suplementos que apoiam a pele de um cão com fungos

Dois tipos de suplementos têm um apoio razoável na pele alérgica e propensa a fungos: os ácidos gordos ómega-3 (efeito anti-inflamatório, apoio à barreira cutânea) e os probióticos (apoio imunitário e intestinal, que influencia a pele). São ajudas, não soluções milagrosas: úteis ao lado da dieta certa e do tratamento dos fungos. Curiosamente, o mesmo Regulamento (UE) 2020/354 prevê rações dietéticas de «apoio à função dérmica em caso de dermatose e de alopécia», definidas precisamente por teores mínimos de ácido linoleico e de ómega-3 de cadeia longa.14

Para a parte digestiva da rotina, o nosso probiótico líquido para cães (31,95 €) junta três culturas vivas (Saccharomyces boulardii, Bacillus coagulans e Bacillus subtilis), MOS prebióticos e tributirina. Não se assuste com a palavra levedura: o S. boulardii é uma levedura probiótica de uso digestivo, diferente da Malassezia da pele. Para o ómega-3, os mastigáveis para pele sensível e comichão (45,95 €) combinam óleos de salmão, sardinha, chia e borragem com quercetina, fitoceramidas, biotina e zinco, para apoiar a barreira cutânea. A nossa seleção dos melhores probióticos para cães em 2026 explica as diferenças entre formatos.

Durante uma dieta de eliminação, verifique todos os ingredientes e aromas dos suplementos com o plano do veterinário, incluindo os nossos: as gotas para leveduras contêm óleo de salmão, os mastigáveis têm óleos de peixe e uma base de fígado de porco hidrolisado e o probiótico tem aroma de bacon. Na fase estrita da prova, é o veterinário que decide o que entra; depois de identificado o alergénio, escolhem-se os suplementos compatíveis com a dieta.

Quando consultar o veterinário ou um dermatologista veterinário

  • Fungos recorrentes (3 ou mais vezes por ano)
  • Nenhuma melhoria depois do tratamento, ou recaída rápida
  • Pele afetada em várias zonas, queda de pelo ou desconforto intenso
  • Suspeita de alergia alimentar: o veterinário pode orientar uma dieta de eliminação a sério

Em Portugal há mais uma razão para não adiar a consulta: a leishmaniose canina é endémica em grande parte do país, do Douro e Trás-os-Montes ao Algarve, passando por Lisboa e Vale do Tejo e pelo Alentejo (um estudo de 20 anos em Évora documenta a sua presença persistente no sul), e também pode dar alterações na pele.17 Uma pele que não responde ao tratamento dos fungos justifica que o veterinário a exclua. Se precisar de uma segunda opinião, peça ao seu médico veterinário que o encaminhe para um colega com diferenciação em dermatologia; a Ordem dos Médicos Veterinários (OMV) é a entidade que regula a profissão em Portugal.

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Fungos e comichão: apoio por dentro, todos os dias

  • Gotas de apoio ao equilíbrio das leveduras, 29,95 €: 19 ingredientes, entre eles ácido caprílico, vinagre de maçã e orégãos, para apoiar o equilíbrio natural das leveduras e ajudar a manter o conforto da pele, dos ouvidos e das patas. O nosso apoio mais direcionado para cães com fungos, e o mais simples de dar: mistura-se na comida.
  • Probiótico líquido para cães, 31,95 €: três culturas vivas, MOS prebióticos e tributirina para apoiar a flora intestinal e a digestão diária.
  • Mastigáveis para pele sensível e comichão, 45,95 €: óleos ricos em ómega-3, quercetina e fitoceramidas para apoiar a barreira cutânea.

Envio grátis para Portugal (e para todo o mundo). Envio DDP: direitos e IVA já pagos, nada a pagar na entrega. Fabrico na América do Norte segundo as boas práticas de fabrico (GMP), com certificado de análise (COA) para cada lote.

Perguntas frequentes

Que alimentos causam fungos nos cães?

Nenhum alimento, por si só, «causa» fungos. A alimentação conta quando o cão é alérgico a um ingrediente, muitas vezes vaca, lacticínios, frango, ovo, trigo ou soja, porque essa alergia inflama a pele e deixa as leveduras residentes multiplicar-se.

O açúcar causa fungos no cão?

É uma ideia simplista. A levedura da pele é lipodependente e não se alimenta do açúcar da ração como o mito sugere. A alavanca alimentar mais importante é retirar os alergénios do seu cão.

Qual é a melhor ração para um cão com fungos?

Não há uma ração universalmente melhor. A escolha baseada na evidência é uma dieta de ingrediente limitado, de proteína nova ou hidrolisada, orientada pelo veterinário, que retire o alergénio específico do seu cão.

A ração sem cereais é melhor para cães com fungos?

Não necessariamente. As rações sem cereais têm muitas vezes bastante ervilha e fécula de batata, e têm sido investigadas por uma possível associação a problemas cardíacos (cardiomiopatia dilatada). O que conta é o alergénio, e não o facto de a ração ter ou não cereais.

A alimentação resolve sozinha os fungos do meu cão?

Não. É preciso tratar os fungos ativos e gerir a alergia de fundo. A alimentação é uma peça-chave da prevenção a longo prazo, não uma solução isolada.

Quanto tempo demora a ver resultados com uma nova ração?

Numa dieta de eliminação, mais de 80 % dos cães com alergia alimentar estão em remissão às 5 semanas e mais de 90 % às 8 semanas. Por isso, a prova deve durar pelo menos 8 semanas, muitas vezes 8 a 12, sem qualquer outro alimento.

Onde comprar ração hipoalergénica para cães em Portugal?

As dietas veterinárias hidrolisadas e de proteína nova vendem-se em clínicas e hospitais veterinários e em lojas de animais e sites como zooplus.pt, Kiwoko ou Tiendanimal. Como a escolha da proteína decide o resultado, peça primeiro a recomendação do seu médico veterinário.

O essencial sobre a pior ração para cães com fungos

Esqueça a ideia de «matar os fungos à fome». A pior ração para um cão com fungos é a que está cheia dos seus alergénios, e a solução é uma dieta sem esses alergénios, orientada pelo veterinário, a par do tratamento dos próprios fungos. Acerte nas duas coisas e a comichão, o cheiro e as recaídas tendem a diminuir em conjunto.

Ver as gotas de apoio ao equilíbrio das leveduras →

Leituras relacionadas

Fontes

  1. University of Illinois College of Veterinary Medicine. Malassezia Dermatitis in Dogs and Cats. vetmed.illinois.edu
  2. American Kennel Club. Yeast Infections in Dogs: What to Know. akc.org
  3. VCA Animal Hospitals. Yeast Dermatitis in Dogs. vcahospitals.com
  4. Puig L, Bragulat MR, Castellá G, Cabañes FJ. Characterization of the species Malassezia pachydermatis and re-evaluation of its lipid dependence using a synthetic agar medium. PLOS ONE, 2017;12(6):e0179148. PMID 28586389. journals.plos.org
  5. Today's Veterinary Practice. Elimination Diet Trials: Steps for Success. todaysveterinarypractice.com
  6. NC State Veterinary Hospital. Hydrolyzed Diets. hospital.cvm.ncsu.edu
  7. Mueller RS, Olivry T, Prélaud P. Critically appraised topic on adverse food reactions of companion animals (2): common food allergen sources in dogs and cats. BMC Veterinary Research, 2016;12:9. PMID 26753610. PubMed
  8. Olivry T, Mueller RS, Prélaud P. Critically appraised topic on adverse food reactions of companion animals (1): duration of elimination diets. BMC Veterinary Research, 2015;11:225. PMID 26310322. PubMed
  9. Mueller RS, Olivry T. Critically appraised topic on adverse food reactions of companion animals (4): can we diagnose adverse food reactions in dogs and cats with in vivo or in vitro tests? BMC Veterinary Research, 2017;13:275. PMID 28854915. PubMed
  10. Olivry T, Bizikova P. A systematic review of the evidence of reduced allergenicity and clinical benefit of food hydrolysates in dogs with cutaneous adverse food reactions. Veterinary Dermatology, 2010;21(1):32-41. PMID 19552700. PubMed
  11. Bizikova P, Olivry T. A randomized, double-blinded crossover trial testing the benefit of two hydrolysed poultry-based commercial diets for dogs with spontaneous pruritic chicken allergy. Veterinary Dermatology, 2016;27(4):289-e70. PMID 27307314. PubMed
  12. Bond R, Morris DO, Guillot J, et al. Biology, diagnosis and treatment of Malassezia dermatitis in dogs and cats: Clinical Consensus Guidelines of the World Association for Veterinary Dermatology. Veterinary Dermatology, 2020;31(1):28-74. PMID 31957204. PubMed
  13. Regulamento (CE) n.º 767/2009, relativo à colocação no mercado e à utilização de alimentos para animais (artigos 17.º e 19.º) — EUR-Lex
  14. Regulamento (UE) 2020/354 da Comissão, que estabelece uma lista das utilizações previstas para os alimentos para animais com objetivos nutricionais específicos — EUR-Lex
  15. FEDIAF, diretrizes nutricionais para alimentos completos e complementares para cães e gatos — europeanpetfood.org
  16. Regulamento (UE) 2019/6, relativo aos medicamentos veterinários — EUR-Lex
  17. Schallig HD, Cardoso L, Semião-Santos SJ. Seroepidemiology of canine leishmaniosis in Évora (southern Portugal): 20-year trends. Parasites & Vectors, 2013. PMID 23587181. PMC
  18. DGAV, Alimentos para animais — dgav.pt

Nota sobre a evidência: a dermatite por Malassezia é normalmente secundária a uma alergia ou a outra doença de base, e identificar e gerir essa causa é essencial para evitar recaídas. As mudanças de alimentação devem ser feitas com orientação veterinária, sobretudo as dietas de eliminação. Este artigo destina-se a informação geral e não substitui o aconselhamento do seu médico veterinário.