Alergia ocular ou infeção no cão? A alergia nos olhos do cão afeta quase sempre os dois olhos ao mesmo tempo, provoca mais comichão do que dor e vem acompanhada de comichão noutras zonas: face, patas, orelhas, barriga. Uma infeção é mais vezes de um só lado, mais vezes dolorosa e mais vezes produz uma secreção espessa. Esta distinção simples, «os dois olhos e comichão» contra «um olho e dor», arruma a maioria dos casos antes mesmo de chegar à porta da clínica veterinária.
É mais fiável do que parece, porque vem de séries de casos publicadas e não da sabedoria popular. E, curiosamente, os melhores dados do mundo sobre o tema são portugueses: numa série de 122 cães com conjuntivite alérgica observados no Hospital Escolar Veterinário da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Lisboa, todos os casos eram bilaterais (Delgado E, Gomes É, Gil S, Lourenço AM, BMC Vet Res. 2023;19(1):35, PMID 36737781). Mais abaixo encontra a frequência completa dos sinais nessa série, a razão pela qual a alergia ocular é subdiagnosticada nos cães e o lugar honesto de um apoio diário como os mastigáveis para pele sensível e comichão ou as gotas Visão avançada para cães: ao lado de um diagnóstico, nunca em vez dele.
Alergia ocular no cão: os números dos estudos de Lisboa
Dois estudos veterinários portugueses, ambos da equipa de oftalmologia e dermatologia da Faculdade de Medicina Veterinária de Lisboa, quantificam a alergia ocular canina como deve ser, e os seus números mudam a forma de olhar para o problema.
Em 60 cães com dermatite atópica canina, 60% (36 em 60) tinham sinais oculares ou perioculares de alergia e, entre eles, a hiperemia conjuntival (vermelhidão) estava presente em 90%. A gravidade dos sinais oculares estava correlacionada com a comichão nos olhos (rs = 0,690; P < 0,001) e com a pontuação das lesões de pele na região da cabeça (rs = 0,261; P = 0,04). Os autores concluem que a conjuntivite alérgica nos cães atópicos parece estar subvalorizada e que estes doentes beneficiariam de uma avaliação oftalmológica. O mesmo trabalho testou ainda provas de provocação conjuntival com ácaros do pó (Dermatophagoides farinae e D. pteronyssinus), que se mostraram fiáveis, fáceis de realizar e seguras para identificar a causa da conjuntivite alérgica (Lourenço-Martins AM et al., Vet Ophthalmol. 2011;14(4):248-256, PMID 21733066).
A série de 2023, com 122 cães, dá depois a distribuição dos sinais:
| Sinal | Frequência em 122 cães com conjuntivite alérgica |
|---|---|
| Quemose (conjuntiva inchada, de aspeto gelatinoso) | 84% |
| Hiperemia conjuntival (vermelhidão) | 83% |
| Prurido ocular (comichão) | 79% |
| Epífora (olhos lacrimejantes) | 69% |
| Secreção seromucosa a mucopurulenta | 62% |
| Queratite (envolvimento da córnea) | 15% |
| Apresentação bilateral (os dois olhos) | 100% |
Quanto à gravidade, 24% dos casos eram ligeiros, 64% moderados e 12% graves, e, um dado útil, a gravidade não estava relacionada com o sexo nem com a idade. A tríade vermelhidão, quemose e comichão surgiu em conjunto em 55% dos cães. O grau de queratite estava correlacionado com a gravidade e com a cronicidade (rho 0,21–0,29; p ≤ 0,02), e é este o aviso prático: se nada for feito, a córnea acaba por ser atingida numa minoria de casos. Os autores sublinham também que as formas ligeiras podem passar despercebidas, porque a comichão ocular é difícil de avaliar num cão.
Daqui resultam duas conclusões. Primeiro, se 60% dos cães atópicos têm sinais oculares, há muitos cães a ser tratados à pele enquanto os olhos ficam esquecidos. Segundo, aqueles 62% de secreção mucopurulenta explicam porque é que a alergia é tantas vezes confundida com infeção: uma secreção espessa não é o critério de distinção que os tutores julgam.
Conjuntivite alérgica ou infeção ocular no cão: a comparação honesta
| Conjuntivite alérgica | Infeção / infeção bacteriana secundária | |
|---|---|---|
| Olhos afetados | Os dois, praticamente sempre | Muitas vezes um só, pelo menos no início |
| Sensação dominante | Comichão: esfrega a cara nos móveis, passa a pata pelos olhos | Dor: semicerra o olho, foge quando lhe tocam na cabeça |
| Inchaço da conjuntiva | Quemose marcada (84%) | Variável |
| Secreção | Aquosa a mucosa; pode ser mucopurulenta (62%) | Frequentemente purulenta e mais espessa |
| Evolução no tempo | Sazonal ou ligada a uma exposição; repete-se | Início súbito, muitas vezes associado a um episódio concreto |
| Resto do corpo | Patas, orelhas, face e barriga com comichão | Normalmente nada |
| O que esclarece | Avaliação dermatológica; existem provas de provocação conjuntival | Exame, teste de fluoresceína, teste de Schirmer, cultura se indicada |
O aviso do Manual Veterinário MSD vale para as duas colunas: o aspeto da conjuntiva normalmente não é suficientemente característico para indicar o agente causal, e uma secreção purulenta indica uma componente bacteriana, mas a bactéria pode ser oportunista (Manual Veterinário MSD, «The Conjunctiva in Animals»). «Oportunista» é a palavra-chave: bactérias a colonizar um olho já inflamado pela alergia são um problema diferente de bactérias que causam a inflamação, e é por isso que um antibiótico sozinho produz tantas vezes uma melhoria temporária seguida de recaída. Se o que tem à frente é mesmo um único olho dorido com secreção espessa amarelo-esverdeada, a avaliação e o tratamento são outros, e o nosso artigo sobre infeção ocular bacteriana no cão explica o que o médico veterinário procura.
A terceira hipótese que todos esquecem: o olho seco
A queratoconjuntivite seca imita as duas. Provoca vermelhidão nos dois olhos e uma secreção espessa e pegajosa, e diagnostica-se com o teste lacrimal de Schirmer, não a olho. Os valores de referência habitualmente citados para o cão consideram normal acima de 15 mm/min, com cerca de 11–14 mm/min numa queratoconjuntivite seca inicial ou ligeira, 6–10 numa forma moderada e 5 ou menos numa forma grave. Uma nuance que convém conhecer antes de interpretar um resultado no limite: os cães mais velhos têm muitas vezes valores abaixo de 15 mm/min sem olho seco clínico, por isso o número lê-se sempre em conjunto com os sinais, nunca isoladamente. Se a vermelhidão do seu cão é bilateral e a secreção é filamentosa e persistente, peça explicitamente o teste lacrimal; o nosso artigo sobre olho seco no cão explica o que significa o resultado.
Alergia ocular no cão em Portugal: pólenes, ácaros e estações
Em Portugal, a conjuntivite alérgica do cão tende a acompanhar o calendário dos pólenes. A primavera, com as gramíneas, a oliveira e a parietária, é o pico clássico em grande parte do país, e o outono traz uma segunda vaga com bolores e alguns pólenes tardios. A Rede Portuguesa de Aerobiologia publica boletins polínicos semanais por região (rpaerobiologia.com), uma ferramenta útil para perceber se os olhos vermelhos do seu cão coincidem com as semanas de concentração elevada. Nas casas do litoral, onde a humidade de inverno favorece os ácaros do pó, os sinais podem durar todo o ano, e foi precisamente com ácaros que a equipa de Lisboa demonstrou as provas de provocação conjuntival. Se a comichão aparece sobretudo depois de passeios na relva, o contacto direto com gramíneas também pode estar em causa.
Há ainda uma particularidade portuguesa a ter em conta: num país onde a leishmaniose é endémica (Alentejo, Algarve, Lisboa e Vale do Tejo, Douro e Trás-os-Montes), um cão com conjuntivite ou queratite persistente que não responde ao esperado deve ser avaliado também para esta doença, que pode afetar os olhos. Não é a explicação mais provável para uns olhos vermelhos na primavera, mas é uma das razões pelas quais uma consulta não deve ser adiada indefinidamente.
O que ajuda realmente um olho alérgico
Gerir a alergia ocular é controlar a exposição, cumprir o tratamento veterinário e manter uma rotina diária aborrecida. Por ordem do que muda os resultados:
- Lavar o alergénio. O pólen fica na superfície do olho e continua a desencadear a reação. Uma lavagem estéril depois dos passeios durante o pico polínico faz mais do que a maioria dos tutores imagina: soro fisiológico estéril simples ou uma solução própria para olhos, como as gotas para os olhos do cão, com um disco de algodão limpo para cada olho, seguindo a técnica do nosso guia sobre como limpar os olhos do cão.
- Travar o esfregar. É o autotraumatismo que explica uma taxa de 15% de queratite. Um colar isabelino durante algumas noites não é crueldade; uma úlcera da córnea é que é.
- Tratar a pele, não só os olhos. Se os olhos são a parte visível de uma dermatite atópica, os sinais oculares vão voltar enquanto a alergia de fundo não for controlada. Curiosamente, na série de 2023, a gravidade da conjuntivite não acompanhava a gravidade da dermatite: um cão com pouca lesão na pele pode ter olhos bastante afetados, e vice-versa.
- Usar o anti-inflamatório receitado, não improvisado. O Manual MSD admite corticosteroides tópicos na quemose alérgica com uma condição firme: desde que não exista úlcera da córnea. É o teste de fluoresceína, feito na clínica, que o confirma. Em Portugal, colírios com corticosteroides e outros medicamentos veterinários estão sujeitos a receita médico-veterinária, de acordo com o Regulamento (UE) 2019/6 e o controlo da DGAV; nunca reutilize um colírio que sobrou de outro episódio.
- Depois, apoiar todos os dias. A nutrição antioxidante e o apoio à pele são a camada de manutenção, e é honesto chamar-lhes isso e nada mais.
Onde entra o apoio nutricional, e os seus limites
Nenhum ensaio em cães mostra que um suplemento reduz a vermelhidão ocular ou trata a conjuntivite alérgica. Quem lhe disser o contrário não está a ler a literatura. O que os dados em cães mostram é mais restrito e mais interessante: os cães praticamente não têm luteína nem zeaxantina no plasma sem aporte na alimentação. Eram indetetáveis em Beagles não suplementados e subiram de forma dependente da dose com 5, 10 e 20 mg/dia durante 12 semanas (Kim HW et al., Vet Immunol Immunopathol. 2000;74(3-4):315-327, PMID 10802297). Foi um estudo sobre a função imunitária, não sobre os olhos, e não vamos fingir o contrário. Num outro ensaio de seis meses com 12 Beagles de 6 a 8 anos, a suplementação antioxidante produziu diferenças significativas nas respostas eletrorretinográficas e uma menor alteração do erro refrativo (Wang W et al., J Nutr Sci. 2016;5:e18, PMID 27293555): poucos cães, saudáveis, um estudo ligado à indústria e sobre a função da retina, não sobre alergia.
Há um ensaio em cães em que a nutrição alterou parâmetros da superfície ocular: 50 cães com olho seco imunomediado, que respondiam mal ao tratamento imunossupressor isolado, foram distribuídos aleatoriamente entre uma dieta nutracêutica e uma dieta padrão, sempre com a terapêutica imunossupressora habitual, durante 60 dias. O grupo da dieta nutracêutica teve uma melhoria significativa da produção de lágrima, da inflamação da conjuntiva, da queratinização e da densidade de pigmento da córnea e da secreção mucosa (Destefanis S et al., BMC Vet Res. 2016;12(1):214, PMID 27658509). O estudo foi assinado em parte pelo fabricante da dieta e tem uma errata publicada. É exatamente esse o nível de reserva que estes resultados merecem, e é por isso que descrevemos a nutrição como complementar.
Num cão com alergia, o apoio mais lógico é o que atua sobre a pele e a resposta alérgica no seu todo, já que os olhos são, muitas vezes, apenas a parte visível. Os mastigáveis para cães com pele sensível e comichão (45,95 €) combinam óleos de salmão selvagem, sardinha, chia e borragem (ómega-3 e GLA), quercetina, bromelina e açafrão-da-índia, fitoceramidas e biotina, colostro, probióticos e prebióticos, zinco, vitamina E e roseira-brava, num mastigável macio dado uma vez por dia, ajustado ao peso. Como a pele se renova devagar, a maioria dos tutores nota menos comichão e um pelo mais estável ao fim de 3 a 6 semanas de uso regular.
Para o apoio antioxidante aos olhos, as gotas Visão avançada para cães são um líquido de base vegetal (extratos antioxidantes de bagas e outras plantas, açafrão-da-índia e gengibre), 29,95 € por duas embalagens de 30 mL, doseado ao peso com o conta-gotas em vez de uma dose fixa por mastigável. Isto conta num cão alérgico, porque a alergia ocular é frequente em raças pequenas e miniatura, para as quais um mastigável pensado para um cão de 23 kg não é uma unidade sensata. É fabricado na América do Norte segundo as boas práticas de fabrico (GMP), com certificado de análise (COA) para cada lote, e o envio é grátis para Portugal. É um suplemento, não um medicamento: não trata, não cura e não previne a conjuntivite alérgica nem qualquer infeção. Para uma comparação do que a evidência em cães sustenta em toda a categoria, veja a nossa análise do melhor suplemento para os olhos do cão.
Pure Majesty Pets em Portugal
Cão alérgico com olhos vermelhos e comichão? Apoio por dentro e por fora
- Mastigáveis para pele sensível e comichão, 45,95 €: o nosso apoio mais completo para o cão alérgico, com ómega-3 e GLA, quercetina, fitoceramidas, colostro e probióticos para ajudar a acalmar a comichão e a manter a barreira cutânea e as defesas naturais.
- Visão avançada para cães, 29,95 €: gotas antioxidantes de base vegetal para juntar à comida, doseadas ao peso, duas embalagens de 30 mL.
- Gotas para os olhos do cão, 18,95 €: solução estéril não medicamentosa, com pH 7,0–7,2, camomila, aloé vera e ácido hialurónico, para lavar o pólen depois dos passeios.
Envio grátis para Portugal (e para todo o mundo). Envio DDP: direitos e IVA já pagos, nada a pagar na entrega. Fabrico na América do Norte segundo as boas práticas de fabrico (GMP), com certificado de análise (COA) para cada lote.
Mitos e factos sobre a alergia nos olhos do cão
| Ideia comum | O que diz a evidência |
|---|---|
| «Secreção verde ou amarela quer dizer infeção» | 62% dos cães com conjuntivite alérgica tinham secreção seromucosa a mucopurulenta (Delgado 2023). A cor distingue mal. |
| «A alergia só dá olhos lacrimejantes» | A quemose foi o sinal mais frequente, com 84%, à frente do lacrimejo, com 69%. |
| «A alergia nos olhos é inofensiva» | 15% tinham envolvimento da córnea, e a gravidade da queratite acompanhava a cronicidade. Deixar sem tratamento não é inócuo. |
| «Umas gotas anti-histamínicas de farmácia para pessoas resolvem» | Os colírios humanos «para olhos vermelhos» contêm descongestionantes do grupo das imidazolinas, tóxicos para os animais se forem ingeridos. Nunca os use. |
| «Um suplemento vai acabar com a comichão» | A investigação atual não sustenta esta afirmação nos cães. Um suplemento é apoio diário, ao lado do tratamento. |
Quando ir ao veterinário com um cão de olhos vermelhos
No mesmo dia: olho semicerrado, córnea turva ou azulada, pupila dilatada, dor evidente, alteração súbita da visão. Um olho vermelho e doloroso pode ser glaucoma ou uveíte, e o Manual MSD recomenda medir a pressão intraocular em todos os cães com dor ocular, edema da córnea ou injeção episcleral. Fora de horas, contacte de imediato o seu médico veterinário ou um hospital veterinário com urgência 24 horas.
Em 24 a 48 horas: um só olho afetado, secreção espessa, nenhuma melhoria depois de uma lavagem e de um dia de espera.
Consulta de rotina, mas não opcional: comichão sazonal e recorrente nos dois olhos. É a apresentação que se desvaloriza durante anos, e é precisamente a que o estudo de Lisboa de 2011 descreve como subavaliada.
Para o contexto geral sobre a anatomia do olho do cão e os cuidados diários, comece pelo exame anual dos olhos na consulta de rotina. Se não tem a certeza de que a vermelhidão em si é relevante, leia olhos vermelhos no cão, e se o médico veterinário já falou em «conjuntivite», o nosso artigo sobre conjuntivite no cão explica como costuma ser a recuperação.
Perguntas frequentes
Como sei se o meu cão tem alergia nos olhos ou uma infeção?
A conjuntivite alérgica no cão é bilateral (os 122 cães de uma série de casos de Lisboa de 2023 tinham os dois olhos afetados) e provoca mais comichão do que dor, normalmente com comichão também nas patas, orelhas ou face. As infeções são mais vezes de um só olho e dolorosas, com o olho semicerrado. Só um exame com teste de fluoresceína e teste lacrimal o confirma.
Os cães podem ter alergias oculares sazonais?
Sim. Os sinais oculares são frequentes nos cães atópicos: 60% de 60 cães com dermatite atópica tinham sinais de alergia oculares ou perioculares, com vermelhidão da conjuntiva em 90% deles (Vet Ophthalmol 2011). Em Portugal, os picos coincidem muitas vezes com a primavera e o outono, mas os ácaros do pó podem manter os sinais todo o ano.
O que posso pôr nos olhos do meu cão com alergia?
Soro fisiológico estéril ou uma solução de lavagem ocular própria para cães, para retirar os alergénios, é seguro. Nunca use colírios humanos para olhos vermelhos, que contêm descongestionantes do grupo das imidazolinas tóxicos para os animais, e nunca reutilize um colírio com corticosteroide: só pode ser usado se não houver úlcera da córnea, o que exige um teste de fluoresceína.
A alergia nos olhos do cão passa sozinha?
As crises podem acalmar quando a exposição termina, mas a alergia de fundo não desaparece. Numa série de casos, 15% dos cães tinham envolvimento da córnea, e a gravidade da queratite estava relacionada com o tempo de evolução.
A alergia ocular pode causar secreção no cão?
Sim: 62% dos cães com conjuntivite alérgica tinham secreção seromucosa a mucopurulenta. A cor da secreção não separa de forma fiável a alergia da infeção.
Um suplemento para os olhos ajuda na alergia do meu cão?
Nenhum ensaio em cães mostra que um suplemento trate ou previna a conjuntivite alérgica. Os suplementos antioxidantes e de apoio à pele são um apoio diário ao bem-estar, ao lado do tratamento veterinário, e não o substituem.
Preciso de receita para um colírio para a alergia do cão em Portugal?
Os colírios com corticosteroides, antibióticos ou outros medicamentos veterinários estão sujeitos a receita médico-veterinária em Portugal e na União Europeia. Sem receita, pode usar soro fisiológico estéril ou uma solução de limpeza não medicamentosa; tudo o resto deve ser prescrito pelo seu médico veterinário depois do exame.
Fontes
- Delgado E, Gomes É, Gil S, Lourenço AM. «Diagnostic approach and grading scheme for canine allergic conjunctivitis.» BMC Veterinary Research. 2023;19(1):35. PMID 36737781 — PubMed
- Lourenço-Martins AM, Delgado E, Neto I et al. «Allergic conjunctivitis and conjunctival provocation tests in atopic dogs.» Veterinary Ophthalmology. 2011;14(4):248-256. PMID 21733066 — PubMed
- Kim HW, Chew BP, Wong TS et al. «Dietary lutein stimulates immune response in the canine.» Veterinary Immunology and Immunopathology. 2000;74(3-4):315-327. PMID 10802297 — PubMed
- Wang W, Hernandez J, Moore C et al. «Antioxidant supplementation increases retinal responses and decreases refractive error changes in dogs.» Journal of Nutritional Science. 2016;5:e18. PMID 27293555 — PubMed
- Destefanis S, Giretto D, Muscolo MC et al. «Clinical evaluation of a nutraceutical diet as an adjuvant to pharmacological treatment in dogs affected by Keratoconjunctivitis sicca.» BMC Veterinary Research. 2016;12(1):214. PMID 27658509 — PubMed
- Manual Veterinário MSD (Merck), «The Conjunctiva in Animals» — merckvetmanual.com
- DGAV, Medicamentos Veterinários — dgav.pt
- Regulamento (UE) 2019/6, relativo aos medicamentos veterinários — EUR-Lex
- Regulamento (CE) n.º 767/2009, colocação no mercado e utilização de alimentos para animais (art. 13.º, alegações) — EUR-Lex
- Rede Portuguesa de Aerobiologia, boletins polínicos — rpaerobiologia.com
Nota veterinária: este artigo tem fins informativos e não substitui o aconselhamento do seu médico veterinário. Os suplementos Pure Majesty Pets são alimentos complementares e não se destinam a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer doença (Regulamento (CE) n.º 767/2009). Consulte sempre o seu médico veterinário sobre os olhos do seu cão, sobretudo perante qualquer alteração súbita, dor, vermelhidão ou secreção.