Cão idoso não dorme à noite: o que ajuda e o que não funciona

Melatonin for senior dogs - a grey-muzzled senior Golden Retriever sleeping peacefully by a window in soft golden light, Pure Majesty Pets

Quando um cão idoso não dorme à noite, a melhor ajuda para o sono não é um único produto: é, primeiro, uma consulta veterinária, depois um ritmo diário fixo de luz e atividade e, só em terceiro lugar, uma melatonina sem xilitol doseada com precisão. Os cães mais velhos andam de um lado para o outro durante a noite por razões em que nenhum suplemento toca: a dor da artrose, a necessidade de urinar de noite por doença renal ou diabetes, a perda de visão e o declínio cognitivo manifestam-se todos como um cão que «não sossega». A melatonina apoia o sinal que acerta o relógio biológico. Não faz nada pelas outras quatro causas.

Convém ser franco sobre a evidência, porque a maioria dos artigos sobre este tema não o é. Não existe nenhum ensaio controlado publicado que mostre que a melatonina oral melhora o sono dos cães, nem nenhum que mostre que ajuda na disfunção cognitiva canina. O que a literatura veterinária oferece é farmacocinética, dados de segurança e algo mais útil do que ambos: um sinal de alerta precoce e mensurável que aparece à tarde, e não às duas da manhã. Neste guia explicamos esse sinal, comparamos as opções que se encontram em Portugal, damos a tabela de doses em quilogramas e propomos um plano de quatro semanas para as noites do seu cão.

O sinal diurno que antecede as noites sem dormir

Num estudo com 33 cães entre os 9 e os 16 anos, os que tinham pior memória de trabalho espacial faziam mais sestas durante o dia, e a temperatura corporal ao fim da tarde (medida às 19h, a hora do dia em que era mais alta) era mais baixa nos cães com pior memória. Ao mesmo tempo, o ritmo de atividade ao longo das 24 horas quase não se alterava (Zanghi, Gardner, Araujo e Milgram, Neurobiology of Sleep and Circadian Rhythms, 2016, PMID 31236491). Vale a pena reler, porque contraria o conselho habitual. Neste estudo, o que acompanhava a perda de memória não era o despertar noturno: era a hora extra e silenciosa de sono à tarde e um corpo que já não aquece como devia ao fim do dia. É um estudo pequeno e de associação, que não prova causa e efeito, mas dá ao tutor algo concreto para observar.

Na prática: durante duas semanas, anote a que horas o seu cão idoso dorme entre o meio-dia e as 18h. Se as sestas da tarde aumentaram, leve esse registo ao médico veterinário antes de começarem as noites agitadas. A perturbação do ciclo sono-vigília é um dos quatro domínios pontuados da escala validada CADES, a CAnine DEmentia Scale (Madari et al., Applied Animal Behaviour Science, 2015), e existe hoje um questionário de sono específico para cães, o SNoRE 3.0, desenvolvido e validado precisamente para isto (Mondino et al., Scientific Reports, 2023). A agitação noturna de um cão idoso é um sinal clínico, com instrumentos criados para a medir, e não uma mudança de feitio.

Porque é que um cão idoso não dorme: as causas que um suplemento não resolve

Antes de escolher qualquer ajuda para o sono, é preciso perceber o que está a acordar o cão. Num animal sénior, as causas mais frequentes sobrepõem-se, e o médico veterinário vai querer excluí-las uma a uma:

  • Dor articular. A artrose provoca rigidez depois do repouso e desconforto ao mudar de posição: o cão deita-se, levanta-se, dá uma volta e volta a deitar-se. As raças grandes, como o Cão da Serra da Estrela ou o Rafeiro do Alentejo, entram mais cedo na fase sénior e carregam mais peso sobre as articulações. Se o veterinário confirmar artrose, o plano assenta no controlo da dor que ele prescrever, no peso certo e em exercício moderado; os mastigáveis articulares Pure Majesty Pets (49,95 €), com 17 ingredientes ativos, entre os quais glucosamina, condroitina, MSM, mexilhão-verde e colagénio tipo II não desnaturado, podem complementar essa rotina para apoiar a mobilidade.
  • Sede e necessidade de urinar durante a noite. Um cão que acorda para beber ou pede para sair a meio da noite pode ter doença renal, diabetes ou outra alteração hormonal. Em Portugal há uma causa adicional a considerar: a leishmaniose canina, endémica em grande parte do país, do Douro e Trás-os-Montes ao Algarve, passando por Lisboa e Vale do Tejo e pelo Alentejo; um estudo de vinte anos em Évora documenta a sua presença persistente no sul. As diretrizes europeias LeishVet referem que a doença renal pode ser a única manifestação clínica da leishmaniose e que a insuficiência renal crónica é a principal causa de morte associada à doença. Se vive numa zona endémica e o seu cão idoso começou a beber e a urinar mais, peça ao veterinário que inclua o teste da leishmaniose nas análises.
  • Perda de visão ou de audição. Um cão que já não vê bem no escuro, ou que deixou de ouvir a família, desorienta-se com mais facilidade à noite. Uma luz de presença no corredor faz muita diferença.
  • Disfunção cognitiva. A chamada «demência canina» troca o dia pela noite: o cão dorme de dia e deambula, ladra ou chora de noite. É um diagnóstico veterinário, feito depois de excluídas as causas anteriores.
  • Calor e ruído. Nas noites tropicais do verão português, em que a temperatura mínima não desce abaixo dos 20 °C, um cão idoso ofega e muda de sítio à procura de fresco; um chão fresco, água sempre disponível e uma divisão ventilada fazem mais do que qualquer gota. Os foguetes das festas de verão, do São João à passagem de ano, e as trovoadas também acordam os cães sensíveis ao ruído.
  • Um relógio biológico desregulado. É o único caso em que a melatonina faz sentido: o cão dorme o dia todo e fica acordado numa casa silenciosa, sem dor, sem mais sede e sem desorientação.

Para uma visão de conjunto do envelhecimento, das articulações ao cérebro, veja o nosso guia dos melhores suplementos para cães idosos.

Ajudas para o sono de cães idosos comparadas com honestidade

Opção Evidência em cães Mais indicada para
Melatonina Farmacocinética e segurança documentadas; nenhum ensaio controlado sobre o sono em cães Um relógio biológico desregulado: dorme o dia todo e fica acordado numa casa silenciosa
Alfa-casozepina Ensaio clínico em cães com 15 mg/kg/dia, comparado com um medicamento (Beata et al., J Vet Behav, 2007); estudo controlado com placebo em 2024 (Schroers et al.) Uma tensão de fundo persistente, mais do que uma noite má isolada
L-teanina Pequenos ensaios aleatorizados e estudos abertos em cães; 25 mg duas vezes por dia abaixo de 10 kg, 50 mg duas vezes por dia acima (Michelazzi et al., J Vet Behav) Sensibilidade ao ruído e agitação ao fim do dia
Camomila, magnésio, vitamina B6 Nenhum ensaio clínico em cães; apenas fundamento mecanístico e nutricional Papéis de apoio dentro de uma fórmula, não respostas isoladas
Medicamentos com receita Decisão do médico veterinário, fora do território dos suplementos Disfunção cognitiva diagnosticada, dor ou ansiedade grave
Ambiente e rotina A alavanca prática mais forte, sem produto nenhum Todos os cães idosos, sempre, em primeiro lugar

Sobre a alfa-casozepina, dois pormenores. O ensaio de 2007 acompanhou 38 cães com perturbações de ansiedade durante 56 dias e comparou-a com a selegilina, um medicamento: os dois grupos melhoraram, sem diferença entre si, mas não havia grupo placebo. O estudo de 2024, controlado com placebo, deu casozepina durante dois dias antes de uma consulta e encontrou um efeito fraco de redução do stress, medido pela pontuação de stress e pelo pulso. Resultados modestos, mas reais.

Se um suplemento fizer sentido no seu plano, os critérios de escolha para um cão idoso são mais apertados do que para um cão jovem. Os seniores são o grupo com mais probabilidade de tomar medicação diária e de ter o fígado ou os rins afetados, o que torna inegociáveis a precisão da dose e a honestidade do rótulo.

Em Portugal, a alfa-casozepina e a L-teanina também se vendem como produtos de ingrediente único, em clínicas veterinárias e em parafarmácias online: a alfa-casozepina é o ingrediente do Zylkène (Vetoquinol), o produto usado no ensaio de 2007, e a L-teanina é o ingrediente do Anxitane (Virbac), usado num estudo aberto com cães sensíveis às trovoadas (Pike et al., 2015). São opções com estudos próprios. A diferença de uma fórmula combinada é juntar num só líquido, doseado ao peso, a melatonina para o ritmo e estes ativos de apoio à calma.

Pure Majesty Pets em Portugal

Noites mais tranquilas para um cão idoso, com uma dose que pode medir

  • Melatonina para cães, 29,95 €: 3 mg de melatonina por mL com L-teanina (50 mg), alfa-casozepina (25 mg), camomila, magnésio e vitamina B6 na forma P5P, todos declarados por mililitro. Sem xilitol. O conta-gotas permite começar com pouco e ajustar em décimas de mililitro: o formato mais prático para um cão idoso.
  • Mastigáveis articulares para cães, 49,95 €: 17 ingredientes ativos, incluindo glucosamina, condroitina, MSM, mexilhão-verde e colagénio tipo II não desnaturado, para apoiar a mobilidade de um cão sénior com rigidez.

Envio grátis para Portugal (e para todo o mundo). Envio DDP: direitos e IVA já pagos, nada a pagar na entrega. Fabrico na América do Norte segundo as boas práticas de fabrico (GMP), com certificado de análise (COA) para cada lote.

Apoio complementar: não substitui o diagnóstico nem o tratamento prescrito pelo seu médico veterinário.

Porque é que a precisão da dose pesa mais num cão idoso

No cão, a melatonina é eliminada depressa e absorvida de forma não linear. Num estudo de farmacocinética, a semivida de eliminação aparente após uma dose intravenosa foi de cerca de 18,6 minutos; a biodisponibilidade oral foi de apenas 16,9 % com 1 mg/kg, mas a biodisponibilidade normalizada para a dose ultrapassou os 100 % com 10 mg/kg, o que os autores descrevem como uma biodisponibilidade dependente da dose (Yeleswaram et al., Journal of Pineal Research, 1997). Uma explicação plausível, que o estudo não demonstra diretamente, é a saturação do metabolismo hepático de primeira passagem com doses altas. Para um cão sénior com menos reserva hepática, é um bom argumento para começar pelo fundo do intervalo e subir aos poucos, coisa que um comprimido fixo de 3 mg não permite e um conta-gotas permite.

A exatidão do rótulo é a segunda razão. Uma análise independente de 31 suplementos de melatonina encontrou conteúdos reais entre 83 % abaixo e 478 % acima do valor indicado no rótulo, variações entre lotes do mesmo produto até 465 % e serotonina não declarada em 26 % dos produtos (Erland e Saxena, Journal of Clinical Sleep Medicine, 2017, DOI 10.5664/jcsm.6462). Eram produtos destinados a pessoas, mas a cadeia de abastecimento é a mesma, e a serotonina não declarada é uma preocupação real de interação num cão idoso que já tome um medicamento serotoninérgico.

As nossas gotas de melatonina para cães indicam cada ativo por mililitro, em vez de o esconderem numa mistura proprietária: melatonina 3 mg, L-teanina 50 mg, alfa-casozepina 25 mg, extrato de camomila hidrossolúvel 25 mg, magnésio elementar 5 mg e vitamina B6 na forma P5P 0,5 mg. São fabricadas na América do Norte segundo as boas práticas de fabrico (GMP), com certificado de análise para cada lote, e têm envio grátis para Portugal. Três factos, sem exageros. A quantidade de L-teanina corresponde à dose por toma usada nos trabalhos publicados sobre fobia a ruídos em cães de porte médio. A alfa-casozepina é um ingrediente com ensaios clínicos reais em cães, que a maioria dos calmantes mastigáveis nem sequer inclui, embora 25 mg por mL seja um nível de apoio dentro de uma fórmula, e não os 15 mg/kg/dia usados nesses ensaios. E a B6 vem como P5P, a forma de coenzima já convertida que serve de cofator à síntese da serotonina, a via que precede a melatonina.

Que quantidade de melatonina dar a um cão idoso: tabela por peso em kg

A dose segue o peso e, num cão mais velho, começa pelo limite inferior do intervalo. Estes valores refletem a convenção veterinária, e não quantidades derivadas de ensaios. A coluna de volume pressupõe um líquido com 3 mg de melatonina por mL, como as nossas gotas.

Peso do cão Quantidade típica de melatonina Volume destas gotas Exemplo
Menos de 4,5 kg cerca de 1 mg ~0,33 mL Cão de raça miniatura
4,5 a 11,3 kg cerca de 1,5 mg ~0,5 mL Podengo Português pequeno
11,8 a 45,4 kg cerca de 3 mg ~1 mL Cão de Água Português
Mais de 45,4 kg 3–6 mg ~1–2 mL Cão da Serra da Estrela

Os limites das faixas não são números redondos porque a tabela original foi construída noutro sistema de medida e está aqui convertida com exatidão para quilogramas. Os exemplos de raças são indicativos: o que conta é o peso do seu cão na balança do consultório, não a média da raça. Num cão idoso no limite entre duas faixas, comece sempre pela mais baixa.

Dê a melatonina cerca de 30 minutos antes de deitar, o que coincide com o intervalo de 20 a 30 minutos que as fontes clínicas referem no cão até ao pico de concentração no sangue. Para a tabela completa, veja a nossa dose de melatonina para cães por peso; se a sua dúvida principal é a rotina de deitar, o guia melatonina para o cão dormir descreve um protocolo completo para acalmar a casa ao fim do dia. Para comparar formatos e marcas, o nosso guia da melhor melatonina para cães dá uma visão ordenada da categoria.

Plano de quatro semanas para as noites de um cão idoso

  • Semana 1: medir, não medicar. Anote as sestas da tarde, os despertares noturnos, a água que o cão bebe e qualquer dificuldade em levantar-se. Marque a consulta no veterinário.
  • Semana 2: corrigir o que acerta o relógio. Luz do dia forte de manhã, atividade a sério até meio da tarde, a mesma hora de deitar todas as noites, uma cama ortopédica com bom apoio e uma luz de presença para um cão que está a perder a visão. No verão, aproveite a luz e o fresco do início da manhã para o passeio principal e evite as horas de calor; no inverno, o passeio da manhã continua a ser a âncora do dia, mesmo que seja curto.
  • Semana 3: juntar a dose. A quantidade mais baixa adequada ao peso, 30 minutos antes de apagar as luzes, sem alterações durante sete noites. Continue a anotar.
  • Semana 4: comparar os registos. Menos despertares é o resultado que conta. Se nada mudou, o problema não é o relógio biológico, e aumentar a dose é a resposta errada. Leve o registo de volta ao veterinário.

Um pormenor do calendário português que pesa nestas noites: no último domingo de outubro os relógios atrasam uma hora, e no último domingo de março adiantam uma hora. Para um cão idoso com um relógio biológico frágil, uma mudança brusca de horários pode baralhar as noites durante vários dias. Na semana anterior, desloque a hora da refeição, do passeio e de deitar 10 a 15 minutos de cada vez, até o cão chegar ao novo horário quase sem dar por isso.

Envelhecimento normal ou sinal de alarme? Como distinguir

Provavelmente uma questão de ritmo ou de conforto Consulta veterinária primeiro
Dorme o dia todo e fica acordado numa casa silenciosa Começa de repente a andar às voltas, ou fica desorientado todas as noites
Sossega quando a hora de deitar é sempre a mesma Mais sede, mais apetite ou mais urina
Ligeira rigidez ao levantar-se, depois fica confortável Gemidos, respiração ofegante ou sinais claros de dor
Mudança gradual ao longo de meses Declínio rápido, confusão ou ficar preso nos cantos

Erros comuns com cães idosos e ajudas para o sono

  • Encarar a deambulação noturna como um problema de comportamento. Num cão idoso, é um sintoma até o veterinário dizer o contrário.
  • Usar gomas de melatonina para pessoas. O xilitol provoca nos cães uma libertação rápida de insulina que pode causar uma hipoglicemia grave; os sinais podem surgir em cerca de 30 minutos ou só 12 a 18 horas depois. É a urgência mais evitável desta categoria. Nos rótulos europeus, o xilitol pode aparecer apenas com o código E 967; explicamos como o identificar no artigo posso dar 10 mg de melatonina ao meu cão? Se o seu cão comeu uma goma com xilitol, contacte de imediato o seu médico veterinário ou um hospital veterinário com urgência 24 horas.
  • Começar com a dose completa de um adulto. Uma menor reserva do fígado e dos rins pede o limite inferior e passos lentos.
  • Esperar que a melatonina resolva a demência ou a artrose. A melatonina apoia o ritmo, e nenhuma das duas é um problema de ritmo.
  • Saltar a revisão da medicação. Sedativos, selegilina, antidepressivos ISRS, corticosteroides e anticoagulantes justificam sempre uma conversa prévia com o veterinário.
  • Ignorar a luz do dia. Um cão que nunca apanha luz forte de manhã não tem âncora para o relógio biológico, seja o que for que lhe dê à noite.

Quando levar o cão idoso ao médico veterinário

Marque uma consulta antes de começar qualquer ajuda para o sono se o seu cão idoso toma medicação diária, tem uma doença diagnosticada do fígado, dos rins, do coração ou do sistema endócrino, incluindo a diabetes, ou se é um animal inteiro destinado à reprodução, porque a melatonina interfere com as hormonas reprodutivas. Não espere se a agitação noturna surgir de repente, se o cão parecer desorientado ou ficar preso nos cantos, ou se notar mudanças novas na sede, no apetite, na urina ou sinais de dor. Um diagnóstico precoce de disfunção cognitiva, artrose ou doença endócrina dá ao seu cão noites muito mais confortáveis do que qualquer suplemento.

Uma nota sobre o enquadramento em Portugal. Em termos legais, um suplemento para cães é um alimento complementar, regido pelo Regulamento (CE) n.º 767/2009, cujo artigo 13.º não permite que a rotulagem atribua a um alimento para animais propriedades de prevenção ou de tratamento de doenças; o controlo oficial dos alimentos para animais cabe à DGAV (Direção-Geral de Alimentação e Veterinária). É por isso que um suplemento sério fala em «apoio ao sono» e nunca em tratamento da disfunção cognitiva. Já os fármacos que o veterinário pode propor a um cão idoso que não dorme, seja para a dor da artrose (como o meloxicam ou o carprofeno), para a ansiedade (como a trazodona ou a gabapentina) ou para a disfunção cognitiva, seguem o Regulamento (UE) 2019/6 e estão sujeitos a receita veterinária. Nunca os dê por iniciativa própria, nem use no cão comprimidos ou gomas de melatonina para pessoas, cuja dose por unidade não corresponde ao peso de um cão. A profissão é regulada pela Ordem dos Médicos Veterinários (OMV): leve ao seu veterinário habitual o peso atualizado do cão, o registo das noites e a lista de tudo o que ele já toma, incluindo outros suplementos.

Perante um episódio súbito de desorientação grave, colapso, dificuldade em respirar ou dor intensa, contacte de imediato o seu médico veterinário ou um hospital veterinário com urgência 24 horas. E, como um cão desorientado pode sair pelo portão e perder-se, confirme que o microchip está registado no SIAC com o seu contacto atualizado: o registo é obrigatório para todos os cães em Portugal e é a forma mais rápida de um cão perdido voltar a casa.

Perguntas frequentes

Qual é a melhor ajuda para o sono de um cão idoso?

Não há um único produto melhor. O plano mais eficaz começa com um exame veterinário para excluir dor, alterações urinárias e declínio cognitivo, corrige depois a exposição à luz do dia e a rotina de deitar e só então junta uma melatonina sem xilitol, doseada com precisão, se o problema provável for um relógio biológico desregulado. A precisão da dose conta mais nos cães idosos, porque a reserva do fígado e dos rins é menor. Fale com o seu médico veterinário antes de começar.

A melatonina ajuda um cão com demência ou que fica agitado ao fim do dia?

Nenhum ensaio aleatorizado em cães mostra que a melatonina ajuda na disfunção cognitiva, por isso não deve ser apresentada como tratamento. A perturbação do ciclo sono-vigília é um domínio reconhecido da disfunção cognitiva canina, e alguns tutores usam a melatonina para apoiar um ritmo mais estável, como parte de um plano definido pelo médico veterinário. O diagnóstico e o plano de tratamento cabem ao veterinário.

Que quantidade de melatonina posso dar a um cão idoso?

A dose segue o peso: cerca de 1 mg para cães com menos de 4,5 kg e até 3 a 6 mg para cães de raças muito grandes, com mais de 45,4 kg. Os cães idosos devem começar pelo limite inferior da sua faixa. Um líquido com 3 mg por mililitro permite medir pequenas quantidades com precisão e ajustar em décimas de mililitro, em vez de partir comprimidos ao meio. Confirme a quantidade exata com o seu médico veterinário.

É seguro dar melatonina todas as noites a um cão idoso?

A melatonina é geralmente bem tolerada em quantidades adequadas ao peso e é a mesma hormona que o organismo já produz, mas os cães idosos são o grupo com mais probabilidade de ter uma doença de base ou uma medicação diária que muda tudo. O uso noturno continuado deve ser aprovado primeiro pelo médico veterinário. As doses usadas não resultam de uma indicação aprovada para cães: aqui, a melatonina usa-se como suplemento.

Porque é que o meu cão idoso acorda de noite para beber água e urinar?

Beber e urinar mais, sobretudo de noite, pode indicar doença renal, diabetes ou outra alteração hormonal, e não é um problema de sono. Em Portugal, onde a leishmaniose é endémica em várias regiões, convém lembrar que esta doença pode afetar os rins. Leve o cão ao veterinário para análises ao sangue e à urina antes de dar qualquer ajuda para o sono.

Onde comprar melatonina para cães em Portugal?

Encontra suplementos de melatonina para cães em clínicas veterinárias, lojas de animais e parafarmácias online. Escolha um produto pensado para cães, sem xilitol e com a quantidade de melatonina indicada por mililitro ou por unidade. As gotas de melatonina da Pure Majesty Pets custam 29,95 € e têm envio grátis para Portugal, com envio DDP: direitos e IVA já pagos, nada a pagar na entrega.

O objetivo realista

A maioria dos cães idosos não vai voltar a dormir como um cão de dois anos, e esse não é o objetivo. Menos despertares, menos voltas pela casa e um cão que se deita em vez de andar em círculos são uma vitória que vale a pena medir. Se o plano que construir com o seu veterinário incluir melatonina, a Melatonina para cães Pure Majesty Pets – gotas para acalmar e dormir (29,95 €) dá-lhe 3 mg por mililitro com cinco ativos de apoio declarados, sem xilitol, fabricada na América do Norte e com envio grátis para Portugal, num formato que permite a um cão velho começar com pouco. E, se a agitação noturna for afinal ansiedade, o passo seguinte é o nosso guia de suplementos para a ansiedade do cão.

Fontes

  • Zanghi BM, Gardner C, Araujo J, Milgram NW. "Diurnal changes in core body temperature, day/night locomotor activity patterns, and actigraphy-generated behavioral sleep in aged canines with varying levels of cognitive dysfunction," Neurobiology of Sleep and Circadian Rhythms (2016), PMID 31236491 — PubMed
  • Madari A, Farbakova J, Katina S et al. "Assessment of severity and progression of canine cognitive dysfunction syndrome using the CAnine DEmentia Scale (CADES)," Applied Animal Behaviour Science (2015);171:138–145, doi:10.1016/j.applanim.2015.08.034 — DOI
  • Mondino A, Ludwig C, Menchaca C et al. "Development and validation of a sleep questionnaire, SNoRE 3.0, to evaluate sleep in companion dogs," Scientific Reports (2023), PMID 37587172 — PubMed
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  • Solano-Gallego L, Miró G, Koutinas A, Cardoso L et al. "LeishVet guidelines for the practical management of canine leishmaniosis," Parasites & Vectors (2011), PMID 21599936 — PMC
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  • Regulamento (CE) n.º 767/2009, colocação no mercado e utilização de alimentos para animais (artigo 13.º, rotulagem) — EUR-Lex
  • Regulamento (UE) 2019/6, medicamentos veterinários — EUR-Lex
  • DGAV, Alimentos para Animais — dgav.pt
  • Ordem dos Médicos Veterinários (OMV) — omv.pt
  • SIAC, Sistema de Informação de Animais de Companhia — siac.pt

Este artigo destina-se apenas a informação geral e não substitui o aconselhamento, o diagnóstico ou o tratamento do seu médico veterinário. Os suplementos não se destinam a diagnosticar nem a tratar doenças, e as doses de melatonina aqui descritas não resultam de uma indicação aprovada para cães. Fale sempre com o seu médico veterinário antes de juntar melatonina ou qualquer outro suplemento à rotina do seu cão, sobretudo se a cadela estiver gestante, se o cão tomar medicação ou tiver algum problema de saúde.