Zonas sem pelo com crostas significam quase sempre que a barreira da pele foi rompida — por um parasita, uma infeção, uma alergia ou um problema hormonal. O segredo está em saber qual delas tem à frente antes de começar a tratar.
Resposta rápida: um cão a perder pelo às manchas com crostas tem normalmente uma de oito causas: piodermite bacteriana superficial, alergia à picada da pulga, dermatite atópica, sarna demodécica, sarna sarcóptica, tinha (dermatofitose), proliferação de leveduras Malassezia ou uma doença endócrina. Em Portugal, acrescente sempre a leishmaniose à lista. Uma raspagem de pele e uma citologia no veterinário separam a maioria destas causas numa só consulta, e o pelo volta a crescer quando a causa está controlada.
Para o apoio diário à pele depois do diagnóstico, os nossos mastigáveis para a pele sensível e a comichão combinam ómega-3 de quatro fontes, quercetina, fitoceramidas, biotina, colostro e probióticos — por 45,95 €, com envio grátis para Portugal e envio DDP (direitos e IVA incluídos, nada a pagar na entrega). Complementam os cuidados veterinários e não substituem o tratamento de uma infeção ativa ou de parasitas.
Porque é que o meu cão está a perder pelo às manchas com crostas?
O pelo nasce num folículo que partilha a abertura com uma glândula sebácea. Tudo o que inflama esse folículo — bactérias, ácaros, fungos ou uma resposta imunitária alérgica — solta o pelo e produz a crosta que sente debaixo dos dedos. Depois, o coçar faz o resto: arranca a camada córnea, esgota a barreira lipídica rica em ceramidas e deixa entrar o organismo seguinte. É por isso que a perda de pelo às manchas e as crostas aparecem tantas vezes juntas e não separadas.
Duas destas causas dão comichão desde o início (parasitas, alergias), duas dão comichão sobretudo por causa da infeção secundária (piodermite, leveduras), uma pode quase não dar comichão (tinha) e outra é classicamente sem comichão e simétrica (doença endócrina). Colocar o seu cão no grupo certo é todo o jogo do diagnóstico.

Quais são as principais causas de perda de pelo com crostas no cão?
Use esta tabela como faz um dermatologista — comece pela distribuição e pelo nível de comichão e confirme com o exame da última coluna. Nenhuma observação em casa substitui esse exame.
| Causa | Aspeto das lesões | Localização típica | Comichão? | Exame que esclarece |
|---|---|---|---|---|
| Piodermite bacteriana superficial (Staphylococcus pseudintermedius) | Pápulas e pústulas, depois crostas redondas e colaretes epidérmicos em expansão com bordo livre descamativo | Tronco, barriga, virilhas | Variável a marcada | Citologia por baixo de uma crosta ou do bordo de um colarete: neutrófilos com cocos intracelulares; cultura se recidivar |
| Dermatite alérgica à picada da pulga | Pápulas com crosta, pelos partidos, autotraumatismo | Zona lombar, base da cauda, parte de trás das coxas | Intensa | Pente de pulgas, fezes de pulga e resposta a um controlo rigoroso de parasitas |
| Dermatite atópica | Primeiro vermelhidão, depois escoriações, crostas e pelo ralo por lambedura crónica | Face, orelhas, patas, axilas, virilhas | Intensa, muitas vezes sazonal | Critérios clínicos depois de excluídas as outras causas; os testes de alergia orientam a imunoterapia, não o diagnóstico |
| Demodicose (Demodex canis) | Alopecia às manchas, comedões, crostas; começa muitas vezes à volta dos olhos e do focinho | Face, membros anteriores ou generalizada | Ligeira, salvo infeção secundária | Raspagem profunda da pele; mais de um ácaro é considerado clinicamente relevante |
| Sarna sarcóptica (Sarcoptes scabiei) | Crostas amarelas espessas, autotraumatismo intenso, perda de pelo | Bordos das orelhas, cotovelos, jarretes, barriga | Extrema, muitas vezes implacável | Raspagens superficiais — mas a sensibilidade é baixa, por isso uma raspagem negativa não a exclui; pode ser precisa serologia ou um ensaio terapêutico |
| Dermatofitose / tinha (Microsporum canis) | Zonas circulares sem pelo, descamativas e em expansão, por vezes com crosta | Face, orelhas, patas, qualquer zona | Muitas vezes mínima | Cultura fúngica ou PCR; contagiosa para pessoas e outros animais |
| Proliferação de Malassezia pachydermatis | Pele oleosa, avermelhada e espessada com cheiro a mofo; perda de pelo por mordiscar | Pregas da pele, axilas, virilhas, entre os dedos | Marcada | Citologia com fita-cola a mostrar leveduras em gemulação |
| Doença endócrina (hipotiroidismo, hiperadrenocorticismo) | Pelo fino que volta a crescer devagar, hiperpigmentação, poucas lesões primárias salvo infeção | Flancos e tronco, de forma bilateral e simétrica | Normalmente sem comichão | Perfil tiroideu, teste de estimulação com ACTH ou teste de supressão com dexametasona em dose baixa |
Duas notas práticas. Primeiro, várias destas causas coexistem: um cão atópico tem muitas vezes, ao mesmo tempo, uma piodermite estafilocócica secundária e leveduras, e é por isso que tratar só uma camada deixa o cão com comichão. Segundo, a imitação que mais tutores deixam escapar é a sarna sarcóptica, porque a sensibilidade da raspagem é baixa e um resultado negativo é muitas vezes interpretado como um atestado de saúde. O nosso artigo sobre sarna ou alergia no cão ajuda a distinguir as duas.
Em Portugal: não esquecer a leishmaniose
Há uma nona causa que qualquer veterinário português tem em mente perante um cão com zonas sem pelo e crostas: a leishmaniose canina, transmitida pela picada de flebótomos e endémica em grande parte do país — Alentejo, Algarve, Lisboa e Vale do Tejo, Douro e Trás-os-Montes. Os sinais de pele clássicos são a perda de pelo à volta dos olhos («óculos»), a descamação seca e prateada, as crostas nas pontas das orelhas e no focinho, as unhas compridas e o emagrecimento. Confirma-se com análises de sangue (serologia, PCR) e trata-se com medicação veterinária. Se o seu cão vive ou passa férias numa zona endémica, peça ao veterinário que a inclua no diagnóstico — e mantenha a prevenção com coleiras ou pipetas repelentes e, se recomendado, a vacina.
Que sinais exigem uma consulta veterinária em 24 a 48 horas?
- Lesões que alastram de dia para dia, ou uma zona que duplica de tamanho num fim de semana.
- Pus, secreção ou mau cheiro — sinais de infeção profunda ou em expansão e não de simples crostas à superfície.
- Prostração, febre, perda de apetite ou dor ao toque. Uma doença de pele que deixa o cão todo doente não é um problema para «esperar para ver».
- Perda de pelo bilateral e simétrica com pouca comichão, sobretudo com alterações de peso, mais sede ou barriga dilatada — suspeite de uma endocrinopatia e peça análises.
- Lesões circulares no cão e novas lesões circulares na pele de uma pessoa ou de outro animal da casa — a tinha é uma zoonose e exige diagnóstico confirmado e descontaminação do ambiente.
- Comichão implacável, que tira o sono, com crostas nos bordos das orelhas e nos cotovelos — trate como possível sarna sarcóptica até prova em contrário.
- Perda de pelo à volta dos olhos, descamação e emagrecimento num cão de uma zona endémica — peça o despiste da leishmaniose.
Que erros pioram as zonas sem pelo e as crostas do cão?
A maior parte dos danos feitos em casa vem de cinco hábitos.
- Arrancar ou cortar as crostas. As crostas são um penso natural. Retirá-las volta a abrir a pele e semeia de novo as bactérias. O veterinário pode levantar uma crosta de propósito — para colher material para citologia —, o que é coisa completamente diferente.
- Óleos essenciais em pele lesionada. O óleo da árvore do chá e concentrados semelhantes são irritantes e podem ser tóxicos para os cães, sobretudo aplicados em pele danificada ou lambidos.
- Hidrocortisona ou outras pomadas de corticoides para uso humano. Podem mascarar o diagnóstico, agravar a demodicose e a tinha e são facilmente ingeridas pela lambedura.
- Champô para pessoas. A pele do cão tem outro pH e uma camada córnea mais fina; as fórmulas humanas retiram a barreira lipídica que está a tentar reconstruir.
- Parar o tratamento quando a pele parece melhor. A piodermite e a demodicose param-se com base na citologia ou nas raspagens de controlo e não pelo aspeto — a interrupção precoce é uma das principais razões das recaídas.

O que posso fazer em casa pelas crostas e pela perda de pelo do cão?
Os cuidados em casa apoiam um diagnóstico; não o substituem. Um suplemento não é tratamento para uma infeção de pele bacteriana, parasitária ou fúngica, e nenhum produto nutricional deve atrasar uma raspagem de pele.
O que é razoável entretanto: manter em dia, durante todo o ano, a prevenção contra pulgas, carraças e ácaros (no clima português, as pulgas e as carraças estão ativas quase todo o ano); cortar o pelo à volta das lesões em vez de cortar as crostas; usar um colar isabelino para impedir o autotraumatismo; lavar a cama a temperatura alta; e fotografar as lesões todas as semanas para que o veterinário possa avaliar a evolução de forma objetiva. Se o seu cão não para de se coçar, o nosso guia sobre o cão que está sempre a coçar-se e a morder-se detalha as causas e as soluções por etapas.
Do lado nutricional, a evidência é desigual e vale a pena dizê-lo com clareza:
- Ácidos gordos ómega-3 — evidência moderada. Trabalhos aleatorizados e controlados por placebo em cães atópicos encontraram melhoria das pontuações clínicas com suplementação oral de EPA/DHA ou de óleo de linhaça em comparação com placebo (Mueller et al., J Small Anim Pract 2004; PMID 15206474), e dietas enriquecidas em ácidos gordos essenciais reduziram as pontuações CADESI em ensaios controlados (Bensignor et al., 2008; PMID 18477332). Os efeitos são de apoio e graduais, não curativos.
- Quercetina — evidência canina limitada. É muito usada como flavonoide com atividade anti-histamínica e antioxidante em modelos laboratoriais, mas faltam ensaios clínicos robustos em cães com doença alérgica da pele. A investigação atual não prova de forma sólida esta alegação.
- Probióticos e eixo intestino–pele — evidência inicial e limitada. Os cães com dermatite atópica mostram menor diversidade microbiana fecal, e pequenos ensaios relatam melhoria das pontuações de gravidade e de comichão com estirpes específicas (ver o ensaio de 2025 na BMC Microbiology, PMID 40264044). As amostras são pequenas e vários estudos são abertos, por isso o tema é promissor mas não está estabelecido.
Que papel tem a alimentação nas causas de alopecia canina?
A alimentação não é, por si só, uma causa comum de perda de pelo localizada, mas a reação adversa cutânea ao alimento é um motor bem reconhecido de comichão crónica que acaba em alopecia autoinfligida e infeção secundária. Diagnostica-se com uma dieta de eliminação rigorosa de 8 semanas seguida de provocação — e não com testes de saliva ou de pelo. Se a comichão do seu cão não é sazonal e envolve orelhas e patas, fale com o veterinário sobre uma dieta de eliminação. Se piora na primavera e no outono, o nosso guia sobre as alergias sazonais no cão é a leitura mais relevante — e a primavera portuguesa, com as gramíneas e a oliveira em flor, é uma época clássica de surtos.
Onde é que um suplemento para a pele ajuda de verdade?
Depois de o veterinário excluir ácaros, tinha, leishmaniose e infeção ativa, o apoio nutricional diário atua sobre a parte do quadro que persiste entre surtos: a qualidade da barreira e a resposta alérgica. É aí que um suplemento para a comichão no cão tem um papel defensável. Os mastigáveis para a pele sensível e a comichão da Pure Majesty Pets combinam quatro fontes de óleos ómega-3 e GLA (salmão selvagem, sardinha, chia e borragem) com quercetina, bromelina, curcuma padronizada a 95% de curcumina, fitoceramidas e biotina para apoiar a barreira, além de colostro, probióticos e prebióticos para o lado intestinal — uma composição multivias e não um mastigável com um único óleo. São prensados a frio para proteger os óleos e os probióticos sensíveis ao calor, fabricados na América do Norte e enviados com certificado de análise (COA) para cada lote. A pele renova-se devagar, por isso avalie o resultado ao fim de 3 a 6 semanas de uso diário consistente, e não de dias.
A Pure Majesty Pets não publica as quantidades em miligramas por dose desta fórmula, por isso trate qualquer comparação de doses entre produtos — incluindo a nossa — com o mesmo ceticismo que aplicaria a qualquer alegação de rótulo que não pode verificar. Em Portugal, encontrará também suplementos de ómega-3 veterinários nas clínicas e em lojas como a zooplus.pt ou a Kiwoko; compare sempre a origem dos óleos e a transparência do rótulo.
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Ver os mastigáveis para a pele →Complemento alimentar de apoio; não substitui o diagnóstico nem o tratamento veterinário.
Quanto tempo demora o pelo a voltar a crescer?
O novo crescimento segue o ciclo do pelo e não o calendário do tratamento. Conte que a comichão e as crostas acalmem primeiro, normalmente em 2 a 4 semanas de terapêutica correta para a piodermite ou os parasitas, com o preenchimento visível das zonas sem pelo ao longo de cerca de 4 a 12 semanas, consoante a raça e o tipo de pelo. Os casos endócrinos só voltam a ganhar pelo quando o problema hormonal está controlado, e isso pode levar vários meses. A pele cronicamente inflamada e com cicatrizes pode voltar a ganhar pelo mais devagar ou com uma textura diferente. Nas raças de pelo duplo, como o Cão da Serra da Estrela, a recuperação é muitas vezes mais lenta.
Perguntas frequentes sobre o cão a perder pelo com crostas
A perda de pelo com crostas no cão é contagiosa para as pessoas?
Algumas causas são. A tinha (Microsporum canis) é uma zoonose e pode passar para as pessoas por contacto direto ou através de camas e superfícies contaminadas. A sarna sarcóptica pode causar nas pessoas uma erupção com comichão passageira. A piodermite bacteriana, a proliferação de leveduras, as alergias e a perda de pelo endócrina não são contagiosas.
Posso tratar em casa as zonas sem pelo e as crostas do meu cão?
Pode apoiar a pele em casa — prevenção de parasitas, impedir o autotraumatismo, lavar a cama, champôs recomendados pelo veterinário — mas não consegue identificar a causa sem raspagem de pele e citologia, e a sarna, a tinha e a infeção profunda exigem todas tratamento com receita.
Porque é que o meu cão tem crostas mas não tem pulgas?
Um cão alérgico às pulgas pode reagir a muito poucas pulgas, e as pulgas adultas são muitas vezes eliminadas pela lambedura antes de as ver. Para além das pulgas, as respostas comuns são a piodermite estafilocócica, a dermatite atópica, os ácaros, a tinha, as leveduras e, em Portugal, a leishmaniose — e é exatamente por isso que a citologia e a raspagem são os primeiros passos.
Uma raspagem de pele negativa exclui a sarna?
Não no caso da sarna sarcóptica. Os ácaros são poucos e vivem em galerias, por isso a sensibilidade da raspagem é fraca. Uma raspagem negativa num cão com comichão intensa e crostas nos bordos das orelhas e nos cotovelos justifica muitas vezes um ensaio terapêutico.
Devo pôr óleo de coco ou óleos essenciais nas crostas?
Não. Os óleos essenciais são irritantes e podem ser tóxicos para os cães em pele lesionada ou lambida. O óleo de coco dificilmente fará mal, mas não há boa evidência de que resolva a causa, e as camadas gordurosas podem favorecer a Malassezia nas pregas da pele.
Os suplementos fazem o pelo voltar a crescer?
Os suplementos não tratam uma infeção nem um parasita. A investigação sugere que os ácidos gordos ómega-3 podem apoiar o conforto da pele e a qualidade do pelo em cães alérgicos, e uma barreira bem mantida pode reduzir os surtos que causam perda de pelo autoinfligida — mas o novo crescimento depende da resolução da causa.
Quanto custam os mastigáveis para a pele da Pure Majesty Pets em Portugal?
Os mastigáveis para a pele sensível e a comichão custam 45,95 €, com envio grátis para Portugal e em regime DDP: direitos e IVA incluídos, nada a pagar na entrega.
Referências
- Loeffler A, Cain CL, Ferrer L, et al. Antimicrobial use guidelines for canine pyoderma by the International Society for Companion Animal Infectious Diseases (ISCAID). Vet Dermatol. 2025. doi:10.1111/vde.13342
- Banovic F, Linder K, Olivry T. Clinical, microscopic and microbial characterization of exfoliative superficial pyoderma-associated epidermal collarettes in dogs. Vet Dermatol. 2017;28(1):107-e23. doi:10.1111/vde.12352
- Moriello KA, Coyner K, Paterson S, Mignon B. Diagnosis and treatment of dermatophytosis in dogs and cats: Clinical Consensus Guidelines of the World Association for Veterinary Dermatology. Vet Dermatol. 2017;28(3):266-e68. doi:10.1111/vde.12440
- Mueller RS, Fieseler KV, Fettman MJ, et al. Effect of omega-3 fatty acids on canine atopic dermatitis. J Small Anim Pract. 2004;45(6):293-297. PMID: 15206474
- Bensignor E, Morgan DM, Nuttall T. Efficacy of an essential fatty acid-enriched diet in managing canine atopic dermatitis: a randomized, single-blinded, cross-over study. Vet Dermatol. 2008;19(3):156-162. PMID: 18477332
- Probiotics ameliorate atopic dermatitis by modulating the dysbiosis of the gut microbiota in dogs. BMC Microbiol. 2025. PMID: 40264044; doi:10.1186/s12866-025-03924-6
- Regulamento (CE) n.º 767/2009 relativo à colocação no mercado e à utilização de alimentos para animais. EUR-Lex. Autoridade nacional: DGAV.
Conteúdo exclusivamente informativo, que não substitui o aconselhamento veterinário. A perda de pelo com crostas precisa de diagnóstico — peça ao seu médico veterinário uma raspagem de pele e uma citologia antes de iniciar qualquer tratamento ou suplemento, sobretudo se o seu cão estiver doente, gestante ou a tomar medicação. Nos termos do Regulamento (CE) n.º 767/2009, os complementos alimentares para animais apoiam o bem-estar e não se destinam a prevenir, tratar ou curar doenças.