O meu cão está sempre a coçar-se e a morder-se: causas e soluções

Content English Cocker Spaniel resting calmly, relief for a dog constantly scratching and biting himself

Resposta rápida: se o seu cão está sempre a coçar-se e a morder-se, não se trata de mau comportamento: quase sempre está a reagir a uma causa de fundo. As sete causas mais comuns são as alergias ambientais (dermatite atópica), o excesso de fungos (Malassezia), as alergias ou sensibilidades alimentares, a alergia à picada da pulga, as infeções bacterianas, uma barreira cutânea enfraquecida e o stress. Em Portugal, convém ainda descartar a sarna e a leishmaniose. Identifique a causa, acalme a pele, trabalhe a origem do problema com o seu médico veterinário e reforce a pele por dentro. Para o apoio diário, os mastigáveis Pure Majesty Pets para pele sensível e comichão (45,95 €) juntam óleos ricos em ómega-3, quercetina e nutrientes da barreira cutânea num mastigável macio que a maioria dos cães aceita como uma guloseima.

Ver o seu cão coçar-se, morder-se, lamber-se e mordiscar-se sem parar é das coisas mais angustiantes para quem vive com ele. O tilintar da coleira às 3 da manhã, as zonas em carne viva, as falhas de pelo: é evidente que ele está a sofrer, e o dono sente-se impotente. Se escreveu no motor de pesquisa «o meu cão está sempre a coçar-se e a morder-se», está no sítio certo.

Este comportamento não é normal e não é uma fase que passe sozinha. É um sinal de que alguma coisa no organismo do seu cão precisa de atenção. O essencial é descobrir o quê. Em Portugal, o calendário ajuda a pensar: os pólenes da primavera, os banhos de mar e de piscina no verão, as pulgas que os invernos amenos deixam ativas durante mais tempo e a humidade do litoral no inverno pesam todos na pele do cão.

Porque é que o cão está sempre a coçar-se e a morder-se: as 7 causas mais comuns

Muitas destas causas sobrepõem-se: um cão alérgico coça-se, a pele ferida infeta-se e a infeção aumenta ainda mais a comichão. A tabela resume as pistas que ajudam o médico veterinário a orientar o diagnóstico; os pormenores de cada causa vêm a seguir.

Causa Zonas mais afetadas Padrão típico Pista principal
Alergias ambientais (dermatite atópica) Cara, patas, barriga, axilas, orelhas Sazonal (primavera, verão, outono), ou todo o ano se a causa forem os ácaros Lambe as patas depois dos passeios, esfrega a cara no tapete
Fungos (Malassezia) Orelhas, entre os dedos, pregas da pele, virilhas Piora com o calor e a humidade Cheiro a ranço, pele escura e oleosa
Alergia ou sensibilidade alimentar Orelhas, patas, zona traseira Todo o ano Não melhora com os medicamentos para alergias; problemas digestivos ocasionais
Alergia à picada da pulga Base da cauda, zona lombar, patas traseiras Durante boa parte do ano Pequenas borbulhas e crostas no dorso
Infeção bacteriana (pioderma) Qualquer zona já lesionada Secundária a outra causa Pústulas, crostas em círculo, cheiro forte
Pele seca e barreira fraca Generalizada Piora com o frio e o tempo seco Caspa, pelo baço e áspero
Ansiedade e stress Patas dianteiras, uma zona concreta Piora quando o cão fica sozinho Lambedura repetida, sempre no mesmo sítio

1. Alergias ambientais (dermatite atópica canina)

É a causa mais frequente de comichão crónica no cão. Pólenes, ácaros do pó, esporos de bolor e ervas provocam uma reação exagerada do sistema imunitário na pele, que se traduz numa comichão intensa. É típico a comichão agravar-se em certas estações (primavera, verão e outono) e concentrar-se na cara, nas patas, na barriga, nas axilas e nas orelhas.

Os pólenes que dominam os boletins portugueses, como os das gramíneas, da parietária ou da oliveira, também podem desencadear crises nos cães atópicos. A Rede Portuguesa de Aerobiologia, da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC), publica todas as semanas um boletim polínico por região: se o seu cão piora sempre nas mesmas semanas, compare com esses picos e conte-o ao médico veterinário. Os ácaros do pó, por sua vez, gostam de casas húmidas, o que pode explicar a comichão que não desaparece no inverno em tantos cães do litoral, do Minho a Aveiro e a Lisboa. A dermatite atópica é um diagnóstico de exclusão: primeiro descartam-se pulgas, sarna, infeções e alergia alimentar, e só depois se confirma a atopia, como recomendam as diretrizes internacionais de diagnóstico (Hensel et al., 2015).

Sinal-chave: padrão sazonal, lambedura das patas depois dos passeios, esfregar a cara na alcatifa ou no sofá.

2. Fungos no cão: o excesso de Malassezia

É uma das causas mais esquecidas de comichão constante. A levedura Malassezia vive naturalmente na pele do cão, mas multiplica-se em excesso quando as condições a favorecem: humidade, defesas em baixo, uso de antibióticos ou uma barreira cutânea danificada. Os produtos do seu metabolismo provocam uma comichão intensa, capaz de pôr qualquer cão fora de si.

Sinais-chave: cheiro a ranço ou a bolor, que muitos donos comparam ao de aperitivos de milho; pele escura e oleosa; comichão concentrada nas orelhas, entre os dedos, nas pregas da pele e nas virilhas. Com o tempo, a pele pode ficar espessa e escurecida (hiperpigmentação).

O clima português dá-lhe boas oportunidades: verões de praia e piscina em que o cão passa horas com as orelhas e os dedos húmidos, e invernos húmidos no litoral. Raças que nadam muito, como o Cão de Água Português, ou cães com orelhas caídas e pregas de pele merecem uma secagem cuidadosa depois de cada banho. Só o médico veterinário confirma os fungos, normalmente com uma citologia da pele ou do ouvido (uma amostra recolhida com fita adesiva ou zaragatoa e observada ao microscópio).

Apoio por dentro: as gotas Pure Majesty Pets de apoio ao equilíbrio das leveduras (29,95 €) são uma fórmula líquida de 19 ingredientes, com ácido caprílico C8, vinagre de maçã e orégãos, além de MSM, quercetina e óleo de salmão para a pele e de L-glutamina e um pós-biótico de S. boulardii para o eixo intestino–pele. Misturam-se na comida e apoiam o equilíbrio natural das leveduras da pele, das orelhas e das patas, a par dos cuidados veterinários; não são um medicamento e não substituem o tratamento de uma infeção ativa. Já os remédios caseiros que circulam na internet, como barrar a pele com óleo de coco, merecem desconfiança: não há evidência de que funcionem e, como a Malassezia se alimenta das gorduras da pele, untar uma pele que já é oleosa raramente ajuda.

3. Alergias ou sensibilidades alimentares

As verdadeiras alergias alimentares afetam cerca de 10 a 15% dos cães alérgicos, segundo as estimativas mais citadas, e provocam comichão durante todo o ano (ao contrário das alergias ambientais sazonais). Uma revisão sistemática de 2017 (Olivry e Mueller) mostrou que os números variam muito de estudo para estudo, entre 8 e 62% dos cães com doença alérgica de pele, e concluiu que a alergia alimentar é frequente o suficiente para ter de ser sempre descartada num cão com comichão que não muda com as estações.

Os desencadeantes mais comuns são proteínas: frango, carne de vaca, lacticínios, trigo e soja. A revisão de Mueller, Olivry e Prélaud (2016) aponta a carne de vaca, os lacticínios, o frango e o trigo como os alergénios alimentares mais prováveis no cão. A comichão concentra-se muitas vezes nas orelhas, nas patas e na zona traseira.

A única forma fiável de confirmar uma alergia alimentar é uma dieta de eliminação seguida de provocação. Durante pelo menos 8 semanas, o cão come apenas uma ração veterinária de proteína hidrolisada ou uma dieta com uma proteína que nunca comeu, sem guloseimas, restos da mesa nem suplementos aromatizados (vários suplementos, incluindo alguns dos nossos, levam aromas ou bases de origem animal, por isso fale com o médico veterinário antes de os manter durante a dieta). Ao fim de 8 semanas, mais de 90% dos cães com alergia alimentar já estão em remissão (Olivry et al., 2015). Depois, reintroduz-se a alimentação antiga para confirmar o diagnóstico. Uma dieta caseira de eliminação deve ser formulada com o médico veterinário para cumprir as recomendações nutricionais europeias (diretrizes da FEDIAF).

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Cuidado complementar; não substitui o diagnóstico veterinário nem o tratamento prescrito.

Sinal-chave: comichão durante todo o ano que não responde aos medicamentos para as alergias, por vezes acompanhada de problemas digestivos ocasionais.

4. Dermatite alérgica à picada da pulga

Alguns cães são extremamente sensíveis à saliva da pulga. Uma única picada pode desencadear dias de comichão intensa, sobretudo na base da cauda, na zona lombar e nas patas traseiras. Pode nem chegar a ver pulgas: uma picada basta.

Com invernos amenos e casas aquecidas, as pulgas mantêm-se ativas durante boa parte do ano em grande parte de Portugal, e não apenas no verão. O ESCCAP, o conselho científico europeu sobre parasitas dos animais de companhia, recomenda adaptar a desparasitação ao risco real de cada cão; num cão alérgico à pulga, isso costuma significar uma proteção contínua, que inclua também os outros animais da casa. O mesmo antiparasitário cobre muitas vezes as carraças, que no nosso país transmitem a erliquiose e a babesiose. Vários antiparasitários orais são medicamentos veterinários sujeitos a receita, por isso escolha o produto e o calendário com o seu médico veterinário.

Sinal-chave: coçar intenso na base da cauda e na zona lombar, pequenas borbulhas ou crostas.

5. Infeções bacterianas da pele (pioderma)

Muitas vezes é um problema secundário, que aparece depois de o coçar ter danificado a pele. As bactérias (habitualmente Staphylococcus) colonizam a pele ferida e formam pústulas, crostas e uma comichão intensa que agrava ainda mais o coçar. O médico veterinário pode fazer uma citologia e, nas infeções que se repetem, uma cultura com antibiograma antes de escolher o antibiótico. Os antibióticos são sempre medicamentos sujeitos a receita veterinária, e o tratamento deve ser cumprido até ao fim, mesmo que a pele pareça melhor antes disso.

Sinal-chave: borbulhas vermelhas, pústulas, lesões circulares com crostas, cheiro forte.

6. Pele seca e barreira cutânea enfraquecida

Cães com pouco colagénio disponível, falta de ácidos gordos ómega ou hidratação insuficiente da pele desenvolvem uma barreira cutânea fraca, que deixa entrar os irritantes com facilidade. Qualquer pequena exposição ambiental provoca então uma comichão desproporcionada.

No inverno do interior, de Trás-os-Montes à Beira Interior e ao Alentejo, o frio seco lá fora e o aquecimento dentro de casa secam a pele; banhos demasiado frequentes com champôs agressivos fazem o mesmo em qualquer época do ano.

Sinal-chave: pelo baço e com escamas, caspa visível, comichão generalizada que piora com o tempo seco e frio.

Apoio por dentro: as gotas de colagénio líquido Pure Majesty Pets (29,95 €) apoiam a base estrutural da pele. O colagénio representa cerca de 70 a 80% do peso seco da derme e, quando escasseia, a barreira ressente-se. A fórmula combina péptidos de colagénio hidrolisado dos tipos I e III, colagénio do tipo II não desnaturado, óleo de salmão e ácido hialurónico: os péptidos hidrolisados são absorvidos e fornecem à pele a matéria-prima de que ela precisa para manter a integridade da barreira.

7. Ansiedade e stress

Sim, um cão pode coçar-se e morder-se por razões psicológicas. Ansiedade de separação, tédio, mudanças de rotina ou stress crónico podem traduzir-se em lambedura e mordiscar compulsivos, muitas vezes nas patas dianteiras (onde surge o granuloma acral por lambedura) ou nos dedos. Em Portugal, os foguetes das festas populares de verão e da passagem de ano, as trovoadas ou uma mudança de casa são gatilhos frequentes. Atenção: o médico veterinário só conclui que a causa é comportamental depois de excluir as causas médicas, porque muitas vezes as duas coexistem.

Sinal-chave: o comportamento piora quando o cão fica sozinho ou em situações de stress e concentra-se sempre na mesma zona.

Outras causas de comichão a descartar em Portugal: sarna, leishmaniose e processionária

As sete causas acima cobrem a grande maioria dos casos, mas há três situações que qualquer dono em Portugal deve ter em mente, porque se confundem com alergias ou exigem ação imediata.

  • Sarna sarcóptica. Provocada por um ácaro, causa uma das comichões mais violentas que existem, sobretudo nas pontas das orelhas, nos cotovelos e na barriga, e é contagiosa para outros cães (e, de forma passageira, para as pessoas). Não melhora com os tratamentos para as alergias. Veja como distinguir as duas no artigo sarna ou alergia no cão.
  • Leishmaniose. É endémica em grande parte do país, do Douro e Trás-os-Montes ao Algarve, passando por Lisboa e Vale do Tejo e pelo Alentejo; um estudo de vinte anos em Évora documenta a sua presença persistente no sul. Manifesta-se muitas vezes primeiro na pele: descamação, perda de pelo à volta dos olhos, feridas nas pontas das orelhas, unhas demasiado compridas. Costuma provocar pouca comichão, mas qualquer cão com problemas de pele crónicos que viva ou passe férias numa zona endémica deve ser testado. A DGAV inclui a leishmaniose, tal como as sarnas e a dermatofitose (tinha), entre as zoonoses dos animais de companhia.
  • Processionária do pinheiro. Entre janeiro e abril, as lagartas descem dos pinheiros em fila. Se o cão as cheirar ou lamber, os pelos urticantes provocam uma reação súbita: esfrega o focinho, baba-se, a língua incha. Não é uma comichão crónica, é uma urgência: contacte de imediato o seu médico veterinário ou um hospital veterinário com urgência 24 horas. O ICNF explica como reconhecer os ninhos e as lagartas.

Quando a comichão do cão se torna perigosa

Coçar constantemente não é apenas incómodo: passa a ser um problema médico quando há:

  • Autotraumatismo: pele em carne viva ou a sangrar, feridas abertas ou pontos quentes (dermatite húmida aguda) que podem infetar gravemente.
  • Infeções secundárias: a pele lesionada torna-se terreno fértil para bactérias e fungos, num ciclo que se agrava sozinho.
  • Perturbação do sono: a comichão crónica impede um sono reparador, com efeitos na saúde geral e nas defesas do seu cão.
  • Alterações de comportamento: o desconforto permanente traz irritabilidade, apatia, menos apetite e pior qualidade de vida.
  • Pele espessa e escura (liquenificação): o coçar crónico faz a pele engrossar e escurecer de forma permanente, sinal de que o problema já dura há demasiado tempo.

Os pontos quentes podem surgir em poucas horas, sobretudo no verão e em cães de pelo denso, como o Cão da Serra da Estrela ou o Rafeiro do Alentejo, quando o subpelo fica húmido depois de um banho. E se, além da comichão, o cão tiver a cara inchada, urticária por todo o corpo ou dificuldade em respirar, contacte de imediato o seu médico veterinário ou um hospital veterinário com urgência 24 horas.

Plano de ação para travar o ciclo de comichão e mordidelas

Fase 1: alívio imediato (dias 1 a 7)

  • Enxaguar o cão com água fresca depois dos passeios, para remover pólenes e outros alergénios, e secá-lo bem, sobretudo entre os dedos.
  • Dar um banho com aveia coloidal para acalmar a superfície da pele.
  • Começar as gotas de apoio ao equilíbrio das leveduras se houver suspeita de fungos (cheiro a ranço, pele escura e oleosa), de preferência depois de o médico veterinário confirmar os fungos.
  • Consultar o médico veterinário se a pele estiver infetada, em carne viva ou a sangrar: pode ser necessária medicação de curta duração para quebrar o ciclo agudo.

Os medicamentos que o médico veterinário pode prescrever nesta fase, como corticoides, oclacitinib (Apoquel), lokivetmab (Cytopoint), antibióticos ou antifúngicos, são medicamentos veterinários sujeitos a receita em Portugal e em toda a União Europeia, nos termos do Regulamento (UE) 2019/6; em Portugal, a sua autorização e controlo cabem à DGAV. Não dê ao seu cão anti-histamínicos nem pomadas de corticoide de uso humano por iniciativa própria. As diretrizes internacionais do ICADA (Olivry et al., 2015) assentam em quatro frentes: identificar e evitar os fatores que desencadeiam as crises, melhorar a higiene e os cuidados da pele e do pelo, controlar a comichão com medicação quando é necessário e manter a pele estável a longo prazo. Nos casos difíceis, peça ao seu médico veterinário que o encaminhe para um colega com prática em dermatologia; a Ordem dos Médicos Veterinários regula a profissão em Portugal.

Fase 2: reparação da barreira cutânea (semanas 1 a 4)

  • Começar as gotas de colagénio líquido todos os dias: a pele renova-se devagar, por isso conte com 2 a 4 semanas de uso regular antes de esperar melhorias visíveis na barreira cutânea e no pelo.
  • Juntar ácidos gordos ómega-3 (óleo de peixe) para ajudar a moderar a sinalização inflamatória; os mastigáveis para pele sensível e comichão já trazem óleos de salmão, sardinha, chia e borragem, além de quercetina e fitoceramidas.
  • Ponderar uma dieta de eliminação se houver suspeita de alergia alimentar, sempre com a orientação do médico veterinário.

Fase 3: manutenção a longo prazo (contínua)

  • Manter o colagénio diário para apoiar a barreira cutânea de forma contínua.
  • Retomar a rotina de apoio às leveduras sempre que for necessário, por exemplo antes da época de praia.
  • Limpar os ouvidos com regularidade para reduzir o risco de otites por fungos. O limpador de ouvidos Pure Majesty Pets (26,95 €) tem pH ajustado (5,0–5,5), não leva clorexidina e combina ácido salicílico, aloé e pantenol para dissolver a cera e acalmar a pele da orelha.
  • Lavar a cama do cão todas as semanas em água quente para reduzir os ácaros do pó.
  • Limpar as patas depois de cada passeio durante a época dos pólenes.
  • Apoiar o intestino, que tem um papel central nas defesas: o probiótico líquido Pure Majesty Pets (31,95 €) junta três culturas vivas (Saccharomyces boulardii, Bacillus coagulans e Bacillus subtilis), prebióticos MOS e tributirina num só frasco.

Porque é que a maioria dos produtos anti-comichão falha (e o que muda na nossa abordagem)

A maioria dos produtos anti-comichão à venda faz uma única coisa: abafar o sinal de comichão. Não pergunta porque é que a pele está inflamada, porque é que a barreira está fragilizada ou porque é que as leveduras se multiplicaram. Quando se suspende o produto, a comichão volta, porque nada foi realmente corrigido.

Nas lojas de animais, nas parafarmácias e nas clínicas encontra sobretudo champôs e sprays calmantes, cápsulas de ómega-3 e loções de uso tópico. Têm o seu lugar, mas atuam à superfície. Lembre-se também de que, na União Europeia, a rotulagem de um alimento complementar para animais não pode atribuir-lhe propriedades de prevenção ou de tratamento de doenças (Regulamento (CE) n.º 767/2009, artigo 13.º). Nenhum suplemento sério promete fazer desaparecer uma alergia; o que pode fazer é apoiar a pele, o intestino e as defesas naturais do cão.

A Pure Majesty Pets segue uma abordagem diferente, que trabalha a pele em várias frentes ao mesmo tempo:

  • Mastigáveis para pele sensível e comichão: ajudam a acalmar a resposta alérgica e apoiam a barreira cutânea e as defesas naturais, com ómega-3, quercetina, fitoceramidas, colostro e probióticos.
  • Gotas de colagénio: apoiam a estrutura da pele, para que os irritantes penetrem com menos facilidade.
  • Gotas de apoio ao equilíbrio das leveduras: apoiam o equilíbrio natural da flora da pele quando a Malassezia tende a multiplicar-se.
  • Probiótico líquido: apoia a flora intestinal, um dos pilares do eixo intestino–pele.

Cada ingrediente está identificado no rótulo, as doses ajustam-se ao peso do cão e os produtos misturam-se na comida ou dão-se como guloseima, sem enchimentos nem aromas artificiais. Ciência dirigida ao problema real, e não apenas ao sintoma.

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Acalmar a comichão por dentro: a rotina completa para a pele

  • Mastigáveis para pele sensível e comichão, 45,95 €: óleos de salmão selvagem, sardinha, chia e borragem, quercetina, bromelina e açafrão-da-índia, fitoceramidas, biotina, zinco, colostro e probióticos, para ajudar a acalmar a comichão e apoiar a barreira cutânea. O mais completo da nossa gama para a pele, numa toma diária doseada ao peso.
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Em resumo: o que fazer se o seu cão está sempre a coçar-se e a morder-se

Se o seu cão está sempre a coçar-se e a morder-se, não o encare como normal nem espere que passe sozinho. É um sinal de que a barreira cutânea, as defesas ou o equilíbrio microbiano da pele precisam de apoio. Identifique a causa provável com o seu médico veterinário, dê ao cão alívio imediato e depois trabalhe a origem do problema com um apoio nutricional dirigido. Se as alergias estiverem por trás da comichão, o nosso guia sobre o melhor alívio da comichão para cães com alergias explica passo a passo a abordagem «acalmar e reconstruir».

Comece pelo colagénio para apoiar a barreira da pele e pelas gotas para as leveduras, se houver suspeita de fungos. Estes dois produtos abordam dois dos mecanismos mais frequentes da comichão crónica, a barreira fraca e o excesso de leveduras, e funcionam ainda melhor em conjunto; se a comichão for de origem alérgica, junte-lhes os mastigáveis para pele sensível.

O seu cão está a dizer-lhe alguma coisa. Está na altura de o ouvir e de agir.

Perguntas frequentes

Porque é que o meu cão está sempre a coçar-se e a morder-se?

Coçar-se e morder-se de forma persistente é sinal de um problema de fundo, e não de mau comportamento. As causas mais frequentes são as alergias ambientais ou alimentares, as infeções por fungos ou bactérias, a sensibilidade à picada da pulga, uma barreira cutânea danificada e o stress. Como várias causas se parecem, peça ao seu médico veterinário que confirme a origem antes de iniciar qualquer plano a longo prazo.

Como sei se a comichão do meu cão é causada por fungos?

O excesso de leveduras (Malassezia) costuma dar um cheiro a ranço ou a bolor, pele escura e oleosa e comichão concentrada nas orelhas, nas patas, nas pregas da pele e nas virilhas. Com o tempo, a pele pode engrossar e escurecer. Se notar estes sinais, peça ao médico veterinário que o confirme com uma citologia antes de começar uma rotina antifúngica.

A pele seca ou uma barreira cutânea fraca podem dar comichão ao cão?

Sim. Quando a barreira da pele tem pouco colagénio e poucos ácidos gordos ómega, os irritantes penetram com facilidade e mesmo pequenas exposições provocam uma comichão desproporcionada. Os sinais incluem pelo baço e com escamas e caspa que piora com o frio e o tempo seco. Apoiar a barreira cutânea e consultar o médico veterinário ajuda a quebrar o ciclo.

Quando devo levar ao veterinário um cão que se coça e se morde?

Contacte o seu médico veterinário quando a pele estiver em carne viva, a sangrar, infetada ou com pontos quentes, quando a comichão perturbar o sono ou quando surgirem alterações de comportamento, como irritabilidade ou falta de apetite. Uma pele espessa e escurecida indica um problema antigo. Uma consulta precoce evita infeções secundárias e lesões duradouras.

Posso dar ao meu cão um medicamento para a comichão sem receita?

Não deve. Em Portugal, como em toda a União Europeia, os medicamentos que controlam a comichão, como os corticoides, o oclacitinib (Apoquel) ou o lokivetmab (Cytopoint), bem como os antibióticos e os antifúngicos, são medicamentos veterinários sujeitos a receita. Também não dê anti-histamínicos nem pomadas de uso humano por iniciativa própria. Os suplementos alimentares podem complementar o tratamento, mas não o substituem.

A leishmaniose pode fazer o cão coçar-se?

Pode causar problemas de pele, embora costume provocar pouca comichão. Descamação, perda de pelo à volta dos olhos, feridas nas orelhas e unhas muito compridas são sinais típicos. Como a leishmaniose é endémica em grande parte de Portugal, sobretudo no sul, em Lisboa e Vale do Tejo e no Douro, qualquer cão com problemas de pele crónicos deve ser testado.

Porque é que o meu cão se coça mais no verão?

No verão português juntam-se vários fatores: pólenes de gramíneas, mais pulgas, banhos de mar e de piscina que deixam as orelhas e os dedos húmidos (terreno ideal para os fungos) e calor que favorece os pontos quentes nos cães de pelo denso. Seque bem o cão depois de cada banho, mantenha a desparasitação em dia e consulte o médico veterinário se a comichão não abrandar.

Leitura relacionada

Fontes

  • Olivry T, DeBoer DJ, Favrot C, et al., "Treatment of canine atopic dermatitis: 2015 updated guidelines from the International Committee on Allergic Diseases of Animals (ICADA)," BMC Veterinary Research 2015;11:210, PMID 26276051 — PubMed
  • Hensel P, Santoro D, Favrot C, et al., "Canine atopic dermatitis: detailed guidelines for diagnosis and allergen identification," BMC Veterinary Research 2015;11:196, PMID 26260508 — PubMed
  • Pucheu-Haston CM, Santoro D, Bizikova P, Eisenschenk MN, Marsella R, Nuttall T, "Review: Innate immunity, lipid metabolism and nutrition in canine atopic dermatitis," Veterinary Dermatology 2015;26:104-e28, PMID 25728538 — PubMed
  • Marsella R, "Fixing the skin barrier: past, present and future, man and dog compared," Veterinary Dermatology 2013;24:73-6, PMID 23331682 — PubMed
  • Olivry T, Mueller RS, Prélaud P, "Critically appraised topic on adverse food reactions of companion animals (1): duration of elimination diets," BMC Veterinary Research 2015;11:225, PMID 26310322 — PubMed
  • Mueller RS, Olivry T, Prélaud P, "Critically appraised topic on adverse food reactions of companion animals (2): common food allergen sources in dogs and cats," BMC Veterinary Research 2016;12:9, PMID 26753610 — PubMed
  • Olivry T, Mueller RS, "Critically appraised topic on adverse food reactions of companion animals (3): prevalence of cutaneous adverse food reactions in dogs and cats," BMC Veterinary Research 2017;13:51, PMID 28202060 — PubMed
  • Schallig HD, Cardoso L, Semião-Santos SJ, "Seroepidemiology of canine leishmaniosis in Évora (southern Portugal): 20-year trends," Parasites & Vectors 2013, PMID 23587181 — PMC
  • Regulamento (UE) 2019/6, relativo aos medicamentos veterinários — EUR-Lex
  • Regulamento (CE) n.º 767/2009, colocação no mercado e utilização de alimentos para animais (artigo 13.º) — EUR-Lex
  • DGAV, Medicamentos veterinários — dgav.pt
  • DGAV, Zoonoses (doenças transmissíveis ao Homem) — dgav.pt
  • ESCCAP, Conselho Científico Europeu sobre Parasitas dos Animais de Companhia — esccap.org
  • ICNF, Processionária do pinheiro — icnf.pt
  • Rede Portuguesa de Aerobiologia (SPAIC), boletim polínico semanal — rpaerobiologia.com
  • FEDIAF, diretrizes nutricionais para alimentos de cães e gatos — europeanpetfood.org
  • Ordem dos Médicos Veterinários — omv.pt

Este artigo destina-se a informação geral e não substitui a consulta do seu médico veterinário. Só ele pode confirmar a causa da comichão do seu cão, pedir os exames necessários (citologia, raspagem de pele, teste da leishmaniose) e prescrever a medicação adequada.