Os sintomas de otite no cão que surgem primeiro são quase sempre os mesmos: abanar a cabeça, coçar ou esfregar uma orelha, um cheiro a mofo ou a «leveduras», vermelhidão no interior do pavilhão auricular e uma secreção castanha, amarela ou escura. Se o seu cão inclinar a cabeça de forma persistente, cambalear ou perder o equilíbrio, a infeção pode ter chegado ao ouvido médio ou interno e precisa de um médico veterinário no próprio dia. Este guia sobre otite canina e os seus sintomas explica cada sinal, como distinguir uma otite por fungos (Malassezia) de uma otite bacteriana, porque é que as otites voltam e quando os cuidados em casa chegam ou não chegam.
Resposta rápida: os sinais típicos de otite canina são abanar a cabeça, coçar ou dar patadas numa orelha, um odor a mofo ou a fermento, vermelhidão no interior da orelha e secreção castanha, amarela ou escura. Uma cabeça inclinada que não passa, tropeções ou perda de equilíbrio apontam para uma infeção mais profunda e justificam uma consulta veterinária no mesmo dia.
Os sinais de otite aparecem depressa e, quando se sabe o que procurar, são difíceis de ignorar. Deixados a si próprios, tendem a piorar em poucos dias em vez de desaparecerem, porque aquilo que desequilibrou o ouvido (uma alergia, humidade retida, uma multiplicação de leveduras e bactérias) continua normalmente ativo. Para a visão completa da anatomia do ouvido, da limpeza e da prevenção, consulte o nosso guia completo da otite canina.
Primeiros sintomas de otite no cão: o que observar
A otite, ou seja, a inflamação do canal auditivo, costuma anunciar-se com um conjunto reconhecível de sinais antes de se tornar evidente à vista. Quantos mais destes sinais notar ao mesmo tempo, maior a probabilidade de haver uma infeção a começar:
- Abanar e inclinar a cabeça: muitas vezes é a primeira coisa que o dono nota, porque o cão tenta livrar-se do desconforto dentro do canal.
- Coçar ou dar patadas numa orelha, por vezes com tanta força que surgem crostas, falhas de pelo ou um ponto quente (dermatite húmida) na base da orelha.
- Um cheiro diferente: um odor adocicado, a mofo ou a «batatas fritas de milho» aponta habitualmente para leveduras; um cheiro mais intenso e desagradável inclina-se para bactérias.
- Secreção no canal: uma secreção castanha e cerosa é típica da multiplicação de leveduras; uma secreção amarelo-esverdeada, com aspeto de pus, é mais frequente nas infeções bacterianas.
- Vermelhidão, inchaço e calor no interior do pavilhão auricular (a «aba» da orelha) e na parte visível do canal.
- Sensibilidade ou dor quando lhe toca na orelha, por vezes com ganidos ou com o cão a afastar-se.
- Esfregar a cabeça nos móveis, no tapete ou no chão para aliviar a comichão.
- Pelo com aspeto gorduroso ou com crostas à volta da entrada do ouvido.
Cera em excesso (cerúmen) não é, por si só, uma infeção: há raças que simplesmente produzem mais. Mas um aumento súbito de cera escura e com cheiro, acompanhado de comichão, é um sinal precoce forte. Se o seu cão também se coça noutras partes do corpo, as orelhas podem ser apenas um dos sintomas de uma crise alérgica mais ampla. Nesse caso, o problema raramente se resolve só com cuidados no ouvido.
Sinais de otite fáceis de confundir
Nem tudo o que faz um cão abanar a cabeça é uma otite clássica. Em Portugal há uma causa que os veterinários veem todos os anos entre a primavera e o verão: as praganas (espigas de gramíneas secas) que entram no canal auditivo durante os passeios em campos, bermas e terrenos baldios. Um cão que, depois de um passeio, começa de repente a abanar a cabeça com força e a inclinar-se para um lado, quase sempre só de um lado, pode ter uma pragana no ouvido. Num estudo grego de 100 cães com otite externa, as espigas de gramíneas foram a segunda causa primária mais frequente, a seguir à dermatite alérgica. Não tente retirá-la em casa: a extração faz-se com otoscópio no consultório.
Otite por fungos ou bacteriana: como distinguir os sintomas
A maior parte das otites caninas envolve a Malassezia pachydermatis, uma levedura que vive normalmente na pele saudável mas que se multiplica quando o canal fica quente, húmido ou ceroso. As bactérias, sobretudo Staphylococcus pseudintermedius e, nos casos mais difíceis, Pseudomonas aeruginosa, são o outro grande responsável, e as duas aparecem muitas vezes em conjunto. O cheiro e a secreção não são totalmente fiáveis, mas o padrão abaixo é um bom ponto de partida antes de o veterinário confirmar ao microscópio:
| Sinal | Fungos / leveduras (Malassezia) | Bactérias |
|---|---|---|
| Cheiro | Adocicado, a mofo, a «batatas fritas de milho» | Mais intenso e desagradável, por vezes pútrido |
| Secreção | Castanha, cerosa | Amarelo-esverdeada, purulenta; pode ter sangue nos casos graves |
| Comichão | Muitas vezes intensa e persistente | Comichão com dor e calor marcados |
| Fator desencadeante habitual | Humidade, alergias, seborreia | Muitas vezes secundária a leveduras ou a alergia |
| Confirmação | Citologia auricular (uma zaragatoa observada ao microscópio): a única forma fiável de distinguir leveduras, bactérias ou uma infeção mista | |
Como a Malassezia está presente numa parte tão grande das otites caninas (no estudo grego, foi encontrada em 66 dos 100 cães), explicamos em pormenor os sinais, os fatores e os cuidados específicos no artigo otite por fungos ou bacteriana no cão: como o veterinário distingue.
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Otite externa ou otite interna: quando os sintomas se tornam graves
A maioria das otites começa no canal externo (otite externa) e, embora seja incómoda, controla-se bem com tratamento veterinário. Quando a infeção avança para o ouvido médio ou interno (otite média ou interna), muitas vezes porque uma otite externa ficou demasiado tempo sem tratamento, os sintomas mudam de natureza e a urgência aumenta muito.
| Característica | Ouvido externo (otite externa) | Ouvido médio/interno (otite média/interna) |
|---|---|---|
| Sinais típicos | Abanar a cabeça, coçar, cheiro, secreção, vermelhidão limitada ao canal e ao pavilhão | Cabeça inclinada de forma persistente, perda de equilíbrio, tropeções ou andar em círculos, movimentos rápidos dos olhos (nistagmo) |
| Dor | Sensibilidade localizada na orelha | Pode incluir dor ao abrir a boca, relutância em mastigar, face descaída |
| Sinais neurológicos | Nenhum | Sim: cabeça inclinada para o lado afetado, falta de coordenação |
| Urgência | Marcar consulta nos dias seguintes | Consulta veterinária no próprio dia |
Segundo o Manual Veterinário MSD (edição profissional), a otite interna provoca habitualmente uma inclinação da cabeça para o mesmo lado da lesão e nistagmo espontâneo, horizontal ou rotatório, no quadro de uma síndrome vestibular periférica. A otite média pode causar dor ao abrir a boca, paralisia do nervo facial (a face descai ou o cão não consegue fechar bem a pálpebra), olho seco, síndrome de Horner e diminuição da audição. O mesmo manual sublinha que, no cão, a otite média é muitas vezes o prolongamento de uma otite externa crónica. Mais uma razão para não desvalorizar os primeiros sintomas de otite externa como «só um bocadinho de cera». Para os sinais de alarme em detalhe, leia o nosso artigo sobre os sintomas de otite interna no cão.
Porque é que a otite canina volta: causas das otites recorrentes
Uma otite é quase sempre o sintoma de outra coisa que desequilibra o canal auditivo. É precisamente por isso que infeções que melhoram com antibióticos ou antifúngicos voltam muitas vezes logo a seguir, se a causa de fundo não for tratada. As causas mais comuns são:
- Alergias: as alergias ambientais e alimentares são apontadas de forma consistente como uma das principais causas de otite recorrente. No estudo grego de 100 cães, a dermatite alérgica (atópica ou associada a reações adversas ao alimento) foi a causa primária mais frequente, em 43 casos, e a inflamação do ouvido pode ser o único sinal visível da alergia. Em Portugal, a primavera e os pólenes de gramíneas, oliveira e parietária coincidem muitas vezes com crises de comichão nas orelhas.
- Humidade retida depois de nadar, do banho ou de passeios à chuva: um canal quente e húmido favorece leveduras e bactérias. Os mergulhos de verão no mar, nos rios e nas albufeiras e os invernos húmidos do litoral, do Minho à Costa de Prata, são ocasiões clássicas.
- Anatomia da orelha: as raças de orelhas caídas ou com muito pelo no canal (Cocker Spaniel, Basset Hound, Golden Retriever e semelhantes) estão sobrerrepresentadas nas otites, porque a forma da orelha retém calor e humidade. Entre as raças portuguesas, o Perdigueiro Português tem orelhas pendentes e o Cão de Água Português junta pelo encaracolado e muita água; o Podengo Português, de orelhas eretas, tem uma orelha mais arejada.
- Ácaros do ouvido: mais frequentes em cachorros, provocam uma secreção escura com aspeto de borras de café e uma comichão intensa.
- Acumulação de cera ou corpos estranhos, como as praganas presas no canal.
- Um tratamento recente com antibióticos, que pode perturbar o microbioma da pele e do intestino e abrir caminho à multiplicação de leveduras.
Um grande estudo epidemiológico em clínicas de primeira opinião no Reino Unido (22 333 cães) encontrou uma prevalência anual de otite externa de 7,3 % e identificou a raça e a forma da orelha como os fatores de risco mais importantes: o Basset Hound tinha quase seis vezes mais probabilidade de otite do que os cães sem raça definida, e as orelhas pendentes cerca de 1,8 vezes mais do que as eretas, enquanto o Chihuahua e o Border Collie surgiam protegidos. Conclusão prática: um alívio duradouro passa quase sempre por gerir a causa de fundo e a predisposição do cão, e não apenas por tratar o ouvido.
Apoio interno para orelhas com tendência a leveduras
Quando as otites por leveduras se repetem, muitos donos procuram um apoio diário que funcione de dentro para fora, ao lado do plano do veterinário. As nossas gotas de apoio ao equilíbrio das leveduras (29,95 €) são um suplemento oral que se mistura na comida: combinam ácido caprílico (C8), orégãos padronizados em carvacrol e pau-d'arco com MSM, quercetina e óleo de salmão para a pele, e L-glutamina e um pós-biótico de Saccharomyces boulardii para o eixo intestino–pele. São uso exclusivamente oral (nunca dentro do ouvido) e complementam, sem substituir, o tratamento de uma infeção ativa.
Quando levar o cão ao veterinário por causa de uma otite
Marque consulta se se verificar alguma destas situações:
- O cão tem dores evidentes, gane quando lhe toca na orelha ou não o deixa aproximar-se.
- A orelha sangra, tem feridas abertas ou a pele parece lesionada.
- Há cabeça inclinada, tropeções, andar em círculos ou perda de equilíbrio: trate como urgente, no próprio dia.
- A secreção é amarelo-esverdeada e purulenta, ou invulgarmente abundante e escura.
- Os sintomas não melhoraram após alguns dias de limpeza suave em casa.
- É uma otite que se repete: uma otite recorrente precisa de um veterinário para identificar e controlar a causa, e não apenas para tratar a crise atual.
- Suspeita de uma pragana depois de um passeio no campo.
Uma zaragatoa observada ao microscópio (citologia) diz ao veterinário se se trata de leveduras, bactérias, ácaros ou de uma mistura, e o exame com otoscópio confirma que o tímpano está intacto antes de se aplicar qualquer gota medicamentosa. O Manual Veterinário MSD coloca a citologia, a par do exame otoscópico, no centro do diagnóstico, porque a escolha do tratamento depende do que realmente está a crescer no canal e não do aspeto ou do cheiro do ouvido. Fora de horas, se o cão perder o equilíbrio, contacte de imediato o seu médico veterinário ou um hospital veterinário com urgência 24 horas.
Tratamento veterinário da otite canina: o que esperar
O tratamento é adaptado à causa que o veterinário identifica na citologia: normalmente uma lavagem auricular profissional para retirar os resíduos, um antifúngico tópico para as leveduras, um antibiótico para as bactérias, ou ambos nas infeções mistas, muitas vezes com um corticoide durante pouco tempo para acalmar a inflamação e a dor. Nos casos mais graves podem juntar-se medicação oral e analgésicos.
Em Portugal, estas gotas auriculares, antibióticos, antifúngicos e corticoides são medicamentos veterinários sujeitos a receita veterinária, autorizados ao abrigo do Regulamento (UE) 2019/6 e controlados pela DGAV. Não reutilize gotas de um tratamento anterior nem de outro animal: se o tímpano estiver perfurado, alguns produtos podem lesar o ouvido médio.
O que esperar, de forma realista: o desconforto ligeiro e o cheiro costumam melhorar poucos dias depois do início do tratamento, mas a infeção não fica resolvida tão depressa. O Manual Veterinário MSD recomenda reavaliar o cão com nova citologia semanalmente ou de duas em duas semanas até não haver sinais de infeção; na maioria dos casos agudos isso leva 2 a 4 semanas, e os casos crónicos podem demorar meses. Parar o tratamento antes do tempo porque o ouvido «já parece bem» é uma das razões mais comuns para a otite voltar.
O nosso guia melhor tratamento para a otite canina descreve todo o percurso veterinário: o que acontece na consulta, os medicamentos habituais e a recuperação semana a semana.
Limpeza dos ouvidos do cão: prevenção, não tratamento
Depois de uma infeção ativa estar a ser tratada pelo veterinário, ou em cães com tendência para acumular cera e reter humidade, uma rotina de limpeza regular reduz a frequência com que os problemas começam. É aqui que um limpador de ouvidos para cães próprio ganha o seu lugar: como higiene e prevenção, nunca como substituto do diagnóstico ou de um medicamento prescrito.
A nossa fórmula tem pH ajustado a 5,0–5,5, próximo do ouvido do cão, e não contém clorexidina, por isso a limpeza de rotina não arde num canal sensível. Combina ácido salicílico a 0,2 % para soltar a cera, Aloe ferox a 10 % com pantenol (pró-vitamina B5) para acalmar a pele irritada, alantoína e fitoesfingosina para apoiar a barreira natural da orelha, e ciclodextrina natural para captar o odor na origem em vez de o disfarçar com perfume:
| Característica | Limpador de ouvidos Pure Majesty Pets | Soro fisiológico / toalhetes básicos |
|---|---|---|
| Dissolve a cera profunda | Sim: ácido salicílico a 0,2 % | Muito pouco |
| Controlo do odor | Sim: a ciclodextrina natural capta o odor | Não, ou apenas disfarçado com perfume |
| pH ajustado ao ouvido do cão (5,0–5,5) | Sim | Raramente indicado |
| Sem clorexidina / não arde | Sim | Varia consoante a marca |
| Apoio à barreira da orelha | Sim: alantoína + fitoesfingosina | Não |
Na maioria dos cães, limpar 2 a 3 vezes por semana evita que a cera e a humidade se acumulem. Cães de orelhas caídas, que nadam ou com tendência a leveduras beneficiam muitas vezes de uma fase curta de limpeza diária durante uma crise, reduzindo depois a frequência, sempre em paralelo com o plano do veterinário e nunca em vez dele. No verão, depois da praia ou da piscina, seque bem a parte visível da orelha e faça uma limpeza suave nesse dia. Não use o limpador se houver suspeita de tímpano perfurado.
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Orelhas limpas, sem cheiro e mais confortáveis entre consultas
- Limpador de ouvidos para cães, 26,95 €: ácido salicílico a 0,2 % para a cera, Aloe ferox a 10 % e pantenol para acalmar, alantoína e fitoesfingosina para a barreira da orelha, ciclodextrina contra o odor; pH 5,0–5,5 e sem clorexidina. O mais simples para a rotina semanal.
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Envio grátis para Portugal (e para todo o mundo). Envio DDP: direitos e IVA já pagos, nada a pagar na entrega. Fabrico na América do Norte segundo as boas práticas de fabrico (GMP), com certificado de análise (COA) para cada lote.
Erros comuns dos donos perante os sintomas de otite
- Esperar «para ver se passa» durante mais de alguns dias: a maioria das otites não se resolve sem tratar a causa, e o atraso significa normalmente mais dor e um tratamento mais longo.
- Introduzir cotonetes no fundo do canal, o que empurra os resíduos para dentro e põe o tímpano em risco. Limpe só o que consegue ver e deixe o cão sacudir o resto.
- Parar a medicação assim que os sintomas melhoram, em vez de cumprir a reavaliação que o veterinário recomenda: uma das principais razões para as recaídas.
- Tratar otites recorrentes como episódios isolados, em vez de investigar a alergia, a alimentação ou o ambiente que está por trás delas.
- Usar um limpador de cera como se fosse um medicamento numa infeção ativa e dolorosa: os produtos de higiene apoiam ouvidos saudáveis, mas não substituem o diagnóstico veterinário nem o tratamento prescrito.
- Aplicar remédios caseiros agressivos (álcool, água oxigenada, vinagre puro, óleos essenciais) num ouvido inflamado: podem arder, irritar ainda mais a pele e são perigosos se o tímpano estiver lesionado.
Perguntas frequentes
Quais são os primeiros sintomas de otite no cão?
Os primeiros sinais costumam ser abanar a cabeça, coçar uma orelha e um ligeiro cheiro a mofo ou azedo. A vermelhidão no interior da orelha e uma secreção castanha ou cerosa surgem muitas vezes um ou dois dias depois.
Como sei se a otite é de fungos ou de bactérias?
As leveduras (Malassezia) causam normalmente uma secreção castanha e cerosa e um cheiro adocicado a mofo; as infeções bacterianas trazem mais vezes uma secreção amarelo-esverdeada, purulenta, e um odor mais intenso. Muitas otites envolvem as duas. Só a citologia feita pelo veterinário confirma qual é, ou se é mista.
A otite canina pode passar sozinha?
Um caso muito ligeiro pode acalmar, mas a maioria das otites piora sem cuidados, porque a causa de fundo (alergia, humidade ou multiplicação de leveduras) continua presente. Tratar cedo é, em geral, mais rápido e menos doloroso do que esperar.
Uma otite no cão é uma urgência?
Uma otite externa é incómoda mas, em regra, não é uma urgência. Uma inclinação súbita da cabeça, perda de equilíbrio ou movimentos rápidos dos olhos sugerem uma otite média ou interna e justificam uma consulta veterinária no próprio dia.
Quanto tempo demora a resolver uma otite com tratamento veterinário?
O desconforto ligeiro melhora muitas vezes em poucos dias, mas a resolução completa confirma-se normalmente ao fim de 2 a 4 semanas, com reavaliação e nova citologia. As otites crónicas ou resistentes podem demorar mais, sobretudo se a alergia de fundo não estiver controlada.
Com que frequência devo limpar os ouvidos do cão para reduzir o risco de otites?
A maioria dos cães fica bem com uma limpeza 2 a 3 vezes por semana com um limpador adequado. Cães de orelhas caídas, que nadam ou com tendência a leveduras podem precisar de limpezas mais frequentes durante as crises. A limpeza de rotina apoia ouvidos saudáveis; não é um tratamento para uma infeção ativa.
Os banhos de mar e de rio no verão português causam otites?
Podem favorecê-las, sobretudo em cães de orelhas caídas ou com muito pelo no canal, porque a água retida mantém o ouvido quente e húmido. Depois de cada banho, seque a parte visível da orelha e, nos cães propensos, faça uma limpeza suave nesse dia. Atenção também às praganas nos passeios de primavera e verão.
Fontes
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- Chen TA, Hill PB. The biology of Malassezia organisms and their ability to induce immune responses and skin disease. Veterinary Dermatology. 2005;16(1):4-26. PMID 15725101 — PubMed
- Craig JM. Atopic dermatitis and the intestinal microbiota in humans and dogs. Veterinary Medicine and Science. 2016;2(2):95-105. PMID 29067183 — PubMed
- MSD Veterinary Manual. Otitis Externa in Animals (edição profissional) — msdvetmanual.com
- MSD Veterinary Manual. Otitis Media and Interna in Animals (edição profissional) — msdvetmanual.com
- O'Neill DG, Volk AV, Soares T, et al. Frequency and predisposing factors for canine otitis externa in the UK – a primary veterinary care epidemiological view. Canine Medicine and Genetics. 2021;8:7. PMID 34488894 — PMC
- Regulamento (UE) 2019/6, relativo aos medicamentos veterinários — EUR-Lex
- DGAV, Medicamentos veterinários — dgav.pt
Este artigo destina-se a informação geral e não substitui o exame do seu médico veterinário. Fale sempre com ele antes de iniciar um novo suplemento, uma rotina de limpeza ou um tratamento, sobretudo se o seu cão tiver uma doença conhecida. Otites com dor, secreção, cabeça inclinada ou alterações do equilíbrio devem ser observadas por um veterinário: a limpeza de rotina apoia ouvidos saudáveis, mas não diagnostica nem trata uma infeção ativa.