Se a sua cadela anda a lamber-se debaixo da cauda, arrasta o rabo no chão ou tem a vulva vermelha e irritada, é natural pensar numa infeção vaginal por fungos, como a candidíase nas mulheres. Na cadela, porém, os fungos vaginais propriamente ditos são raros: na grande maioria dos casos, o que se vê são fungos (Malassezia) a multiplicar-se na pele das pregas à volta da vulva. Perceber esta diferença muda o que deve fazer, e sobretudo ajuda a reconhecer o corrimento que obriga a ir ao médico veterinário no próprio dia. Para apoiar a pele no dia a dia, a par dos cuidados veterinários, as gotas Pure Majesty Pets de apoio ao equilíbrio das leveduras são um líquido pronto a usar com ácido caprílico, vinagre de maçã e orégãos, além de ingredientes de apoio à pele e à digestão, que se mistura na comida segundo o rótulo.
Resposta rápida: as verdadeiras infeções vaginais por leveduras (Candida) são pouco frequentes nas cadelas. Muito mais vezes, aquilo a que se chama «fungos na cadela» é um crescimento excessivo de Malassezia nas pregas de pele que rodeiam a vulva, com vermelhidão, lambedura, mau cheiro e irritação. Como o corrimento vaginal também pode indicar uma infeção urinária ou, numa cadela não esterilizada, uma infeção do útero potencialmente fatal (a piómetra), qualquer corrimento verdadeiro deve ser observado rapidamente por um médico veterinário.
A cadela pode ter fungos vaginais como as mulheres?
Normalmente, não da mesma forma. A vagina da cadela tem a sua própria flora normal e o crescimento excessivo de Candida no seu interior é raro. O que os donos costumam observar é uma dermatite perivulvar por leveduras: a mesma proliferação de Malassezia que afeta as patas e os ouvidos, mas instalada nas pregas quentes e húmidas à volta da vulva. É, portanto, um problema de pele, e responde à mesma abordagem «por fora e por dentro» usada noutras zonas do corpo.
A Malassezia pachydermatis vive normalmente na pele saudável do cão. Só se torna um problema quando o microclima local muda (mais humidade, mais calor, mais sebo, pele inflamada) e a levedura passa de habitante discreto a agente oportunista, como descrevem as diretrizes de consenso da World Association for Veterinary Dermatology (WAVD). Para o panorama completo, consulte o nosso guia sobre fungos no cão (Malassezia).
Sinais de fungos na vulva e nas pregas da cadela
- Lambedura ou mordiscar frequente da zona genital.
- Vermelhidão, inchaço ou erupção na vulva e nas pregas à volta.
- Um cheiro a mofo ou a levedura, por vezes com manchas acastanhadas de saliva no pelo da zona.
- Arrastar o rabo no chão ou esfregar a parte de trás nos tapetes e no sofá.
- Pele oleosa, espessada ou escurecida nos casos crónicos.
Muitos destes sinais coincidem com os fungos noutras partes do corpo: compare-os com a lista completa de sintomas de fungos no cão, zona a zona. Repare num pormenor importante: nos fungos das pregas, o problema está na pele. Se vir líquido a sair da vulva (amarelado, esverdeado, castanho ou com sangue), já não está perante um simples problema de pele.
Fungos, infeção urinária ou piómetra: como distinguir
Os sintomas genitais da cadela confundem-se facilmente. Esta tabela resume as situações que o médico veterinário vai considerar e a urgência de cada uma: serve para orientar, não para diagnosticar em casa.
| Situação | Sinais mais típicos | Mais frequente em | O que fazer |
|---|---|---|---|
| Fungos nas pregas da vulva (dermatite perivulvar por Malassezia) | Vermelhidão, lambedura, cheiro a levedura, manchas de saliva acastanhadas; sem corrimento verdadeiro | Cadelas de qualquer idade com vulva embutida, excesso de peso, alergias ou incontinência | Marcar consulta para confirmar por citologia e corrigir a causa |
| Infeção urinária | Urinar muitas vezes e em pequena quantidade, esforço para urinar, urina com sangue ou mau cheiro, lambedura da vulva, por vezes corrimento | Qualquer cadela, esterilizada ou não | Consulta rápida com análise de urina; os antibióticos exigem receita veterinária |
| Piómetra (infeção do útero) | Corrimento com pus ou sangue (ou nenhum, se o colo do útero estiver fechado), beber e urinar muito mais, prostração, falta de apetite, febre, vómitos | Cadelas não esterilizadas, sobretudo nos quatro meses a seguir ao cio | Urgência: médico veterinário no próprio dia |
| Vaginite juvenil | Corrimento ligeiro e lambedura numa cadela jovem que ainda não teve o primeiro cio, sem outros sinais de doença | Cadelas jovens antes do primeiro cio | Consulta para confirmar; muitas vezes resolve-se depois do primeiro cio |
Causas dos fungos na zona vulvar da cadela
O excesso de leveduras à volta da vulva é quase sempre o sintoma de um problema de fundo:
- Uma vulva embutida ou «encapuzada» (frequente em cadelas com excesso de peso ou esterilizadas antes de atingirem a maturidade), que retém humidade nas pregas.
- Alergias (ambientais ou alimentares) que inflamam a pele e abrem caminho às leveduras. A dermatite atópica é um dos fatores predisponentes mais comuns da dermatite por Malassezia.
- Queimadura por urina, incontinência ou lambedura frequente, que mantêm a zona constantemente húmida.
- Antibióticos recentes ou um desequilíbrio do eixo intestino–pele: veja como os probióticos para cães com fungos podem ajudar.
- Vaginite juvenil, que muitas vezes desaparece depois do primeiro cio.
Em Portugal, o clima junta dois fatores. No verão, depois da praia no Algarve ou da piscina, a zona perivulvar fica molhada, com sal, cloro ou areia, e a lambedura que se segue mantém as pregas húmidas durante horas. No inverno húmido do litoral, do Porto a Aveiro, os passeios à chuva e na relva molhada têm o mesmo efeito. O gesto que mais conta é simples: passar água doce quando for preciso e secar bem as pregas no regresso a casa.
Como o médico veterinário diagnostica fungos vaginais na cadela
O seu médico veterinário vai examinar a vulva e as pregas e, muito provavelmente, fazer uma citologia: recolhe material com uma zaragatoa ou uma fita-cola, cora-o e observa-o ao microscópio para ver se há leveduras, bactérias ou ambas. É um exame rápido, feito na própria consulta, e é a forma recomendada pelas diretrizes da WAVD para confirmar a presença de Malassezia.
O passo decisivo, porém, é excluir o que não é pele: uma infeção urinária (com análise de urina) e, nas cadelas não esterilizadas, a piómetra, que pode parecer um simples corrimento mas é uma emergência médica. Para isso, o veterinário pode pedir análises ao sangue e uma ecografia abdominal. É por esta razão que fazer o diagnóstico em casa dos sintomas genitais não é seguro.
Antes da consulta, anote a data do último cio, se a cadela está esterilizada, se bebe ou urina mais do que o habitual, se tomou antibióticos recentemente e há quanto tempo dura a lambedura. Em Portugal, os médicos veterinários em exercício estão inscritos na Ordem dos Médicos Veterinários (OMV); se o problema voltar com frequência, pergunte se justifica uma consulta de dermatologia veterinária.
Tratamento dos fungos na vulva da cadela: por fora e por dentro
Quando se confirma uma dermatite perivulvar por leveduras, os cuidados atuam em dois planos.
Por fora (tópico): manter as pregas limpas e secas. Na prática, isto significa toalhitas suaves ou soluções de lavagem antifúngicas recomendadas pelo veterinário (as diretrizes da WAVD apoiam sobretudo a combinação de clorexidina com miconazol), secar cuidadosamente as pregas depois de cada limpeza e aparar o pelo comprido à volta da zona. Os medicamentos antifúngicos e os antibióticos são antimicrobianos e, como tal, medicamentos veterinários sujeitos a receita, ao abrigo do Regulamento (UE) 2019/6 e sob controlo da DGAV: nunca dê à sua cadela cremes vaginais ou comprimidos antifúngicos de uso humano por iniciativa própria.
Por dentro: apoiar a barreira cutânea e o equilíbrio intestino–pele que mantêm as leveduras sob controlo. As nossas gotas de apoio ao equilíbrio das leveduras (29,95 €) são uma fórmula líquida de 19 ingredientes que atua em vários eixos para apoiar as defesas naturais do cão contra o excesso de leveduras: ácido caprílico (a fração C8 dos triglicéridos de cadeia média), orégãos (carvacrol), berberina, Pau d'Arco e um pós-biótico de Saccharomyces boulardii. Misturam-se na comida e são de uso exclusivamente oral: nunca se aplicam na vulva nem sobre pele irritada.
Convém ser claro sobre o papel de um suplemento: ainda não há estudos que mostrem que estes ativos, dados por via oral, reduzem a Malassezia na pele do cão. Por isso apresentamos as gotas como um apoio complementar à rotina e não como um medicamento, tal como prevê o Regulamento (CE) n.º 767/2009 para qualquer alimento para animais. Se a sua cadela estiver gestante ou a amamentar, fale primeiro com o veterinário: botânicos como a berberina, os orégãos ou o Pau d'Arco não têm dados de segurança nessa fase, e o Pau d'Arco deve ser evitado em cadelas a tomar anticoagulantes ou com cirurgia marcada.
Se a cadela tomou antibióticos recentemente, o probiótico líquido para cães (31,95 €) junta três culturas vivas (Saccharomyces boulardii, Bacillus coagulans e Bacillus subtilis), o prebiótico MOS e tributirina, com uma pipeta graduada para adicionar à comida. A investigação sobre a dermatite atópica sugere uma ligação entre a microbiota intestinal e a pele, o que dá sentido a cuidar dos dois lados. Combine este apoio com uma alimentação completa, com menos amido e, se houver vulva embutida, com o controlo do peso. Pode ver toda a gama de suplementos naturais Pure Majesty Pets.
Se o veterinário encontrar uma infeção bacteriana ou uma vaginite verdadeira, siga o plano que ele prescrever: o apoio de dentro para fora complementa o tratamento médico, não o substitui.
Excesso de peso e vulva embutida: o ponto de partida
Numa cadela com vulva embutida, a limpeza sozinha raramente chega, porque as pregas voltam a fechar-se sobre a humidade. A perda de peso gradual, acompanhada pelo veterinário e com uma alimentação completa que cumpra as diretrizes nutricionais da FEDIAF, reduz muitas vezes o volume das pregas e a recorrência. Nos casos mais marcados, o veterinário pode propor uma pequena cirurgia de correção das pregas (episioplastia). O momento da esterilização também merece conversa: esterilizar antes da maturidade associa-se, em algumas cadelas, a uma vulva mais embutida, mas uma cadela inteira mantém o risco de piómetra. Não há uma resposta única; há uma decisão a tomar com o seu médico veterinário.
Quando levar a cadela ao veterinário com urgência
Contacte o seu médico veterinário rapidamente se notar corrimento vaginal colorido ou com sangue, se a cadela estiver a beber e a urinar mais, parecer prostrada, fizer esforço para urinar ou tiver febre, sobretudo se não estiver esterilizada: estes podem ser sinais de piómetra ou de uma infeção urinária. A piómetra é uma doença frequente nas cadelas inteiras, pode evoluir para uma infeção generalizada (sépsis) e o tratamento mais seguro e eficaz é cirúrgico. Atenção também à cadela que deixa de comer, vomita ou tem a barriga inchada semanas depois do cio, mesmo sem corrimento visível.
De noite ou ao fim de semana, não espere pela consulta habitual: contacte de imediato o seu médico veterinário ou um hospital veterinário com urgência 24 horas. Se a infeção urinária se confirmar e for recorrente, o nosso guia sobre o arando-vermelho para cães e a saúde urinária explica o que este apoio pode e não pode fazer. Na dúvida, telefone.
Pure Majesty Pets em Portugal
Pregas secas, pele equilibrada: o apoio diário de dentro para fora
- Gotas de apoio ao equilíbrio das leveduras, 29,95 €: 19 ingredientes para apoiar o equilíbrio natural das leveduras, o conforto da pele, das orelhas e das patas e o eixo intestino–pele. As mais simples de integrar na rotina: misturam-se na comida.
- Probiótico líquido para cães, 31,95 €: três culturas vivas, prebiótico MOS e tributirina para apoiar a flora intestinal, sobretudo depois de antibióticos.
Envio grátis para Portugal (e para todo o mundo). Envio DDP: direitos e IVA já pagos, nada a pagar na entrega. Fabrico na América do Norte segundo as boas práticas de fabrico (GMP), com certificado de análise (COA) para cada lote.
Perguntas frequentes
Os fungos vaginais da cadela são iguais aos da mulher?
Não exatamente. As cadelas raramente têm infeções vaginais internas por Candida; o mais comum é um crescimento excessivo de leveduras Malassezia nas pregas de pele à volta da vulva, que se aborda como um problema de pele.
Posso tratar os fungos vaginais da cadela em casa?
Pode apoiar a pele da zona com boa higiene e cuidados de dentro para fora, mas qualquer corrimento genital ou irritação persistente deve ser observado primeiro pelo médico veterinário, para excluir uma infeção urinária ou uma piómetra.
Porque é que a minha cadela esterilizada continua com irritação na vulva?
Uma vulva embutida ou «encapuzada» retém humidade nas pregas, o que favorece as leveduras. O controlo do peso e manter a zona limpa e seca são as partes mais importantes da prevenção.
A alimentação pode ajudar?
Muitas vezes, sim. Reduzir os açúcares e o amido da dieta e apoiar o intestino pode diminuir as recaídas de excesso de leveduras em cães sensíveis, sobretudo quando se junta ao controlo do peso.
Em Portugal, os antifúngicos para cães precisam de receita?
Sim. Os medicamentos antifúngicos e os antibióticos são antimicrobianos e, por isso, medicamentos veterinários sujeitos a receita, regulados pelo Regulamento (UE) 2019/6 e controlados pela DGAV. Use apenas o que o seu médico veterinário indicar e nunca cremes ou comprimidos de uso humano.
A Pure Majesty Pets envia para Portugal?
Sim. O envio é grátis para Portugal e é feito em regime DDP: os direitos e o IVA já estão pagos, por isso não há nada a pagar na entrega. As gotas de apoio ao equilíbrio das leveduras custam 29,95 €.
Fontes
- Bond R, Morris DO, Guillot J, et al. "Biology, diagnosis and treatment of Malassezia dermatitis in dogs and cats: Clinical Consensus Guidelines of the World Association for Veterinary Dermatology." Vet Dermatol. 2020;31(1):28-74. PMID 31957204 — PubMed
- Chen TA, Hill PB. "The biology of Malassezia organisms and their ability to induce immune responses and skin disease." Vet Dermatol. 2005;16(1):4-26. PMID 15725101 — PubMed
- Hagman R. "Pyometra in small animals." Vet Clin North Am Small Anim Pract. 2018;48(4):639-661. PMID 29933767 — PubMed
- Craig JM. "Atopic dermatitis and the intestinal microbiota in humans and dogs." Vet Med Sci. 2016;2(2):95-105. PMID 29067183 — PubMed
- Regulamento (CE) n.º 767/2009, colocação no mercado e utilização de alimentos para animais — EUR-Lex
- Regulamento (UE) 2019/6, medicamentos veterinários — EUR-Lex
- DGAV, Medicamentos veterinários — dgav.pt
- FEDIAF, diretrizes nutricionais para alimentos completos e complementares para cães e gatos — europeanpetfood.org
- Ordem dos Médicos Veterinários — omv.pt
Este artigo destina-se a fins informativos e não substitui o aconselhamento do seu médico veterinário. O corrimento vaginal pode indicar uma doença grave: consulte sempre o seu médico veterinário para o diagnóstico, sobretudo se a sua cadela não estiver esterilizada.