O Lactobacillus é o género probiótico mais conhecido pelos donos de cães e, ao mesmo tempo, o que mais vezes aparece mal identificado num rótulo. Algumas estirpes de Lactobacillus têm dados reais no cão (na consistência das fezes, no equilíbrio das bactérias intestinais e como complemento em cães com dermatite atópica), mas a evidência é específica de cada estirpe e não de todo o género. Uma embalagem que diz apenas «Lactobacillus» quase nada revela sobre o que contém. Este guia resume o que os estudos caninos encontraram de facto, explica porque metade dos nomes que vê no rótulo foram oficialmente substituídos em 2020 e mostra como avaliar um produto em cerca de três minutos, seja numa clínica veterinária em Lisboa, numa loja de animais no Porto ou numa loja online.
Há um número que dá o tom. Quando uma equipa de microbiologia veterinária comprou 25 probióticos comerciais para animais e os analisou em laboratório, apenas 4 dos 15 produtos que declaravam uma contagem bacteriana atingiam ou ultrapassavam essa contagem, e só 2 desses tinham também um rótulo aceitável, que descrevia corretamente o conteúdo (Weese e Martin, Can Vet J, 2011). Escolher o microrganismo certo é importante. Escolher um produto que o contenha de verdade é ainda mais.
O que faz o Lactobacillus no intestino do cão
As espécies de Lactobacillus são bactérias Gram-positivas produtoras de ácido lático que existem naturalmente ao longo de todo o tubo digestivo do cão. Fermentam hidratos de carbono em ácido lático, o que baixa o pH local; algumas estirpes produzem compostos antimicrobianos; outras aderem às células intestinais e parecem influenciar a sinalização imunitária nesse local. No cão, fazem parte normal e abundante da comunidade bacteriana do intestino delgado e tendem a ser mais proeminentes nos cachorros do que nos adultos, nos quais predominam as Bacteroidetes (Lee et al., Microorganisms, 2025).
Convém dizê-lo sem rodeios: a colonização é temporária. No estudo de alimentação mais bem controlado em cães saudáveis, a estirpe suplementada foi recuperada nas fezes durante toda a administração e deixou de ser detetável duas semanas depois de a suplementação terminar (Baillon et al., Am J Vet Res, 2004). Um probiótico é um contributo diário, não uma reparação feita de uma vez. Qualquer produto que prometa «restaurar para sempre» o intestino do seu cão descreve algo que a literatura canina não demonstra. Para a questão distinta dos parasitas intestinais, guia da cobertura dos desparasitantes intestinais ajuda a comparar a cobertura indicada, sem presumir que diferentes categorias de produtos são intercambiáveis.
Porque é que o rótulo do probiótico do seu cão pode usar um nome antigo
Esta é a parte que quase nenhum artigo explica, e muda a forma como se lê a lista de ingredientes.
Em abril de 2020, um grande trabalho internacional de taxonomia reorganizou o género Lactobacillus: descreveu 23 novos géneros e transferiu para eles a maioria das antigas espécies de Lactobacillus (Zheng et al., Int J Syst Evol Microbiol, 2020). Os microrganismos não mudaram. Mudaram os nomes oficiais.
| Nome que verá na maioria dos rótulos para animais | Nome válido atual (desde 2020) | Porque aparece nos produtos para cães |
|---|---|---|
| Lactobacillus acidophilus | Sem alteração: continua a ser Lactobacillus | A espécie com mais dados de alimentação no cão, incluindo a estirpe DSM13241 |
| Lactobacillus rhamnosus (GG) | Lacticaseibacillus rhamnosus | A estirpe usada nos ensaios em dermatite atópica canina |
| Lactobacillus plantarum | Lactiplantibacillus plantarum | Resistente ao processo de fabrico; frequente em misturas de várias estirpes |
| Lactobacillus reuteri | Limosilactobacillus reuteri | Uma das poucas espécies isoladas repetidamente das fezes de cães saudáveis que sobrevive ao stress gástrico |
| Lactobacillus casei | Lacticaseibacillus casei | Herdada dos lacticínios para consumo humano |
| Lactobacillus salivarius | Ligilactobacillus salivarius | Isolados de origem canina estudados pela capacidade de adesão |
Qualquer das duas nomenclaturas é legítima num rótulo. O que não é bom sinal é um erro ortográfico: na análise de Weese e Martin, pelo menos um microrganismo estava mal escrito em 7 de 22 rótulos (32 %). Um fabricante que não consegue escrever corretamente o nome da bactéria dificilmente verifica quanta dela sobrevive até ao fim do prazo de validade.
Na União Europeia, o rótulo de um alimento para animais, incluindo um alimento complementar como um suplemento, rege-se pelo Regulamento (CE) n.º 767/2009, e os microrganismos usados como aditivos zootécnicos enquadram-se no Regulamento (CE) n.º 1831/2003, com avaliação científica da EFSA. Em Portugal, o controlo oficial dos alimentos para animais cabe à DGAV. Para o dono, a lição prática é simples: um rótulo sério identifica cada microrganismo pelo nome (género e espécie) e não promete curar doenças, porque o artigo 13.º do Regulamento 767/2009 não permite que a rotulagem alegue que um alimento previne, trata ou cura uma doença.
O que encontraram realmente os estudos com Lactobacillus em cães
Apresentamos os resultados tal como os resumos publicados os descrevem, incluindo os que não favorecem o ingrediente.
| Estudo | Desenho | Resultado no cão |
|---|---|---|
| Baillon et al., Am J Vet Res 2004 (L. acidophilus DSM13241) | 15 cães adultos saudáveis; 2 semanas com ração de controlo, 4 semanas com a mesma ração suplementada, 2 semanas de novo com ração de controlo. Sem grupo placebo. | Mais lactobacilos e menos clostrídios nas fezes durante a suplementação; aumentos nos glóbulos vermelhos, hematócrito, hemoglobina, neutrófilos, monócitos e IgG sérica. A estirpe deixou de ser detetada 2 semanas após a paragem. |
| Herstad et al., J Small Anim Pract 2010 (mistura de várias estirpes com Lactobacillus) | 36 cães com gastroenterite aguda; aleatorizado, em dupla ocultação, controlado com placebo. | Tempo até às últimas fezes anormais de 1,3 dias contra 2,2 dias com placebo (P = 0,04). Sem diferença nos vómitos. Mistura de cinco estirpes (incluindo L. acidophilus termoestabilizado e L. farciminis vivo), por isso o efeito não se atribui a uma única estirpe. |
| Cardoso et al., Braz J Microbiol 2025 (Lacticaseibacillus rhamnosus GG) | 40 cães com dermatite atópica ligeira a moderada; aleatorizado e controlado; 1 × 10⁹ UFC/dia durante 90 dias, em complemento do oclacitinib. | Redução significativa do índice CADESI-04 face ao placebo (P < 0,01); a comichão avaliada em escala visual só melhorou no grupo probiótico; sem efeitos adversos. Complemento de um medicamento, não substituto. |
| Marsella, Am J Vet Res 2009 (LGG, prevenção) | 16 cachorros de um único casal de Beagles com dermatite atópica; a mãe recebeu o probiótico na segunda gestação e a segunda ninhada recebeu-o das 3 semanas aos 6 meses. | IgE específica do alergénio mais baixa e reações intradérmicas mais ligeiras, mas as pontuações clínicas não diferiram entre ninhadas. Modelo experimental muito pequeno, de uma só linhagem. |
| Marsella et al., Vet Immunol Immunopathol 2012 (mesma colónia, seguimento a 3 anos) | 7 cães de controlo contra 9 cães expostos ao probiótico. | Pontuações clínicas significativamente mais baixas no grupo probiótico (efeito de grupo P = 0,0003). Os autores pedem expressamente estudos maiores em cães com doença espontânea. |
| Coman et al., J Appl Microbiol 2019 (isolados caninos de Lactobacillus) | 14 estirpes de Lactobacillus isoladas de fezes de cão, testadas in vitro. | Só 5 das 14 toleraram o stress gástrico (três L. reuteri e duas L. johnsonii). Prova direta de que a maioria das estirpes de Lactobacillus são más candidatas a probiótico. |
| Jensen e Bjørnvad, J Vet Intern Med 2019 (revisão sistemática) | 165 estudos identificados, 17 incluídos. | Risco de viés «geralmente moderado a alto» e amostras pequenas. Conclusão: efeito muito limitado e possivelmente sem relevância clínica na doença gastrointestinal aguda; na crónica, a dieta continua a ser a chave. O resumo honesto de toda a área. |
Em síntese: os produtos com Lactobacillus têm argumentos defensáveis para encurtar episódios de diarreia aguda e alterar as populações bacterianas das fezes, e argumentos promissores, mas ainda iniciais, como complemento em cães com comichão. Não têm provas de que curem alergias, substituam medicação ou reconstruam permanentemente o microbioma. O guia guia das opções perante a comichão explica esta questão e os pontos a verificar.
Como ler a evidência sem exageros
- Razoavelmente apoiado: pode ajudar a encurtar um episódio de diarreia aguda; pode apoiar uma mudança nas contagens fecais a favor dos lactobacilos e em detrimento dos clostrídios; pode apoiar a consistência das fezes durante uma mudança de alimentação ou uma fase de stress. Se a melatonina está entre as opções a discutir sobre o sono ou a rotina, guia dos produtos com melatonina explica os pontos a verificar antes da escolha.
- Promissor, mas ainda inicial: pode apoiar o conforto da pele em cães com dermatite atópica quando usado em conjunto com o tratamento veterinário (um único ensaio aleatorizado com 40 cães).
- Sem apoio na evidência (desconfie de um rótulo que o afirme): curar alergias; tratar a doença inflamatória intestinal; colonizar o intestino de forma permanente; substituir antibióticos, antidiarreicos ou imunomoduladores. Se também procura compreender a questão das leveduras na pele ou nos ouvidos, guia das infeções por leveduras em cães apresenta os sinais e as perguntas a colocar.
Uma nota importante para quem vive em Portugal: o oclacitinib usado no ensaio de Cardoso e os antibióticos ou antidiarreicos que o veterinário possa prescrever são medicamentos veterinários sujeitos a receita, regulados na UE pelo Regulamento (UE) 2019/6 e controlados em Portugal pela DGAV. Um probiótico pode acompanhá-los, nunca substituí-los, e nunca deve servir de pretexto para interromper um tratamento por iniciativa própria.
Os três erros que fazem desperdiçar dinheiro num probiótico para cães
- Comprar um género em vez de microrganismos identificados. «Contém Lactobacillus» equivale, num probiótico, a dizer «contém proteína». Procure o género e a espécie de cada microrganismo e, se o fabricante a indicar, a designação da estirpe (por exemplo, L. acidophilus DSM13241 ou L. rhamnosus GG). O trabalho de Coman explica porque é que isto importa: nove das catorze estirpes caninas de Lactobacillus não toleraram as condições gástricas simuladas.
- Confiar cegamente no número da frente da embalagem. Apenas 27 % dos probióticos para animais que declaravam uma contagem a cumpriam, na análise de Weese e Martin. Um estudo anterior da mesma equipa, sobre rações para cães e gatos que diziam conter probióticos, concluiu que nenhuma das 19 rações analisadas continha todos os microrganismos anunciados (Weese e Arroyo, 2003). Peça o certificado de análise (COA) do lote que está a comprar, e não uma ficha técnica genérica.
- Parar ao fim de cinco dias. Os ensaios caninos que encontraram algum efeito administraram o probiótico todos os dias durante semanas, e o único estudo que acompanhou a persistência viu a estirpe desaparecer duas semanas após a última dose. Os ciclos curtos são a razão mais comum para os donos concluírem que «o probiótico não fez nada». O nosso guia sobre quanto tempo demoram os probióticos a fazer efeito no cão detalha a cronologia realista.
Lactobacillus, iogurte ou probiótico humano: o que dar ao cão em Portugal
Em muitas casas portuguesas, a primeira tentação é dar ao cão uma colher de iogurte natural ou de kefir, ou abrir uma cápsula do probiótico que a família compra na farmácia. Faz sentido perceber porque é que nenhuma destas opções é a escolha mais sensata.
- Iogurte e kefir. Contêm culturas vivas, mas também lactose, que muitos cães adultos digerem mal; as estirpes e as quantidades não estão pensadas para o cão. O iogurte natural sem açúcar não é tóxico, mas é uma fonte pouco fiável de culturas.
- Cápsulas para pessoas. São formuladas para o peso, a alimentação e o trânsito intestinal humanos, e alguns produtos contêm edulcorantes como o xilitol, perigoso para o cão. Leia sempre a lista completa de excipientes.
- Probióticos veterinários vendidos em Portugal. Nas clínicas veterinárias, no zooplus.pt, na Kiwoko, na Tiendanimal ou nas parafarmácias online encontra produtos como o Purina Pro Plan FortiFlora ou o Vetobiol. Aplique-lhes os mesmos critérios deste guia: microrganismos identificados pelo nome, quantidade declarada, lote rastreável e formato que o seu cão aceite todos os dias.
O verão também conta. As férias no Algarve, a ração diferente na casa de familiares, os petiscos do churrasco e o calor de agosto são ocasiões típicas para fezes moles. É precisamente nestas mudanças de rotina que a evidência mais sólida (apoio à consistência das fezes durante uma mudança de alimentação ou um episódio agudo) se torna relevante.
Como um probiótico líquido com várias culturas responde a estes problemas
Por trás dos resultados dececionantes acima estão três problemas: estirpes que não sobrevivem ao trânsito gástrico, contagens que não correspondem ao rótulo e formatos que um cão esquisito recusa. Um mastigável seco tem de resolver os três ao mesmo tempo, e muitos não resolvem nenhum.
Foi este raciocínio que esteve na origem do probiótico líquido 3 em 1 Pure Majesty Pets (31,95 €). Convém ser transparente: a fórmula não contém Lactobacillus. Em vez de um único organismo numa base de enchimento, reúne três culturas vivas complementares, a levedura probiótica Saccharomyces boulardii e as bactérias formadoras de esporos Bacillus coagulans e Bacillus subtilis, com MOS prebióticos e beta-glucanos de paredes celulares de levedura inativada e tributirina como fonte de butirato. Escolhemos de propósito microrganismos que não dependem da frágil sobrevivência gástrica que o estudo de Coman mostrou ser o ponto fraco da maioria das estirpes de Lactobacillus: os esporos e a levedura são formas naturalmente mais resistentes. É fabricado na América do Norte segundo as boas práticas de fabrico (GMP), com certificado de análise (COA) para cada lote, doseia-se ao peso do cão com uma pipeta graduada sobre a comida, em vez de depender de o cão aceitar um biscoito, e o envio para Portugal é grátis.
Nada disto é razão para abandonar os mastigáveis se o seu cão os adora e os come sem falhar todos os dias: a regularidade vale mais do que o formato, e o melhor probiótico é aquele que é realmente engolido 30 dias por mês. A vantagem honesta de um líquido é misturar-se na comida húmida, na dieta crua ou na ração seca sem que o cão tenha voto na matéria, e a dose ajusta-se ao peso de forma gradual, em vez de em unidades inteiras de mastigável. A nossa comparação entre probiótico líquido, em pó ou mastigável mostra onde cada formato ganha de verdade.
Pure Majesty Pets em Portugal
Fezes mais firmes e flora intestinal equilibrada, numa rotina diária simples
- Probiótico líquido para cães 3 em 1 (60 mL), 31,95 €: três culturas vivas (Saccharomyces boulardii, Bacillus coagulans e Bacillus subtilis), MOS prebióticos e beta-glucanos de levedura inativada e tributirina, numa suspensão em óleo MCT sem água. Concebido para apoiar a firmeza das fezes durante desconfortos digestivos ocasionais, o equilíbrio da flora intestinal e a digestão diária. Pipeta graduada para medir a porção e juntar à comida.
Envio grátis para Portugal (e para todo o mundo). Envio DDP: direitos e IVA já pagos, nada a pagar na entrega. Fabrico na América do Norte segundo as boas práticas de fabrico (GMP), com certificado de análise (COA) para cada lote.
O que esperar de um probiótico, e quando
| Prazo | O que os donos costumam relatar | O que a investigação apoia |
|---|---|---|
| Dias 1 a 3 | Nada, ou fezes ligeiramente mais moles enquanto o intestino se adapta | Não é um critério estudado; relatos informais |
| Dias 3 a 7 | Fezes mais firmes durante um episódio agudo | Herstad: últimas fezes anormais, em média, ao fim de 1,3 dias num episódio agudo tratado |
| Semanas 2 a 4 | Fezes mais regulares de dia para dia, menos gases | Baillon: alteração mensurável das bactérias fecais ao longo de 4 semanas de administração diária |
| Meses 2 a 3 | Observações sobre a pele e o pelo, quando ocorrem | Cardoso: 90 dias de administração em conjunto com o tratamento veterinário em cães atópicos |
| Duas semanas depois de parar | Regresso ao ponto de partida | Baillon: a estirpe suplementada deixou de ser detetável |
Quando ligar ao veterinário em vez de dar um probiótico
Um probiótico é uma medida de apoio para um cão basicamente saudável, não uma ferramenta de diagnóstico. Contacte rapidamente o seu médico veterinário se o cão tiver sangue nas fezes ou fezes negras e pegajosas, vómitos repetidos, abdómen doloroso ou distendido, apatia ou colapso, diarreia que dure mais de 48 horas, qualquer diarreia num cachorro, num cão pequeno ou num cão idoso, ou perda de peso sem explicação associada a fezes moles crónicas. Fora de horas, dirija-se a um hospital veterinário com urgência 24 horas. Cães imunodeprimidos, com cateter venoso central ou em estado crítico só devem receber produtos com microrganismos vivos sob orientação veterinária. No verão português, a diarreia num cão que esteve muito tempo ao calor pode acompanhar um golpe de calor: nesse caso, a prioridade é arrefecer o cão e ir ao veterinário, não o probiótico. Se o quadro for crónico e não agudo, um teste de microbioma para cães e uma avaliação completa dir-lhe-ão mais do que outro suplemento. Para aprofundar a questão abordada aqui, leia guia do apoio imunitário do cão idoso.
Perguntas frequentes
O Lactobacillus é seguro para cães?
Estirpes de Lactobacillus foram dadas a cães em estudos controlados sem efeitos adversos relatados, incluindo 90 dias diários de L. rhamnosus GG no ensaio de Cardoso de 2025. Fezes ligeiramente moles ou gases nos primeiros dias são o efeito mais descrito. Em cães imunodeprimidos ou em estado crítico, os produtos com microrganismos vivos só devem ser usados com orientação veterinária.
Posso dar ao meu cão iogurte ou um probiótico humano com Lactobacillus?
As cápsulas humanas são pensadas para o peso, a alimentação e o trânsito intestinal das pessoas, e algumas contêm edulcorantes como o xilitol, perigoso para o cão: leia sempre a lista completa de excipientes. O iogurte tem culturas vivas, mas também lactose, que muitos cães adultos digerem mal. Um produto formulado para cães, com dose ajustada ao peso, é a escolha sensata.
Qual é o melhor Lactobacillus para cães?
Não há uma resposta única, porque o efeito depende da estirpe. O L. acidophilus DSM13241 tem os dados de alimentação mais claros no cão, o L. rhamnosus GG tem os dados em dermatite atópica, e os L. reuteri e L. johnsonii isolados de cães foram os que melhor resistiram ao stress gástrico simulado. Uma fórmula com várias culturas cobre mais terreno do que um único organismo.
Porque é que o nome no rótulo do probiótico mudou?
Uma revisão taxonómica de 2020 dividiu o antigo género Lactobacillus e descreveu 23 novos géneros: o L. rhamnosus passou a Lacticaseibacillus rhamnosus, o L. plantarum passou a Lactiplantibacillus plantarum, e assim por diante. As bactérias são as mesmas; só os nomes oficiais mudaram. O L. acidophilus manteve o nome original.
Durante quanto tempo deve o cão tomar um probiótico?
Num episódio agudo, durante o episódio e mais uma ou duas semanas. Para apoio digestivo contínuo, todos os dias e sem interrupções: o único estudo canino que mediu a persistência deixou de encontrar a estirpe nas fezes duas semanas após a última dose.
O probiótico ajuda depois de um tratamento com antibiótico?
Os antibióticos alteram a flora intestinal, e muitos veterinários recomendam um probiótico durante ou depois do tratamento, sempre afastado da toma do antibiótico. A levedura Saccharomyces boulardii é, por natureza, insensível aos antibióticos antibacterianos. Explicamos tudo no artigo sobre probióticos para cães depois de antibióticos. Nunca interrompa um antibiótico receitado sem falar com o veterinário.
Onde comprar um bom probiótico para cães em Portugal?
Nas clínicas veterinárias, nas lojas de animais físicas e online (zooplus.pt, Kiwoko, Tiendanimal) e nas parafarmácias encontra probióticos veterinários; o probiótico líquido Pure Majesty Pets compra-se online com envio grátis e DDP, sem nada a pagar na entrega. Seja qual for a escolha, exija microrganismos identificados pelo nome, quantidade declarada e certificado de análise por lote.
Para onde ir a seguir
Se está a escolher um produto e não a estudar um microrganismo, comece pela nossa comparação do melhor probiótico para cães em Portugal. Para outro microrganismo com evidência própria, e presente no nosso probiótico, veja Saccharomyces boulardii para cães. Pode ainda conhecer toda a gama Pure Majesty Pets. Para aprofundar a questão abordada aqui, leia comparação de probióticos para cães.
Fontes
- Baillon ML, Marshall-Jones ZV, Butterwick RF. Effects of probiotic Lactobacillus acidophilus strain DSM13241 in healthy adult dogs. Am J Vet Res. 2004;65(3):338-43. PMID: 15027683
- Herstad HK, Nesheim BB, L'Abée-Lund T, et al. Effects of a probiotic intervention in acute canine gastroenteritis — a controlled clinical trial. J Small Anim Pract. 2010;51(1):34-8. PMID: 20137007
- Cardoso MC, Lopes TS, Lemos MC, et al. Efficacy of Lacticaseibacillus rhamnosus GG in the treatment of canine atopic dermatitis: a randomized controlled study. Braz J Microbiol. 2025;56(4):3081-3084. PMID: 40839184
- Marsella R. Evaluation of Lactobacillus rhamnosus strain GG for the prevention of atopic dermatitis in dogs. Am J Vet Res. 2009;70(6):735-40. PMID: 19496662
- Marsella R, Santoro D, Ahrens K. Early exposure to probiotics in a canine model of atopic dermatitis has long-term clinical and immunological effects. Vet Immunol Immunopathol. 2012;146(2):185-9. PMID: 22436376
- Coman MM, Verdenelli MC, Cecchini C, et al. Probiotic characterization of Lactobacillus isolates from canine faeces. J Appl Microbiol. 2019;126(4):1245-1256. PMID: 30614169
- Jensen AP, Bjørnvad CR. Clinical effect of probiotics in prevention or treatment of gastrointestinal disease in dogs: a systematic review. J Vet Intern Med. 2019;33(5):1849-1864. PMID: 31313372
- Weese JS, Martin H. Assessment of commercial probiotic bacterial contents and label accuracy. Can Vet J. 2011;52(1):43-6. PMID: 21461205
- Weese JS, Arroyo L. Bacteriological evaluation of dog and cat diets that claim to contain probiotics. Can Vet J. 2003;44(3):212-6. PMID: 12677689
- Zheng J, Wittouck S, Salvetti E, et al. A taxonomic note on the genus Lactobacillus: description of 23 novel genera, emended description of the genus Lactobacillus Beijerinck 1901, and union of Lactobacillaceae and Leuconostocaceae. Int J Syst Evol Microbiol. 2020;70(4):2782-2858. PMID: 32293557
- Lee GY, Jo HY, Abbas MA, et al. Microbiota analysis and characterisation of the novel Limosilactobacillus strains isolated from dogs. Microorganisms. 2025;13(5):1059. PMID: 40431232
- Suchodolski JS. Analysis of the gut microbiome in dogs and cats. Vet Clin Pathol. 2022;50 Suppl 1:6-17. PMID: 34514619
- Regulamento (CE) n.º 767/2009, colocação no mercado e utilização de alimentos para animais — EUR-Lex
- Regulamento (CE) n.º 1831/2003, aditivos destinados à alimentação animal — EUR-Lex
- Regulamento (UE) 2019/6, medicamentos veterinários — EUR-Lex
- DGAV, Alimentos para Animais — dgav.pt
- DGAV, Medicamentos Veterinários — dgav.pt
- EFSA, Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos — efsa.europa.eu
Aviso veterinário. Este artigo destina-se a informação geral e não substitui o aconselhamento, o diagnóstico ou o tratamento do seu médico veterinário. Os produtos Pure Majesty Pets são suplementos alimentares para animais, não medicamentos, e não se destinam a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer doença. Fale sempre com o seu médico veterinário antes de iniciar um suplemento, sobretudo se o cão estiver doente, for um cachorro, uma cadela gestante ou estiver a tomar medicação.