Probióticos para cães: guia completo da saúde intestinal

Healthy chocolate Labrador — dog gut health and probiotics guide

Os probióticos para cães são microrganismos vivos e benéficos que, dados em quantidade adequada, podem ajudar a manter um microbioma intestinal equilibrado: a comunidade de milhões de milhões de micróbios que ajuda o seu cão a digerir os alimentos, a produzir alguns nutrientes e a manter o sistema imunitário bem regulado. A maioria dos donos recorre a eles pela primeira vez numa mudança de ração, num período de stress (uma viagem, uns dias num hotel canino durante as férias) ou durante um ciclo de antibióticos, quando o equilíbrio das bactérias intestinais é perturbado. Este guia fica-se pelo que a investigação mostra realmente em cães: que estirpes foram estudadas, o que significam as «UFC», quanto tempo demoram os probióticos a fazer efeito, se devem fazer parte da rotina diária e como escolher um formato que o seu cão coma de facto. No fim, explicamos o que muda em Portugal: como a lei europeia enquadra estes produtos, porque é que os antibióticos exigem receita veterinária e onde se compram.

Os probióticos para pessoas não equivalem automaticamente a uma fórmula para cães. O nosso guia sobre se pode dar probióticos humanos ao seu cão explica as diferenças de estirpe, de dose e de segurança.

Resposta rápida: os probióticos para cães são micróbios vivos e benéficos que podem apoiar um microbioma intestinal equilibrado e uma digestão normal. Várias estirpes estudadas em cães mostraram efeitos na consistência das fezes, na duração de diarreias agudas e em marcadores imunitários. São uma ferramenta de bem-estar diário, não um tratamento de doenças: sintomas graves ou que se prolongam exigem sempre o médico veterinário.

O que fazem os probióticos para cães no intestino?

O intestino do seu cão alberga uma comunidade densa de bactérias, fungos e outros micróbios, a que se chama microbioma intestinal. Num cão saudável, estes micróbios fazem a sua parte: fermentam a fibra em ácidos gordos de cadeia curta (AGCC), como o butirato, que alimentam as células que revestem o cólon; ocupam o espaço e os recursos que, de outro modo, ficariam para bactérias menos desejáveis; e ajudam a «treinar» o tecido imunitário concentrado na parede do intestino. Quando esta comunidade se desequilibra, um estado a que os investigadores chamam disbiose, é muitas vezes nas fezes que o dono o nota primeiro: fezes moles, gases, mais pedidos para ir à rua.

Os probióticos são, simplesmente, micróbios vivos que, ingeridos em número suficiente, procuram inclinar de novo essa balança para o lado das bactérias benéficas. Não «replantam» o intestino de forma permanente, como quem semeia um jardim: a maioria das estirpes atravessa o tubo digestivo em poucos dias. Num estudo da Universidade de Bolonha, a levedura probiótica Saccharomyces boulardii deixou de ser detetada nas fezes de cães saudáveis quatro dias depois de terminada a administração. Enquanto estão presentes, os probióticos podem competir com agentes patogénicos, apoiar a integridade da barreira intestinal e interagir com o tecido linfoide associado ao intestino (GALT, na sigla inglesa), a grande concentração de células imunitárias que reveste o intestino.

Uma parte importante da atividade imunitária do organismo é coordenada dentro e à volta do intestino, e é por isso que o equilíbrio intestinal e a resistência imunitária aparecem tantas vezes lado a lado. Quando a preocupação é a própria barreira, entramos no que muitos donos descrevem como «intestino permeável». Para ter a visão completa do microbioma, da barreira intestinal e da consistência das fezes, leia o nosso guia completo sobre a saúde intestinal do cão.

Ilustração do intestino de um cão com bactérias benéficas, a mostrar como os probióticos para cães apoiam o microbioma intestinal

Benefícios dos probióticos para cães: digestão, defesas e pele

Os benefícios mais bem documentados dos probióticos para cães estão do lado digestivo. É aí que se concentra a maior parte da investigação canina e é aí que os donos costumam notar diferença primeiro.

  • Digestão e consistência das fezes. É a área com a evidência mais sólida. Os probióticos são usados com frequência para apoiar o cão nas fezes moles e nos gases que podem surgir depois de uma mudança de alimentação, de um período de stress ou de um antibiótico, e uma digestão mais estável nota-se sobretudo em fezes mais firmes e mais regulares. Em Portugal, o verão traz ocasiões típicas: a ração diferente na casa de férias, os restos dos almoços de família que caem da mesa, a água do mar ou da albufeira que os grandes nadadores, como o Cão de Água Português, acabam por engolir.
  • Apoio às defesas naturais. Como há tanto tecido imunitário a revestir o intestino, um microbioma equilibrado está associado à resistência imunitária do dia a dia. Num estudo controlado, cachorros alimentados com uma estirpe específica apresentaram alterações mensuráveis em marcadores imunitários (explicamos os pormenores mais abaixo).
  • A ligação intestino-pele. Nos cães com tendência para o crescimento excessivo de fungos, como a Malassezia, e para a comichão sazonal, o equilíbrio intestinal e o conforto da pele andam muitas vezes juntos: é por isso que um probiótico diário acompanha com frequência as rotinas de cuidados da pele. Em Portugal, isto pesa sobretudo na época dos pólenes, na primavera, e nos invernos húmidos do litoral. Explicamos o mecanismo em pormenor no artigo sobre o eixo intestino-pele no cão.

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Apoio complementar; não substitui o diagnóstico veterinário nem o tratamento receitado.

Uma palavra de prudência: estas são áreas que os probióticos podem apoiar, não resultados garantidos, e não substituem os cuidados veterinários. Para muitas utilizações, a investigação em cães ainda está a dar os primeiros passos, e os resultados variam consoante a estirpe, a dose e o próprio cão.

Cão saudável de pelo brilhante junto à taça de comida, com o dono a sorrir, a ilustrar os benefícios diários dos probióticos para cães

Que estirpes probióticas foram estudadas em cães?

«Probiótico» é uma categoria, não um ingrediente único, e a estirpe conta: um benefício demonstrado para uma estirpe não se aplica automaticamente a outra. Estes são microrganismos com investigação publicada especificamente em cães, e o que essa investigação avaliou.

Microrganismo (estudado em cães) O que a investigação avaliou Estudo publicado
Enterococcus faecium SF68 (também designada NCIMB 10415; é a estirpe do FortiFlora) Em cachorros, IgA nas fezes e anticorpos da vacina da esgana; num centro de acolhimento, presença de diarreia em cães e gatos Benyacoub et al., J Nutr, 2003 (PMID 12672936); Bybee et al., J Vet Intern Med, 2011 (PMID 21689152)
Bifidobacterium animalis AHC7 (de origem canina) Tempo até à resolução da diarreia aguda idiopática, em comparação com um placebo Kelley et al., Vet Ther, 2009;10(3):121-130 (PMID 20037966)
Misturas de várias estirpes (por exemplo Lactobacillus, Pediococcus e Bacillus) Duração da diarreia aguda; recuperação da microbiota intestinal depois de um antibiótico Herstad et al., J Small Anim Pract, 2010 (PMID 20137007); Kim et al., Res Vet Sci, 2025 (PMID 40347600)
Saccharomyces boulardii (levedura probiótica) Sinais clínicos, frequência e consistência das fezes em cães com enteropatia crónica, em complemento do tratamento habitual D'Angelo et al., Vet Rec, 2018 (PMID 29212912)

O que mostraram estes estudos, em poucas palavras:

  • SF68 em cachorros. Com cerca de 500 milhões de UFC por dia, do desmame ao ano de idade, os cachorros tinham mais IgA nas fezes, mais anticorpos específicos da vacina da esgana e mais linfócitos B maduros do que o grupo de controlo.
  • SF68 num centro de acolhimento. Em 182 cães e 217 gatos, a percentagem de gatos com diarreia de dois ou mais dias desceu de 20,7 % para 7,4 %. Nos cães não se detetou diferença estatística, mas a diarreia foi pouco frequente nos dois grupos: o efeito significativo deste estudo, muitas vezes citado como prova em cães, foi observado nos gatos.
  • AHC7 na diarreia aguda. Em 31 cães (13 com o probiótico, 18 com placebo), cerca de 20 mil milhões de UFC por dia encurtaram o tempo até à resolução e reduziram a proporção de cães a quem foi dado metronidazol (38,5 % contra 50,0 %).
  • Mistura de várias estirpes na gastroenterite aguda. Em 36 cães, um cocktail de Lactobacillus acidophilus termoestabilizado com estirpes vivas de Pediococcus acidilactici, Bacillus subtilis, Bacillus licheniformis e Lactobacillus farciminis encurtou a diarreia, mas não alterou o tempo até ao último vómito.
  • Saccharomyces boulardii na enteropatia crónica. Em 20 cães, juntar esta levedura ao tratamento habitual durante 60 dias melhorou, face ao placebo, o índice de atividade clínica, a frequência e a consistência das fezes e a condição corporal.

Um dado europeu que interessa ao leitor português: a E. faecium NCIMB 10415 é uma das estirpes probióticas avaliadas pela Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) e autorizadas na União Europeia como aditivo zootécnico para cães e gatos, ao abrigo do Regulamento (CE) n.º 1831/2003. É essa estirpe que encontra no FortiFlora, o probiótico em pó da Purina vendido em clínicas veterinárias e lojas online em Portugal; explicamos a dose, os efeitos secundários e as alternativas no nosso guia do FortiFlora para cães. Mesmo assim, a evidência em cães ainda está a crescer para muitas estirpes e a qualidade dos produtos varia muito: é por isso que os pormenores do rótulo, que vemos mais abaixo, contam tanto.

Quanto tempo demoram os probióticos a fazer efeito no cão?

Muitos donos notam uma digestão mais estável e fezes mais firmes nas primeiras uma a duas semanas de toma diária. Benefícios mais consistentes e abrangentes podem demorar mais a instalar-se, em alguns casos até cerca de 90 dias de toma diária contínua, e o prazo varia com o cão, com a alimentação e com o motivo que o levou a começar. Numa perturbação aguda, a janela pode ser mais curta: no estudo da AHC7, os cães chegaram à resolução em cerca de 3,9 dias com o probiótico, contra 6,6 dias com o placebo; no ensaio com a mistura de várias estirpes, as últimas fezes anormais surgiram, em média, ao fim de 1,3 dias, contra 2,2 dias.

Dois hábitos práticos ajudam. Primeiro, comece com uma quantidade menor nos primeiros dias, para dar tempo ao intestino de se adaptar, e suba depois até à dose diária completa indicada no rótulo. Segundo, dê o probiótico com regularidade, todos os dias, e não como uma toma isolada. Se não vir melhorias ao fim de algumas semanas, ou se os sintomas piorarem, fale com o seu médico veterinário. O nosso guia complementar sobre quanto tempo demoram os probióticos a fazer efeito no cão aprofunda o tema, com uma cronologia semana a semana e os sinais a observar em cada fase.

Há situações que não são para resolver com um suplemento: diarreia com sangue, vómitos repetidos, apatia marcada, um cão que deixa de comer ou um cachorro muito novo com diarreia. Nesses casos, contacte de imediato o seu médico veterinário ou um hospital veterinário com urgência 24 horas.

Pode dar probióticos ao cão todos os dias?

Para a maioria dos cães saudáveis, um probiótico diário é comum e, em geral, bem tolerado. Como a maior parte das estirpes não coloniza o intestino de forma permanente, os probióticos dão-se normalmente como rotina diária contínua e não em tomas pontuais. Nos primeiros dias podem surgir gases ligeiros e passageiros ou fezes um pouco mais moles, e é por isso que começar devagar ajuda.

Uma ressalva honesta, feita por nutricionistas veterinários (incluindo a equipa da Cummings School da Universidade Tufts, no seu blogue Petfoodology): a evidência mais sólida é hoje a dos problemas digestivos, e o argumento a favor dos probióticos como suplemento de bem-estar geral em cães já saudáveis ainda está em construção. Se o seu cão estiver gravemente doente ou imunodeprimido, ou se for muito novo ou muito idoso, fale com o médico veterinário antes de começar seja o que for. Em Portugal, isto inclui os cães em tratamento para a leishmaniose, uma doença endémica no Alentejo, no Algarve, em Lisboa e Vale do Tejo e no Douro, que exige acompanhamento regular na clínica.

Probióticos e antibióticos no cão: quando e como os dar

Os antibióticos não distinguem as bactérias boas das más: reduzem umas e outras. E a investigação em cães mostra que a disbiose resultante pode durar bem para lá do último comprimido. Num estudo com 24 cães saudáveis, 14 dias de metronidazol reduziram a riqueza da microbiota e grupos de bactérias importantes, como as Fusobacteria, alterações que ainda não estavam totalmente resolvidas quatro semanas depois de terminado o tratamento; os autores concluem que o efeito do metronidazol dura, no mínimo, quatro semanas (Pilla et al., 2020). Com a tilosina, outro antibiótico usado na diarreia canina, sete dias bastaram para baixar a diversidade bacteriana em cães saudáveis, e o grau de recuperação ao fim de nove semanas variou de cão para cão (Manchester et al., 2019).

É por isso que os probióticos acompanham tantas vezes os antibióticos, e há investigação que sugere que podem ajudar a apoiar a recuperação da microbiota. Num estudo de 2025 com 14 cães jovens e saudáveis que receberam uma injeção de cefovecina depois da castração, os sete que tomaram um complexo probiótico diário durante duas semanas mantiveram uma diversidade microbiana mais elevada, sem alterações significativas na composição da microbiota, e mostraram mais Butyricicoccus, uma bactéria produtora de butirato. Nos sete cães sem probiótico, a composição mudou de forma significativa e aumentou o Clostridioides, um marcador de disbiose associada aos antibióticos (Kim et al., 2025). É um estudo pequeno e curto, mas aponta no mesmo sentido.

Na prática, dê o probiótico com cerca de duas horas de intervalo em relação à dose do antibiótico e pondere continuar durante algumas semanas depois de terminado o tratamento. Por ser uma levedura, a Saccharomyces boulardii não é alvo dos antibióticos antibacterianos; é uma das três culturas vivas do probiótico líquido Pure Majesty Pets, ao lado de duas bactérias formadoras de esporos. Siga sempre, em primeiro lugar, as instruções do seu médico veterinário sobre o antibiótico: o probiótico desempenha um papel de apoio.

Em Portugal, como em toda a União Europeia, os antibióticos para animais são medicamentos sujeitos a receita médico-veterinária, nos termos do Regulamento (UE) 2019/6, e cabe à DGAV autorizar e controlar os medicamentos veterinários. Nunca use as sobras de um tratamento antigo nem um antibiótico humano por iniciativa própria. Os ciclos de antibiótico são frequentes por cá, por exemplo a doxiciclina receitada para a erliquiose, uma doença transmitida pelas carraças presente em Portugal, e é precisamente nesses momentos que um probiótico faz mais sentido.

Como escolher um probiótico para cães: microrganismos, quantidade e formato

Depois de perceber como os probióticos podem ajudar, é no rótulo que os bons produtos se distinguem dos restantes. Eis uma grelha simples.

  • Microrganismos identificados pelo nome e estudados em cães. Prefira fórmulas que indiquem cada microrganismo pelo nome completo, com o género e a espécie (por exemplo Enterococcus faecium, Bifidobacterium animalis, Saccharomyces boulardii ou Bacillus subtilis), e que se apoiem em microrganismos com investigação publicada em cães, como os da tabela acima. Desconfie de uma vaga «mistura probiótica» sem nomes.
  • Quantidade declarada. As UFC (unidades formadoras de colónias) contam as células vivas, e as células vivas vão morrendo com o tempo. Procure um produto que declare claramente a quantidade de UFC por dose ou por mL, veja a que momento se refere esse número (fabrico ou fim da validade) e respeite as instruções de conservação. Para ter uma ordem de grandeza, os estudos acima usaram entre 500 milhões e 20 mil milhões de UFC por dia.
  • Prebióticos e probióticos juntos. Os prebióticos (fibras e componentes como a inulina, os FOS e os GOS, os MOS das paredes de levedura ou os beta-glucanos) são o alimento que ajuda as bactérias benéficas a instalar-se. Uma fórmula que junta os dois, a que se chama simbiótico, dá aos micróbios alguma coisa para comer em vez de os mandar de mãos vazias.
  • Um formato que o seu cão come de facto. A melhor fórmula não serve de nada se o seu cão comer à volta dela e deixar o suplemento no fundo da taça.
  • Rótulo transparente e lotes analisados. Lista completa de ingredientes, incluindo os excipientes, e, de preferência, um certificado de análise (COA) para cada lote.
  • Alegações sóbrias. Na União Europeia, a rotulagem de um alimento para animais não pode atribuir-lhe propriedades medicinais, como evitar ou tratar uma doença (Regulamento (CE) n.º 767/2009, artigo 13.º). Um produto sério fala em «apoiar» a digestão; um rótulo que promete acabar com a diarreia deve deixá-lo de pé atrás.
Formato Dosagem Notas práticas
Líquido Pipeta graduada ou conta-gotas, ajustável ao peso Mistura-se depressa na comida; fácil de afinar para cães pequenos, cães grandes e gatos; dispensa o calor e a compressão usados para formar os mastigáveis
Pó Medida ou saqueta fixa Eficaz, mas pode formar grumos ou assentar no fundo da taça e ficar para trás nos cães esquisitos
Mastigável Um mastigável de dose fixa Prático e apetitoso, mas é uma dose definida que o cão pode recusar ou deixar a meio, e as culturas têm de sobreviver ao processo de fabrico do mastigável

É no formato que o probiótico líquido para cães Pure Majesty Pets (31,95 €) se defende com factos e não com superlativos. É um líquido de base oleosa, num frasco de 60 mL com pipeta graduada: agita-se, mede-se a porção indicada no rótulo e junta-se à comida, sem pôr a pipeta na boca do cão. A pipeta graduada permite medir ao mL a porção que o rótulo indica para o tamanho do seu cão, do Podengo Português pequeno ao Cão da Serra da Estrela ou ao Rafeiro do Alentejo. A fórmula 3 em 1 reúne três culturas vivas complementares, a levedura probiótica Saccharomyces boulardii e duas bactérias formadoras de esporos, Bacillus coagulans e Bacillus subtilis; um componente prebiótico, os MOS e beta-glucanos de uma preparação de paredes celulares de levedura inativada; e tributirina, uma fonte de butirato, o ácido gordo de cadeia curta que alimenta as células do cólon. O óleo MCT transporta tudo numa suspensão sem água, com aroma de bacon. É fabricado na América do Norte segundo as boas práticas de fabrico (GMP), com certificado de análise (COA) para cada lote, e chega a Portugal com envio grátis e envio DDP.

Se quiser comparar produtos concretos lado a lado, o nosso guia dos melhores probióticos para cães em Portugal compara as opções à venda por cá, do FortiFlora ao Vetobiol, e pode ver também todos os suplementos Pure Majesty Pets num só lugar.

Probióticos para cães em Portugal: o que diz a lei e onde comprar

Em regra, os probióticos para cães não são medicamentos veterinários: vendem-se sem receita, como alimentos complementares para animais, e seguem as regras europeias da alimentação animal, cujo controlo oficial em Portugal cabe à DGAV (Direção-Geral de Alimentação e Veterinária). É por isso que um rótulo sério identifica cada microrganismo e cada ingrediente pelo nome e fala em «apoiar a digestão», nunca em «resolver a diarreia».

Em Portugal, encontra probióticos para cães nas clínicas e hospitais veterinários, em lojas de animais como a Kiwoko, a Zu ou a Tiendanimal, em lojas online como a zooplus.pt, em parafarmácias online e diretamente às marcas. Duas notas práticas. Os probióticos contêm microrganismos vivos, por isso convém evitar encomendas que fiquem semanas paradas num armazém ou retidas à espera de desalfandegamento. E, no pico do verão, quando o interior alentejano passa muitas vezes dos 35 °C, nunca deixe o frasco no carro ao sol e siga as instruções de conservação do rótulo. As encomendas Pure Majesty Pets seguem com envio grátis para Portugal e envio DDP: os direitos e o IVA já estão pagos, e não há nada a pagar na entrega.

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Apoio diário ao intestino do seu cão, num frasco

  • Probiótico líquido 3 em 1 para cães, 31,95 €: Saccharomyces boulardii, Bacillus coagulans e Bacillus subtilis vivos, prebiótico MOS com beta-glucanos e tributirina num frasco de 60 mL com pipeta graduada, para apoiar fezes firmes, uma flora intestinal equilibrada e a digestão diária.
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Perguntas frequentes

O que fazem os probióticos pelos cães?

Os probióticos são micróbios vivos e benéficos que podem ajudar a manter um microbioma intestinal equilibrado. Enquanto estão no intestino, competem com bactérias menos desejáveis, apoiam a barreira intestinal e interagem com o tecido imunitário que reveste o intestino. A maioria não coloniza o intestino de forma permanente, por isso dão-se todos os dias. Apoiam a digestão normal e o equilíbrio intestinal; não são um tratamento de doenças.

Quais são os benefícios dos probióticos para cães?

Os benefícios mais claros e mais estudados são digestivos: fezes mais firmes e regulares durante mudanças de alimentação, períodos de stress ou ciclos de antibióticos, e diarreias agudas mais curtas em alguns ensaios. Como grande parte da atividade imunitária se concentra no intestino, um microbioma equilibrado está também associado às defesas naturais, e o equilíbrio intestinal anda muitas vezes a par do conforto da pele. São efeitos de apoio, que variam de cão para cão, e não resultados garantidos.

Quanto tempo demoram os probióticos a fazer efeito no cão?

Muitos donos notam uma digestão mais estável e fezes mais firmes ao fim de uma a duas semanas de toma diária; benefícios mais amplos podem levar mais tempo, em alguns casos cerca de 90 dias. Numa perturbação aguda, o prazo pode ser mais curto. Comece com uma quantidade menor nos primeiros dias e passe depois à dose completa, todos os dias. Se não houver melhorias ao fim de algumas semanas, ou se o quadro piorar, contacte o seu médico veterinário.

Posso dar probióticos ao meu cão todos os dias?

Sim. Para a maioria dos cães saudáveis, a toma diária é comum e geralmente bem tolerada, e, como as estirpes raramente colonizam o intestino de forma permanente, uma rotina contínua faz sentido. No início podem surgir gases ligeiros ou fezes mais moles, passageiros. A evidência é mais forte para o apoio digestivo; em cães gravemente doentes, imunodeprimidos (por exemplo, em tratamento para a leishmaniose), muito novos ou muito idosos, fale primeiro com o médico veterinário.

O cão precisa de probióticos quando toma antibióticos?

Os antibióticos reduzem as bactérias benéficas juntamente com as nocivas, e a investigação em cães mostra que o desequilíbrio pode durar pelo menos quatro semanas depois de terminado um ciclo de metronidazol. Os probióticos são muito usados para apoiar a recuperação, e um estudo de 2025 sugere que ajudam a manter a diversidade da microbiota. Dê o probiótico com cerca de duas horas de intervalo do antibiótico e continue durante algumas semanas depois, seguindo sempre as instruções do seu médico veterinário.

Probiótico líquido, em pó ou mastigável: qual é o melhor formato para o cão?

Os três podem fornecer culturas vivas, mas diferem na dosagem e na praticidade. Os pós podem formar grumos ou ficar na taça; um mastigável é uma dose fixa que o cão pode recusar, e as suas culturas têm de sobreviver ao fabrico. Um líquido mistura-se depressa na comida e permite medir a porção com uma pipeta ou um conta-gotas segundo o peso do cão, o que convém sobretudo aos cães esquisitos, aos cães pequenos e aos gatos.

É preciso receita veterinária para comprar probióticos para cães em Portugal?

Não. Em regra, os probióticos para cães são alimentos complementares para animais, cujo controlo oficial em Portugal cabe à DGAV, e compram-se sem receita em clínicas, lojas de animais e lojas online. Já os antibióticos para animais são medicamentos sujeitos a receita veterinária. Se o seu cão tiver uma doença crónica, estiver a tomar medicação ou for um cachorro muito novo, fale com o médico veterinário antes de começar.

Fontes

  • Benyacoub J, Czarnecki-Maulden GL, Cavadini C, et al. "Supplementation of food with Enterococcus faecium (SF68) stimulates immune functions in young dogs." J Nutr. 2003;133(4):1158-1162. PMID 12672936 — PubMed
  • Bybee SN, Scorza AV, Lappin MR. "Effect of the probiotic Enterococcus faecium SF68 on presence of diarrhea in cats and dogs housed in an animal shelter." J Vet Intern Med. 2011;25(4):856-860. PMID 21689152 — PubMed
  • Kelley RL, Minikhiem D, Kiely B, et al. "Clinical benefits of probiotic canine-derived Bifidobacterium animalis strain AHC7 in dogs with acute idiopathic diarrhea." Vet Ther. 2009;10(3):121-130. PMID 20037966 — PubMed
  • Herstad HK, Nesheim BB, L'Abée-Lund T, et al. "Effects of a probiotic intervention in acute canine gastroenteritis: a controlled clinical trial." J Small Anim Pract. 2010;51(1):34-38. PMID 20137007 — PubMed
  • D'Angelo S, Fracassi F, Bresciani F, et al. "Effect of Saccharomyces boulardii in dog with chronic enteropathies: double-blinded, placebo-controlled study." Vet Rec. 2018;182(9):258. PMID 29212912 — PubMed
  • Kim SJ, Chung HC, Park SY, et al. "Beneficial effects of probiotics on dysbiosis of gut microbiota induced by antibiotic treatment in healthy dogs." Res Vet Sci. 2025;191:105674. PMID 40347600 — PubMed
  • Pilla R, Gaschen FP, Barr JW, et al. "Effects of metronidazole on the fecal microbiome and metabolome in healthy dogs." J Vet Intern Med. 2020;34(5):1853-1866. PMID 32856349 — PubMed
  • Manchester AC, Webb CB, Blake AB, et al. "Long-term impact of tylosin on fecal microbiota and fecal bile acids of healthy dogs." J Vet Intern Med. 2019;33(6):2605-2617. PMID 31674054 — PubMed
  • Tufts Cummings School of Veterinary Medicine, Petfoodology: probiotic supplements (2017)
  • Regulamento (CE) n.º 1831/2003, aditivos destinados à alimentação animal — EUR-Lex
  • Regulamento (CE) n.º 767/2009, colocação no mercado e utilização de alimentos para animais — EUR-Lex
  • Regulamento (UE) 2019/6, medicamentos veterinários — EUR-Lex
  • DGAV, alimentos para animais — dgav.pt
  • DGAV, medicamentos veterinários — dgav.pt
  • EFSA, Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos — efsa.europa.eu

Este artigo destina-se a informação geral e não substitui o aconselhamento do seu médico veterinário. Fale sempre com ele antes de introduzir um novo suplemento, sobretudo se o seu cão tiver uma doença crónica, estiver a tomar medicação ou tiver diarreia persistente, com sangue ou acompanhada de vómitos.