Cera nos ouvidos do cão: o que a cor significa (e o que não prova)

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A maior parte da cera nos ouvidos do cão é normal. Uma pequena quantidade de cerúmen amarelo-claro a castanho-claro, com pouco ou nenhum cheiro, é o ouvido a fazer o seu trabalho: reter pó, água e células de pele descamadas e levá-los para fora. O que merece a sua atenção raramente é a cor sozinha, mas sim a combinação de uma alteração da quantidade, um cheiro novo e um cão que começou a abanar a cabeça ou a escavar um ouvido com a pata.

Resposta rápida: a cera normal nos ouvidos do cão é amarelo-clara a castanho-clara, mole, em pequena quantidade e quase sem cheiro. Uma cera mais escura, esfarelada, gordurosa ou de cor estranha merece investigação, mas a cor sozinha não diagnostica nada. Os ácaros, as leveduras e as bactérias produzem resíduos de aspeto semelhante. O cheiro, a vermelhidão, a dor ou o abanar da cabeça são os sinais que exigem o veterinário.

Revisto de acordo com as orientações veterinárias atuais — agosto de 2026.

Como é a cera normal nos ouvidos do cão

Um canal auditivo canino saudável é rosa-pálido, quase sem cheiro e coberto por uma fina camada de cerúmen, e não esfregado até ficar nu (Cornell Riney Canine Health Center). Essa camada não é sujidade. O cerúmen junta secreções aquosas apócrinas e oleosas sebáceas com células de pele descamadas numa película protetora sobre o revestimento do canal, que retém detritos e organismos e ajuda a pele a manter a hidratação.

A referência útil não é, portanto, «nenhuma cera». É a quantidade habitual do seu cão, na cor habitual do seu cão, sem cheiro e sem desconforto. Fotografe o interior de cada orelha num dia calmo. Essa fotografia no telemóvel vale mais do que qualquer tabela genérica quando, seis semanas depois, estiver a decidir se alguma coisa mudou.

Porque é que o ouvido do cão retém cera

O canal auditivo humano é mais ou menos reto. O do cão não é: o canal vertical desce a pique a partir da abertura que vê e depois vira bruscamente para dentro, para um canal horizontal mais estreito que vai até ao tímpano. Essa curva em forma de L explica três coisas ao mesmo tempo.

  • Não consegue ver a parte que importa. Tudo o que é visível à entrada fica acima da curva. Um canal que parece impecável à entrada pode ter um tampão de cera na curva.
  • Os líquidos ficam lá. Tudo o que se deita no ouvido acumula-se na curva e fica em contacto com o revestimento, e é por isso que as soluções agressivas fazem mais mal num ouvido de cão do que no seu.
  • O ouvido limpa-se normalmente para fora. As células que revestem o canal migram devagar do tímpano para a abertura, levando o cerúmen consigo como um tapete rolante. A otologia veterinária chama-lhe migração epitelial.

Quando esse tapete rolante abranda, a cera acumula-se em vez de sair. A inflamação, a doença alérgica da pele, a humidade retida, o pelo denso no canal e os canais estreitos interferem todos com ele. Um ouvido que de repente produz muito mais cera do que o habitual está muitas vezes a sinalizar um problema de fundo, e não uma falha de higiene — é por isso que a saúde dos ouvidos funciona melhor como um quadro completo do que como um calendário de limpezas. O nosso guia sobre a otite canina dá esse quadro completo.

Conceito de tabela de cores da cera nos ouvidos do cão: lupa sobre um ouvido de cão com cerúmen amarelo-claro, castanho-claro, castanho-escuro e preto

Tabela de cores da cera nos ouvidos do cão: o que cada cor sugere e o que não prova

Quase todas as tabelas de cores da cera canina que encontra na internet ficam por «preto quer dizer ácaros, castanho quer dizer leveduras». É nesse atalho que os tutores se enganam: resíduos de aspeto idêntico vêm de causas muito diferentes, e os tratamentos não se sobrepõem. A cor é um sinal de triagem sobre a urgência com que deve agir, não um diagnóstico, e nenhum estudo veterinário valida a cor do cerúmen como teste isolado. A terceira coluna é a que vale a pena ler duas vezes.

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O que vêAssociado frequentemente aO que não provaPróximo passo sensato
Amarelo-claro a bege, pouca quantidade, mole, sem cheiroCerúmen normal, canal saudávelQue a parte funda do canal está limpa. Uma otite inicial pode começar por trás de uma cera de aspeto normalNão mexa. Verifique todas as semanas
Castanho-claro a médio, quantidade moderada, sem cheiroAcumulação normal: orelhas caídas, canais com pelo, cães que nadamLeveduras ou infeção. O castanho é o aspeto do cerúmen e dos detritos retidos depois de oxidadosLimpe se a quantidade estiver a aumentar. Vigie o cheiro
Castanho-escuro, gorduroso, cheiro forte a mofo ou adocicadoAcompanha muitas vezes a proliferação de leveduras MalasseziaLeveduras em concreto. As bactérias e os ácaros também produzem exsudado escuro e gorduroso, e as leveduras vivem em muitos ouvidos saudáveisConsulta veterinária com citologia antes de tratar
Preto, seco, esfarelado, como borras de caféÁcaros clássicos dos ouvidos (Otodectes cynotis): cerúmen misturado com sangue seco, restos celulares e fezes de ácarosÁcaros. Uma otite ceruminosa antiga tem um aspeto idêntico, e os ácaros são muito mais prováveis em cachorros, cães acabados de adotar e casas com vários animaisZaragatoa em óleo mineral no veterinário para procurar ácaros e ovos
Amarelo espesso ou creme, pegajoso ou com aspeto de pusExsudado inflamatório ou bacterianoQue organismo está envolvido, ou se o tímpano está intactoConsulta veterinária. Não lave em casa
Verde ou cinzento-esverdeado, normalmente com cheiro forteDescrito por vezes com Pseudomonas e outras otites bacterianasPseudomonas em concreto. Só a cultura identifica a bactéria e o seu padrão de resistênciaConsulta veterinária rápida, na mesma semana
Vermelho, com estrias rosadas ou claramente com sangueAutotraumatismo por coçar, um corpo estranho como uma pragana, ácaros, pólipos ou uma massaNada sobre a causa. O sangue também esconde o que está por baixoConsulta veterinária. Não limpe o ouvido antes

A utilidade prática da cor é a tendência. Uma cera que era bege em março e escura e gordurosa em junho diz mais do que qualquer fotografia isolada, seja qual for a cor.

Cera, ácaros ou leveduras nos ouvidos do cão: o que realmente os distingue

Três causas explicam a maior parte dos casos de «o meu cão tem de repente muita cera escura», e a olho nu sobrepõem-se muito.

  • Simples acumulação de cera: bege a castanho, mole, pouco cheiro, comichão ligeira ou nenhuma, os dois ouvidos parecidos.
  • Ácaros dos ouvidos: grande quantidade de resíduos pretos, secos e esfarelados, comichão desproporcionada em relação à inflamação visível, contagiosos para outros animais e descritos muito mais em animais jovens e em gatos do que em cães adultos.
  • Proliferação de leveduras: secreção escura e gordurosa, cheiro a mofo característico, muitas vezes um ouvido pior do que o outro, frequentemente num cão com comichão nas patas ou noutras zonas da pele, já que as leveduras nos ouvidos são normalmente um sintoma de doença alérgica da pele.

A citologia auricular esclarece. Uma zaragatoa do exsudado é rolada numa lâmina, corada ou misturada com óleo mineral e observada ao microscópio. O objetivo não é apenas encontrar leveduras ou bactérias, mas contá-las, porque o tamanho da população separa os habitantes normais de uma infeção. Num estudo com cães com e sem otite externa, as leveduras Malassezia foram encontradas em 28,0% dos cães com ouvidos saudáveis e em 57,3% dos cães com otite, com populações de leveduras muito maiores nos animais afetados (Cafarchia et al., Mycopathologia, 2005; DOI 10.1007/s11046-005-0151-x). Encontrar leveduras no ouvido de um cão não tem nada de especial. Encontrar muitas num cão com sinais clínicos é o que importa, e só um microscópio lhe diz qual dos casos tem.

Adivinhar tem um custo. Os tratamentos para ácaros não fazem nada às leveduras, os antifúngicos não fazem nada aos ácaros, e ciclos repetidos do antibacteriano errado podem alterar a flora do ouvido em direções pouco úteis. O nosso guia sobre ácaros nos ouvidos ou otite no cão aprofunda a distinção, e se o seu cão já está desconfortável, compare o que vê com os sintomas de otite canina.

Tutor a remover a cera dos ouvidos do cão em casa, massajando a base da orelha depois de aplicar um limpador de ouvidos veterinário

Como remover a cera dos ouvidos do cão em casa em segurança

Para uma acumulação normal num ouvido confortável e sem dor, a técnica conta mais do que o produto.

  1. Encha o canal. Levante a orelha e aperte o frasco de limpador de ouvidos veterinário até encher o canal. Pôr pouco é o erro mais comum: umas gotas nunca chegam ao canal horizontal, onde está a cera.
  2. Massaje durante 20 a 30 segundos. Segure a orelha para baixo e massaje a cartilagem firme da base da orelha até ouvir um som de líquido a chapinhar. Isto solta a cera da parede do canal.
  3. Deixe o cão sacudir. Afaste-se. O abanar da cabeça faz sair os detritos soltos da curva, o que nenhum algodão consegue.
  4. Limpe o que consegue alcançar. Algodão ou gaze à volta de um dedo, não mais fundo do que uma falange — mais ou menos o limite que a Universidade de Cornell descreve: só até onde vê e onde o dedo chega naturalmente.
  5. Repita uma vez e pare. Se uma segunda ronda ainda trouxer muitos detritos escuros, isso é informação para o veterinário, não uma razão para uma terceira.

Cinco erros que pioram a cera nos ouvidos do cão

  • Cotonetes enfiados no canal. Empurram a cera contra o tímpano e arriscam traumatismo ou perfuração. Os hospitais veterinários desaconselham os cotonetes no cão.
  • Água oxigenada, álcool ou óleos essenciais. Irritam o revestimento, ardem na pele inflamada ou ulcerada e podem atrasar a cicatrização — e o canal em L mantém-nos em contacto com essa pele durante muito tempo.
  • Limpar um ouvido que dói. Dor, calor, inchaço ou o cão a encolher-se quando lhe toca na base da orelha significam parar e marcar consulta.
  • Lavar quando o tímpano pode estar perfurado. Uma infeção crónica, a cabeça inclinada ou problemas de equilíbrio aumentam essa possibilidade, e só o veterinário pode ver. Nunca ponha líquido no ouvido de um cão se o tímpano puder estar rompido.
  • Limpar demais um ouvido saudável. Retirar a camada protetora de cerúmen irrita o canal e pode desencadear a inflamação que queria evitar. Se não há nada para retirar, não retire.

Com que frequência deve limpar, de forma realista?

Tipo de orelha ou situaçãoRitmo inicial razoávelO que vigiar
Orelha erguida, canal aberto e seco, pouca ceraSó quando a acumulação é visível, muitas vezes uma vez por mês ou menosIrritação por limpar com demasiada frequência
Orelhas caídas ou com muito pelo (Cocker Spaniel, Basset Hound)Semanal, ajustado ao conselho do veterinárioCheiro e humidade debaixo da orelha
Canais com pelo ou estreitos (Caniche, Schnauzer, Cão de Água Português)A cada uma ou duas semanas, junto com a tosquiaDetritos presos no pelo do canal
Cães que nadam com frequência e cães com banhos frequentesSecar os ouvidos depois de cada banho; limpar como indicadoÁgua retida na curva do canal
Historial de otites recorrentesO plano de manutenção definido pelo veterinário, e não um intervalo genéricoQualquer regresso do cheiro ou do abanar da cabeça

A conformação da orelha não é um pormenor estético: no mesmo estudo de 2005, os cães de orelhas caídas mostraram uma incidência maior de infeção por Malassezia do que os cães de orelhas erguidas. Em Portugal, o Cão de Água Português — com pelo no canal e paixão pela água — e os cães que passam o verão entre a praia e o rio são candidatos óbvios a uma rotina de secagem cuidadosa.

Atenção às praganas no verão português

Entre a primavera e o fim do verão, as praganas (espigas secas de gramíneas, abundantes em campos, bermas e terrenos baldios por todo o país) entram com facilidade nos ouvidos dos cães durante os passeios. Um cão que, depois de um passeio, começa de repente a abanar a cabeça, a inclinar a cabeça para um lado ou a esfregar um ouvido no chão pode ter uma pragana no canal. Não tente tirá-la com pinças nem deite líquidos no ouvido: a pragana pode avançar até ao tímpano. É uma consulta no próprio dia.

O que distingue uma verdadeira solução auricular de um soro fisiológico

Muitos produtos vendidos como limpadores de ouvidos são pouco mais do que soro fisiológico com perfume. Enxaguam a parte visível do ouvido sem amolecer o que está acumulado na curva. Um limpador pensado para ouvidos com cera precisa de um ingrediente queratolítico que dissolva a cera, de algo que trate o cheiro na origem e de um pH suave o suficiente para uma pele que pode já estar irritada.

O nosso limpador de ouvidos para cães publica números concretos em vez de promessas vagas: 0,2% de ácido salicílico para amolecer e desfazer a cera e a descamação, 10% de Aloe ferox com pantenol (pró-vitamina B5), mais alantoína e fitoesfingosina, para acalmar e apoiar a barreira cutânea do ouvido, e ciclodextrina natural, que captura as moléculas de cheiro em vez de as tapar com perfume. É sem clorexidina e tem pH equilibrado entre 5,0 e 5,5, ajustado à pele do ouvido canino para que a limpeza de rotina não arda, num frasco de 120 mL. Custa 26,95 €, com envio grátis para Portugal. É um produto de higiene e não um medicamento: não trata ácaros e não substitui a terapêutica receitada numa infeção ativa. Não o use, nem qualquer outro limpador, se o tímpano puder estar perfurado. Em Portugal, encontrará também limpadores auriculares veterinários de marcas como a Virbac (Epi-Otic) ou a Vetoquinol nas clínicas e em lojas como a zooplus.pt ou a Kiwoko — compare a composição e o pH.

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Quando a cera nos ouvidos do cão justifica uma ida ao veterinário

Marque uma consulta em vez de pegar num frasco se vir qualquer um destes sinais a acompanhar a cera:

  • Um cheiro forte, desagradável ou azedo vindo do ouvido
  • Vermelhidão, inchaço, calor ou um canal que parece mais estreito
  • Dor: o cão encolhe-se, gane ou não o deixa aproximar-se do ouvido
  • Muita secreção escura, pus ou qualquer sangue
  • Abanar persistente da cabeça, coçar ou esfregar o ouvido nos móveis
  • Cabeça inclinada, perda de equilíbrio, movimentos rápidos dos olhos ou aparente perda de audição
  • Cera que volta poucos dias depois de uma limpeza completa, ou um ouvido que se comporta de forma diferente do outro

O último ponto importa mais do que os tutores imaginam. A doença do ouvido canino tem normalmente um fator de fundo, como a doença alérgica da pele, e tratar a cera sem tratar esse fator produz o ciclo conhecido de melhorar e recair. Se o seu cão vai no terceiro episódio de problemas de ouvidos este ano, a conversa é sobre a causa e não sobre o limpador. As gotas auriculares com medicamento são, em Portugal e na UE, medicamentos veterinários sujeitos a receita, no quadro do Regulamento (UE) 2019/6, autorizados pela DGAV — é o seu veterinário que decide quando são necessárias.

Perguntas frequentes sobre a cera nos ouvidos do cão

De que cor deve ser a cera nos ouvidos do cão?

A cera normal nos ouvidos do cão é amarelo-clara a castanho-clara, mole, em pequena quantidade e quase sem cheiro. Um castanho médio também pode ser normal, sobretudo em cães de orelhas caídas e em cães que nadam. O que justifica uma verificação é uma mudança em relação ao padrão habitual do seu cão, ou cera acompanhada de cheiro, vermelhidão, dor ou abanar da cabeça.

A cera castanha nos ouvidos do cão é normal?

Normalmente, sim. O castanho é o aspeto do cerúmen misturado com pó e pele descamada depois de oxidado, e a cera castanho-clara a média sem cheiro é comum. A preocupação aumenta quando fica escura e gordurosa, tem cheiro a mofo ou aparece com comichão, o que pode indicar proliferação de leveduras ou de bactérias.

O que significa cera preta nos ouvidos do cão?

Resíduos pretos, secos e esfarelados, parecidos com borras de café, são o aspeto clássico dos ácaros dos ouvidos — uma mistura de cera, sangue seco e fezes de ácaros. Não é uma prova, porque uma otite ceruminosa antiga tem um aspeto semelhante. Os ácaros são mais prováveis em cachorros, cães acabados de adotar e casas com vários animais, e o veterinário confirma-os ao microscópio.

Como se remove a cera dos ouvidos do cão em casa?

Encha o canal auditivo com um limpador de ouvidos veterinário, massaje a base da orelha durante 20 a 30 segundos até ouvir o líquido a trabalhar, deixe o cão sacudir e depois limpe os detritos soltos com algodão, não mais fundo do que uma falange. Evite cotonetes, água oxigenada e álcool, e nunca limpe um ouvido que dói.

Como distinguir a cera dos ácaros nos ouvidos do cão?

A cera normal é bege a castanha, mole, com pouco cheiro e sem grande comichão. Os resíduos de ácaros são abundantes, secos, pretos e esfarelados, com uma comichão desproporcionada em relação ao que se vê, e passam para outros animais. Os dois sobrepõem-se o suficiente para que o exame ao microscópio de uma zaragatoa seja a forma fiável de os separar.

Quanto custa o limpador de ouvidos da Pure Majesty Pets em Portugal?

O limpador de ouvidos para cães custa 26,95 €, com envio grátis para Portugal e em regime DDP: direitos e IVA incluídos, nada a pagar na entrega.


Este artigo é informação geral e não substitui o aconselhamento, o diagnóstico ou o tratamento veterinário. Os limpadores de ouvidos são produtos de higiene para cuidados de rotina, e não tratamentos para uma otite ativa ou para ácaros. Se o seu cão mostrar dor, inchaço, secreção abundante ou com sangue, cabeça inclinada ou perda de equilíbrio, ou se o tímpano puder estar perfurado, consulte o seu médico veterinário antes de pôr qualquer coisa no ouvido.

Fontes: Cornell Riney Canine Health Center — How to Clean Your Dog's Ears · Merck Veterinary Manual — Otitis Externa in Animals · VCA — Ear Cleaning in Dogs · Companion Animal Parasite Council — Otodectic Mite · Cafarchia C et al. Occurrence and Population Size of Malassezia spp. in the External Ear Canal of Dogs and Cats Both Healthy and with Otitis. Mycopathologia 2005;160(2):143–149 · Regulamento (UE) 2019/6 e Regulamento (CE) n.º 767/2009, EUR-Lex.