Prebióticos para cães: o que mostra a investigação canina

A dog on a daily walk outdoors — prebiotics for dogs support gut health

Escrito para donos de cães pela equipa de investigação da Pure Majesty Pets. Todos os estudos referidos estão listados, com os respetivos identificadores, no fim do artigo.

Os prebióticos para cães são fibras fermentáveis (inulina, FOS, GOS, polpa de beterraba e algumas outras) que o cão não consegue digerir, mas que as bactérias do intestino grosso conseguem. Não contêm bactéria nenhuma. Alimentam a flora que o seu cão já tem, o que é um trabalho diferente do que fazem os probióticos, e é por isso que as duas palavras andam sempre trocadas nos rótulos dos suplementos.

Resposta curta: um prebiótico é fibra fermentável que alimenta as bactérias intestinais que o cão já tem, em vez de lhe acrescentar bactérias novas. As bactérias do cólon fermentam-na e produzem ácidos gordos de cadeia curta, que servem de combustível às células que revestem o cólon. O FOS é a fibra com a evidência canina mais sólida; a inulina e a polpa de beterraba ficam a meio caminho; o GOS e os beta-glucanos estão menos demonstrados do que os rótulos dão a entender.

Quase nenhum guia de compra separa o que foi medido em cães do que foi extrapolado de ensaios em pessoas. Essa separação é o objetivo deste artigo. E há um pormenor que interessa ao leitor português: um dos estudos caninos mais citados sobre fibra solúvel e diarreia crónica foi feito em Portugal, com cães de trabalho da GNR. Falamos dele mais abaixo.

O que é exatamente um prebiótico para cães?

Cão sentado ao lado de um frasco de suplemento líquido com pipeta, a ilustrar a toma diária de prebióticos para cães

O cão não produz nenhuma enzima capaz de quebrar as ligações de fibras como a inulina ou os fruto-oligossacarídeos (FOS). Essas fibras atravessam o estômago e o intestino delgado praticamente intactas e chegam inteiras ao cólon, e é precisamente essa a ideia. Aí, as bactérias sacarolíticas (as que fermentam açúcares, entre elas as Bifidobacterium e os Lactobacillus) usam a fibra como substrato.

Daqui decorrem duas coisas. As bactérias capazes de aproveitar a fibra ganham vantagem sobre as que não conseguem, e a fermentação produz metabolitos que os próprios tecidos do cão utilizam. A revisão de Pilla e Suchodolski sobre o microbioma intestinal canino descreve esta comunidade como uma peça do metabolismo do hospedeiro, que compete com agentes patogénicos e ajuda a educar o sistema imunitário: funções que vão muito além da digestão.2

A fibra prebiótica para cães é, portanto, menos um suplemento do que um substrato. Só funciona na medida em que o seu cão já tem bactérias capazes de a fermentar, e é uma das razões pelas quais os resultados variam de cão para cão mais do que o marketing admite. Dois cães com a mesma ração e a mesma dose de inulina podem reagir de forma bastante diferente, simplesmente porque a flora de partida não é a mesma.

Prebióticos ou probióticos para cães? E onde entram os simbióticos e os pós-bióticos

  • Probiótico: bactérias (ou leveduras) benéficas vivas acrescentadas ao intestino. Tratamos o tema em pormenor no nosso guia completo de probióticos para cães.
  • Prebiótico: fibra fermentável não digerível que alimenta as bactérias já presentes. Não contém organismos vivos.
  • Simbiótico: as duas coisas no mesmo produto. Um simbiótico para cães fornece ao mesmo tempo os microrganismos e o substrato.
  • Pós-biótico: os próprios produtos da fermentação, ou componentes de microrganismos inativados, fornecidos diretamente em vez de serem produzidos no intestino. É a literatura canina mais recente das quatro.

O argumento para juntar os dois primeiros vem de um ensaio em cães, não de um slogan. Swanson e colegas fizeram duas experiências com 20 cães adultos saudáveis cada (40 no total) e deram-lhes, duas vezes por dia, sacarose, 2 g de FOS, uma estirpe de Lactobacillus acidophilus, ou FOS e a estirpe em conjunto. O FOS sozinho melhorou os indicadores de saúde intestinal: mais bifidobactérias e lactobacilos nas fezes, menos Clostridium perfringens, mais butirato fecal e menos compostos de putrefação das proteínas (os que dão o cheiro sulfuroso às fezes). Segundo os autores, a estirpe probiótica foi mais eficaz quando dada em combinação com o FOS do que quando dada sozinha.1 É um estudo com uma única estirpe em cães saudáveis, não a prova de que qualquer simbiótico é melhor do que qualquer probiótico. Mas é evidência canina direta de que alimentar as bactérias muda o que elas fazem.

Como funciona a fibra prebiótica: o mecanismo dos ácidos gordos de cadeia curta

Esquema que compara uma flora intestinal densa e bem alimentada com uma flora pobre, a mostrar como os prebióticos para cães alimentam o microbioma

A fermentação da fibra solúvel produz ácidos gordos de cadeia curta (AGCC), sobretudo acetato, propionato e butirato. O butirato é o que mais conta a nível local: é a fonte de energia preferida dos colonócitos, as células que revestem o intestino grosso. A fibra que chega ao cólon e fermenta alimenta, portanto, a própria parede intestinal, e não apenas as bactérias que lá vivem.

Nem todas as fibras fermentam da mesma maneira. Middelbos, Fastinger e Fahey compararam, em seis cães, rações sem fibra suplementar, com polpa de beterraba (uma fibra de referência moderadamente fermentável), com celulose (praticamente não fermentável) e com misturas de celulose, FOS e parede celular de levedura a 2,5 % da ração. Todas as rações com fibra fermentável deram concentrações fecais de bifidobactérias mais altas do que as rações sem ela, as rações com fibra fermentável tiveram mais butirato nas fezes do que a celulose e o controlo, e a polpa de beterraba teve resultados semelhantes aos das misturas de oligossacarídeos.3

A consequência lê-se na lista de ingredientes: a celulose, a fibra mais barata da categoria, não é um prebiótico. Dá volume, fermenta muito pouco e não alimenta o microbioma de forma relevante. «Contém fibra» e «contém fibra prebiótica» são afirmações diferentes. A fermentação rápida também tem um limite: oligossacarídeos como o FOS são consumidos logo na primeira parte do cólon, e é por isso que uma primeira dose demasiado generosa provoca gases.

No rótulo de uma ração vendida em Portugal há uma armadilha extra. O Regulamento (CE) n.º 767/2009, que define a rotulagem dos alimentos para animais na União Europeia, obriga a declarar a «fibra bruta» entre os constituintes analíticos. É um valor útil, mas mede sobretudo a fração insolúvel e não distingue celulose de fibra fermentável: duas rações com a mesma percentagem de fibra bruta podem ter efeitos muito diferentes no intestino. Para saber se há prebióticos, procure na lista de ingredientes nomes concretos como polpa de beterraba, inulina, raiz de chicória, FOS ou fruto-oligossacarídeos, e não apenas a percentagem.

Que fibras prebióticas têm evidência real em cães?

Esta tabela ordena as fibras pelo que foi medido em cães, e di-lo quando a resposta honesta é «ainda pouco».

Fibra Origem Fermentabilidade O que mostra a investigação em cães Evidência canina
FOS (fruto-oligossacarídeos) Chicória, cana-de-açúcar Alta, rápida 2 g duas vezes por dia aumentaram as bifidobactérias e os lactobacilos fecais e reduziram o C. perfringens e os catabolitos proteicos em adultos saudáveis; melhoraram o resultado de uma estirpe probiótica dada em conjunto1 A mais sólida: direta e controlada
Inulina Raiz de chicória Alta Mesma família de frutanos que o FOS, com cadeias mais longas; muito usada em rações para cães e em ensaios com fibra fermentável, quase sempre dentro de uma mistura e não sozinha Moderada: em grande parte inferida
Polpa de beterraba Beterraba sacarina Moderada Aumentou as bifidobactérias fecais tanto como as misturas de oligossacarídeos com 2,5 % de inclusão; é a fibra de referência moderadamente fermentável nos estudos caninos3 Moderada: bem caracterizada
GOS (galacto-oligossacarídeos) Derivados da lactose Alta Com 1,0 % de inclusão em 24 cães saudáveis, o GOS não alterou a digestibilidade, as fezes, o pH fecal, os AGCC totais nem a IgA fecal, mas melhorou indicadores de fagocitose e de explosão oxidativa4 Mista: sinal imunitário, sem sinal nas fezes
Beta-glucanos Levedura, aveia Baixa a moderada Uma mistura de beta-glucanos de levedura a 0,012–0,023 % da ração não alterou a qualidade das fezes nem a digestibilidade em 24 Labradores; são estudados sobretudo como moduladores imunitários5 Limitada enquanto fibra prebiótica
Casca de psílio Casca de Plantago Baixa (forma gel) Em 22 cães de trabalho da GNR com diarreia crónica do intestino grosso, 4 colheres de sopa por dia durante um mês deram fezes consistentes com regularidade em 90 % dos cães e reduziram a frequência de defecação; estudo aberto, sem grupo de controlo6 Útil, mas é uma fibra de volume
Amido resistente Amidos cozinhados e arrefecidos, banana verde Moderada a alta Em teoria fermenta em AGCC, incluindo butirato; os dados controlados de suplementação em cães continuam escassos Limitada: sobretudo extrapolada

As linhas do GOS e dos beta-glucanos são as que a categoria prefere ignorar. Ambos aparecem em destaque em muitos rótulos, mas, nas doses testadas em cães saudáveis, nenhum deles alterou de forma consistente a qualidade das fezes. Isso não os torna inúteis: o ensaio com GOS concluiu que 1,0 % de GOS melhorou indicadores de imunidade4. Mas o valor deles é diferente do do FOS, e os produtos que sugerem o contrário vão à frente da evidência.

O estudo português: psílio em cães de trabalho da GNR

O estudo do psílio merece uma nota à parte, porque foi conduzido em Portugal. Alves e colegas, da Guarda Nacional Republicana e da Universidade de Évora, selecionaram 22 cães de trabalho com diarreia crónica do intestino grosso, depois de excluírem outras doenças com hemograma, bioquímica e pesquisa fecal de Clostridium e Salmonella. Juntaram casca de psílio à ração durante um mês. A resposta foi classificada como «muito boa» em 50 % dos cães, «boa» em 40 % e «fraca» em 10 %; a frequência de defecação desceu de 3,5 para 2,9 vezes por dia e os cães ganharam em média 2 kg. Os efeitos benéficos ainda se observavam no mês seguinte, já sem suplementação.6

Duas ressalvas honestas: não houve grupo de controlo, e eram cães de trabalho com um problema já diagnosticado, acompanhados por médicos veterinários. O psílio funciona sobretudo como fibra de volume, que forma gel e regula o trânsito, e não como prebiótico clássico. Não use este estudo como receita caseira: a dose foi pensada para cães de trabalho de porte grande e com diagnóstico feito.

Prebióticos naturais para cães: o que a abóbora consegue e não consegue fazer

A abóbora é uma fonte alimentar real de fibra, com uma parte solúvel e outra insolúvel, e é segura com moderação. O problema é a dose. As quantidades de fibra que uma porção razoável de abóbora acrescenta à tigela são pequenas comparadas com as de uma dieta veterinária rica em fibra, e dar abóbora em quantidade suficiente para igualar essas dietas significaria encher a tigela de abóbora e desequilibrar a ração.7

A mesma lógica vale para a batata-doce cozida e arrefecida, as folhas de dente-de-leão e a banana verde. Contribuem com fibra fermentável, mas não fornecem uma quantidade diária padronizada. Para perceber onde a fibra encaixa ao lado da alimentação, do stress e da qualidade das fezes, o nosso guia sobre a saúde intestinal do cão mostra o quadro completo.

Se preferir uma via alimentar, a forma mais simples de garantir fibra fermentável todos os dias continua a ser uma ração completa cujo rótulo identifique a fonte (polpa de beterraba, chicória ou FOS), de preferência formulada segundo as recomendações nutricionais da FEDIAF, a referência europeia para alimentos para cães. Nas lojas de animais, no zooplus.pt ou nas clínicas, compare a lista de ingredientes e não apenas a palavra «digestiva» na embalagem.

Como introduzir fibra prebiótica sem provocar gases ou fezes moles

O erro mais comum é começar logo no primeiro dia com a dose completa do rótulo. Os gases são um subproduto da fermentação, por isso uma porção inteira de fibra de fermentação rápida num cólon que não está habituado provoca, quase sempre, flatulência e fezes mais moles. O dono conclui que o produto não caiu bem ao cão, quando a fibra estava certa e o que falhou foi a progressão.

  • Dias 1 a 3: cerca de um quarto da dose adequada ao peso, com a comida.
  • Dias 4 a 7: cerca de metade, se as fezes se mantiveram normais.
  • Dias 8 a 10: três quartos.
  • A partir do dia 11: a dose diária completa, sempre igual.
  • Se surgirem gases ou fezes moles: recue um passo durante quatro ou cinco dias e volte a tentar, em vez de insistir.

Dois erros menores: juntar ao mesmo tempo um suplemento de fibra, um simbiótico e abóbora diária torna impossível perceber o que causou o quê; e a fibra fermentável é mais bem tolerada com uma refeição do que em jejum. No verão português, com calor e mudanças de rotina (férias, hotel canino, comida diferente), vale a pena não iniciar um suplemento novo na mesma semana de uma grande alteração: se as fezes amolecerem, não saberá a quem atribuir a culpa.

O que esperar, de forma realista, ao fim de 2, 4 e 8 semanas

  • Semanas 1 e 2: sobretudo tolerância. Está a perceber se o seu cão aguenta bem a fibra. Ausência de mudanças ao fim de dez dias quer dizer muito pouco.
  • Semanas 3 e 4: a primeira avaliação justa. Os ensaios alimentares em cães costumam prever cerca de 20 dias de adaptação à dieta antes de medir o que quer que seja, porque as populações microbianas precisam desse tempo para estabilizar.4 Avalie a qualidade das fezes nesta fase, não antes.
  • Semanas 6 a 8: a questão da manutenção. Um efeito real já deve ser visível no passeio. As alterações microbianas dependem do substrato e tendem a desaparecer quando a suplementação para, embora no estudo da GNR os cães tenham mantido benefícios durante o mês seguinte ao fim do psílio.6

Nada na literatura canina justifica esperar mudanças na energia, no pelo ou na comichão num prazo fixo apenas com fibra prebiótica. A revisão de Craig descreveu ligações entre a microbiota intestinal e a dermatite atópica em pessoas e em cães, e refere os prebióticos entre as formas de tentar modificar essa microbiota; é útil saber, mas não é um mecanismo que se possa dosear.8

Quando as fezes moles são um problema veterinário e não de fibra

A fibra fermentável é uma ferramenta de bem-estar para um aparelho digestivo fundamentalmente saudável, e o primeiro passo errado quando alguma coisa está mesmo mal. Marque uma consulta, em vez de recorrer a um suplemento, se notar:

  • Sangue, ou fezes negras com aspeto de alcatrão
  • Vómitos repetidos, ou vómitos acompanhados de diarreia
  • Diarreia que dura mais de 48 horas, ou qualquer diarreia num cachorro, num cão idoso ou num cão muito pequeno
  • Perda de peso, falta de apetite ou apatia juntamente com sinais digestivos
  • Sinais que voltam de poucas em poucas semanas apesar de uma alimentação estável

Em Portugal, convém lembrar também que uma diarreia persistente pode ter causas parasitárias ou infecciosas que nenhuma fibra resolve, e que um cão que vive no Alentejo, no Algarve ou na região de Lisboa e Vale do Tejo, onde a leishmaniose é endémica, pode apresentar sinais digestivos e perda de peso entre outros sintomas. Se for urgente (sangue abundante, cão prostrado, vómitos que não param), contacte de imediato o seu médico veterinário ou um hospital veterinário com urgência 24 horas.

Os padrões recorrentes podem refletir uma verdadeira disbiose, que Suchodolski descreve como a perda da microbiota comensal normal, hoje avaliada com métodos moleculares e não por palpite9, ou problemas da barreira intestinal como os que discutimos no artigo sobre o intestino permeável no cão. Esses casos precisam primeiro de um diagnóstico; a fibra pode fazer parte do plano depois, mas é um mau substituto do diagnóstico. Os medicamentos usados nestes quadros (antibióticos, antiparasitários, anti-inflamatórios) estão sujeitos a receita veterinária em Portugal e na União Europeia, nos termos do Regulamento (UE) 2019/6; não os substitua por suplementos.

Como ler um rótulo: há fibra para as bactérias?

Não se fique pelo número de microrganismos anunciado na frente da embalagem: procure na lista de ingredientes uma fibra fermentável ou um componente prebiótico identificado pelo nome. Muitos probióticos para cães fornecem organismos vivos e nada para eles fermentarem. Isso não faz deles maus produtos (há muitas fórmulas só com probióticos bem feitas), mas deixa o lado do substrato entregue à alimentação. É o caso de alguns dos probióticos mais vendidos em Portugal, como o Purina Pro Plan FortiFlora, pensado sobretudo como fonte de microrganismos e não de fibra.

Um rótulo sério identifica cada ingrediente: os microrganismos pelo nome (género e espécie), a quantidade declarada de cada componente e a forma de utilização. Na União Europeia, os alimentos para animais e os seus aditivos são controlados pela DGAV em Portugal, e a avaliação científica dos aditivos cabe à EFSA. E nenhum suplemento pode alegar que previne, trata ou cura uma doença (art. 13.º do Regulamento (CE) n.º 767/2009): desconfie de qualquer embalagem que prometa «curar a diarreia».

O probiótico líquido 3 em 1 da Pure Majesty Pets foi pensado como uma fórmula de tipo simbiótico. Junta três culturas vivas identificadas pelo nome (a levedura Saccharomyces boulardii e as bactérias formadoras de esporos Bacillus coagulans e Bacillus subtilis), um componente prebiótico de MOS (mananoligossacarídeos) e beta-glucanos provenientes de paredes celulares de levedura inativada, e tributirina, uma fonte de butirato. Sejamos claros quanto à evidência: os MOS e os beta-glucanos não são o FOS dos estudos acima, e a tabela mostra que os beta-glucanos, sozinhos, não alteraram as fezes em cães saudáveis. O que torna a fórmula interessante à luz deste artigo é a tributirina: fornece diretamente uma fonte do mesmo butirato que a fermentação da fibra produz no cólon, em vez de depender apenas da flora de cada cão para o fabricar.

O formato também ajuda na progressão gradual descrita acima. O probiótico líquido vem num frasco de 60 mL com pipeta graduada: agita-se, mede-se a porção indicada no rótulo e junta-se à comida, o que torna fácil começar com um quarto da dose e ir subindo, algo complicado com um mastigável de tamanho fixo. A suspensão é feita em óleo MCT, sem água. É fabricado na América do Norte segundo as boas práticas de fabrico (GMP), com certificado de análise (COA) para cada lote.

O formato é um compromisso, não uma classificação. Os pós são económicos, mas há cães que comem à volta deles; os mastigáveis são fáceis de lembrar e difíceis de ajustar; os líquidos permitem doses precisas, mas é preciso agitá-los antes de cada utilização. Comparamos os três formatos na nossa análise probiótico líquido, em pó ou mastigável. O formato que o seu cão aceita todos os dias vale mais do que o teoricamente superior que só consegue dar três vezes por semana.

Pure Majesty Pets em Portugal

Culturas vivas, prebiótico e butirato numa só pipeta

  • Probiótico líquido para cães 3 em 1, 31,95 €: Saccharomyces boulardii, Bacillus coagulans e Bacillus subtilis vivos, MOS e beta-glucanos de levedura inativada e tributirina, para apoiar fezes firmes, o equilíbrio da flora intestinal e a digestão diária. Frasco de 60 mL com pipeta graduada, fácil de dosear ao peso e de introduzir aos poucos.

Envio grátis para Portugal (e para todo o mundo). Envio DDP: direitos e IVA já pagos, nada a pagar na entrega. Fabrico na América do Norte segundo as boas práticas de fabrico (GMP), com certificado de análise (COA) para cada lote.

Perguntas frequentes

Qual é a diferença entre prebióticos e probióticos para cães?

Os probióticos são microrganismos benéficos vivos acrescentados ao intestino. Os prebióticos são fibras fermentáveis não digeríveis que alimentam as bactérias que já lá estão. Um não substitui o outro, e num ensaio em cães uma estirpe probiótica teve melhor resultado com FOS do que sozinha.

A inulina é segura para cães?

A inulina é muito usada nas rações comerciais e geralmente bem tolerada por cães saudáveis. Como fermenta com facilidade, uma quantidade grande logo de início costuma provocar gases ou fezes mais moles. Introduza-a aos poucos e fale primeiro com o seu médico veterinário se o cão tiver uma doença gastrointestinal diagnosticada.

Qual é um prebiótico natural para cães?

A abóbora, a batata-doce cozida e arrefecida, as folhas de dente-de-leão e as fibras derivadas da chicória fornecem fibra fermentável. O problema é a quantidade: uma porção razoável destes alimentos acrescenta pouca fibra comparada com uma dieta veterinária rica em fibra, e não fornece uma dose diária padronizada.

Posso dar prebióticos e probióticos ao mesmo tempo ao meu cão?

Sim, e essa combinação tem nome: simbiótico. Dar os dois na mesma toma diária mantém alinhados o substrato e os microrganismos, que é como a investigação canina os tem testado em geral.

Quanto tempo demoram os prebióticos a fazer efeito no cão?

Espere três a quatro semanas antes de avaliar. Os estudos alimentares em cães costumam prever cerca de 20 dias de adaptação à dieta antes de medir resultados, porque as populações microbianas precisam desse tempo para estabilizar.

Os prebióticos podem causar gases ou diarreia no cão?

Podem, sobretudo no início, porque os gases são um subproduto normal da fermentação. Reduzir a quantidade e voltar a subir ao longo de cerca de dez dias resolve a situação na maioria dos cães saudáveis. Uma diarreia que dure mais de 48 horas, ou que venha com sangue, vómitos ou apatia, exige uma consulta veterinária e não um ajuste de dose.

Há estudos portugueses sobre fibra e diarreia em cães?

Sim. Um estudo da GNR e da Universidade de Évora, publicado em 2021, avaliou a casca de psílio em 22 cães de trabalho com diarreia crónica do intestino grosso e observou fezes consistentes com regularidade em 90 % dos cães durante a suplementação. Não teve grupo de controlo, e o psílio é uma fibra de volume, não um prebiótico clássico.

Em resumo

Os prebióticos para cães são a metade «substrato» da saúde intestinal, e a evidência canina é real mas desigual: o FOS foi medido diretamente e teve bons resultados, a inulina e a polpa de beterraba têm um apoio razoável, o GOS e os beta-glucanos deram sinais do lado imunitário sem mexer na qualidade das fezes, e o psílio ajuda por outro mecanismo, como mostrou o estudo português com cães da GNR. Introduza a fibra fermentável devagar, avalie-a às quatro semanas e não aos quatro dias, e consulte o médico veterinário logo que os sinais digestivos pareçam doença e não apenas desequilíbrio.

Fontes

  1. Swanson KS, Grieshop CM, Flickinger EA, et al. Fructooligosaccharides and Lactobacillus acidophilus modify gut microbial populations, total tract nutrient digestibilities and fecal protein catabolite concentrations in healthy adult dogs. Journal of Nutrition. 2002;132(12):3721–3731. PMID 12468613 — PubMed
  2. Pilla R, Suchodolski JS. The role of the canine gut microbiome and metabolome in health and gastrointestinal disease. Frontiers in Veterinary Science. 2019;6:498. PMID 31993446 — PMC
  3. Middelbos IS, Fastinger ND, Fahey GC Jr. Evaluation of fermentable oligosaccharides in diets fed to dogs in comparison to fiber standards. Journal of Animal Science. 2007;85(11):3033–3044. PMID 17686893 — PubMed
  4. Rentas MF, Pedreira RS, Perini MP, et al. Galactoligosaccharide and a prebiotic blend improve colonic health and immunity of adult dogs. PLoS ONE. 2020;15(8):e0238006. PMID 32857814 — PMC
  5. Kilburn-Kappeler LR, Aldrich CG. Evaluation of a yeast β-glucan blend in a pet food application to determine its impact on stool quality, apparent nutrient digestibility, and intestinal health when fed to dogs. Frontiers in Animal Science. 2023;4:1125061 — Frontiers
  6. Alves JC, Santos A, Jorge P, Pitães A. The use of soluble fibre for the management of chronic idiopathic large-bowel diarrhoea in police working dogs. BMC Veterinary Research. 2021;17:100. PMID 33653329 — PMC
  7. Tufts University, Cummings School of Veterinary Medicine. People like giving pets pumpkin, but is it good for them? Tufts Now. 2017 (comentário da Dr.ª Lisa Freeman, nutrição veterinária).
  8. Craig JM. Atopic dermatitis and the intestinal microbiota in humans and dogs. Veterinary Medicine and Science. 2016;2(2):95–105. PMID 29067183 — PubMed
  9. Suchodolski JS. Diagnosis and interpretation of intestinal dysbiosis in dogs and cats. The Veterinary Journal. 2016;215:30–37. PMID 27160005 — PubMed
  10. Regulamento (CE) n.º 767/2009, colocação no mercado e utilização de alimentos para animais — EUR-Lex
  11. Regulamento (UE) 2019/6, medicamentos veterinários — EUR-Lex
  12. DGAV, Alimentos para Animais — dgav.pt
  13. EFSA, Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos — efsa.europa.eu
  14. FEDIAF, Nutritional Guidelines — europeanpetfood.org

Aviso veterinário: este artigo tem fins informativos e não substitui o aconselhamento, o diagnóstico ou o tratamento do seu médico veterinário. Os suplementos podem apoiar o bem-estar geral; não se destinam a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer doença. Cada cão reage de forma diferente, e os estudos citados foram feitos em condições específicas que podem não corresponder às do seu cão. Fale sempre com o seu médico veterinário antes de iniciar um suplemento novo, sobretudo se o cão estiver gestante ou em lactação, tomar medicação, tiver o sistema imunitário enfraquecido ou uma doença diagnosticada.