Resposta rápida: as alergias sazonais no cão acontecem quando o sistema imunitário reage em excesso ao pólen, às gramíneas, aos bolores ou aos ácaros do pó. Em Portugal, as crises concentram-se sobretudo entre março e julho, mas podem prolongar-se pelo outono e, em casas húmidas, pelo inverno. Os sinais típicos são patas lambidas, orelhas vermelhas e pele irritada: é a chamada dermatite atópica canina. Os primeiros passos são lavar as patas depois dos passeios, reduzir os alergénios dentro de casa e apoiar a barreira da pele com ómega-3; se o cão se coça até fazer feridas ou sangrar, marque consulta no médico veterinário. Para uma rotina diária durante a época dos pólenes, os mastigáveis para pele sensível e comichão Pure Majesty Pets (45,95 €) juntam óleos ricos em ómega-3, quercetina e nutrientes para a barreira cutânea num mastigável macio e prático.
Se o seu cão começou de repente a roer as patas, a esfregar a cara no sofá ou a coçar uma orelha até ficar em carne viva todas as noites, as alergias sazonais são a explicação mais provável depois de excluídas as pulgas e a dermatite alérgica à picada da pulga, muito frequente num país de clima ameno como o nosso. Os dermatologistas veterinários chamam-lhe dermatite atópica canina: uma hipersensibilidade de base genética, mediada por anticorpos IgE, a alergénios do ambiente como o pólen, os esporos de bolores e os ácaros do pó (Manual Veterinário MSD). Instala-se ao longo de uma época de alergias e tende a regressar todos os anos na mesma janela, à medida que as plantas a que o cão é sensível voltam a florir.
O que são, ao certo, as alergias sazonais no cão?
Uma revisão de referência sobre o tema define a dermatite atópica canina como uma doença de pele inflamatória e com comichão, de predisposição genética, progressiva e com recaídas crónicas, associada a anticorpos IgE dirigidos sobretudo contra alergénios ambientais (Outerbridge e Jordan, Advances in Small Animal Care, 2021). Segundo os mesmos autores, a doença resulta da interação de três problemas ao mesmo tempo: uma barreira cutânea enfraquecida, uma resposta imunitária desregulada, com predomínio da via Th2, e um desequilíbrio do microbioma normal da pele. Na prática, a dermatite atópica provocada pelo pólen desenvolve-se quando os alergénios pousam no pelo e nas almofadas plantares, atravessam uma barreira que já não os trava e desencadeiam uma cascata alérgica.
Essa cascata depende da IgE. Os anticorpos IgE específicos de um alergénio fixam-se aos mastócitos da pele; quando o mesmo alergénio volta, essas células, já «preparadas», libertam histamina e outros mediadores inflamatórios, o que produz a vermelhidão, o inchaço e o prurido (a comichão) que caracterizam uma crise (Manual Veterinário MSD). Os alergénios podem ser inalados ou absorvidos pela pele, mas no cão a pele tem um papel central: uma barreira deficiente facilita a absorção percutânea de alergénios e irritantes. Por isso, a comichão concentra-se nas zonas que mais contactam com o ambiente (as patas, a barriga, as axilas, a face, as orelhas e as dobras dos membros anteriores) e não se manifesta sob a forma de espirros e nariz a pingar, como na febre dos fenos das pessoas.
Os olhos, porém, também podem sofrer. Num estudo da Faculdade de Medicina Veterinária de Lisboa com 60 cães atópicos, 60% tinham sinais oculares ou perioculares de alergia, sobretudo vermelhidão da conjuntiva (Lourenço-Martins et al., 2011). A doença costuma manifestar-se pela primeira vez entre os 6 meses e os 3 anos de idade e é mais frequente em certas raças, como o Labrador e o Golden Retriever, o Boxer, o Bulldog Francês, o Shih Tzu ou o West Highland White Terrier. Não é contagiosa, não é culpa do tutor e, na maioria dos casos, acompanha o cão a vida inteira: o objetivo é controlá-la, época após época.
Sinais de alergia sazonal no cão: o que observar
O quadro clínico é bastante consistente de cão para cão. Esteja atento a:
- Lamber ou mordiscar as patas de forma persistente, sobretudo depois de vir da rua
- Orelhas vermelhas e inflamadas ou otites que se repetem
- Esfregar a cara nos móveis, no sofá ou no tapete
- Pontos quentes (dermatite húmida aguda): zonas húmidas e em carne viva que aparecem quase de um dia para o outro
- Comichão tão intensa que interrompe o sono
- Pelo mais ralo à volta dos olhos, nas axilas ou na barriga
- Cheiro a levedura ou a mofo na pele, muitas vezes sinal de uma infeção secundária por bactérias ou por fungos como a Malassezia
A comichão é normalmente o primeiro sinal que o veterinário vê, por vezes antes de qualquer lesão visível. Uma comichão que persiste apesar de um antiparasitário aplicado com regularidade aponta fortemente para alergénios ambientais. Para orientar o diagnóstico, os veterinários recorrem a um conjunto de critérios clínicos, conhecidos como critérios de Favrot, que o Manual Veterinário MSD resume assim:
- primeiros sinais antes dos 3 anos de idade;
- cão que vive sobretudo dentro de casa;
- comichão que responde aos corticoides;
- infeções por leveduras crónicas ou recorrentes;
- patas da frente afetadas;
- pavilhões auriculares afetados, mas não as suas margens;
- zona dorso-lombar (o meio das costas) sem lesões;
- comichão sem lesões de pele no início.
Nenhum destes critérios faz o diagnóstico sozinho, e em Portugal há diagnósticos diferenciais que convém ter sempre presentes. As pulgas e a sarna provocam comichão intensa e podem coexistir com a alergia. A leishmaniose, endémica no Alentejo, no Algarve, em Lisboa e Vale do Tejo e no Douro e Trás-os-Montes, pode causar queda de pelo à volta dos olhos, descamação da pele e unhas anormalmente compridas, geralmente com pouca comichão: perante estes sinais, peça ao veterinário que a descarte com um teste.
Calendário dos pólenes em Portugal: o que desencadeia as alergias do cão em cada estação
Em Portugal, a referência para saber o que anda no ar é a Rede Portuguesa de Aerobiologia (RPA), um serviço público gratuito da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC), criado em 2002, que publica todas as semanas um boletim polínico por região. Com base em 15 anos de medições da RPA (2002–2017), investigadores portugueses traçaram o calendário polínico de cada região do país: foram registados 14 tipos de pólen, dominados pelas gramíneas, pelos carvalhos, sobreiros e azinheiras (Quercus), pelas urticáceas, como a parietária, e pelas cupressáceas, como os ciprestes. A maior parte dos pólenes alergénicos concentra-se entre março e julho, com picos mais precoces no Centro e em Lisboa e Vale do Tejo, e os níveis subiram ao longo dos anos sobretudo em Coimbra, Évora e Porto (Camacho et al., 2020). Estes dados vêm da alergologia humana, mas o pólen que o tutor respira é o mesmo que pousa no pelo e nas patas do cão.
| Estação | Principais fontes de alergénios em Portugal | Sinais mais relatados pelos tutores |
|---|---|---|
| Primavera (março a maio) | Pólen de árvores (sobreiro, azinheira e carvalhos, plátanos das avenidas, pinheiros e, no fim da primavera, oliveira), gramíneas como o panasco, parietária nos muros, relva acabada de cortar | Patas lambidas, cara esfregada, olhos vermelhos e lacrimejantes, primeiros pontos quentes |
| Verão (junho a setembro) | Últimas semanas de gramíneas e oliveira, tanchagem, quenopódios, azeda, urtiga e parietária, castanheiro e eucalipto; humidade de praias e piscinas, que favorece fungos e leveduras; ácaros dentro de casa | Vermelhidão na barriga e nas axilas, otites, pontos quentes |
| Outono (outubro e novembro) | Gramíneas residuais, urticáceas (parietária), quenopódios e bredos, artemísia e ambrósia dispersas no Centro e no Norte, primeiros pólenes de cipreste; bolores com as primeiras chuvas e as folhas em decomposição | Regresso da comichão nas patas e na cara, crises depois de brincar em montes de folhas |
| Inverno (dezembro a fevereiro) | Ácaros do pó, bolores em casas húmidas (sobretudo no litoral) e pólen de ciprestes | Comichão mais ligeira mas persistente, sobretudo em cães sensíveis aos ácaros |
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O clima de cada região também pesa. No litoral húmido, do Minho a Lisboa, os bolores e os ácaros mantêm-se ativos durante grande parte do ano e somam-se ao pólen. Na semana de 19 a 25 de junho de 2026, por exemplo, o boletim da RPA indicava risco elevado em Vila Real, Coimbra, Castelo Branco e Évora, e risco baixo em Faro, no Funchal e em Ponta Delgada. Nos Açores e na Madeira, o índice polínico médio é cerca de onze vezes inferior ao do continente (Camacho et al., 2020).
Também há dados portugueses sobre os próprios cães. Num estudo da Universidade de Évora com 68 cães alérgicos seguidos na consulta de dermatologia e alergologia do hospital veterinário da universidade, os alergénios que mais vezes deram positivo, entre os testados, foram o ácaro do pó Dermatophagoides farinae, o pólen da gramínea Dactylis glomerata (panasco) e a levedura Malassezia pachydermatis (Martins, 2023). Ou seja: ácaros, gramíneas e fungos, exatamente os três grupos da tabela acima. Se suspeita que a erva do jardim ou do parque é o problema do seu cão, explicamos tudo no artigo sobre a alergia à relva no cão.
Como aliviar as alergias sazonais do cão em casa
Um alívio eficaz da comichão alérgica trabalha em duas frentes ao mesmo tempo: reduzir a quantidade de alergénio que chega à pele e ajudar a barreira cutânea a resistir e a recuperar daquilo que, mesmo assim, consegue passar.
Primeiro, cortar o contacto com os alergénios. Passar as patas por água morna depois de cada passeio retira uma parte importante do pólen do dia antes de ele chegar à cama ou à barriga quando o cão se lambe. Limpe também a barriga e as axilas com uma toalha húmida. Dentro de casa, um purificador de ar com filtro HEPA e a lavagem semanal da cama do cão com detergente sem perfume reduzem a carga de alergénios no ambiente; nas semanas de pico, evite passeios por relva acabada de cortar e por campos de erva alta. Antes de planear um passeio longo no campo, vale a pena espreitar o boletim polínico semanal da RPA para a sua região: nos dias secos e com vento o pólen espalha-se mais, ao passo que a chuva ajuda a limpar o ar.
Banhos que ajudam, sem agredir. O simples ato de dar banho a um cão atópico remove alergénios da pele e do pelo (Outerbridge e Jordan, 2021). Um banho semanal com champô de aveia coloidal lava os alergénios sem retirar a camada lipídica protetora, ao contrário dos champôs ricos em sulfatos. No verão, depois da praia ou da piscina, passe o cão por água doce e seque bem as orelhas, as axilas e as pregas da pele: a humidade que fica retida é um convite às leveduras.
Depois, apoiar a barreira da pele a partir do interior. Nos cães com dermatite atópica, as camadas de lípidos entre as células do estrato córneo (a camada mais superficial da pele) são desorganizadas, descontínuas e menos numerosas do que nos cães saudáveis, e o teor de ceramidas é mais baixo, mesmo na pele sem lesões, com maior perda de água através da pele (Outerbridge e Jordan, 2021; Shimada et al., 2009). É uma das razões por que os alergénios penetram com mais facilidade. Os ácidos gordos ómega-3 de origem marinha, o EPA (ácido eicosapentaenoico) e o DHA (ácido docosa-hexaenoico), fazem parte das membranas das células da pele e são precursores de mediadores anti-inflamatórios, como as resolvinas e as protectinas.
Para um apoio nutricional, a evidência é invulgarmente consistente. Num ensaio aleatorizado, em dupla ocultação e controlado com placebo, 29 cães atópicos receberam durante 10 semanas 50 mg/kg/dia de EPA e 35 mg/kg/dia de DHA (cerca de 85 mg/kg/dia no total), óleo de linhaça ou um placebo; as pontuações clínicas melhoraram nos cães suplementados, mas não no grupo placebo (Mueller et al., 2004). Uma revisão sistemática feita por investigadores da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, em Vila Real, e de um hospital veterinário do Porto analisou 23 ensaios controlados e aleatorizados com EPA e DHA em cães e gatos e concluiu que existe benefício terapêutico na dermatite alérgica canina (Magalhães et al., 2021). O Manual Veterinário MSD indica, para um óleo de peixe de qualidade, 65 a 90 mg/kg/dia de EPA e DHA, sem que nenhuma combinação ou proporção específica se tenha mostrado superior. Para ter uma ideia da escala, num cão de 20 kg isso corresponde a cerca de 1,3 a 1,8 g de EPA e DHA por dia; confirme sempre a dose com o seu médico veterinário, sobretudo se o cão tomar outros medicamentos.
A quercetina, por vezes apresentada como o «anti-histamínico da natureza», trava a libertação de histamina pelos mastócitos em estudos laboratoriais, e a bromelina pode melhorar a sua absorção. A investigação atual, porém, não estabelece com firmeza nem uma dose clínica nem a eficácia no cão: as doses que circulam vêm sobretudo de relatos e não de ensaios controlados em cães. Num suplemento, a quercetina entra como ingrediente de um alimento complementar para animais, e não como medicamento veterinário. Encare-a como um possível complemento, e não como substituto do ómega-3 nem dos cuidados orientados pelo veterinário.
Alergias sazonais ou alergia alimentar no cão: qual é a diferença?
Muitas vezes os tutores não conseguem distinguir as duas só pelos sintomas, porque ambas provocam comichão na pele e inflamação dos ouvidos. O momento em que surgem e o padrão ao longo do ano são pistas mais fiáveis.
| Característica | Alergias sazonais / ambientais | Alergia alimentar |
|---|---|---|
| Época | Agrava-se com a época dos pólenes (em Portugal, sobretudo de março a julho) e, nos cães sensíveis a ácaros e bolores, nos meses húmidos | Todo o ano, sem padrão sazonal |
| Principal desencadeante | Pólen, bolores, ácaros do pó, gramíneas | Uma proteína ou um ingrediente específico da alimentação |
| Sintomas frequentes | Patas lambidas, cara esfregada, otites, pontos quentes | Comichão nas orelhas e nas patas, por vezes problemas digestivos (vómitos, fezes moles) |
| Diagnóstico | Exclusão de outras causas; testes intradérmicos ou doseamento de IgE específica no sangue para escolher os alergénios da imunoterapia | Dieta de eliminação rigorosa (8 a 12 semanas) |
| Abordagem habitual | Evitar os alergénios, apoiar a barreira cutânea, anti-histamínicos, imunoterapia | Mudança para uma dieta com uma proteína nova ou hidrolisada |
Um pormenor importante: os testes de alergia, por si só, não fazem o diagnóstico de dermatite atópica. Refletem a exposição a um alergénio, servem sobretudo para escolher os componentes da imunoterapia e só contam se baterem certo com a história e a época da comichão (Manual Veterinário MSD).
Se a comichão aperta todos os anos a partir de março e acalma no outono, os alergénios ambientais são os principais suspeitos. Se aparece seja qual for a estação, muitas vezes com fezes moles ou gases, o passo seguinte costuma ser uma prova alimentar acompanhada pelo seu médico veterinário, com uma dieta hidrolisada ou de proteína nova, normalmente uma dieta de prescrição veterinária. Explicamos este processo em pormenor no guia sobre alergias alimentares e comichão no cão.
Quando levar o cão ao veterinário por causa das alergias?
Os cuidados em casa resolvem muitos casos ligeiros a moderados, mas há sinais que pedem consulta:
- A comichão faz sangrar ou a pele fica em carne viva e aberta
- A queda de pelo é generalizada e não localizada
- O cão deixa de comer normalmente ou perde o sono por causa da comichão
- Um ponto quente não começa a melhorar nas 48 horas seguintes aos cuidados em casa
- As otites voltam sempre, apesar da limpeza regular dos ouvidos
- Queda de pelo à volta dos olhos, descamação, unhas muito compridas ou perda de peso: em Portugal, peça ao veterinário que descarte a leishmaniose
- Cara, focinho ou língua inchados de repente, sobretudo depois de um passeio num pinhal entre janeiro e abril: pode ser contacto com a lagarta processionária do pinheiro (ICNF). É uma urgência: contacte de imediato o seu médico veterinário ou um hospital veterinário com urgência 24 horas
Para os casos moderados a graves confirmados, o médico veterinário dispõe de opções com evidência para lá dos cuidados em casa. A imunoterapia específica com alergénios, as chamadas «vacinas da alergia», em injeções ou gotas sublinguais preparadas a partir das sensibilidades de cada cão, é considerada um tratamento de primeira linha e beneficia clinicamente cerca de 60 a 70% dos cães com dermatite atópica (Outerbridge e Jordan, 2021). Num estudo de uma clínica de referência em dermatologia veterinária com 103 cães, uma imunoterapia formulada a partir da aerobiologia regional, isto é, dos pólenes da própria região, teve resposta excelente em 19% dos cães e boa em 38%, perto de 6 em cada 10, com reações adversas em 2,4% dos cães que iniciaram o tratamento (Plant e Neradilek, 2017). O estudo não tinha grupo placebo, pelo que estes números devem ser lidos com prudência, e a resposta foi avaliada ao fim de, pelo menos, 270 dias: é um tratamento de longo prazo.
Medicamentos como o oclacitinib (Apoquel), o lokivetmab (Cytopoint) ou a ciclosporina atuam diretamente na comichão e na inflamação. Em Portugal, como em toda a União Europeia, são medicamentos veterinários sujeitos a receita médico-veterinária, enquadrados pelo Regulamento (UE) 2019/6 e controlados pela DGAV: não são para automedicação nem para trocar por produtos de venda livre. Pode confirmar se um medicamento veterinário está autorizado na base de dados europeia de medicamentos veterinários. Os anti-histamínicos têm um lugar mais limitado: a evidência a favor do seu uso na dermatite atópica é inconsistente (Outerbridge e Jordan, 2021), e o Manual Veterinário MSD considera-os úteis sobretudo na comichão ligeira e como parte de uma terapêutica combinada.
Se o seu cão tem otites de repetição na época dos pólenes, lembre-se de que o canal auditivo também é pele alérgica. Depois de o veterinário observar o ouvido e confirmar que o tímpano está íntegro, uma limpeza regular com um produto próprio ajuda a controlar a cera e o odor entre consultas. O limpador de ouvidos para cães Pure Majesty Pets (26,95 €) tem pH ajustado (5,0–5,5), não leva clorexidina e combina ácido salicílico a 0,2%, aloé a 10% e pantenol (pró-vitamina B5) para dissolver a cera e ajudar a acalmar a pele da orelha.
Suplementos que podem apoiar a barreira cutânea do cão alérgico
O apoio nutricional não substitui o diagnóstico veterinário, mas é verdadeiramente útil na comichão sazonal crónica, ligeira a moderada. A evidência mais forte aponta para o ómega-3 marinho (EPA e DHA), apoiado por ensaios controlados com doses definidas. O zinco, a vitamina E e a biotina apoiam a reparação da pele, e um microbioma intestinal equilibrado está cada vez mais associado à inflamação da pele através do eixo intestino-pele.
A qualidade da formulação conta. Os mastigáveis Pure Majesty Pets para pele sensível e comichão combinam óleos de salmão selvagem, sardinha, chia e borragem como base de ómega-3 e de GLA (ácido gama-linolénico): juntam o EPA e o DHA marinhos ao GLA de origem vegetal, em vez de dependerem de uma única fonte de ácidos gordos. A fórmula associa a quercetina à bromelina, incluída precisamente para apoiar a absorção da quercetina, açafrão-da-índia normalizado a 95% de curcumina, fitoceramidas e biotina para a barreira cutânea, e colostro com probióticos e prebióticos para o eixo intestino-pele, a que se somam zinco, vitamina E e roseira-brava: seis categorias funcionais num só mastigável. Os mastigáveis são prensados a frio para proteger os óleos e as culturas probióticas sensíveis ao calor, têm uma base de fígado de porco hidrolisado que agrada aos mais esquisitos e cada lote tem certificado de análise. A dose diária é definida pelo peso, segundo o guia da embalagem, com ou depois de uma refeição. Como a pele se renova devagar, a maioria dos tutores procura uma pelagem mais estável e menos comichão ao longo das primeiras três a seis semanas de utilização consistente, e não de um dia para o outro.
Em Portugal encontra suplementos de ómega-3 para cães em clínicas veterinárias, parafarmácias e lojas de animais, físicas ou online, como a zooplus.pt, a Kiwoko, a Zu ou a Tiendanimal. Ao comparar, olhe para os miligramas de EPA e DHA por toma, e não apenas para os miligramas de «óleo de peixe», e desconfie de promessas de resultados imediatos. Muitos produtos importados de fora da União Europeia chegam com prazos longos e, por vezes, com custos a pagar na entrega; as encomendas Pure Majesty Pets seguem com envio grátis para Portugal e em regime DDP, com direitos e IVA já pagos. Por fim, um suplemento para cães é legalmente um alimento complementar: o Regulamento (CE) n.º 767/2009 (artigo 13.º) não permite atribuir a um alimento para animais propriedades preventivas, terapêuticas ou curativas de doenças. É por isso que falamos de «apoio» à pele e à barreira cutânea, e é com esse olhar que deve ler qualquer rótulo.
Pure Majesty Pets em Portugal
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Erros comuns dos tutores com as alergias sazonais do cão
- Esperar que a crise seja forte para agir. Começar o apoio à barreira cutânea no início da época de pólenes da sua região funciona melhor do que tentar acalmar uma pele já inflamada. No Centro e em Lisboa e Vale do Tejo, onde os picos chegam mais cedo, isso significa começar no fim do inverno.
- Dar banhos a mais com o champô errado. Banhos diários com champôs ricos em sulfatos retiram a barreira lipídica que se quer proteger. Fórmulas semanais à base de aveia são mais suaves.
- Confundir uma infeção secundária com «só alergia». Um cheiro a levedura ou um ponto quente que não melhora em 48 horas precisa de ser visto pelo veterinário, e não de mais remédios caseiros.
- Dar anti-histamínicos de uso humano sem orientação. A difenidramina ajuda alguns cães, mas, como a dose é delicada e a eficácia irregular, o seu uso deve ser decidido pelo veterinário e não tomado como solução por defeito. O recurso a um medicamento de uso humano num animal é uma decisão do médico veterinário, prevista no Regulamento (UE) 2019/6 para casos excecionais (a chamada «cascata»).
- Parar o suplemento logo que os sintomas melhoram. Os nutrientes da barreira cutânea atuam de forma cumulativa; parar à terceira semana significa muitas vezes que a crise volta por volta da quinta.
Mitos e factos sobre as alergias sazonais no cão
| Mito | Facto |
|---|---|
| «Os cães têm alergias como as pessoas, com espirros e olhos a lacrimejar.» | Nos cães, a alergia manifesta-se sobretudo na pele e nos ouvidos, porque a pele é uma porta de entrada importante dos alergénios (Manual Veterinário MSD). Os olhos também podem ser afetados, como mostrou o estudo de Lisboa, mas a comichão da pele é o sinal dominante. |
| «Se não são pulgas, é a comida.» | Os alergénios ambientais são uma causa própria e frequente de comichão crónica, reconhecível sobretudo por um padrão sazonal e não contínuo ao longo do ano. |
| «Os suplementos atuam tão depressa como os medicamentos.» | As abordagens nutricionais constroem resultados ao longo de semanas, à medida que as células da pele se renovam; o Apoquel ou o Cytopoint atuam mais depressa, mas exigem consulta e receita médico-veterinária. |
| «Os cães deixam de ter alergias quando crescem.» | A dermatite atópica canina é hereditária e crónica: não desaparece com a idade, mas pode ser controlada, e a maioria dos cães precisa de uma gestão sazonal contínua. |
| «Nos Açores e na Madeira os cães não têm alergias.» | Há muito menos pólen no ar nas ilhas (índice polínico médio cerca de onze vezes inferior ao do continente), mas os ácaros do pó e os bolores continuam presentes. |
Quanto tempo demora a controlar as alergias sazonais: um calendário realista
Definir expectativas é importante, sobretudo com abordagens nutricionais. Nas semanas 1 e 2 de um plano combinado (lavagem das patas, menos exposição a alergénios e um suplemento diário para a barreira cutânea), a maioria dos tutores ainda não nota uma mudança marcada, e isso é normal. Entre as semanas 3 e 4, muitos cães já se coçam com menos intensidade e têm a pele mais calma, o que está de acordo com os prazos descritos nos ensaios com ómega-3 (o ensaio de 2004 durou 10 semanas). Entre as semanas 6 e 8, a qualidade do pelo e a resistência da pele costumam mostrar a melhoria mais clara, desde que a exposição aos alergénios também seja gerida. Se não houver qualquer melhoria ao fim de 6 semanas, é sinal para envolver o médico veterinário em vez de continuar à espera.
Nos casos mais teimosos, o nosso guia do melhor remédio para a comichão do cão compara opções com e sem receita, e o artigo sobre remédios caseiros para a comichão nos cães mostra o que realmente resulta. Para uma abordagem centrada na causa, leia o guia sobre o alívio natural da comichão em cães com alergias. E para comparar todas as opções Pure Majesty Pets para a pele, o pelo e o resto da rotina do seu cão, por ingrediente e formato, veja a gama completa.
Perguntas frequentes
Quais são os primeiros sinais de alergia sazonal no cão?
Normalmente, lamber as patas depois de vir da rua, esfregar a cara nos móveis e uma ligeira vermelhidão nas orelhas ou na barriga, muitas vezes antes de qualquer lesão visível e coincidindo com o calendário dos pólenes da sua região.
Quanto tempo dura uma crise de alergia sazonal no cão?
As crises acompanham a época local dos pólenes ou dos bolores e duram semanas a meses, não dias. Em Portugal, o grosso dos pólenes alergénicos concentra-se entre março e julho; no litoral húmido, os ácaros e os bolores podem manter os sintomas durante quase todo o ano.
Posso dar um anti-histamínico de uso humano ao meu cão com alergia?
Não sem falar primeiro com o médico veterinário. A difenidramina e outros anti-histamínicos ajudam alguns cães, mas a eficácia varia, a sonolência é frequente e a dose tem de ser calculada para o animal. Também não substituem o controlo da exposição aos alergénios.
Qual é a diferença entre alergia sazonal e alergia alimentar no cão?
A alergia sazonal agrava-se nas épocas de pólen e é desencadeada por alergénios do ambiente; a alergia alimentar provoca comichão durante todo o ano e é desencadeada por um ingrediente específico da dieta. Uma dieta de eliminação rigorosa, de 8 a 12 semanas, é a forma padrão de as distinguir.
Os suplementos de ómega-3 ajudam mesmo na comichão alérgica do cão?
Sim. Num ensaio controlado com placebo, cães atópicos que receberam 50 mg/kg/dia de EPA e 35 mg/kg/dia de DHA durante 10 semanas melhoraram as pontuações clínicas, ao contrário do grupo placebo, e uma revisão sistemática portuguesa de 2021 confirmou o benefício na dermatite alérgica canina. Os resultados constroem-se ao longo de várias semanas, não de imediato.
Quando devo levar o cão ao veterinário por causa de alergias de pele?
Se a comichão o faz sangrar, se a queda de pelo é generalizada, se um ponto quente não melhora em 48 horas ou se as otites se repetem. Estes sinais sugerem uma infeção secundária ou uma gravidade que exige tratamento com receita. Um inchaço súbito da cara ou da língua depois de um passeio num pinhal é uma urgência.
Quando é a época de pólen mais difícil para os cães alérgicos em Portugal?
Sobretudo entre março e julho, quando se juntam os pólenes de gramíneas, carvalhos e sobreiros, oliveira e parietária, com picos mais cedo no Centro e em Lisboa e Vale do Tejo. No outono o risco costuma ser mais baixo, mas os ciprestes começam a polinizar e os ácaros e bolores pesam mais nos meses húmidos. O boletim semanal da Rede Portuguesa de Aerobiologia mostra o que anda no ar em cada região.
Fontes
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- Rede Portuguesa de Aerobiologia (SPAIC), boletim polínico semanal — rpaerobiologia.com
- DGAV, Medicamentos veterinários — dgav.pt
- Regulamento (UE) 2019/6, relativo aos medicamentos veterinários — EUR-Lex
- Regulamento (CE) n.º 767/2009, colocação no mercado e utilização de alimentos para animais — EUR-Lex
- Base de dados de medicamentos veterinários da União Europeia (Union Product Database) — medicines.health.europa.eu
- ICNF, Processionária do pinheiro — icnf.pt
Este artigo destina-se a informação geral e não substitui o diagnóstico nem o tratamento do seu médico veterinário. Consulte-o se o seu cão mostrar sinais de infeção da pele, comichão intensa ou sintomas que persistam apesar dos cuidados em casa.